sábado, 31 de março de 2012

Bio-Dublin

O prefixo "bio" não faz parte do dicionário quotidiano de Maria Calíope.
Maria Calíope separa o lixo, mas não tem plantas em casa, gosta de legumes mas não acredita em galinhas felizes a correr pelo campo, entre tomate orgânico e outro, ela escolhe o mais barato. Na verdade, nos últimos tempos ela ganhou alguma aversão a esses argumentos biológicos e possivelmente não será a melhor amiga da Natureza.

Deus não dorme.

Em Dublin o seu anfitrião é um fundamentalista orgânico. Daqueles que só come bio-cenas, acredita em energias, chacras, iogas e coisas desse foro. Uma simpatia, mas freak!
Desde que cheguei já comi no vegetariano, já fiz uma aula de Q-chung, já assisti a uma sessão de hipnose, já visitei um mercado orgânico...
Hoje fui dar uma volta à cidade e ver lojas para voltar a sentir o meu urbanismo a correr pelas veias!

sexta-feira, 30 de março de 2012

Familiaridade


Foi uma boda familiar aquela onde estive presente.
Foi familiar porque se tratou do casamento da minha prima preferida. Fiquei de olhos baços quando ela disse que sim, o stiffed upper lip teria tremido se eu não tivesse respirado fundo... várias vezes. Mas teria sido uma pena borrar a maquilhagem com umas lágrimas que estavam lá, mas que se portaram lindamente e regressaram à sua proveniência, sem deixar qualquer rasto.
Foi familiar porque foi o casamento mais pequeno a que fui.
Foi-me familiar porque fui sozinha, não obstante a presença de uma mão não cheia de parentes da noiva. Foi-me familiar porque estive sozinha pontualmente acompanhada por umas conversas de ocasião. Na verdade, estou familiarizada com esta situação, daí ter sido um casamento familiar como qualquer outro dos que tenho ido de amigos meus (à excepção do fantástico casamento de Agosto de 2011 cujas fabulosas memórias do evento azedaram pela força dos acontecimentos que se seguiram).

M&S forever!

O bom de vir à Irlanda é ir às compras.
Se tivesse de escolher só uma, não hesito nem pestanejo:
Marks and Spencer um old time favourite e uma alegria imensa revê-la!
Em poucas horas já andava com uma série de sacos pela mão e feliz da vida.
Não só pelas super compras mas pelo sol e calor!

Entretanto já houve boda, mas ficam para outras núpcias!




quarta-feira, 28 de março de 2012

No aeroporto

E com uma mão cheia de surpresas!

terça-feira, 27 de março de 2012

O tempo ruge!

Ouvi isto hoje e achei delicioso.

Alguém deu por Março a passar?!

Não posso discorrer pelo andamento do primeiro trimestre pois ainda tenho ali uma mala por fazer, o cabelo por arranjar e mais uma série de coisas pendentes por tratar.


segunda-feira, 26 de março de 2012

Resquícios de Berlim

Fui convidada para dar uma ou duas aulas na Universidade de Giessen. Eu aceitei.
Por motivos de horário, calendário e voo, ficou marcado para uma segunda-feira.
O anfitrião desfez-se em desculpas por ter ser mais uma aula de PLE do que uma palestra científica (e ainda se ofereceu para me ir buscar ao aeroporto de carro - ai se eu pusesse rímel e um pouco de blush teria o mundo na mão! Só com lápis e sombras não vou lá...)
Eu pensei que quem me tirar PLE e dois dedos de conversa, tira-me tudo, mas apercebi-me quão underrated estão as aulas de língua face àquelas pessegadas pseudo-intelectuais para um grupo restrito de pessoas que têm como objectivo de vida pertencer à comunidade científica das Humanidades.

Eu é mais conversa!

domingo, 25 de março de 2012

Vou repetir-me

(Djavan)

Sabes mentir
Hoje eu sei que tu sabes sentir
Um falso amor
Abrigaste em meu coração
Sempre a iludir
Tu falavas com tanto ardor
Dessa paixão
Que dizias sentir
Mas tudo agora acabou
Para mim terminou a ilusão
Hoje esse amor já findou
E afinal para que amar
Sempre a iludir
Tu beijavas com afeição
Sempre a fingir
Uma falsa emoção

Fez ontem 6 meses que deixei o jogo...
 

sábado, 24 de março de 2012

Não sei se é do meu mau feitio

mas quando vejo daqueles looks ou outfits das ditas fashionistas fico quase sempre com a impressão que vivo noutro mundo. Primeiro, não percebia porque é que a roupa passou a chamar-se look ou outfit (e a versão portuguesa de "coordenado" frequente em alguns blogs também me parece artificial). Depois cheguei à conclusão que outfit é aquilo que resulta de quando nada combina com nada, em termos de padrões, cores, estilos, tamanhos, etc. Passo em revista diariamente uma série de blogues e realmente fico às vezes parva com o que se usa. Muito honestamente, eu fico a olhar para aqueles looks e tenho o mesmo tipo de pensamento quando olho para os looks avant la lettre das minhas turmas da escola preparatória. Sem tirar nem pôr: uns com roupa que parece da mãe (nada contra que o meu padrão estético fui buscar à minha avó), camisolões largos que foram a lavar e esticaram ainda mais, leggings manhosas, camisolas de fato-de-treino ou calças ou o dito inteirinho, padrões de fugir, peças que parece terem saído da boca do cão... Mas enfim, eu não aspiro a ter outfits e looks estilosos, remeto-me à insignificância dos meus modelitos clássicos.

Castelos no ar

Não sou muito dado a futurologias e como me parece que na minha vida pode sempre tudo acontecer, a bola de cristal não tem alcançe suficiente para as coisas que me dariam jeito saber.

Posto isto, julgo ser melhor contar com o que tenho do que com o que possa vir a ter. Nessa medida, não vou sustentar castelos no ar que possivelmente não terão correspondência com o mundo real. Se por casualidade do destino, a correspondência aparecer, aí voltarei a olhar para o espelho e ver do que a casa gasta.

Para já, o espelho meu disse-me que o que preciso é de espaço para a tonelada de roupa que tenho aí!

Manfred Walter, Luftschloss

sexta-feira, 23 de março de 2012

Retornozinho

Há investimentos que demoram algum tempo a dar algum retorno. No princípio do mês "tive de" ir a uma festa logo numa segunda-feira à noite. Na terça voltei para casa a meio de expediente para tirar uma soneca. No entanto, parece que estou a ver um rebentinho a desabrochar... Pode ser só conversa mas parece ter potencial.

Note to self: A paciência é um luxo e Maria Calíope uma pessoa de requinte! :)

quinta-feira, 22 de março de 2012

Grandes investimentos

O que mais me transtorna neste processo de comprar casa é ouvir que se trata de uma decisão para a vida (por exemplo de papai). Assim de repente, ad eternum e irreversível só consigo pensar na morte, numa doença crónica ou numa pena perpétua, tudo o resto, incluindo comprar casa, me parece bem mais ligeirinho.

Eu estive anos a lutar com o preconceito que se comprasse casa em Viena não seria porque iria viver cá para sempre.


 Outra coisa que me incomoda o espírito é pensar que a compra de casa é a maior compra da vida do comum dos mortais (ouvi isto num programa no outro dia). Confesso que me faz igualmente levantar o sobrolho.



 Acho que preferia gastar mais dinheiro em joias... sempre são mais transportáveis! E até sei onde seria capaz de investir.



Frey Wille.
Passei pela loja no outro dia. É ridiculamente caro. Nem se percebe porquê pois nem tem ouro que o justifique. Mas era capaz de trazer a loja toda para casa.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Olha quem já cá mora!

Eu já devo ter gasto as cópias do Ária deixadas por alguém de grande coração no youtube. A partir de hoje vou deixar de o fazer, uma vez que sou a feliz proprietária do CD Ária e do DVD Ária ao vivo do meu queridíssimo Djavan.
Uma vez que não encontrei os ditos com preços em condições em lojas locais, nem portes em condições de lojas mais fora de mão. Tive de ir à fonte. Eu não, mas um aluno meu foi de férias para o Brasil e claro que a professorinha sempre atenta, mandou-lhe um e-mail simpático a pedir uma gentileza. Ter alunos não é só aprender imenso com eles, é também chulá-los um bocadito :) (atenção que eu paguei o material e até dei uma gorja à pobre criança)

terça-feira, 20 de março de 2012

Selo real

Nos dias que correm desconfio cada vez mais da minha portugalidade... apesar de ser ela o peixe que eu ponho a render em todos os pratos possíveis e imaginários.
No entanto, por muito que o saudosismo parvo, os atrasos, as coisas em cima do joelho, o fatalismo, o-deixa-andar-mas-vou-continuar-a-queixar-me me façam às vezes desdenhar de Portugal, há alguém por quem eu era capaz de bater no peito e a quem devo o meu bilhete de identidade (sim, ainda não tenho cartão de cidadão).

Afonso Henriques, até acho que devieis ser um tipo de 1,60, peludo e semi bronco, mas nutro por vós uma admiração inenarrável, tomo-vos como um visionário, um estratega político-militar como mais nenhum outro (talvez D. João II ainda conseguisse chegar aos vossos calcanhares mas numa versão mais diplomática e aparada) e não me canso de evangelizar em vosso nome!
Amanhã as criancinhas não se escapam à omnipresença de Afonso Henriques em mais de 800 anos de história!

segunda-feira, 19 de março de 2012

A senda da casa amarela continua...

Ao sair da aula de dança, lembrei-me de ir até à casa amarela só para ver como seria o ambiente nas ruas durante a semana e já de noite, por outro lado queria cronometrar os trajectos todos: metro - casa, casa - paragem do eléctrico - metro. Uma das minhas preocupações era a zona ser mal frequentada.e deste percurso ser muito longo. Lá fui eu de telemóvel na mão a contar os minutos. Ia a descer a rua e dei com isto:

Nada mais, nada menos que a Gloriette toda iluminhadinha lá ao longe e no finzinho muito ao fundo da rua. Ainda não me tinha apercebido que a casa amarela ficava (tão) perto do palácio amarelo: Schönbrunn.

A minha contagem de tempo foi bem mais simpática do que eu estava à espera:
Metro - casa: 5 min
Casa - paragem: 2 min
Paragem - metro: 3 min (a pé) uma vez que a rua é toda a direito e não vinha nenhum eléctrico eu fui andando com o meu característico andar atlético-pastelão. (Se eu estiver a andar sozinha tenho a certeza que tenho um porte e passada atlética, mas basta ir alguém comigo para eu perceber que não passo de uma pastelona!)

Também não vi gente suspeita... mas se calhar estão todos de folga à segunda!

Comparticipação da caixa

Liguei para uma clínica para marcar uma consulta para remoção de pêlos a laser. A senhora que me atendeu foi uma simpatia e em vez de me marcar uma consulta e despachar-me em 10 segundos, desdobrou-se em  relatos e explicações pois ela própria já tinha feito um tratamento e a pele agora estava muito melhor blablabla.

Calíope: Olhe e já agora os tratamentos são comparticipados por alguma caixa?
Funcionária: Não, isso não, pois o tratamento não é a nenhuma doença.
Calíope: Sim, percebo.
Funcionária: A não ser que se trate de um tratamento no âmbito de uma mudança de sexo, aí talvez pudesse ser considerado... mas mesmo assim, como não se trata de uma doença, não sei, mas talvez, mas não sendo esse o caso...
Calíope: Pois, não é, não. Mas não faz mal, eu só estava a perguntar para saber...

domingo, 18 de março de 2012

Os hábitos do animal

O meu pai costuma repetir que "o homem é um animal de hábitos" e eu quero crer que os hábitos são adaptáveis perante as circunstâncias que a vida nos serve.
Nos últimos sete anos a vida serviu-me quilómetros de lojas, a boca de dois metros, um autocarro e outros tantos eléctricos, um cinema de versões originais, vários supermercados, restaurantes e bares a alguns metros de distância e sem me meter nos ditos transportes. Pois aí teria os melhores museus da cidade a duas estações de metro e o coração da mesma a quatro.
A possibilidade de me mudar para um distrito a quatro estações de metro no outro sentido está a fazer-me questionar a vida que tenho vindo a ter e a comparar com aquela que poderei vir a ter. Faria parte de outra dinâmica citadina. Com mais quatro estações de metro e a passagem do Gürtel não sei em que pé ficaria a minha qualidade de vida. Ideal mas tecnicamente subiria, pois teria passado de um R/C para um 3º andar. No entanto, tudo o resto são incógnitas. As 10 estações de metro para o meu escritório poderiam ser aproveitados para pegar naqueles livros todos que ficaram numa lista de espera...
O certo é que depois de ver a casa de ontem acho a minha escura, gasta, desarrumada e não quero mais viver aqui.

Pode ser que mude, pode ser que passe.
Entretanto vou continuar a encher-me do arraçado de muffins de morango e maçã que acabei de fazer.

sábado, 17 de março de 2012

14º momento cultural: The Best Exotic Marigold Hotel

O trailer levou-me ao engano de ir ver um filme levezinho de um grupo de ingleses que vão para a Índia com uma série de clichés à mistura. Em parte o filme foi assim, pouco, mas a sua grande parte lida com uma série de outras situações talvez igualmente clichés mas bem mais próximas. Pessoas mais velhas que foram por diferentes motivos atiradas ao abandono. O marido morreu, os filhos foram, a solidão de quem já não é tão útil ao corropio dos dias que correm ou de quem nessa idade procura um novo alento para a sua vida, a saudade dos melhores dias da sua vida. Por portas e travessas, são 6 pessoas que vão parar a Jaipur. E claro que Jaipur é diferente de Londres. Mais colorida, mais barulhenta, mais quente, mais animalesca....
Todos eles agem e reagem de forma distinta e todos eles retiram ensinamentos de uma situação inicialmente agreste.
A dicotomia entre uma Índia tradicional e uma Índia moderna também é aflorado ao de leve.
A mim ficam duas coisas na memória:
1. "As coisas acabam sempre bem. E se não acabaram bem, é porque não era o fim!"
2. Que adorei estar em Jaipur no hotel mais kitsch onde alguma vez estive, com mosaicos espelhados, paredes rendilhada e empregados de turbante. Podia voltar já amanhã.

E se a minha casa fosse amarela?



Deixaria de ter as constantes luas cheias para ter sempre o sol a brilhar...

sexta-feira, 16 de março de 2012

13º momento cultural: Balanchine & Robbins

Estava a pensar em ir ao cinema, mas acabei na Ópera. Hoje era dia de ballett e eu fui às escuras deixar-me surpreender por este nome que me soava a gelado.
E foi mesmo uma surpresa! Com certeza foi o espectáculo que menos custou em termos de cenário (inexistente) e guarda-roupa! A primeira sequência poderia ter sido patrocionada pelos vernizes da Pipoca Mais Doce, uma vez que os maillots das meninas e os collants dos meninos eram naquelas corzinhas entre coral e turquesa!  Face a bastantes semelhanças com produções mais modernaças eu temi ter perdido um belo serão no recato do meu lar, mas felizmente foi só uma ameaça que não deu em nada.
A coreografia era sem dúvida muito arrojada para um espaço que alberga há anos a fio clássicos como Quebra Nozes, Giselle, Romeu e Julieta, O Lago dos Cisnes, etc. Mas o efeito surpresa para mim resultou em cheio! O programa dividiu-se em quatro momentos, dois para o Balanchine e outros dois para o Robbins. E só não gostei muito da banda sonora do 3º momento: Stravinski... mas mesmo assim, deu para aprender que prefiro Tchaikovski a Stavinski! Duas horas que voaram!
(E enquanto esperava pelo início e no intervalo voltei a pegar nos livros da tese...)

Consolidação da verticalidade das estruturas

Tenho uma dificuldade descomunal em tomar decisões que tenham impacto na minha vida por muito tempo, o que faz com que se tornem num autêntico quebra-cabeças para os meus nervos. É um facto assumido que eu preciso de melhorar. O que costumo fazer é "simplesmente" pedir a opinião a mil pessoas do meu círculo mais próximo e deixar-me influenciar por uma ou outra.
Como acho que devia ter uma estrutura vertical mais sólida, resolvi começar a tomar decisões baseadas só em mim. Eu em breve vou comprar uma casa, por isso é bom que tenha até lá a coluna consistente, robusta e duradoura.
Para dar início a este estágio que visa me tornar uma pessoa mais resoluta e desenvolta... adquiri um telemóvel! A meu ver e face à minha experiência servem para telefonar e receber chamadas, eventualmente sms. Dou uso à função de despertador quando não estou em casa e a funcionalidade da calculadora também me é simpática. Tirando isso não lhe dou grande uso. Tendo então estas premissas em mente, fui à loja vi vários modelos e partindo do princípio que todos eles serviam para fazer chamadas, escolhi o mais giro!
Ainda não o tirei da caixa, mas já me parece que estou a fazer progressos!
Amanhã vou ver uma casa a ver se noto alguma diferença no meu comportamento!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Há quanto tempo é que já não falava de futebol...

Vamos acreditar
(e correr
e marcar
e defender
e suar
e essas coisas todas),
Sporting?

'Bora lá pôr o City no chinelo!

Adenda 1: Quando comecei a escrever o post estava o placar a zeros, entretanto escolhe não escolhe a foto do Sá Pinto e o Matías Fernández já pôs o marcador a funcionar. Dois golos de vantagem e mais uns mil minutos a sofrer - sim, estou a ouvir o relato :)

Adenda 2: Oh Deus, que eu choro... 2:0 do tipo holandês com o nome à holandês! (4 min para o intervalo e mais a 2ª parte... vá lá, está quase...)

Adenda 3: Não consegui fazer mais adendas ao longo dos 3 golos do City... tenho o estômago num oito desde o 2º golo inglês e acho que não respirei nos últimos 10 minutos + 5 minutos dos descontos. Só me apetece dizer que o meu Sportingzinho nunca me falha :D mas acho que preciso de respirar fundo primeiro!

quarta-feira, 14 de março de 2012

X rated


Marcação surpreendente.
A quadrícula está assinalada.
Eu vou seguir a seta confirmar se o X se enquadra com a minha moldura.

terça-feira, 13 de março de 2012

Vira o disco e toca o mesmo

As aulas começam amanhã...

e está "quase" tudo pronto.

A única novidade é que mudaram para quarta, de resto tudo igual...

segunda-feira, 12 de março de 2012

Na senda da casa perfeita

 
 Maria Calíope é uma pessoa de gostos simples, clássicos e elegantes. Isto aplica-se a praticamente tudo incluindo na busca da casa nova. Esta seria uma casa para Maria Calíope, caso não ficasse um bocadito fora de mão (10 estações de metro do centro parece imenso para quem vive bastante central).




Maria Calíope não poria de parte um apartamento como este, mesmo pecando na distância do centro da cidade, se isso não significasse ter de empenhar uns 30 a 40 anos da sua vida.








Mas o duro é ter de se deparar com espeluncas destas: já seria surpreendente ter um fogão na casa-de-banho ou um poliban na cozinha (estão a ver o que vos digo da cozinha em qualquer sítio da casa?)











Pior ainda foi reparar que ele espaço ambivalente é nada mais nada menos do que a... entrada do apartamento!!!
(A parte boa é que eu poderia comprar este apartamento assim e ainda receber troco, mas não me pareça que eu caiba em cerca de 30m2)
Depois disto eu achava que já tinha visto tudo, mas não...
Há a versão rica desta espelunquinha. Ora atentem:

Para além do chão e das paredes em cores de Verão quente, acompanhados por aquele painel de pinceladas tijolo onde o artista quis extravazar o que lhe ia pela alma, eis um mega-jacuzzi com espelho assim num corredor da casa... (só para terem uma ideia este antro custa as 3 casas anteriores juntas)

domingo, 11 de março de 2012

InterRail

O InterRail faz agora 40 anos. Eu não fazia ideia que o programa tinha essa idade, mas ao ler/ouvir a notícia não pude deixar de recordar o meu próprio percurso. Foi uma viagem tão louca quanto inesquecível. Foi em 2003, tinha-me mudado para Viena 2 ou 3 semanas antes. Havia "férias de Inverno" e eu como desconhecia tal paragem escolar, não tinha pensado em nada. Não sei como surgiu a ideia do InterRail, mas em final de Janeiro estava eu de mochila às costas com uma pessoa que via pela 4ª vez: as duas prontas a apanhar o 1º comboio.
O percurso, se a memória não me atraiçoa, foi: Viena, Milão, Pádua, Bolonha, Ancona, Patras, Corinto, Atenas, Patras, Bari, Nápoles, Roma, Veneza, Trieste, Liubliana, Viena... em 11 dias!
Aconteceram-nos tantas, tantas, tantas coisas desde sermos praticamente as únicas passageiras no paquete gigante (no Mar Adriático) a estarmos umas 8 horas num café a fazer tempo. De termos sido expulsas do comboio em Corinto a eu ter sido assaltada noutro comboio algures entre Roma e Bolonha. De estarmos lá em cima na Acrópole como se estivessemos à conversa no café da esquina  a passear de vaporetos em direcção a Murano, passando pelo restaurante original das pizzas em Nápoles. O Blessing que me dizia "My name is Blessing because I am a blessing for you!" e o tunisino que conhecemos em Pádua, que se engraçou com a minha amiga e que passado um mês eu encontro-o no metro em Viena. E isto tudo contar com as horas intermináveis de conversa, as gargalhadas e as milhentas histórias que partilhámos. Ninguém diria que não tínhamos sido amigas a vida toda. Apesar de alguns pesares foi uma experiência extraordinária!

sábado, 10 de março de 2012

Orientando a criançada

Hoje foi dia de BeSt, que é como quem diz, feira de cursos para estudantes que estejam a terminar o secundário. Na verdade, são 4 ou 5 dias de feira, mas a minha calhou-me a manhã de sábado para ir para o stand e vender as minhas sardinhas.
Por acaso, foi mais interessante do que estava à espera - tirando a parte de pseudo-socialização com os meus colegas - não sei porquê entre pares da minha universidade viro sempre bicho-do-mato. Mas então, conversar com a criançada e tentar resolver as suas questões, dúvidas e interregações foi um autêntico estudo sociológico.
Os futuros estudantes têm um aspecto velho, na sua maioria. Acho que a grande diferença entre eles e eu são uns 20 e tal centímetros e o acne! Por isso não foi surpreendente eles pensarem que eu era uma "colega". O mais estranho que me ocorreu foi ao falar com uma mãe acerca do futuro da filha de 17 anos sair-me "mas eu tenho idade para ser mãe da sua filha"... e depois eu própria fiquei perplexa na perspectiva de poder ter tido uma filha aos 15 ou 16 e agora ter de passear uma matulona por uma feira de cursos! De qualquer modo, acho curioso uma das perguntas mais perguntas:
- É fácil depois de acabar o curso arranjar emprego?

Em que mundo é que esta gente vive? É fácil arranjar emprego em alguma área?
De qualquer maneira, pode ser que para o ano volte!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Não estou assim tão interessada

... quando o gajo:

- colecciona facas
- tem uma chave-mestra sempre consigo (para além do canivete suíço)
- não se sente bem-recebido num país onde para entrar tenha de pedir visto (por isso prefere não ir)
- não gosta andar de avião porque tem de aviar bagagem (e abandoná-la por umas horas). Para não aviar a bagagem poderia levar só bagagem de mão, mas aí não poderia levar o canivete com mil funções)
- prefere o carro como meio de viagem
- tem o ar de menino de coro prefeito para apresentar à família (mas esse bom aspecto só me faz crer que por detrás há algo podre)
- é capaz de manter a conversa sozinho sobre temas que não são acessíveis ao comum dos mortais
- ouve música melancólico-depressiva

Por isso acho que estamos conversados!

Chow, Countess Bathory
 

quinta-feira, 8 de março de 2012

12º momento cultural: Balett Revolución

Em Março chegou o primeiro bailado do ano! Uma coisa inovadora para mim: bases clássicas com música comercial. Eu sou suspeita para falar de bailado pois por norma tendo a gostar, quanto mais clássico melhor, por isso estava curiosa para ver o que ia sair desta combinação. E dei pelo meu dinheiro bem gasto! A combinação foi bastante bem conseguida, articulando ainda uma banda em palco. A música não poderia ser mais comercial de Enrique Iglésias ao Prince passou tudo. Eu bem queria abanar as ancas quando ouvi a Hips Don't Lie da Shakira (se calhar uma das performances menos conseguidas) mas só me lembrava do tipo ruivo, que vem no mesmo pacote. Apercebi-me que associo músicas a pessoas pois o Cece não sei quê ou Gotan Project ecoarão sempre acompanhados na minha mente! Ainda houve Usher, Ricky Martin, Bob Marley e Black Eyed Peas. Um festival completo encorporado em movimentos incríveis e espantosamente graciosos!
Acho que a gente devia ver este tipo de espectáculo de pé, para nos podermos abanar um bocadito também... ou tentar!

Calíope, a Robinson Crusoe

Afinal não morri.
Nem na praia, nem em sítio nenhum!
Se bem que andei aí a naufragar durante uns tempos.
Olhava o horizonte com aquele ar desesperado e 
acabei por dar à costa e fui catar bagas!
Agora estou vivinha da silva.
Opapel já está assinadinho, carimbadinho e bonitinho e o plano Erasmus volta a estar na berlinda.
Lá vou eu pregar para outra paróquia!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Mesmo a propósito do início do semestre

Ouvi hoje uma entrevista, onde se dizia que os professores ensinam mais o que são do que o que sabem, pois o que eles sabem estão nos livros, o que eles são não.

Inspirador. Digo eu.

terça-feira, 6 de março de 2012

Life is full of difficult choices

- Festa da inauguração da casa de um colega a uma segunda-feira à noite: ir ou... hmm nem sequer pensei em não ir.
- Comprar uma casa e mandar fazer obras ou esperar que apareça uma casa já com obras feitas.
- Ficar no escritório a fazer corpo presente ou ir no instante a casa dormir uma sesta.

Fui à inauguração ontem e hoje vim dormir uma horita a casa que me soube pela vida.
Quanto à casa, sei lá... Se eu tenho dificuldade em comprar um par de sapatos em saldos, como é que alguma vez vou decidir sozinha comprar uma casa... mas martirizo-me a bom martirizar... que nisso sim sou óptima.

domingo, 4 de março de 2012

11º momento cultural: The Help

Se a Octavia Davis não tivesse ganho o Oscar, eu teria perdido este filme. Ele esteve em cartaz há uns meses, mas acabou por se me escapar. Encontrei-o hoje casualmente numa sessão única depois do almoço e lá fui eu direitinha para o cinema. Ando com pontaria para os filmes que tenho visto. Gostei imenso. Gosto de filmes que me deixam a pensar. No caso, escandaliza-me o facto do filme ser um retrato de uma sociedade racista de há meia dúzia de décadas. Eu comecei a ver o filme crente que aquilo era medieval... fiz contas e caiu-me tudo. Pior ainda foi pensar que teoricamente a sociedade evolui e que consta que nenhum ser humano deve ser discriminado pela sua origem, cor de pele ou coisa que o valha. No entanto, na prática o mundo real prova-me o contrário. A segregação de raças já não é assim tão óbvia, mas basta lascar o verniz com uma unha para ver que os preconceitos continuam lá. Claro que ninguém é racista, até damo-nos com estes e aqueles, mas na hora da verdade é que são elas. Eu estou para aqui a falar do alto da minha sabedoria e repreendo veementemente qualquer discriminação rácica, mas também tenho os meus telhadinhos de vidro.

Literalmente


Maria Calíope está literalmente na Berlinda...

Que bela prenda para o sempre festivo 4 de Março!

sábado, 3 de março de 2012

Esqui de fundo

Aproveitando um dos últimos dias de Inverno com sol e tal, lá foi Maria Calíope fingir que é uma grande desportista, amante da Natureza e simpatizante dos desportos típicos locais, tentar uma coisa nova: esqui de fundo.
O cenário era perfeito, as atletas é que nem por isso. Houve dificuldade em encontrar: 1) a estância de esqui, 2) a pista de esqui de fundo, 3) a encaixar a bota no esqui, 4) a manter o equilíbrio em cima dos esquis, 5) a movimentar-se, 6) a coordenar braços e pernas, 7) a travar, etc, etc, etc
Ao fim de 3 quedas, a última da qual raspei com a cara no gelo e fiquei com o lábio a sangrar, decidi que aquilo não ia correr melhor. Fomos deixar as coisas no carro e acabámos a fazer uma bela caminhada pela neve. Foi bastante agradável, divertido, exigente. Ao fim de meia hora chegámos ao verdadeiro circuito de esqui de fundo... ou seja, as nossas tentativas nem sequer tinham sido na pista.
Para o ano voltamos ao esqui alpino, já está combinado, pelo menos aí temos direito a instrutor!

sexta-feira, 2 de março de 2012

10º momento cultural: Geizig

A peça (O Avarento de Molière) foi música para os meus ouvidos: alemão alemão, alemão a sério, aquele hochdeutsch que fricatiza as oclususivas velares sonoras. Tirando isso a história é engraçada, o cenário estava muito bem conseguido com pouquíssimos recursos. Passei um terço da peça a pensar no nome de uma das músicas que lá tocaram.
Perfídia. Conheço há décadas pois mamãe e papai não resistem à perfídia sem lançarem um pezinho de dança.
Com esta banda sonora até eu ficaria com pensamentos pérfidos que até poderia ter posto em prática, caso o senhor que me levou ao teatro não tivesse começado a falar de Tom Waits, física e outras coisas que matam qualquer perfídia. A parte boa da coisa é que Maria Calíope ficou a parecer uma pessoa que prima pelo recato, o que não é mau de todo para a minha reputação em geral :)

quinta-feira, 1 de março de 2012

A rifa

Eu achava que iríamos jantar a um restaurante grego e o gajo acena-me com bilhetes de teatro (assim do nada e eu garanto que não dei a dica)

Está a investir forte ou é impressão minha?
(É uma pergunta retórica, eu sou naïvezinha mas há coisas de bradar aos céus)

Já ganhou pontos nos items:
- Atenção
- Iniciativa
- Surpresa
- Cultura
- Poupança