quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Dias de luxo


A cereja em cima do bolo Fevereiro chega em ano bissexto. É um autêntico luxo ter um dia extra assim dado de mão beijada. Há quatro anos pus-me a fazer contas, neste não fiz nada de especial.... Mas vou jantar fora e preparar-me para o que virá a reboque de Março... plantado em Fevereiro, claro está!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Vizinhança

Ando aqui a pensar se gostaria de ter nobreza na vizinhança. Já se sabe que essa gente é assim meia esquisitinha e entre ter como vizinho o Schönbrunn ou umas lojas, eu acho que preferia as lojas. É menos clássico e aristocrata, mas dá-me mais jeito para o meu dia-a-dia plebeu.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Troquitos

Fevereiro trouxe a consubstanciação de um dos meus propósitos para 2012 que não dependia de mim. Assim como que do nada, o meu chefe lindo e sueco mandou-me um e-mail a dar-me um mini-aumento. Claro que a cavalo dado não se olha a dente e eu agradeci, afinal tenho espírito de pobre e qualquer migalha a mais já é lucro. No entanto, disse-lhe também que apesar de estar agradecida por ele cumprir logo em Fevereiro o que me tinha prometido assim para 2012 em geral, estava à espera de receber o dobro do aumento que recebi. E ele não fez por menos, dizendo-me que andava a batalhar pelo triplo...(toma e embrulha!)
Eu acrescentei que venho de um país pobre e que qualquer aumento é melhor que aumento nenhum, mas ele que continue a esforçar-se! :)

Freddie Ljungberg

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Homem na cozinha

Não sei como, mas o certo é que nas últimas semanas consegui ter tipos a cozinharem refeições fantásticas para a pequena Maria Calíope. E Maria Calíope bem que gosta de ver um homem na cozinha :)
Há 3 semanas foi um italiano (sim, esse) a fazer um surpreendente Tagliatelle al Salmone, na semana seguinte saiu-se com uma desculpa para eu lá voltar e em pouco mais de meia hora fez-me um Risotto de Radichio de bradar aos céus. Eu conheço o tipo há tanto tempo que até sei que não gosta de cozinhar, mas não só se superou à memória que eu tinha dele na cozinha como teria até ganho pontos extras, se estivesse na corrida.
Hoje saiu-me um polaco com o tal Barczsz - bastante jeitoso - mas ganhou os tais pontos extra com Pirogy (uma espécie de raviolis uns com carne outros com batata e "requeijão") igualmente polacos e deliciosos.

Será que eu volto a cair na armadilha polaca?

sábado, 25 de fevereiro de 2012

9º momento cultural: Mondlicht und Magnolien

Fevereiro na sua recta final e eu finalmente consegui ir ao teatro! Não percebi porque é que a peça se chamava "Luar e magnólias". A história passava-se nos anos 30 em Hollywood e tratava-se da redacção do guião do E tudo o vento levou. Foi giro mas decididamente não foi a melhor peça que já vi. No entanto, houve algumas cenas que fizeram a peça ganhar alguns pontos!

Unforgettable... that's what you are...

Ontem, na casa-de-banho de um bar americano.

Pessoa: Conhecemo-nos?
Calíope: Não sei...
Pessoa: Não se candidatou a guia de estudantes americanos a visitar a Europa?
Calíope: Hmm ?!! Sim...
Pessoa: Eu sabia!
Calíope: Mas foi há pelo menos uns 8 anos atrás...
Pessoa: Sim, há algum tempo...
Calíope: A sua cara não me é de todo estranha, mas pensei que fosse da televisão. (desculpa meia inventada meia realista)
Pessoa: Não, não.
Calíope: Ok. Que memória!

Também conheci um tipo ontem a quem disse que adoro Barczsz (uma sopa polaca de beterraba). Acabei de me aperceber que tinha uma chamada não atendida no telemóvel e uma mensagem do tipo a dizer que comprou beterrabas... Oh vida...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Negão do momento VI: José Fialho Gouveia

Num destes dias liguei a RTP e começou automaticamente a dar o Bairro Alto. Não sabia o que era, mas rapidamente dei pelo que andava a perder. Um belo programa de entrevista com um apresentador delicioso, informado e que sabe conversar. Um tom de quem vai tomar um copo e fica a trocar dois dedos de conversa, mas sem aquele ar pseudo-encriptado do "só nós é que sabemos do que estamos a falar" ou do tu-cá-tu-lá "é, não é?". Nunca tinha ouvido falar de José Fialho Gouveia... mas como quase podia adivinhar que era filho do outro. O que eu não sabia é que o outro já tinha morrido... e há quase 10 anos. O tipo é giro que se farta e tem convidados super interessantes. Ficas como exemplos o Boss A.C. e o Kalaf Ângelo para compensar a falta de negritude do "negão do momento". E lamento a foto possível, mas não encontrei mesmo nada de jeito no google.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Trancas à porta

Hoje perguntaram-me se determinada pessoa era de confiança. Não soube responder, mas fiquei a pensar no que aquilo poderia significar. Uma pessoa ser de confiança é ser precisamente o quê? Uma espécie de túmulo onde se deposita tudo e mais alguma coisa? Continuei pouco satisfeita com esta resposta.
Não sei se as pessoas não serão como as fechaduras. Até ver são de confiança. Mas qualquer uma é passível de ser arrombada.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

3º momento de encher chouriços

Há coisas meio aborrecidas que tenho de tratar no meu daily business, mas a tarefa de hoje qualificou-se com distinção para um momento de encher chouriços. Ora reparem, volta e meia mandamos inquéritos aos nossos clientes a saber se estão satisfeitos com os nossos produtos e a pedir-lhes feedback. Alguns dos nossos clientes são bastante opinativos e para além de clicar nas opções devidas, ainda comentam e dão sugestões. A minha tarefa de hoje era traduzir o dito feedback dos nossos clientes para que as pessoas que fazem o tratamento dos dados possam analisá-lo. Já seria um chouriço bem cheio só o facto de estar a traduzir para alemão, mas vem o resto da linguiça atrelada, quando eu própria tenho dúvidas sobre o suposto português. Há aqueles muito sucintos "Há falhas". Mas as cerejas no topo do bolo sucedem-se com pérolas como: "Axo que devia ver mais promoções" ou "Se ofresecem mais hiposetes...".

Apetecia-me escrever a estes clientes e dizer-lhes que graças a eles excuso de inventar frases com erros para os meus exercícios de gramática: tenho material autêntico.


Botero, Women with a book

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Fim-de-semana

Ontem foram scones.
Hoje chá de laranja e canela (com erva cidreira e mel).

Qualquer dia faço crochet.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

8º momento cultural: Intouchables


Saí do escritório ainda de dia para ir ao cinema. Fez-me lembrar quando andava na escola ou na faculdade e ia de tarde ao King ou ao Mundial ver um filme pseudo-intelectual com mais 3 ou 4 gatos pingados. O filme de hoje era belga e em francês e uma autêntica lufada de ar fresco.
Um tetraplégico milionário que contrata um tipo senegalês para cuidar de si. A história é real, tão divertida como comovente. Se calhar trágico-comédia seria o mais adequado. Adorei o filme e recomendo-o vivamente. (Não sei o nome em português, mas em alemão é Ziemlich Beste Freunde, se ajudar alguém).

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Pedras na calçada


Contar com determinadas pessoas é como contar com que as pedras da calçada se juntem num dia que a gente saia de saltos.

Criar defesas é o que eu preciso... se calhar com um Actimel vou lá :D

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Naufrágio

Andava toda entusiasmada a pensar numa aula que terei/teria de dar subordinada ao tema semestral "Naufrágios" no âmbito de literatura e cultura portuguesa. E afinal quem virou náufraga fui eu... parece que estou a ver os restantes passos do meu plano Erasmus a afundarem-se em águas geladas e profundas.
E eu se morrer, morro na praia... a uma assinatura de distância do meu plano Erasmus.

William Turner, Wreckers Coast of blablabla

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Lasanha para me tirar do sério


Refogar apatia em azeite, deitar uma mão cheia de lamúrias até estarem douradas.
Alternar  placas de chavões com o preparado anterior num tabuleiro que vá ao forno, regar cada camada generosamente com um molho de aspirações secas.
Polvilhar a gosto com "crise" e/ou "este país".
15 minutos num forno a 180ºC
Resultado: Maria Calíope em polvorosa.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Calíope, a estratega

Se comprar uma casa mais cara do que inicialmente estava previsto,
- sinto-me obrigada a usufruir do espaço
- fico completamente depenada
- deixa de haver grande margem de manobra para conferências do outro lado do mundo, casamentos aqui e ali e ilhas paradisíacas 
por tudo isso:
- ganho tempo e espaço para trabalhar e acabar a minha tese.

Parece que começo a ver a luz no fundo da bifurcação académico-imobiliária.

Numa secção consular

Calíope: Estão aqui os formulários A e B, a cópia do meu registo de residência, do meu bilhete de identidade, do meu passaporte, do bilhete de identidade da minha mãe, da certidão de nascimento da minha avó e respectiva tradução...
Senhor da secção consular: Hmm... Você mora aqui? Há quanto tempo? Qual é a sua nacionalidade? E onde é que nasceu? E a sua mãe? E a sua avó?
Calíope responde devidamente e face à perplexidade do senhor ainda alega que tendo em conta o regulamento do documento em questão, como a sua avó seria elegível para obter o dito documento, ela também seria, tentando agilizar o seu raciocínio.
Senhor da secção consular: Você é um caso difícil!
Calíope sorri e pensa que antes um caso difícil que uma pessoa fácil: Quanto tempo demora a obter uma resposta?
Senhor da secção consular: Um mês, mas não fique à espera de em Março ter uma resposta. No seu caso deve ser uns três meses.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

7º momento cultural: The Artist


Não será o meu preferido de todos os tempos, mas marca com certeza pela diferença. Um enredo pobrezinho mas compensado com duas personagens de sonho (e estou a omitir o desempenho de cão) e a fotografia do filme todo :)

Talvez esta tenha sido a minha cena, a da Peggy com o cabide! Adorei!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Celebrações laborais

No meu escritório há uma série de eventos que se costumam celebrar:

- Aniversários
- Dia do nome
- Sexta-feira
e mais pontualmente:
- Inauguração de casa
- Despedida (da empresa ou do país)
- Doutoramento

Tendo em conta que somos bastantes e que há sextas-feiras todas as semanas, há sempre pelo menos um brinde por semana. Pois à boa maneira centro-europeis, para festejar tem de haver bebida! Ontem lá estávamos nós no final de expediente, umas 15:30/16:00, a brindar com vinho branco a chegada do fim-de-semana, entre conversas soltas e piadas de ocasião. O certo é que eu às 16:30 tive de sair e pensei que deveria ter almoçado qualquer coisa mais composta para absorver melhor o(s vários cálices de) vinho... claro que já não estava em condições para escrever mais nada.

O trabalho pode até ser às vezes uma seca, mas não trocava os meus colegas e este ambiente saudável e descontraído por nada.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

7

O Mergulhos faz hoje 7 anos, completando esta idade com mais de 1300 posts, cerca de 50 visitas diárias, um total de mais de 26.000 visitas e uma devota Maria Calíope.


O blogue começou por ser resultado de uma brincadeira. Ao sair de uma aula de Fonologia e Morfologia do Português lá para 1998, um cromo amigo e eu comentávamos entusiasticamente a genialidade do que tínhamos acabado de aprender (já não sei o que era), decidindo naquele momento que um dia iríamos escrever juntos um livro de Línguística. Eu, como detesto deixar coisas para a última da hora, disse-lhe que eu me encarregaria do título, ele faria o resto! :) E nesse mesmo instante saiu-me "Mergulhos fonológicos". Muitos anos mais tarde já comigo em Viena, esse meu amigo começou-me a falar de blogues e convidou-me a participar num blogue colectivo (entretanto desactivado). Passado uns tempos deve ter achado que precisávamos de um espaço próprio e criou este inacreditável e estonteante estabelecimento comercial, conferindo-lhe o nome daquele que estava para ser o nosso livro. Entretanto, pouco a pouco eu comecei a entusiasmar-me com o Mergulhos, escrevendo cada vez mais, criando rúbricas, conseguindo novas visitas e os outros dois parceiros de início de viagem pareciam cada vez mais distantes. Julgo que tendo em conta a apropriação, ocupação e permanência, reclamei o espaço dos Mergulhos como meu. E até ver ninguém se queixou.

Maria Calíope agradece a todos os que passam por aqui com mais ou menos regularidade e confessa que já nem imagina a sua vida sem um mergulho diário! :)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Cobra

No início da semana sonhei que estava no meu antigo quarto em Lisboa à janela e de repente vi uma cobra gigante, assim à la Loch Ness. Eu fiquei a observá-la pela janela com atenção e completamente fascinada: era monstruosa, olhos pretos e escamas essencialmente verdes e algumas amarelas. De repente ela roda sobre si e com o bater da cauda racha parte do prédio. Eu não me lembro de ver paredes a cairem, mas lembro-me nas fendas das divisões a seguir à minha. A cobra lá foi à sua vida e eu continuei colada à janela, pensando que mesmo que fosse declarado zona de catástrofe iria demorar muito a reparar os danos e dinheiro então nem vê-lo.
Obrigada por amigos a conferir interpretações de sonhos encontrei várias possibilidades: desde traição de amigos a vários desafios a enfrentar.
Só agora percebi que afinal a coisa é muito mais prosaica: quero uma pulseira destas!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Inventário de vocábulo XII

Já há imenso tempo que não havia aqui um elogio declarado às palavras, por isso cá vem ele numa versão jocosa. Do convívio com os colegas lusófonos em Berlim, aprendi uma expressão deliciosa que ainda agora me faz soltar umas belas gargalhadas:

boi ralado

Boi ralado não é mais do que carne picada na variante de português do Pará!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Catavento

Voltei a espingardar.... desta vez não foi para todas as direcções, mas em vários campos.
Da outra vez resultou. Está a resultar. Vamos ver como corre desta.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

12 cms

De regresso a casa passei pelos saldos. Estava toda orgulhosa de não ter comprado trapo nenhum nesta estação até ter dado 30€ pela bainha do vestido do baile. Com 30€ Maria Calíope era bem capaz de comprar dois vestidos, uma camisolinha, um par de meias e ainda trazer troco... por isso achei que os meus esforços tinham sido em vão. Descobri estes botins e não sei o que fazer (= se hei-de comprá-los ou não):

A favor:
- São o meu número e ficam-me bem.
- Estão em saldos a 50% (cerca de 66€)
- Eu sempre quis ter sapatos (e conseguir andar em cima) de saltos muito altos sem ter de matar os meus pés.
- São confortáveis e consigo andar com eles.
- São giros e elegantes.
- Até agora nunca tinha experimentado sapatos tão altos (12 cm) onde conseguisse ficar de pé quieta.

Contra:
- 66€ é muito mais do que eu costumo dar por sapatos.
- Não posso calçá-los com as minhas calças pois elas ficam-me pelo tornozelo, ficando o uso dos botins limitado a saias, vestidos e calções.
- Não sei com que frequência poderei usá-los.
- Não me estou a ver a correr para apanhar o metro com os sapatos calçados.
- Se calhar na próxima estação ou no próximo ano são completamente obsoletos.

O prezado leitor quer indicar-me o caminho da luz? Para já, deixei-os na loja e pensei voltar lá na sexta ou sábado: se ainda lá estiverem trago-os, se não, paciência! (Era o único par que havia em 36). Por isso, estimado leitor, poupe-me ou adiante-me a viagem. Muito agradecida.

Senator dixit:

Tu andas sempre na crista da onda e por isso nem fazes ideia do que se passa no fim da fila.

Eu tomei isto como um elogio... era, não era Senador?

domingo, 5 de fevereiro de 2012

As pessoas sem cérebro existem!

O ponto de encontro marcado para nos encontrarmos todos antes do baile foi a Palmenhaus, mas não fomos os únicos a ter esta ideia. Eu não conhecia toda a gente do "meu" grupo. Quando cheguei e vi uma cara conhecida, fui lá ter com ela e acabei por me sentar nessa mesa cumprimentando todos os restantes convivas. E gerou-se a seguinte conversa completamente absurda:
Calíope: Olá! Eu sou a Calíope*.
Pessoa sem cérebro: Olá!

Alguns minutos depois:

Pessoa sem cérebro: Então e qual é o teu nome original?
Calíope: ?!?!?!?!?!
Pessoa sem cérebro: Disseste que te chamavas Calíope, mas esse deve ser o teu nome traduzido...
Calíope: Traduzido?!
Pessoa sem cérebro: Sim, qual é a tradução do teu nome?
Calíope: Mas qual tradução?
Pessoa sem cérebro: O teu nome original!
Calíope: O meu nome é Calíope...
Pessoa sem cérebro: Ah! Então isso tudo é solário?
Calíope: (Olhando para os meus braços e pensando que de momento estão bem mais pálidos do que de costume...) Não, não é!
Pessoa sem cérebro: Ah! É que uma pessoa olha para ti e têm alguma dificuldade em te classicar...
Calíope: Mas achas que eu venho de onde?
Pessoa sem cérebro: Pois não sei, é difícil... Mas talvez da América do Sul...
Calíope: América do Sul?!!!! Índia talvez?
Pessoa sem cérebro: Não, não, Peru...
Calíope: Peru?! (cada vez mais incrédula, à medida que me lembrava das peruanas que conheço que com certeza não conseguiriam entrar na Miss Mundo)
Pessoa sem cérebro:  Sim...
Calíope: Pois... eu sou portuguesa e quer-me parecer que estou na mesa errada. Adeus.

A nossa mesa era outra...

* O meu nome é um nome bastante comum em qualquer língua românica ou germânica e difundido com alguma frequência nos meios de comunicação. Não vá agora o estimado leitor pensar que me chamo Orquídea ou Cassiopeia.

6º momento cultural: O baile

Há coisas incontornáveis na cultura austríaca, enquanto na semana passada falava-vos da dedicação local ao esqui,  hoje trago-vos outra modalidade desportiva típica desta mesma época do ano: os bailes. Os bailes vienenses devem ser dos últimos resquícios visíveis e que continuam a ser cultivados do Império Austro-Húngaro. Palácios imperiais, salas grandiosas, lustros de cristal, vestidos longos e gravatas borboletas: são coisas bonitas de se ver.
Desta feita fui ao Baile da IAEA, ou seja Baile da Energia Atómica, vulgo Baile da ONU, que teve lugar no elegante e imperial Palácio de Hofburg. O mais fascinante nestas lides trata-se de uma autêntica viagem no tempo: somos transportados para os grandes salões de festas reais ou até para o imaginário dos bailes dos contos-de-fada. Está toda a gente forçosamente bem vestida. O dress code é obrigatório e o não cumprimento do mesmo pode resultar na probição da entrada. Claro que lá por toda a gente ter de ir bem vestida, não significa que toda a gente consiga vestir-se bem e adequadamente. Acaba por ser também uma feira de vaidades, mas deve fazer igualmente parte.
De todos os bailes a que fui, este deve ter sido o que dancei mais, mesmo indo desemparelhada.
Curiosíssimo foi ver várias salas cheias de gente a dançar coisas fantásticas como "Twist", "Conga", "Suavemente", "Dança Kuduro" ou ainda "Ai se eu te pego!" e claro está toda a população feminina de vestidos até aos pés e a masculina de lacinho! (Houve também valsas, polkas e outras coisas mais palacianas!)

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Skype

Vantagens ou desvantagens de falar com papai e mamãe via skype:

Mãe: Oh Calíope, o que é que está ali no chão da cozinha?

Pai: Tens aparelho nos dentes?
Calíope: Sim, pai há ano e meio... (cerrando os dentes e pondo-os todos à frente da câmera) mas nota-se?
Pai: Não, não, mas não tens de estar a mostrar os dentes às pessoas. Vá, fecha a boca!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

5º momento cultural: Museu Dali

Andar a passear com -15º não será com certeza a coisa mais agradável do mundo, mas com o sol, a luz e a neve presentes teria tirado fotos bem bonitas, caso não estivesse tanto frio, para me lembrar de tirar a máquina fotográfica da mala.
Volta e meia enfiava-me num espaço fechado qualquer para voltar a sentir os pés (fosse metro, loja, café) e resultou bastante bem. Nem acho que tenha corrido mal. Tenha pena não ter conseguido visitar o Reichtag pela segunda vez. Em compensação fui ver (mais) um museu Dali. Giro, divertido mas nada de assombroso... eram essencialmente desenhos (e eu tinha de ainda ir ao hotel buscar a mala e seguir para o aeroporto).

Não sei se me devo alegrar ou não pelo facto de tanto na ida como no regresso ninguém me tenha pedido identificação nenhuma em momento nenhum da viagem.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Calíope, a lavradora

Tenho de aprender mais vocabulário agrícola.
Dava-me imenso jeito recorrer a esse imaginário e dizer que andei a podar(?) a terra, a ará-la e a lançar sementes, mais ou menos (in)conscientemente. Parece-me que em breve brotará(?) qualquer coisa, mas não sei se sou eu que sou muito optimista ou se é passar as rédeas à Natureza. Afinal de contas, depois do Inverno, há sempre uma Primavera!

A propósito, porque é que não há um Fevereiro em todas as estações? Afinal de contas, ele é compacto, jeitosinho e de fácil arrumação :)

Hipérbole

Eu sou uma exagerada, uma melo-dramática, uma autêntica drama-queen... mas quando falei dos velhotes de andarilho não estava num desses momentos.

Ora reparem,
uma das apresentações sobre os espaços urbanos em Trás-Os-Montes com fotos dos anos 60 ou 70;
um dos "convivas" em conversa comigo contava-me que esteve em Portugal em 1956;
e um outro fez hoje 80 anos.

Não tinham o gadjet  na mão ;), mas todo o espírito andarilho estava lá!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

4º momento cultural: The Calíope show na Conferência de Berlim (1ª etapa do plano Erasmus)

A minha comunicação foi a penúltima do primeiro dia, mas em termos de receptividade, feedback e debate foi a que ficou com a medalha de bronze (em 12), apenas superada pela "Pixação em São Paulo" e as "Medidas de segurança no Brasil".
Para os velhotes de andarilho que engrossavam o público não é surpreendente que "kuduro progressivo" seja completamente desconhecido, mas alinharam no esquema com curiosidade e interesse. Não posso deixar de tirar o meu chapéu quando mencionei "welwichia" como sendo uma árvore e houve alguém que espontanemanente me corrigiu dizendo que era uma planta. Na parte de Q&A ainda houve um terceiro que explicou que se tratava de uma planta rasteira do género do cacto que só existe no deserto do Namibe (?)... (Estes velhotes são mesmo poços de sabedoria...)

Eu estou radiante não só por ter feito uma boa comunicação, mas por ter cumprido o primeiro passo do meu plano para este ano. Além do mais, parece-me que ando a semear qualquer coisa no sentido do plano Erasmus ter mais capítulos do que o inicialmente previsto. Por fim, ainda consegui almoçar e jantar com a "juventude" participante (cerca de 5-10 mais velhos do que eu!).

2º momento de encher chouriços

Vir a uma conferência é ter à partida um momento de encher chouriços... Esta não foi excepção, a minha dúvida é enchouriçar (1) a senhora que tinha 20 minutos para falar (como todos) e passou mais de meia hora (!), para além do tempo estipulado, a dizer "e agora muito brevemente", "resumindo" ou "só para acabar..." e acabou por ocupar cerca de 50 minutos ou então (2) a outra que era mais rugas do que senhora e que nem sei do que falou, perdão! do que leu e lia tão mal, desculpando-se de 5 em 5 minutos que como não havia muita luz não conseguia ver muito bem... (e toda a gente a contorcer-se nas cadeiras ansiando que ela visse um ponto final... qualquer!)

Hamma

Du bist hamma,
wie du dich bewegst in dei’m Outfit, hamma!
Einzigartig. Unglaublich. Hamma...
E é isto o que eu acho do mês de Fevereiro em geral (que saudades Fevereiriho e ainda por cima este ano há bónus) e de mim em particular :)

(É ouvir com as colunas no máximo... e até acho que é a segunda vez que menciono os Culcha Cadela aqui)