terça-feira, 9 de outubro de 2012

52º momento cultural: Madredeus

Tenho ideia que os Madredeus foram o grupo português mais popular fora de portas. No entanto, a única coisa fora de portas de que me lembro é do poster dos Madredeus no quarto da minha amiga Rita, em meados dos anos 90, de um concerto a que ela tinha ido na Holanda. Sim, também conhecia o Pastor e a Vaca em chamas...
É uma pena nunca ter visto os Madredeus ao vivo e ainda com a Teresa Salgueiro, mas à força das minhas aulas e da minha condição de emigrante lá me fui inteirando mais acerca da música do grupo. Eu tinha o Antologia, uns alunos ofereceram-me a discografia completa. Mas hoje colmatei essa lacuna. Não foi a Teresa Salgueiro, mas a Beatriz Nunes não se ficou nada mal.

A melancolia inicial, os fatos negros (o meu inclusive), o ambiente profundamente sério enquadrava bem o meu estado de espírito. E senti-me em casa. Os músicos são maravilhosos e, não desfazendo da voz, poderiam ter feito o concerto sozinhos. A combinação de instrumentos e de sons orquestrados pelo Pedro Ayres Magalhães foi simplesmente magistral.

Claro que tanta melancolia cansou-me, que não me dou assim tão bem nesses círculos, por isso animei-me quando a toada mais ritmada teve início.

A Konzerthaus estava esgotada. A menina falou em alemão connosco, de uma forma completamente entzückend. Voltaram ao palco duas vezes. E a segunda música do segundo encore e a última do concerto foi a minha preferida de todas: Haja o que houver (que desde que dou aulas de português só me ocorre: presente do conjuntivo + futuro do conjuntivo)

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