Há aqueles dias sacanas em que parece que voltamos à adolescência. O corte trendy do meu cabelo com a humidade do ar, uma noite de sono e mais uma escova faz-me lembrar o cabelo armado da minha mãe e obviamente não gosto disso. Hormonas parvas que me dão vontade de chorar e razões para isso arranjava sem ter de pensar muito. Afinal de contas sou uma incompreendida, o mundo não me entende e ninguém me liga e ninguém gosta de mim. Não me lembro de ter este tipo de problemas na adolescência, por isso se me aparecer acne (que nunca tive) terei a certeza que estou a viver uma adolescência intensiva nas vésperas dos meus 34 anos. Bom, liguei a uma amiga que me fez ver que sou eu quem armadilho a minha vida... neguei tudo, claro, mas pode ser que ela tenha alguma razão. Tinha razão com certeza quando me mandou ver Almodovar, munindo-me visionariamente de alguns dvds. Vi o Volver sem saber ao que ia, mas fui e fiquei fã.
Devia ser a única pessoa que ainda não tinha visto nada de Almodovar, mas vou tentar colmatar essa falha. Gostei de Volver por muitas razões: pelo tricotado da história, pelas facetas das personagens, pelo caricato das situações, pelos malentendidos bem intencionados e pela estonteante Penélope Cruz. Aquele clã matriarcal fez-me lembrar a minha família: irmã, mãe, tias, avó sempre se fizeram ouvir, sempre deram cartas, sempre arranjaram problemas, sempre se (des)uniram em nome de qualquer coisa. Possivelmente uma família como outra qualquer.
Devia ser a única pessoa que ainda não tinha visto nada de Almodovar, mas vou tentar colmatar essa falha. Gostei de Volver por muitas razões: pelo tricotado da história, pelas facetas das personagens, pelo caricato das situações, pelos malentendidos bem intencionados e pela estonteante Penélope Cruz. Aquele clã matriarcal fez-me lembrar a minha família: irmã, mãe, tias, avó sempre se fizeram ouvir, sempre deram cartas, sempre arranjaram problemas, sempre se (des)uniram em nome de qualquer coisa. Possivelmente uma família como outra qualquer.

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