O Atlas não foi a epifania de que estava à espera. Os braços abertos do Atlas resultaram em mim em dores de pernas, cãimbras e sei lá mais o quê. Quem me visse diria que costumo ter o carro parado à porta e que o único exercício que faço é travão-acelerador-embraiagem.
Tajines e demais comida marroquina são uma delícia mas ao fim de três dias já sabe tudo ao mesmo, independentemente de ser peixe ou carne, estufado ou frito.
Comer em Marrocos pode ser uma experiência sociológica e pode revirar estômagos. Tenho um paladar aventureiro e nem sou assim coisinha, mas confesso que ao comer o peixe assado no mercado enojei-me um bocadinho... não pelas sardinhas maravilhosas, mas pelo prato...
Praça Jamaa El-Fna ou simplesmente A Praça. Incontornável de dia e intransitável de noite. É o pulsar da cidade com tudo a que se tem direito. O canto da sereia desta vez não foi tão encantado como na Turquia. No entanto, não deixo de tirar o meu chapéu ao apelo à oração. Acho bonito, pronto.
Hamamm. O ponto alto da minha viagem, para além dos outros muito lá perto. Já ninguém me dava banho há uns bons 30 anos (ok, estou a mentir, mas isto é um blogue familiar e eu estou a contar com lavar o cabelo... e isso só mesmo a minha mãe ;)) Podia ter a menina cá em casa - se tivesse banheira, pois no meu poliban não teria o mesmo encanto - a dar-me banho, a passar-me óleos, a esfoliar-me e a lavar-me o cabelo, todos os dias. Não me importava nadinha mesmo!
O nosso primeiro riad. E esta grande tranca em primeiro plano era a porta do nosso quarto. É tudo à confiança.... sem chave, nem cartão, mas uma tranca gigante e uma porta de uma tonelada ou duas.
Cáfila é a minha palavra preferia em português e eu poderia ter largado umas lágrimas quando vi esta. Linda, linda, como a palavra. Montei um camelo e foi agradável... para a próxima vez serão horas e rumo ao deserto!
Essaouira respira arte. Há artistas em todas as esquinas: pintura, escultura, you name it. Eu perdi-me de amores por esta tela, logo assim à primeira vista. Como não acredito nessas coisas, dei três voltas, mas não me esqueci dela. Deixei a ideia de trazer candeeiros e trouxe-a para casa. Afinal tenho mais paredes do que lâmpadas. (E ainda vieram mais duas máscaras esculpidas em madeira).
O Jardim de Majorelle do YSL é azul, azul, azul. Tão azul que me apetecia trazer uma parede para casa... ou ficar lá a viver.
A madrassa (escola corânica) era uma das coisas que queria mesmo ver... e enverguei o meu traje de Lawrence da Arábia! O pátio era fabuloso, os quartos dos estudantes menos... muito menos.
Maria Calíope é uma pessoa mais feliz dentro de água e quando as temperaturas sobem muito acima dos 40ºC mais feliz Maria Calíope é dentro de água. Admirem tanta felicidade... de costas, porque as minhas costas também foram muitas felizes aqui!
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