domingo, 9 de setembro de 2012

43º momeno cultural: 360

Quando li qualquer coisa pela primeira vez sobre este filme achei que tinha tudo a ver comigo. Ontem vi-o e ainda estou a pensar nas semelhanças. 360 conta várias histórias paralelas que se entrecruzam por coincidências da vida. Adoro filmes com este formato, nada a fazer.
No entanto, observando melhor cada uma da dúzia de histórias que nos são apresentadas todas elas relatam vidas tristes de pessoas que por um motivo ou por outro se sentem mal com a vida que têm. Vidas tristes escondidas por poder ou dinheiro ou vergonha ou outra coisa qualquer. Vidas preenchidas por falta de afectos, por relações amorosas mal resolvidas ou insatisfatórias. Na verdade, o filme fala de falta de amor. Dos homens que requisitam o serviço da prostituta. Da mulher que se envolve com um funcionário. Da namorada que deixa o namorado (funcionário) ao descobrir que ele estava envolvido com a chefe. Do médico que se apaixona pela sua assistente e que pelos seus motivos religiosos e pela aliança dela deixa tudo a perder, não sabendo ele que ela vive o casamento fictício e está farta disso. Do marido que é capanga de um dos tipos que requisita serviços à prostituta e enquanto espera por ele à porta do hotel conhece a irmã da prostituta (que também esperava por ela) e que lhe dá outra perspectiva de vida. E ainda há o recluso que acabara de cumprir a pena por ofensas sexuais que é tentado pela namorada (aquela de cima), que por sua vez conhece no avião um homem cuja filha desapareceu, por consequência de ele ter uma amante.

Muitas histórias, muitas viagens (adorei os separadores com aviões, comboios, autocarros e carros), muitas cidades, muitas pessoas: a mesma história.

Depois desta descrição estou com medo de dizer que esta história tem tudo a ver comigo, mas infelizmente acho que sim.

Nota: Não fica mal de cabelo (muito) curto mas preferia-o de cabelo comprido.
Nota 2: Afinal somos mesmo Kino Partners strictu sensu. Adieu, Latin Lover, it was a pleasure!

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