Os empregrados de mesa em Viena não primam pela simpatia. Faz parte do seu modus operandi, modus vivendi, etc, por isso qualquer um que saia desse modelito faz-se notar. Ontem fui jantar com uma amiga búlgara (o tal jantar do ganso) e o empregado que nos servia desfazia-se em sorrisos e amabilidade. Nós estranhámos, mas não perdemos um minuto sequer da nossa animada cavaqueira para comentar o assunto. No entanto, já no final da refeição, o senhor pergunta-nos de onde éramos e se estávamos a estudar em Viena. Ao dizer que eu sou portuguesa, o homem respondeu com "Fala português?" e apontando para o ganso saiu-se com "Gostoso?" e seguiu a sua vida. O meu comentário para a minha amiga é que ele falava a variante brasileira, mas lá continuámos a conversa. Nós não estávamos aborrecidas, não houve momentos mortos, nem parámos de conversar a noite toda... mas o homem voltou à carga... Não só nos interrompeu, como em 5 minutos ficámos a saber da vida toda dele: que tinha sido casado com uma brasileira, que tem uma casa em Florianópolis, que antes trabalhava em cruzeiros, que viveu uns tempos na Ásia e no Brasil e que quando se reformasse queria ir para a casa que lá tem e que se a gente quisesse poderia ir lá visitá-lo...
Enquanto ele contava isto tudo, eu pensava como era possível aqui na Áustria um empregado ter uma quinta no Brasil, practicamente na praia, com direito a bungalows e cavalos.
Entretanto a minha amiga lembrava-se daquele belo momento em que Javier Bardem abeira-se da mesa de Vicky e Cristina em Barcelona, convidando-as a ir a Toledo, porque as tinha achado bonitas e interessantes e queria conhecê-las melhor e fazer amor com elas....
Bom, a diferença é que o nosso wannabe amigo Peter não era o Javier Bardem...
Nós acabámos as bebidas, pagámos e desaparecemos em três tempos, mas claro que prometemos voltar!
A época do freak está aberta!
Enquanto ele contava isto tudo, eu pensava como era possível aqui na Áustria um empregado ter uma quinta no Brasil, practicamente na praia, com direito a bungalows e cavalos.Entretanto a minha amiga lembrava-se daquele belo momento em que Javier Bardem abeira-se da mesa de Vicky e Cristina em Barcelona, convidando-as a ir a Toledo, porque as tinha achado bonitas e interessantes e queria conhecê-las melhor e fazer amor com elas....
Bom, a diferença é que o nosso wannabe amigo Peter não era o Javier Bardem...
Nós acabámos as bebidas, pagámos e desaparecemos em três tempos, mas claro que prometemos voltar!
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