18/01/2012

Indredible India - Goair II

Omiti por completo o facto de ter ido a um casamento. Assim num ranking repentino poderia classificá-lo como o pior momento da viagem. Na igreja eu estava toda divertida a observar toda a gente e respectiva vestimenta. Cheguei rapidamente à conclusão que o bom dos casamentos - ou qualquer evento social na Índia - é que não há pessoas underdressed. Se há coisa que não me cabe na cabeça é pessoas irem para casamentos de calças de ganga ou como quem vai para um piquenique. Isso não existe em Goa, pois até as crianças vão de fato ou vestido.
Acontece que a páginas tantas já na boda propriamente dita, comecei a desfalecer psicologicamente. As memórias do Valete e do último casamento a que fui com ele como acompanhante começaram-me a aterrorizar, a musiquinha com juras de amor eterno até poderiam fazer pendant com a ocasião, mas não ajudaram em nada a melhorar o meu ânimo. As lágrimas quase me saltaram dos olhos quando a minha mãe vinda da pista de dança sai-se com "Oh Calíope tu não dançavas tango?! Vai lá dançar com o pai!". O meu esforço foi hercúleo para manter as minhas trombas e não desatar num choro sem fim.
Felizmente papai e mamãe estiveram mais tempo a rodopiar na pista de dança do que sentados na mesa - alguém que se tenha divertido - por isso nem repararam no meu estado lastimoso.

(Adenda: Na verdade este post foi escrito há dois dias, mas acaba por se enquadrar tematicamente com o que acabei de escrever, o post de 17 de Janeiro às 23:54... Eu sou mesmo visionária...)

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