sábado, 1 de dezembro de 2012

68º momento cultural: Cirque du Soleil - The Immortal World Tour

Quando estive em Macau, vi o espectáculo Zaia do Cirque du Soleil e fiquei suficientemente bem impressionada para querer ver mais. O mais chegou agora com este espectáculo ao som de Michael Jackson. Inicialmente estava perdida sem saber onde encontrar os elementos de circo no espectáculo de música e dança. Lembrei-me de uma conclusão que tirei na minha pós-graduação em cultura moderna, que as fronteiras da arte são muito ténues e muito facilmente entram em campos alheios. Eu achava que ia ver circo e estava a ver um espectáculo de dança e isso na minha cabeça não fazia sentido, até ficar completamente deslumbrada com os efeitos especiais de uns trapezistas. Sabem aquele momento em que a criança vai ao circo e fica boqueaberta ao ver magia. Pois essa criança era hoje eu: imagino que os trapezistas tivessem um fato com leds que piscavam de acordo com a música. O facto de estar tudo escuro dava a ideia de haver estrelas a voar. Foi muito bonito.
Outras coisas impressionantes foi a mulher do varão ou a contorcionista, mas talvez o melhor de tudo - apesar de eu ter ficado mesmo maravilhada com os fatos leds dos trapezistas e dos dançarinos - foi um bailarino coxo de canadianas. O rapaz tinha mesmo só uma perna, mas dançou, saltou, mexeu-se que só visto. Um exemplo claro de que não há impossíveis.
Não foi bem circo, foi muito mais do que isso.

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