segunda-feira, 10 de setembro de 2012

47º momento cultural: To Rome with Love

Sou uma fã assumida de Woody Allen, por isso até os filmes de que não gosto tanto têm qualquer coisa que se aproveite. To Rome with Love andava já no meu horizonte há largas semanas e aguçava-me ainda mais a curiosidade pela coincidência.
Não é com certeza o melhor filme de sempre, nem sequer dos últimos anos. Na verdade, o filme não tem assim tantas pontas por que se lhe peguem. Trata-se de várias histórias que se passam em Roma, mas que não se entrelaçam em momento nenhum. Se há algumas caricatas que de tão bizarras acabam por ser divertidas, outras são simplesmente absurdas e parvas. E para este saco cabe toda a sequência protagonizada pelo Benini, especialmente aquela coisa medonha que foi a última cena. O regresso de Woody Allen enquanto personagem E actor para mim é sem dúvida uma mais-valia. O homem há-de ter 210 anos e continuar a representar o mesmo papel: é genial! Mas a minha personagem preferida deste filme foi a do Alec Baldwin que tinha umas tiradas à Woody, mas cuja personagem tinha a função de um coro de teatro grego. Ele estava lá mas não estava e ia comentando os factos, aconselhando as personagens, analisando a situação, avançando cenários: uma delícia. Outro momento fabuloso foi a da rapariga a enfiar-se na casa-de-banho do quarto do hotel e começar com "devo-não-devo-faço-não-faço". Ah! E o tipo do chuveiro, molhado... pois seco ninguém dava nada por ele.
De resto, eliminando a história do Benini ter-se-ia mais espaço para as outras histórias. A coitada da Penelope Cruz não deve ter dito mais do que 5 frases e merecia um papel melhorzito. A dinâmica entre o Woody Allen e o seu futuro genro também poderia ter sido enriquecida com mais diálogos. E quem é aquela calmeirona que desempenha o papel da namorada do arquitecto?! Aquele ar másculo era papel ou era mesmo ela?
Enfim, para o ano há mais!

2 comentários:

Pimpas disse...

Tenho que ver. Também adoro Woody. ;)

Calíope disse...

Hmm... e se puderes vai ver o 360 também! É um registo bastante diferente, mas muito melhor conseguido, digo eu.