sábado, 22 de setembro de 2012

Economia doméstica

Numa conversa causal que tinha tido como ponto de partida o grego clássico, a minha colega romena dizia que gostaria de aprender hebraico, que tinha conhecido umas israelitas na Tailândia e que elas até lhe tinham dado uma lição de economia. Uma vez que ela não esteve assim tanto tempo na Tailândia, fiquei curiosa em relação à tal aulita de economia. A minha colega orgulhosa debitou o seguinte: "Se ganhas 200, não podes gastar 300. Se ganhas 200, o ideal é pôr 100 de parte e gastar os outros 100."
Eu fiquei tão boqueaberta com aquela revelação que não me pude conter: "Mas foi preciso ires à Tailândia para aprenderes isso?!"

Eu nunca tive aulas de Economia e não tenho Matemática desde o 9º ano, nos idos de 1993, mas parece-me uma daquelas verdades de La Palice que não se pode/deve gastar o que não se tem. Eu como tenho espírito de pobre, não só não gasto tudo o que ganho, como ainda guardo algum para qualquer curva mais apertada da vida ou para algum devaneio meu, mas daí a pensar que o meu espírito poupadinho seria uma espécie de revelação iluminada vai um longo caminho.

Às vezes fico a pensar que não sei como as pessoas vivem, nem o que lhes passa pela cabeça...

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