domingo, 9 de setembro de 2012

44º - 46º momento cultural / Relatório marroquino IV

Poderia resumir toda a experiência marroquina num grande momento cultural, mas vou descriminar sítios onde tivemos de pagar entrada!


44º momento cultural: Madrassa Ben Youssef.

Ainda não consegui perceber se a Madrassa é uma espécie de catequese ou escola primária. Desconfio que sejam as duas numa só. Esta foi a maior do Magrebe. O pátio é maravilhoso, mais do que todos os outros pátios maravilhosos que visitámos. A parte interior já deu origem a mixed feelings. Qualquer coisa entre cela de mosteiro e cela de prisão seria assim que descreveria o quarto dos estudantes. Acho que a madrassa é o primeiro passo da educação de qualquer muçulmano. É lá que eles aprendem árabe clássico por meio do Corão. Julgo que só o memorizam, não sei se terão alguma vez a oportunidade de analisar, pensar e comentar aquilo que aprendem de cor. E é uma pena.

45º momento cultural:  Museu de Marraquexe.

Fomos ao museu porque havia um bilhete combinado com o da Madrassa. Mas foi um autêntico oásis no deserto aquele ingresso. Eu destilava até mais não. Com certeza estavam mais de 40º e ainda estávamos na parte da manhã do dia. Mesmo munida de garrafa de 1,5 l de água na mão eu sentia que poderia desfalecer a qualquer momento. Por isso, ao entrar no museu e dar com um salão gigante todo em azulejo e com uns cadeirões nos cantos estrategicamente colocados, dirigi-me a eles como se palmeiras com tâmaras e água fresca se tratasse. E fiquei ali minutos sem fim sentadita, a beber água, a descansar as pernas e o corpo, também o meu espírito precisava de ser arrefecido. Aquele oásis era perfeito por tudo o que já dissera e por ter música flamenca como banda sonora. Foi genial e refrescante. Por mim ficaria ali o resto do dia. Mas consegui erguer os meus membros todos e dar uma volta pelo museu. Coisas bonitas e interessantes, mas nada que se comparasse àquele salão.

46º momento cultural: Jardim de Majorelle.

A casa de Yves Saint Laurent e de Pierre Bergé é possível o edíficio mais colorido de toda a Marraquexe. O azul é estonteante que só apetece mergulhar nas paredes. A exposição de cartões de amor deixou-me de sorriso nos lábios. No jardim há colecções de cactos e bambus que não sei apreciar, mas que conferem um traço exótico ao azul majorelle e às pinceladas de amarelo.

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