Há cerca de mês e meio que ando a fazer uma terapia para as costas e sempre que me ocupo a observar os outros frequentadores da clínica surpreendo-me. Ora de pessoas com ancas na diagonal a outras que andam todas desengonçadas com ou sem gadjets há de tudo, tendo todas essas variantes o denominador comum velho/flácido/gorducho. Face a este panorama, cada vez que subo aquela escadaria, sinto-me uma autêntica diva, não só por ser muito mais nova do que toda aquela gente, mas essencialmente por ter melhor aspecto. (Imagino que eles pensem "Ai coitada da menina! Tão novinha e já com problemas de osteoperose/artrite/articulações/etc.") Imagino igualmente que os massagistas fiquem mais contentes quando têm de me massajar as costas do que as de uma senhora de 58 anos com ar de 65, 1.60 e 80kg que pendem nos braços e que transbordam do elástico da cinta-cueca e das meias-de-descanso em todas as direcções.Hoje lá estava eu deitadita de costas nuas na marquesa, enquanto o 2º melhor massagista de todos os tempos terminava o serviço, até que ouço: "Que bela vida!"
Eu ergo a cabeça e olhando para ele: "Para si ou para mim?"
Acho que ele não respondeu e foi buscar a aparelhagem para as ondas curtas.
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