Quando estive em Macau, vi o espectáculo Zaia do Cirque du Soleil e fiquei suficientemente bem impressionada para querer ver mais. O mais chegou agora com este espectáculo ao som de Michael Jackson. Inicialmente estava perdida sem saber onde encontrar os elementos de circo no espectáculo de música e dança. Lembrei-me de uma conclusão que tirei na minha pós-graduação em cultura moderna, que as fronteiras da arte são muito ténues e muito facilmente entram em campos alheios. Eu achava que ia ver circo e estava a ver um espectáculo de dança e isso na minha cabeça não fazia sentido, até ficar completamente deslumbrada com os efeitos especiais de uns trapezistas. Sabem aquele momento em que a criança vai ao circo e fica boqueaberta ao ver magia. Pois essa criança era hoje eu: imagino que os trapezistas tivessem um fato com leds que piscavam de acordo com a música. O facto de estar tudo escuro dava a ideia de haver estrelas a voar. Foi muito bonito.
Outras coisas impressionantes foi a mulher do varão ou a contorcionista, mas talvez o melhor de tudo - apesar de eu ter ficado mesmo maravilhada com os fatos leds dos trapezistas e dos dançarinos - foi um bailarino coxo de canadianas. O rapaz tinha mesmo só uma perna, mas dançou, saltou, mexeu-se que só visto. Um exemplo claro de que não há impossíveis.
Não foi bem circo, foi muito mais do que isso.
Não foi bem circo, foi muito mais do que isso.
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