domingo, 30 de setembro de 2012

Dia das caminhadas e do vinho

Esta tradução livre do Wiener Weinwandertag explica literalmente o que andei a fazer hoje. Tínhamos uma caminhada de 11,8 km ao longo da qual havia postos de comes e bebes. Começámos logo pela fresca e como eu já sabia do que se tratava achei melhor aconchegar o estômago com umas torradas extra.
No final da caminhada contava com 1 Sturm, 2 Spritzer, 1 Dirndl e ainda uma Kaiserkrainer (a salsicha com queijo), um papo-seco e um folhado de nozes no bucho... Bom, os líquidos não sei se manteram lá tanto tempo, pois fui umas 5 ou 6 vezes aliviar a bexiga, uma das quais mesmo no meio do mato...  Mas não andei aos S!

sábado, 29 de setembro de 2012

Uma festa - Três momentos

Impagável
Chegaram pessoas à festa e a anfitriã pretendia apresentar-mas, mas um dos tipos interrompe o processo natural das coisas e lança a buliçosa afirmação: "Mas a gente já se conhece!" e eu olhei para o tipo, rebuscando no fundo da minha memória a pensar "Quem é este gajo, pá?!", mas sorrindo e dizendo "Sim, sim..."

Improvável
O aniversariante (antigo caso meu) aproxima-se de mim depois de eu ter estado bastante tempo à conversa com um outro convidado e segue-se esta troca de palavras:
Aniversariante: Então? Tudo fixe? O que achas do Y?
Calíope: Quem é o Y?
Aniversariante: Esse aí à frente com quem estiveste a falar...
Calíope: Ah! Sim, sim... estive a falar com ele...
Aniversariante: Epá esse era um bom tipo para ti! Olha que ele é assistente na Universidade e agora vai ter um contrato muito bom...
Calíope: És mesmo parvo! Sim, eu sei ele disse-me...
Aniversariante: E ele agora quer assentar arraiais... olha, quer estabelecer-se e conhecer uma pessoa séria e assim...
Calíope: Aaaahhh! E eu sou a pessoa séria?!!! (perdida de riso)
Aniversariante: Ai Calíope! Tuuu.... (perdido de riso)

Inegável
Apesar deste caso ter caducado há um par de anos, eu não conhecia a namorada nova do indivíduo. Sabia que era uma italiana, mas nunca perdi muito tempo a pensar nisso. Uma italiana assim em teórico, a mim, lembra-me sempre as curvelíneas mulheres de cabelos longos e lábios carnudos do anúncio da Intimíssimi. No entanto, a verdade nua e crua foi bastante decepcionante. Primeiro, se não soubesse o nome da rapariga nunca teria adivinhado quem seria, pois body language não vi nenhuma... Depois desse meu rápido raciocínio dei com uma miúda que me faz lembrar o... Tom Sawyer!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Mó de cima

Não dei descanso aos meus ombros, uma vez que as ancas tiveram mesmo de ser imobilizadas (caso contrário não teria conseguido trabalhar) mas tudo o resto se movia, sangue nas veias inclusive. A banda sonora voltou a ser Fnaire na parte da tarde, depois de uma manhã muito chill-out, bossa nova.

Com Maomé entretido a dançar hiphop no topo da montanha, a montanha teve mesmo de se mexer e dar sinal de si. Maomé gostou, mas continuou a dançar como se não tivesse dado conta do tremor que a montanha causou! :)

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Post do tipo "Agora escolha!"

Post 1:
Maria Calíope, larga o osso enquanto podes. Embora domines no momento, tu sabes que não tens jogo de cintura suficiente para chegar até ao fim, na posição vitoriosa... Estás a brincar com fogo, já te queimaste... e no entanto, voltas para perto das brasas... Vá, Maria Calíope, assopra o fósforo, enquanto tens fôlego.

Post 2:
As rédeas estão na tua mão, Maria Calíope, por isso c-a-l-m-a. A pressa é inimiga da perfeição. Deixa em lume brando e vai mexendo com cuidado, para que não resultem grumos. Mão firme e minuciosa. Não te distraias, Maria Calíope. Mexe suavemente até levantar fervura. Quando estiver a borbulhar, tu vais perceber que tens mão para a cozinha.

Isn't it lovely?

Houve uma alminha gentil e de sorriso nos lábios que passou agora mesmo pela minha janela / paredes a trautear o Isn't She Lovely? e continuou a assobiar a música ao entrar no elevador.

Não, não era para mim. Mas sim, se chegou aos meus ouvidos também era para mim. E sim, sou lovely sim!

O meu dia que já tinha tido boas surpresas continuou a melhorar!
Sim, estamos no Outono.
Sim, falta um mês para os meus anos!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Sturm


A primeira do ano já marchou!
Por mais estranho que possa parecer, pela primeira vez na vida, bebi Sturm de sandálias no pés e mangas cavas!
(Amanhã a temperatura volta a cair)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Modus vivendi

(pelos menos, no último ano)

Atirar o barro à parede...

(E não me tem corrido mal)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Monocle


Tendo em conta que toda a minha actividade profissional há mais de 10 anos, em todas as suas vertentes, tem como base a Língua Portuguesa, tirando o 8ºD de Inglês e o ínicio com grande potencial de uma brilhante carreira num bengaleiro cinco estrelas, tenho todo o gosto em divulgar esta belíssima publicação, que acabei de adquirir. A edição de Outubro da revista Monocle é dedicada quase em exclusivo à Lusofonia (e atenção que a revista é meia La Redoute).

Vá, falem português, aprendam português, leiam português e difundam-no! É que parecendo que não há muito boa gente que vive disso! :)

E fica aqui uma amostrinha grátis!

domingo, 23 de setembro de 2012

50º momento cultural: Sex? Aber, mit Vergnügen!

Se fazia tempo que não ia visitar um museu, deve fazer ainda mais tempo que não ia ao teatro. E a rentrée verificou-se num teatro pequeno e quase familiar, onde entre as cadeiras há mesas, para que quem assista o espectáculo possa acompanhá-lo com uma bebida à sua escolha. Vê-se mesmo que estamos na Áustria!
O monólogo "Sexo? Mas com prazer!" de Dario Fo, Franca Rame e Jacopo Fo foi uma óptima escolha para um serão de domingo. Um retrato (duro) da realidade entre risos e gargalhadas.
O mote para todos os monólogos ou diálogos monologados era sexo... desde Adão e Eva. Falou-se de tabus, dos mitos e de outras tantas camuflagens por onde o sexo se esconde.
A segunda parte foi mais crua, digo eu, mas tão real...
A senhora abandonada pelo marido, sente-se atirada para um canto, deixa-se engordar, sentido-se cada vez pior consigo mesma. Um ciclo vicioso. Vai fazer terapia e depois de tantas sessões e outras tantas dietas falhadas, a terapeuta prescreve-lhe que se prostitua! Não que se torne prostituta para sempre, mas que se junte ao grupo das "prostitutas por um dia" para sentir-se desejada, querida, amada e assim recuperar a sua auto-estima.
A senhora não só recupera a sua auto-estima como se revela um talento nato! A vida passa a correr-lhe bem, tem sucesso, passa a ser uma figura mediática e brilha. Ela quer lá saber de homens, compra uns gadjets que dão prazer e que estão ao seu dispor... à distância de um botão. Mas no fim, depois do off, continua sozinha.

49º momento cultural: Reflecting Fashion

Já nem sei quando foi a última vez que fui a um museu aqui a Viena. Este ano foi uma vergonha, especialmente havendo tanta exposição interessante a propósito do centenário de Klimt. Redimi-me um pouco hoje ao ir ao Mumok ver a exposição Reflecting Fashion. Eis aqui algumas das minhas obras preferidas que valem bem mais do que qualquer descrição que eu poderia fazer delas.



Elsa Schiaparelli & Salvador Dalí, Woman's Dinner Dress, 1937









 Christo, Wedding Dress, 1967









VALIE EXPORT, Body Sign Action, 1970



À saída, na escadaria estava uma banda animadíssima a tocar com clarinetes, saxofones, tubas e essas coisas que compõem as bandas e qual não foi a minha surpresa quando eles tocam o tema do... McGyver!
Genial!

sábado, 22 de setembro de 2012

Economia doméstica

Numa conversa causal que tinha tido como ponto de partida o grego clássico, a minha colega romena dizia que gostaria de aprender hebraico, que tinha conhecido umas israelitas na Tailândia e que elas até lhe tinham dado uma lição de economia. Uma vez que ela não esteve assim tanto tempo na Tailândia, fiquei curiosa em relação à tal aulita de economia. A minha colega orgulhosa debitou o seguinte: "Se ganhas 200, não podes gastar 300. Se ganhas 200, o ideal é pôr 100 de parte e gastar os outros 100."
Eu fiquei tão boqueaberta com aquela revelação que não me pude conter: "Mas foi preciso ires à Tailândia para aprenderes isso?!"

Eu nunca tive aulas de Economia e não tenho Matemática desde o 9º ano, nos idos de 1993, mas parece-me uma daquelas verdades de La Palice que não se pode/deve gastar o que não se tem. Eu como tenho espírito de pobre, não só não gasto tudo o que ganho, como ainda guardo algum para qualquer curva mais apertada da vida ou para algum devaneio meu, mas daí a pensar que o meu espírito poupadinho seria uma espécie de revelação iluminada vai um longo caminho.

Às vezes fico a pensar que não sei como as pessoas vivem, nem o que lhes passa pela cabeça...

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Estava frio e eu ia ficar em casa, não era?

Sim era, se não tivesse...

 - Sexta de noite aulas até às 19h, jantar com dois italianos, que não o Kino Partner (toma e embrulha para não estares a aparecer em trajes menores nos meus sonhos!) e ainda a festa ao longo da Kirchengasse.
 - Sábado de manhã um brunch com o tugo-gangue, de noite um jantar de despedida de uma amiga e logo mais quem sabe um pezinho de dança ou mais provavelmente uns copos com uns colegas.
 - Domingo de noite teatro com uma amiga e o séquito dela.

Bom, a manhã e a tarde de domingo ainda estão livres! Ainda há esperança :)

Maria Calíope e o padeiro de Peshawar

Toda a verdade!

Uma presença constante e incontornável em qualquer metro quadrado em Marrocos foi a chamada mão de Fátima. Inicialmente nem me tinha apercebido muito bem de que se tratava de uma mão, mas ao fim de ver tantas lá tentei descobrir do que se tratava. "Mão de Fátima" foi a resposta que obtive, resultando na pergunta óbvia: "E quem é Fátima?".

Entretanto já ouvi de diversas variantes e ainda não tive ocasião de procurar, mas aparentemente Fátima é tão só a mãe/ primeira mulher / filha mais velha de Maomé. O parentesco parece-me secundário face à importância do símbolo e da pessoa que está por trás dele. A mão de Fátima protege e por isso é que ubíqua.

Como portuguesa, a coincidência do nome com o da outra senhora estava ali escancarada à minha frente. Tão óbvia, tão óbvia que não poderia ser coincidência. Não era a primeira vez que tinha sido alertada para o facto de Nossa Senhora de Fátima ter um nome tipicamente islâmico, mas nunca me tinha parecido tão evidente, nem nunca me tinha debruçado sobre o assunto.

Em Marrocos, estava de férias o que me proporcionou muito tempo livre para pensar. Quais eram mesmo os 3 segredos de Fátima? Revolução russa de 17? II Guerra Mundial? Hmm... ok... E aquele 3º segredo que só a Irmã Lúcia é que sabia... e o Papa João Paulo II também era mesmo o quê?! Lembro de ter sido revelado e na altura ter achado que a montanha tinha parido um rato... Era sobre o atentado ao Papa?!!! Segredo muito fajuto. Bom, lá andei eu entretida com os meus pensamentos durante algum tempo até que uma epifania se apoderou de mim! Sim, eu sou dada a epifanias.

É tão claro como água. O 3º segredo de Fátima só pode apelar à união entre Cristãos e Muçulmanos. Só pode ser isso! Foram séculos de lutas, de conquistas, de reconquistas, de avanços, de recuos e milhões de mortos, quilolitros de sangue, para quê?! Nossa Senhora de Fátima é a mãe/ primeira mulher / filha mais velha de Maomé. Só pode ser. Afinal somos todos monoteístas e temos todos esta senhora a dar o ar da sua graça. Isto na minha cabeça fazia tanto sentido que a partir desse momento passou a ser verdade. "Eu é que sei qual é o verdadeiro segredo de Fátima!" pensava eu divertida. Relatei a minha sequência de ideias a várias pessoas - tão leigas quanto eu - que concordaram com o meu raciocínio.

Entretanto anteontem estava a ler qualquer coisa (Viagens dentro de mim do Gonçalo Cadilhe) e de repente há uma personagem - o padeiro de Peshawar - que emite o mesmo raciocínio do que o meu umas semanas antes. Eu fiquei incrédula. Li a página três vezes. Estava ali escrito o que eu tinha pensado (tirando a parte disso ser um segredo de Fátima)... como é que era possível?! Mas se lá estava escrito, a minha linha de ideias não é assim tão disparatada.

Maria Calíope e o padeiro de Peshawar: uma relação improvável!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O que fazer com 30€?

Recebi hoje por coincidência relatórios das minhas duas afilhadas. Duas meninas moçambicanas a quem tento apoiar com uma pequena bolsa mensal. Não as conheço pessoalmente, mas uma vez por ano recebo notícias delas. Pela primeira vez em discurso directo:

"Tenho 8 anos e estou na 2ª classe, ando cerca de 1 hora a pé para chegar à escola. A minha disciplina preferida é Desenho e gostava de ser Professora. Vivo com a minha Mãe e com os meus 3 irmãos, ando cerca de 1 hora a pé para ir buscar água."

A Mãe disse-nos que com o valor do apadrinhamento já conseguiu construir a sua habitação neste novo local pois já não vive com o Pai, e que compra, essencialmente, bens alimentares tais como arroz, amendoim, feijão, açúcar, peixe, óleo, farinha de milho e sabão para a higiene diária. Compra também roupa e calçado para as crianças quando necessário, assim como, material escolar. Tem uma machamba onde cultiva alguns produtos. Gostámos muito de estar com esta familia que é muito unida e simpática.

 Se puderem, ajudem também!
Eu e os Meus Irmãos: http://www.eueosmeusirmaos.com/ 

Eternamente grata, 
Maria Calíope

Mouro sem camisa e afogado em morangos

Uma pessoa não se habitua do dia para a noite a 13ºC com direito a céu cinzento (o dia todo) e chuviscos como bónus. Se acrescentar que saí do escritório às 18:00 (é muito tarde), o panorama não melhora. Vim para casa encolhida com o frio e apetecer-me um lanche daqueles bons, mas quentes e doces (portanto as torradas ou o pacote de batatas fritas estavam excluídos à partida). Passei pelo supermercado a ver o que se arranjava, pois fazer um Apple Crumble - que era a única coisa que me ocorria no momento - demoraria o seu tempo e eu já estava com fome.

Trouxe um Mohr im Hemd, que prometia estar prontinho para eu o desgustar num minuto. Maravilha! Quase 10 anos de Viena e nunca tinha marchado um mouro... pois Maria Calíope torce sempre o nariz quando vê chocolate. Mas a ocasião faz o ladrão e lá trouxe o senhor para casa, tinha molho e era rápido. Perfeito. Acontece que o pacote vinha com 3 bolinhos embalados individualmente e a saqueta do molho era uma única. Raio dos supermercados não sabem que há muitos agregados UNIfamiliares?! Maria Calíope, mulher prevenida, não se deixou melindrar pela saqueta do molho. Pô-la no congelador para ela não se armar em importante e sacou dos morangos congelados, comprados no outro dia sem objectivo definido.

Meus caríssimos leitores, em menos de 5 minutos, já tinha regado o Mouro quente com o molho e pedaços de morango a ferver.

Não vos digo, nem vos conto, avanço só que todos eles, Mouro, morango e molho, estão a fazer natação sincronizada progressiva e já chegaram ao meu estômago.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Aulas desejadas

O período de regresso às aulas começou hoje e estende-se a até aos primeiros dias de Outubro. Hoje comecei o curso intensivo de revisão de português/recapitulação da matéria/preparação para o curso semestral.
1ª surpresa: Havia alunos! (são aulas duas vezes por semana, sendo que a segunda é sexta-feira ao final da tarde - o que aqui é já parte do fim-de-semana)
2ª surpresa: 60% da turma são alunos novos
3ª surpresa: Uma vez que o número de alunos mínimo não foi atingido, o curso seria encurtado, havendo a alternativa de ser pago um montante extra. Não é que aquelas alminhas querem pagar mais para ter mais aulas?

Os meus alunos são realmente impagáveis. Mais impagáveis que esses que mal conheço são os outros que nem sequer férias querem. Férias de Verão qual quê? Enquanto eu estiver em Viena há sempre aulas! E naquelas 2 semanas e meia que estive fora, quase presenciei a amuos face ao facto de eu ir estar tanto tempo fora e eles ficarem 3 semanas sem português... Marcámos uma aula extra logo que vim para não perdermos mais tempo útil. E espante-se o caríssimo leitor, esta gente paga para me ouvir falar... e pelos visto paga com gosto!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Alguém vá perceber a minha mãe...

Situação 1:

Normalmente:
 Mãe: O que jantaste?
 Calíope: Fiz umas torradas porque cheguei há pouco e não ia começar a cozinhar a estas horas...
 Mãe: Oh filha! Torradas é jantar?! Tens de comer... por isso é que depois andas cansada. E com as aulas e a correr de um lado para o outro, ficas fraquinha...
 Calíope: Está bem...
 Mãe: A Eva [a minha empregada] não cozinha?
Calíope: Não...
Mãe: Então tens de a ensinar a cozinhar... que tu não podes ficar sem comer.

Hoje:
 Mãe: O que jantaste?
 Calíope: Fiz bacalhau à braz.
 Mãe: Bacalhau à braz?!! Tiveste visitas?
 Calíope: Sim, fui eu própria!


Situação 2:

Normalmente:
 Mãe: Então já estiveste a trabalhar para o teu doutoramento?
 Calíope: Não.
 Mãe: Como não? Então não tens de entregar para o ano?
 Calíope: ....
 Mãe: Tens de começar a escrever... porque é que não escreves todos os dias um bocadinho? É que depois inventas outra coisa qualquer e não tens tempo... daquelas avarias tuas...
 Calíope: Oh Mãe, mas eu estive a brincar o dia todo?!! Eu cheguei há pouco...
 Mãe: Hmm... mas então e se organizasses um horário?

Ontem:
 Mãe: O que fizeste hoje?
 Calíope: Fiquei em casa o dia todo...
 Mãe: Não saiste?!
 Calíope: Não, estive a trabalhar para a tese.
 Mãe: Ah! Olha tens alguma coisa mais a contar?! É que vai começar hoje a Casa dos Segredos...
 Calíope: Então, vê lá a Casa dos Segredos!

Win-win situation


Saber que optar pelo caminho da esquerda é diferente de optar pelo caminho da direita, mas é fundamental não deixar escapar a vitória qualquer que seja a opção tomada.

E se o cansaço não deu cabo de nós que se torne nosso aliado!

Coragem, Maria Calíope, afinal a teu lado só queres pessoas que gostem de ti!

domingo, 16 de setembro de 2012

Sunday Morning

Dormi mais que o costume, apesar do costume estar estranhamente afastado da minha actual rotina diária. Para a semana, começam paulatinamente as aulas e assim regressam as rotinas cronometradas e um horário mais rígido.

Sonhei com monstros e fantasmas. Embora consumida de medo, eliminei-os chocando-lhes as cabeças (!) e gritando-lhes que não existiam. A certa altura apareceu a minha irmã que me deu refúgio no quarto dela, acalmando-me.

Acordei tarde e apetecia-me ouvir uma música bastante específica: Café de Flore e encontrei um Latin Lover Mix. Sorri, claro! (Pronto também poderia ter sido esta, mas não era bem a mesma coisa!)

sábado, 15 de setembro de 2012

48º momento cultural: Uma Viagem das Arábias

Comecei a ler este livro antes de ter ido de férias também como meio de preparação para a minha viagem. Uma Viagem das Arábias relata o itinerário per terras do Médio Oriente e países do Golfo Pérsico feito por um grupo de portugueses no encalço dos passos de Afonso de Albuquerque há 500 anos.
A descrição da viagem e dos diferentes países pareceu-me mais interessante que a memória de Afonso de Alburqueque. Apesar do meu destino não ser o mesmo, a Arábia sempre me atraiu, o deserto sempre me fascinou e um dia hei-de ler as 1001 noites. Daqui a uns tempos já não me vou recordar da história recente na Jordânia, do papel das mulheres no Bahrein ou das maravilhas do Mar Vermelho, mas com certeza recordar-me-ei das mulheres beduínas que usam túnicas cuja bainha da parte de trás é sempre mais longa que a da parte da frente, para apagar o seu rasto!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Relatório marroquino IV


Mesmo com os muito mais de 40ºC da praça Jamaa El-Fna e comigo semi-desidratada e a derreter banhas, cera dos ouvidos e tudo o mais que havia para derreter, ouvi o cantiga do bandido, e, fácil como sou, pus-me logo a abanar as ancas e os ombros devidamente coberta! Fui direitinha à boca do lobo e trouxe o cd para casa. Adoro isto (Fnaire: L'mima)! Agitem-se lá um bocadinho!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Mergulhos bilingues XX

Máxima de 12ºC sendo que há dois dias era de 30ºC, aliada a um cinzento constante que não faz diferir agora (cinco e tal da tarde) das nove da manhã ou do meio-dia e ainda chuvinha umas vezes mais outras vezes menos intensa: que dá sempre imenso jeito a uma pessoa de cabelo encaracolado com um novo corte, que para o manter liso tem de o esticar com um ferro, pessoa essa que tem uma franja jeitosa se mantida no mesmo sítio, o que não acontece com as rajadas de vento. Resultado: look ridículo.
"O que é que tudo isso tem a ver com os mergulhos bilingues?", perguntam vocês, queridos leitores. "Tudo!" digo eu. O Inverno está de volta e com ele este tempo deprimente em que só me apetece ficar em casa. Se ficar em casa há muito mais probabilidades de escrever um ou vários capítulos da minha tese ou até a tese toda assim num rasgo de loucura.

Egon Schiele

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Hoje não foi o dia



Mas há muitos em que dou por mim sem saber para onde me virar, literalmente, ou naquelas encruzilhadas desesperantes do digo-não-digo, faço-não-faço, ligo-não-ligo, vou-não-vou e ao atribuir o protagonismo a outros, esqueço-me que cá em casa mando eu ou que sou eu a heroína desta história!

Onde é que enfiei a máscara?!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

47º momento cultural: To Rome with Love

Sou uma fã assumida de Woody Allen, por isso até os filmes de que não gosto tanto têm qualquer coisa que se aproveite. To Rome with Love andava já no meu horizonte há largas semanas e aguçava-me ainda mais a curiosidade pela coincidência.
Não é com certeza o melhor filme de sempre, nem sequer dos últimos anos. Na verdade, o filme não tem assim tantas pontas por que se lhe peguem. Trata-se de várias histórias que se passam em Roma, mas que não se entrelaçam em momento nenhum. Se há algumas caricatas que de tão bizarras acabam por ser divertidas, outras são simplesmente absurdas e parvas. E para este saco cabe toda a sequência protagonizada pelo Benini, especialmente aquela coisa medonha que foi a última cena. O regresso de Woody Allen enquanto personagem E actor para mim é sem dúvida uma mais-valia. O homem há-de ter 210 anos e continuar a representar o mesmo papel: é genial! Mas a minha personagem preferida deste filme foi a do Alec Baldwin que tinha umas tiradas à Woody, mas cuja personagem tinha a função de um coro de teatro grego. Ele estava lá mas não estava e ia comentando os factos, aconselhando as personagens, analisando a situação, avançando cenários: uma delícia. Outro momento fabuloso foi a da rapariga a enfiar-se na casa-de-banho do quarto do hotel e começar com "devo-não-devo-faço-não-faço". Ah! E o tipo do chuveiro, molhado... pois seco ninguém dava nada por ele.
De resto, eliminando a história do Benini ter-se-ia mais espaço para as outras histórias. A coitada da Penelope Cruz não deve ter dito mais do que 5 frases e merecia um papel melhorzito. A dinâmica entre o Woody Allen e o seu futuro genro também poderia ter sido enriquecida com mais diálogos. E quem é aquela calmeirona que desempenha o papel da namorada do arquitecto?! Aquele ar másculo era papel ou era mesmo ela?
Enfim, para o ano há mais!

domingo, 9 de setembro de 2012

44º - 46º momento cultural / Relatório marroquino IV

Poderia resumir toda a experiência marroquina num grande momento cultural, mas vou descriminar sítios onde tivemos de pagar entrada!


44º momento cultural: Madrassa Ben Youssef.

Ainda não consegui perceber se a Madrassa é uma espécie de catequese ou escola primária. Desconfio que sejam as duas numa só. Esta foi a maior do Magrebe. O pátio é maravilhoso, mais do que todos os outros pátios maravilhosos que visitámos. A parte interior já deu origem a mixed feelings. Qualquer coisa entre cela de mosteiro e cela de prisão seria assim que descreveria o quarto dos estudantes. Acho que a madrassa é o primeiro passo da educação de qualquer muçulmano. É lá que eles aprendem árabe clássico por meio do Corão. Julgo que só o memorizam, não sei se terão alguma vez a oportunidade de analisar, pensar e comentar aquilo que aprendem de cor. E é uma pena.

45º momento cultural:  Museu de Marraquexe.

Fomos ao museu porque havia um bilhete combinado com o da Madrassa. Mas foi um autêntico oásis no deserto aquele ingresso. Eu destilava até mais não. Com certeza estavam mais de 40º e ainda estávamos na parte da manhã do dia. Mesmo munida de garrafa de 1,5 l de água na mão eu sentia que poderia desfalecer a qualquer momento. Por isso, ao entrar no museu e dar com um salão gigante todo em azulejo e com uns cadeirões nos cantos estrategicamente colocados, dirigi-me a eles como se palmeiras com tâmaras e água fresca se tratasse. E fiquei ali minutos sem fim sentadita, a beber água, a descansar as pernas e o corpo, também o meu espírito precisava de ser arrefecido. Aquele oásis era perfeito por tudo o que já dissera e por ter música flamenca como banda sonora. Foi genial e refrescante. Por mim ficaria ali o resto do dia. Mas consegui erguer os meus membros todos e dar uma volta pelo museu. Coisas bonitas e interessantes, mas nada que se comparasse àquele salão.

46º momento cultural: Jardim de Majorelle.

A casa de Yves Saint Laurent e de Pierre Bergé é possível o edíficio mais colorido de toda a Marraquexe. O azul é estonteante que só apetece mergulhar nas paredes. A exposição de cartões de amor deixou-me de sorriso nos lábios. No jardim há colecções de cactos e bambus que não sei apreciar, mas que conferem um traço exótico ao azul majorelle e às pinceladas de amarelo.

43º momeno cultural: 360

Quando li qualquer coisa pela primeira vez sobre este filme achei que tinha tudo a ver comigo. Ontem vi-o e ainda estou a pensar nas semelhanças. 360 conta várias histórias paralelas que se entrecruzam por coincidências da vida. Adoro filmes com este formato, nada a fazer.
No entanto, observando melhor cada uma da dúzia de histórias que nos são apresentadas todas elas relatam vidas tristes de pessoas que por um motivo ou por outro se sentem mal com a vida que têm. Vidas tristes escondidas por poder ou dinheiro ou vergonha ou outra coisa qualquer. Vidas preenchidas por falta de afectos, por relações amorosas mal resolvidas ou insatisfatórias. Na verdade, o filme fala de falta de amor. Dos homens que requisitam o serviço da prostituta. Da mulher que se envolve com um funcionário. Da namorada que deixa o namorado (funcionário) ao descobrir que ele estava envolvido com a chefe. Do médico que se apaixona pela sua assistente e que pelos seus motivos religiosos e pela aliança dela deixa tudo a perder, não sabendo ele que ela vive o casamento fictício e está farta disso. Do marido que é capanga de um dos tipos que requisita serviços à prostituta e enquanto espera por ele à porta do hotel conhece a irmã da prostituta (que também esperava por ela) e que lhe dá outra perspectiva de vida. E ainda há o recluso que acabara de cumprir a pena por ofensas sexuais que é tentado pela namorada (aquela de cima), que por sua vez conhece no avião um homem cuja filha desapareceu, por consequência de ele ter uma amante.

Muitas histórias, muitas viagens (adorei os separadores com aviões, comboios, autocarros e carros), muitas cidades, muitas pessoas: a mesma história.

Depois desta descrição estou com medo de dizer que esta história tem tudo a ver comigo, mas infelizmente acho que sim.

Nota: Não fica mal de cabelo (muito) curto mas preferia-o de cabelo comprido.
Nota 2: Afinal somos mesmo Kino Partners strictu sensu. Adieu, Latin Lover, it was a pleasure!

sábado, 8 de setembro de 2012

Sou uma pessoa sensível e impressionável

apesar de não o parecer ;)
Sabia que aquele fantasma que vi ontem ia levantar qualquer poeirita no meu inconsciente e até era capaz de ter apostado como iria ter pesadelos com este... ou com o outro de cabelo curto. (Teria preferido ter sonhado com o Latin Lover, casa reste alguma dúvida)
Bem dito e melhor feito! Não é que sonhei que o indivíduo (o Valete) estava internado numa clínica psiquiátrica?! E eu, totozona como sempre, tinha ido lá visitá-lo... Pode?!
Bom, pesadelo despachado, agora vou mas é para o date de sonho (ai! perdão! cinema... afinal somos Kino Partners, é isso, não é?) com o outro senhor de cabelo cortado... Vai-se a ver teve e ele é que andou a sonhar comigo e com a minha franja! :D

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Coincidências II

Despachei a aula e fui a correr pela estação do metro a correr para não ter de esperar 9 minutos ou andar 500 m. Passada uma estação saí e continuei no meu passo rápido e distraído que mal reparei que alguém estva a olhar para mim, andando na minha direcção. Foi uma fracção de segundo, menos ainda. Era o Valete que estava ali à minha frente. Nem reagi, nem parei de andar, nem sequer abrandei o passo. Saiu-me um 'hi' que me saltou da boca, sem a moldura de um sorriso, sem nada. Não parei, nem olhei para trás. Fiquei com a sensação que ele estava a abrandar o passo e emitiu também um som qualquer.

Como é que é possível?! Aquele Valete não passa agora de um trambolho... menos até.

Ainda ontem de noite reli todo o mês de Setembro de 2011. Passei tão mal e já não me lembrava. O que eu chorei, o que eu sofri e agora nada. Devia era ter-lhe cuspido na cara, mas para isso teria de ter parado e perdido uns segundos da minha vida. Não o merecia e espero que tenha seguido directamente para o inferno.

Coincidências

Não sei o que pensar de coincidências... alguém que me ajude a perceber que afinal não é nada.

Não combinámos. Não falámos disso sequer. Numa conversa qualquer entre vírgulas chegámos à conclusão que íamos de férias no mesmo dia e voltámos a trabalhar na mesma semana - bom, mais ou menos... E poupo-vos os artigos do Peixoto e do Gonçalo M. Tavares...
Esta semana, regressados de férias, diz-me ele en passant:
Ah e tal e esqueci-me de te dizer que cortei o cabelo... curto!
E eu não me fiquei:
Também eu!
O en passant deixou de o ser pois na verdade o homem lançou o pânico nas minhas hostes. Como é que deixou de ter cabelo comprido... mas então... agora parece o quê?! A descrição dele não me pareceu abonatória e disse-lho, referindo obviamente que também Sansão perdeu alguns encantos com o corte... Mosqueteiro sem cabelo comprido é boiola! Latin Lover sem cabelo comprido é um totó qualquer...Até tínhamos o problema de queda de cabelo em comum! (Deveria ter fotografado almofadas como prova!) Amanhã há cinema, afinal somos Kino Partners, é isso... se alguma vez o tratei por Latin Lover enganei-me, lamento o lapso... e não consigo imaginar o raio do gajo com cabelo curto, é que não consigo mesmo. Ainda lhe vou dizer para aparecer com uma rosa amarela, caso contrário eu não falo com estranhos.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Relatório marroquino III

Uma semana em Marrocos foi tão bem espremidinha que resultou em 9 dias. Ficam aqui 10 fotos: uma é brinde!

 O Atlas não foi a epifania de que estava à espera. Os braços abertos do Atlas resultaram em mim em dores de pernas, cãimbras e sei lá mais o quê. Quem me visse diria que costumo ter o carro parado à porta e que o único exercício que faço é travão-acelerador-embraiagem.

Tajines e demais comida marroquina são uma delícia mas ao fim de três dias já sabe tudo ao mesmo, independentemente de ser peixe ou carne, estufado ou frito.
Comer em Marrocos pode ser uma experiência sociológica e pode revirar estômagos. Tenho um paladar aventureiro e nem sou assim coisinha, mas confesso que ao comer o peixe assado no mercado enojei-me um bocadinho... não pelas sardinhas maravilhosas, mas pelo prato...

Praça Jamaa El-Fna ou simplesmente A Praça. Incontornável de dia e intransitável de noite. É o pulsar da cidade com tudo a que se tem direito. O canto da sereia desta vez não foi tão encantado como na Turquia. No entanto, não deixo de tirar o meu chapéu ao apelo à oração. Acho bonito, pronto.

 Hamamm. O ponto alto da minha viagem, para além dos outros muito lá perto. Já ninguém me dava banho há uns bons 30 anos (ok, estou a mentir, mas isto é um blogue familiar e eu estou a contar com lavar o cabelo... e isso só mesmo a minha mãe ;)) Podia ter a menina cá em casa - se tivesse banheira, pois no meu poliban não teria o mesmo encanto - a dar-me banho, a passar-me óleos, a esfoliar-me e a lavar-me o cabelo, todos os dias. Não me importava nadinha mesmo!

O nosso primeiro riad. E esta grande tranca em primeiro plano era a porta do nosso quarto. É tudo à confiança.... sem chave, nem cartão, mas uma tranca gigante e uma porta de uma tonelada ou duas.


 Cáfila é a minha palavra preferia em português e eu poderia ter largado umas lágrimas quando vi esta. Linda, linda, como a palavra. Montei um camelo e foi agradável... para a próxima vez serão horas e rumo ao deserto!

Essaouira respira arte. Há artistas em todas as esquinas: pintura, escultura, you name it. Eu perdi-me de amores por esta tela, logo assim à primeira vista. Como não acredito nessas coisas, dei três voltas, mas não me esqueci dela. Deixei a ideia de trazer candeeiros e trouxe-a para casa. Afinal tenho mais paredes do que lâmpadas. (E ainda vieram mais duas máscaras esculpidas em madeira).

O Jardim de Majorelle do YSL é azul, azul, azul. Tão azul que me apetecia trazer uma parede para casa... ou ficar lá a viver.

A madrassa (escola corânica) era uma das coisas que queria mesmo ver... e enverguei o meu traje de Lawrence da Arábia! O pátio era fabuloso, os quartos dos estudantes menos... muito menos.






Maria Calíope é uma pessoa mais feliz dentro de água e quando as temperaturas sobem muito acima dos 40ºC mais feliz Maria Calíope é dentro de água. Admirem tanta felicidade... de costas, porque as minhas costas também foram muitas felizes aqui!


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

42º momento cultural: Outjazz

Lisboa soube-me bem desta vez. Podia mencionar os caracóis com os meus amigos, o jantar no Bairro Alto com amigos e a minha irmã, o jantar da minha turma da faculdade, as bolas-de-berlim e piscina na Ericeira, a broa do almoço em Santarém, outros encontros com outros amigos e outra comida, porque em Lisboa se não houver comida, pessoas descabelam-se; de qualquer modo vou destacar o único encontro que não teve direito a comes e bebes:
Fui com o Senador ao Outjazz no Jardim das Necessidades. Não fazia ideia do que se tratava, mas quem está com o Senador está com Deus, por isso fui à confiança. Jazz ao ar livre pelo final da tarde. E as tardes de Lisboa são longas e quentes, já não me lembrava disso. Chegámos tarde mas ainda deu para ouvir umas duas ou três músicas, mas melhor do que o concerto em si foi o conceito pós-concerto. Aproveitou-se toda a infrastutura musical para um DJ que se lançou na sua arte. E lá estávamos nós a ouvir musiquinha da boa em amena cavaqueira sentados na relva. Melhor ainda foi quando a música se tornou dançável e as pessoas aderiram. Não foi o nosso caso, que estávamos de partida. Mas pensei que Lisboa está muito mais viva do que eu julgava. Ainda bem!

Relatório marroquino II

As férias em Marrocos começaram a ser discutidas lá para os idos de Março ainda no formato qualquer sítio no mundo - desde um parque de campismo na Costa à Jamaica. Em Junho tiveram início as marcações e em Julho estavam as reservas feitas. Desde o momento em que os voos foram marcados, começou-se a delinear no meu horizonte uma viagem de sonho: uma semana, que por passe de mágica se transformou em 9 dias, com uma grande amiga minha e todo o tempo do mundo para conversarmos sobre Deus e as coisas, o mundo em geral e os nossos particular e tudo isto sem telefones, nem mails, nem messenger, nem skype. Para mim era uma autêntica miragem no deserto. Falar à toa das pessoas que passam e das coisas que nos moem, sem ter problemas nem constragimentos. Todo este pacote já era um luxo e ainda havia cereja: um destino desconhecido que pertencia ao meu imaginário. Um país de tradição árabe, com deserto, turbantes, camelos, véus, tâmaras e arabescos. Não poderia pedir mais. E não me saiu o tiro pela culatra.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Freak magnet V

Se fores a um casamento e não tiveres oportunidade para interagir com os demais convivas, aproveita o facto do teu voo ter mais de uma hora de atraso para fazer sala na sala de embarque com um alemão de 1,90m, com quem de repente te lembras que já tinhas ido ao teatro há muito tempo.

Se no teu voo (de mais de 3 horas) avisarem que não há serviço de catering porque o pessoal a bordo está nos mínimos previstos por lei (excuse me?!), aproveita os rissóis que a tua mãe te enfiou à socapa na mochila para fazer um mini-piquenique na plataforma do comboio para o centro da cidade, com o alemão de 1,90m e ainda outra conviva austríaca.
Claro que assim o alemão de 1,90m não se iria recusar a ajudar carregar os 22kg da mala da pequena Maria Calíope para dentro e para fora do comboio:

- Queres ser um querido e ajudar-me com a minha mala?
- Eu sou um tipo querido e forte! :)

Regresse à casa da partida!


18 dias fora, 7 camas.
Pela 19ª noite volto à cama da partida.
Eis-me de volta a casa :)

E agora sim, a emissão retoma a sua normalidade.

A boda


No ano passado fui a um casamento absolutamente fabuloso. Beira-rio, vista sobre Lisboa, pontes inclusive, bufet maravilhoso, alguns amigos, sol quente, céu azul, Valete na mão e no fim o bouquet na outra (esta última parte foi na verdade razão para pânico), mas diverti-me imenso. Resumindo, foi uma boda que primou pela elegância e bom gosto e que eu achava insuperável.

Nos últimos tempos, tenho ido a uma média de 2 casamentos por ano, a saber, um em Portugal e outro no mundo. A ideia em si do casamento é por norma uma coisa que me agrada e alegra, mas na prática são eventos que rapidamente se transformam em secas descomunais. E a grande excepção tinha sido precisamente a tal boda na margem sul.

No entanto, o leque de casamentos em que participei como convidada ganhou um novo highlight: a fabulosa boda de Almeirim. Tirando a parte em que a noiva se atrasou mais de uma hora, correu tudo de feição e na perfeição. A igreja, o vestido da noiva, os convidados, o tempo, o meu vestido, a piscina, os drinques, as mesas, a decoração, a organização e comida e bebida de bradar aos céus: isto tudo com uma banda sonora lounge muitíssimo boa. Poderia descrever todos os pormenores da festa, mas limito-me à minha companhia com quem me ri imenso, deitei bastante conversa fora e ainda tivemos direito a um pezinho de dança.
Um casamento de luxo, de classe, de bom gosto, de sonho, sem dúvida!

sábado, 1 de setembro de 2012

Franja

Parece que Setembro começou com novidades....