- Quem és tu, Romeiro?
- Ninguém.
Ninguém que me reavivou uma série de fantasmas e que me escureceu o semblante.
Queria que ninguém fosse ninguém, mas os fantasmas e o meu semblante carregado provaram-me que não.
Queria ir para casa, enrolar-me no sofá e adormecer assim triste e quieta.
No entanto, houve termos e condições que me pregaram à cadeira. Não sei se foram a minha tábua de salvação ou se foram um obstáculo para o meu plano de fuga.
Isolei-me no meu mundo com uns auscultadores, Djavan e o olhar perdido no ecrã dos termos e condições. Felizmente os meus dedos já traduzem de forma automática, pois a minha cabeça lembrava-se das histórias de Moscovo que nunca me foram contadas e de todas as cenas para as quais Djavan fez banda sonora e nunca soube.

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