quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Mouro sem camisa e afogado em morangos

Uma pessoa não se habitua do dia para a noite a 13ºC com direito a céu cinzento (o dia todo) e chuviscos como bónus. Se acrescentar que saí do escritório às 18:00 (é muito tarde), o panorama não melhora. Vim para casa encolhida com o frio e apetecer-me um lanche daqueles bons, mas quentes e doces (portanto as torradas ou o pacote de batatas fritas estavam excluídos à partida). Passei pelo supermercado a ver o que se arranjava, pois fazer um Apple Crumble - que era a única coisa que me ocorria no momento - demoraria o seu tempo e eu já estava com fome.

Trouxe um Mohr im Hemd, que prometia estar prontinho para eu o desgustar num minuto. Maravilha! Quase 10 anos de Viena e nunca tinha marchado um mouro... pois Maria Calíope torce sempre o nariz quando vê chocolate. Mas a ocasião faz o ladrão e lá trouxe o senhor para casa, tinha molho e era rápido. Perfeito. Acontece que o pacote vinha com 3 bolinhos embalados individualmente e a saqueta do molho era uma única. Raio dos supermercados não sabem que há muitos agregados UNIfamiliares?! Maria Calíope, mulher prevenida, não se deixou melindrar pela saqueta do molho. Pô-la no congelador para ela não se armar em importante e sacou dos morangos congelados, comprados no outro dia sem objectivo definido.

Meus caríssimos leitores, em menos de 5 minutos, já tinha regado o Mouro quente com o molho e pedaços de morango a ferver.

Não vos digo, nem vos conto, avanço só que todos eles, Mouro, morango e molho, estão a fazer natação sincronizada progressiva e já chegaram ao meu estômago.

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