1 de Julho de 2012
A abertura do Film Festival da Rathausplatz contou com a
presença da Adele. Não sou fã, nem seria capaz de dizer o nome de uma música,
mas queria assistir ao concerto para tentar perceber o furor que ela faz lá na
terra dela. Por outro lado, sempre me sentiria mais acompanhada do que em casa
sem companhia nem computador. Num ecrã de 300m2 e com um som fenomenal, não foi
difícil a Adele me conquistar com a sua interacção com o público repleta de
ironias e farpas. Adorei. Ao mesmo tempo, pensava que naquele ecrã cabiam quase
6 apartamentos iguais ao meu e que o som estava fabuloso para nós, público, mas
para as pessoas que moram lá perto, não deveria ser assim tão agradável. Claro
que aquela música depressiva era a última coisa que na verdade eu deveria ter
ouvido. Antigamente, lembro-me de ir para igrejas quando precisava de chorar
compulsivamente. Agora vou a concertos e é sentir as ágeis lágrimas rolarem-me
pela cara abaixo, saltando para os restos de pele descoberta mais próxima e
escorregando mais um bocadinho. Não deve ser bonito de se ver, mas felizmente
havia um ecrã de 300m2 para concentrar as atenções do restante público.
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