quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Post-exercício

Afeganistão (apesar de logicamente ser o Irão)

Era a marcha triunfal de Mahmud Ahmadinedschad assim à laia de regresso de um general romano após uma campanha vitoriosa. Poder e triunfo andavam de braço dado lentamente num longo cortejo de onde ressaltavam a presença de leões. Ahmadinedschad afagava alguns dos animais serenamente e este simples gesto valia-lhe o respeito das multidões. De repente vi-me no cimo de um dos elefantes, juntamente com os leões que ele carregava, felizmente estava com as minhas vestes invisíveis e assim também eu pude afagar o leão... até que algumas passadas adiante, mexi-me e o leão caiu e rugiu.
Eu saltei do elefante e corri pela vida. Tinha sido descoberta e claro que a guarda me perseguia, correndo atrás de mim. Várias vidas se perderam nesta correria, pois os guardas limitavam-se enfiar uma faca peito a dentro a quem estivesse no seu caminho. A distância ia-se encurtando e eu acabei num gesto veloz a trepar um prédio e entrei numa janela aberta, pedindo misericórdia à pobre criança africana que lá estava, implorando por um esconderijo. Olhando para trás via pescoços a serem cortados e não fiz mais nada: enfiei-me debaixo da cama...

Por incrível que pareça até dormi e acordei sossegada, mas alguém quer interpretar?
O único comentário que consigo fazer é à minha invejável forma física. Saltar do elefante?!! Desatar a correr?!! Trepar um prédio?!!

Gira-discos


Continuo a cultivar indecisões, mas de um modo circular: de duas em duas horas mudo de opinião. Uma espécie de LP, ora lado A, ora lado B.
E o mais triste de tudo é que não sei o que quero da minha vida.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Escolhas assumidas

Não troco o 1º pelo 41º lugar, mesmo que no pódio não haja sol!

Detalhe da Secessão

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Obstáculos duvidosos

Sou exímia em me criar obstáculos, em me dar opções e depois ficar atónita sem saber escolher:

Fábrica ou escravatura?
Encher chouriços ou lavar escadas?
Bom ambiente ou prestígio?
Dinheiro ou prazer?

E já agora, um vestido vermelho com botas e camisolinha roxa é
colour block ou simplesmente piroso?

Não sei com que óculos ando a olhar para a vida, mas de momento não consigo distinguir sarna de oportunidade.

domingo, 27 de novembro de 2011

Cinema com travo de teatro


As pessoas não passam de cebolas,
atrás de uma pele lustrosa,
são camadas atrás de camadas
e a determinado momento até podem provocar lágrimas.

E somos todos iguais...
com mais ou menos camada ou com a pele mais ou menos lustrosa.

Mergulhos bilingues XVII


"Quem classifica classifica-se!"

descobri esta citação de Pierre Bourdieu (1979) e achei genial, não só para a minha próxima palestra acerca da identidade dos emigrantes, mas também para a vida em geral!

Egon Schiele

sábado, 26 de novembro de 2011

Baixou em mim...

A suburbana
Believe it or not, mas abriu um centro comercial digno desse nome aqui a 10 minutos (a pé) de minha casa. E com direito a supermercado aberto ao domingo. Um luxo! Eu fui lá dar uma voltinha e voltei cheia de sacos: um vestido vermelho, uma blusinha, uns collants, uma t-shirt, umas meias para o esqui, até uma mini-saia veio! E ainda fiquei a suspirar por uma mala azul... Se andava com falta de vontade para ir às compras... passou!

A investigadora
Estive a tarde toda (e o serão de ontem também) a trabalhar em coisas que têm a ver com o meu doutoramento. E não é que o meu trabalho é mesmo muito interessante? Já tinha tanto pó que nem me lembrava desse facto!

A adepta
O meu sportinguismo não me sai dos genes, por isso não é uma questão de baixar ou de subir, mas há imenso tempo que já não ouvia um jogo de futebol na rádio... quanto mais um dérbi. Claro que vamos ganhar o jogo, nem que seja por meio a zero!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Vontade desencontrada

No início da semana o que eu mais queria era um serão relaxado, acompanhado de chá e bolachas e de leituras enriquecedoras. Hoje que tenho o que queria, porém não sossego: a ver se há posts novos, se cai um e-mail na caixa ou se o rei faz anos. É um pouco triste passar uma sexta de noite assim...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

De boda em boda

O ano de 2012 já está arrumando no que toca a bodas matrimoniais. No espaço de uma semana fui convidada para duas celebrações dessa categoria. E mantém-se a regra dos últimos anos: um casamento em Portugal e outro noutra parte do mundo.
Os noivos estenderam o convite a um eventual acompanhante, eu agradeci, mas disse que só convite não serve, precisam também de fazer promessa e acender vela :)  Se o fizerem direitinho pode ser que eu vá acompanhada, caso contrário lá irei eu formosa e bem-segura (mas depois não me entreguem o bouquet!)!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Epifania II

O estimadíssimo leitor sabe que há dois meses o senhor Valete disse-me uma série de barbaridades que resultaram na bifurcação do nosso caminho até então conjunto. Superado o choque, andei a cogitar eventuais explicações, teorias e mais uma série de linhas de pensamento que pudessem explicar aquele comportamento irreconhecível literalmente da noite para o dia. Nenhuma delas me satisfez por completo, mas pelo menos ajudaram-me a assentar a poeira, uns dias mais do que outros.
Num destes dias, estando com dificuldade em dormir e permitindo que pensamentos soltos passeassem à toa na minha cabeça, propiciei que uma dessas ideias vagas fosse de encontro a um interruptor. Fez-se luz no meu juízo e dei por mim num momento epifânico. Pelos vistos estes momentos epifânicos têm data marcada na minha vida: 2 meses depois do contacto quebrado.


Epiphany II

Na altura, o Valete disse-me que eu não sabia falar alemão. Coisa que por si não tem muito contacto com a realidade, mas que poderia envergar uma roupagem didáctica. Mas não. O indíviduo não só me humilhou, como me enxovalhou, espezinhou, cuspiu e ainda deu uma tareia tão grande aos meus conhecimentos de alemão, que eu nesse dia se tivesse podido, teria mudado de país e nunca mais teria aberto a boca. As restantes coisas que me disse, por essa ocasião, não foram especialmente agradáveis, mas o alemão era o meu calcanhar de Aquiles e ele sabia e não se poupou em nos insultar (a mim e ao meu alemão). Eu nunca percebi por que o tinha feito, até uma ideia perdida ter batido sem querer no interruptor.
O Valete é uma pessoa frustrada e eu não sabia e recorreu ao poderzinho do polícia quando passa a multa, da caixa do supermercado quando põe a placa "fechado", do indivíduo das finanças quando nos manda uma conta, para me deslustrar. O alemão era a única coisa que ele era visivelmente melhor do que eu. Tudo o resto eu batia-lhe aos pontos... perdoem-me a imodéstia, mas eu tenho empregos que me satisfazem e realizam, ele não; eu moro num sítio adorável, onde se vive, ele vive numa casa sem alma, sem nada; eu vou a museus, teatros, ballets, cinemas pseudo-intelectuais, ele vinha comigo; eu tenho uma vida social concorrida e amigos que se preocupam comigo, ele não; eu sei o que é uma família, ele não e eu ainda cozinho e danço e falo francês e gosto de futebol e um dia hei-de terminar o meu doutoramento... ele é um bio-freak.
Ele pegou em dativos e acusativos e esfregou-mos na cara, declamou uma ode às preposições como se fosse a coisa mais natural do mundo, atirou com os verbos auxiliares para o fim das frases porque não sabia fazer mais nada. Eu posso ainda dar algumas calinadas na declinação dos adjectivos e às vezes não acertar com a ordem das palavras na frase, mas pelo menos sei fazer outras coisas.
Um valete que nasceu valete nunca será a rei.
O caríssimo leitor pode inclusivamente julgar que se trata de uma justificação forçada ou de uma linha de argumentação hiperbólica, mas eu garanto que me serviu para dar o caso como encerrado.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

São crisântemos, senhores, são crisântemos

Eu bem que estava a estranhar este ano não andar emboída no espírito de Atlas. Mas cá está ele: tarda mas não falha. E a minha coluna que aguente.
Pois poderia continuar o rol dos meus infortúnios ou de afazeres, mas não, o digníssimo leitor merece melhor: crisântemos por exemplo.

O crisântemo amarelo é aquela flor que nunca seria a minha primeira hipótese. Nem segunda. Nem terceira. Quarta talvez se o que restasse fosse cor-de-rosa.
De uns anos a esta parte há sempre flores aqui no burgo. Animam-nos a mim e ao burgo. No entanto, se há coisa que me aborrece é comprar flores ao sábado e na terça elas já estarem murchas, desfolhadas, secas, etc. Compro de tudo: rosas, túlipas, orquídeas, imperadores e mais outras quantas cujo nome ignoro (de cravos não gosto muito), mas os crisântemos conquistaram-me pela sua resistência. Tenho aqui 3 exemplares  e eles estão um bocado descaiditos (em relação aos outros 3 deste sábado) mas já cá moram há praticamente um mês! É simplesmente fantástico!


E temos algo em comum, para além do amarelo pálido, somos corredores de fundo!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Um dia ainda desmaio

Hoje foi quase o dia...

O dia todo a traduzir promoções, campanhas, condições e o raio que o parta como se não houvesse amanhã. Pelo meio há um aluno que a designação da aula de Cultura 2 está errada e devia ser 1, o que gerou a troca de uns 20 mails com a outra colega de Cultura e a coordenadora.
A plataforma da universidade enlouqueceu logo agora que lá tinha posto um artigo de mais de 25MB para a minha tese e que me custou horrores a encontrar... o dito desapareceu.
Mais promoções, campanhas, condições e bónus.
Vou ou não vou fazer esqui?
Sigo para as aulas e a empregada diz que não há sala... Dou a aula e sigo para as reclamações. A sala (e o edifício das aulas foi mudado e ninguém avisou nem a mim nem aos alunos)
A melhor parte do dia às 19:30: dança. No fim da aula deu-me uma tontura tão grande que eu nem sei de que terra era... Suores frios, olhar ora perplexo, ora enviusado. Vim até ao metro escoltada por duas colegas.
Agora não vou responder ao aluno que insiste que a Cultura devia ser 1, nem mandar mail aos outros alunos a avisar a mudança de sala, nem mandar TPCs, nem confirmar a minha ida ao esqui, nem ler coisas para o doutoramento e muito menos preparar aulas. Vou para o sofá fingir que não tenho nada para fazer e ligo a televisão para me acompanhar.

Desconfio que estou a chegar aos meus limites...

domingo, 20 de novembro de 2011

Um pouco de arte para animar a vida!

Fui ver a exposição Gustav Klimt /Josef Hoffmann - Pioniere der Moderne um pouco às cegas, mais por ter sido objecto de trabalho de uma amiga minha, do que por saber do que se tratava. Estava mais a par do trabalhão que ela tinha dado a programar, a fazer, a montar do que do seu conteúdo. E que surpresa...

Esta foi a minha sala preferida. E aquele quadro do fundo no centro poderia vir bem cá para casa. Como não havia na loja do museu, vou ter de activar as minhas connections... e se a connection for mesmo boa também poderia reproduzir o Friso de Beethoven na minha casa nova. Quem reproduz um friso uma vez, reproduz duas :)

A parte gira e interactiva era uma sala onde as imagens eram compostas por blocos de imagens e em que visitante poderia trazer uma folha do bloco. Claro que trouxe. E assim resolvi o meu problema de ontem de como decorar a minha mala.

Horizonte nevado

E no meu horizonte (que não é horizonte, é mesmo no dobrar da esquina do mês) coloca-se a questão:

Fazer ou não fazer esqui?

+ Grupo divertido
+ Pessoas mais ou menos no meu nível (0+)
+ Dias certamente passados em animada cavaqueira

- Quantidade de trabalho pendente
- Medo de partir qualquer membro (o que não seria muito prático para a viagem para a Índia duas semanas depois)
- Algum nervosismo e receio face a desportos de Inverno

(Será que o caríssimo leitor fará o obséquio de ajudar Maria Calíope em mais um dos seus dilemas?)

sábado, 19 de novembro de 2011

Bagagem aviada

Há tempo que queria comprar uma mala de viagens em condições.
E hoje foi o dia em que trouxe uma Samsonite para casa.
Duas rodas, 4,5kg, rija e pronta para as minhas curvas, espero.
Para além da mala, vim para casa com uma certeza e uma dúvida, a saber,
tenho uma mala que me dará por duas vidas e meia,
mas quero ver é se dá para encher com tudo que eu costumo trazer quando regresso de viagens grandes (a minha tralha normal mais a mil bugigangas que compro).
Para qualquer eventualidade levo uma mochilinha-amiga!

Estava a pensar em decorá-la para não ser mais uma mala preta igual a da metade dos convivas do avião. Talvez com uns autocolantes giros... Any ideas?

Está inaugurada a época dos ponches

(foi ontem mas não faz mal)
E Maria Calíope começa a distribuir charme entre graus negativos.

Calíope: Hallo! Ein Mal Mango, ein Mal Orange-Ingwer...
Tipo dos ponches: Hallo!
Calíope: Ein Mal Mango, ein Mal Orange-Ingwer, bitte.
Tipo dos ponches: Vous êtes française?
Calíope: Non.
Tipo dos ponches: Des Îles Maurices?
Calíope: Non.
Tipo dos ponches: Je le demande à cause de votre accent... Pas des Îles Maurices? Mais quelque chose comme ça... (já entre risos)
Calíope: Oui, quelque chose comme ça.

Maria Calíope já estava perdida de riso, pegou nos ponches e lá foi explicar a situação à sua amiga lituana que logo lhe avançou com a teoria de bolso e apropriada à época: Es wäre toll, ein Punschmann zu Hause zu haben! (Era bom ter um homem do ponche em casa). Maria Calíope não poderia concordar mais, o Punschmann trabalharia 4 semanas por ano e nas restantes 48 poderíamos viver felizes nas Maurícias. Quando fui devolver as canecas lá lhe resolvi o enigma.

Calíope: Je suis portugaise.
Tipo dos ponches: Portugaise?! Ah bon... Muchas gracias, señorita.

Moral da história: Mais valia ele pensar que eu era mauriciana e eu sempre era brindada com a melodia francesa. Às vezes a verdade ou explicações não adiantam nada e não mudam a situação para melhor.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Rendilhado


Quando a guitarra chega aos ouvidos com toque de renda
e as notas recordam a delicadeza da filigrana,
a noite nunca estará perdida
e o bilhete vale todos os seus cêntimos.

Mas todo o resto do ramalhete foi perfeito (voz, viola, violoncelo, acordeão, piano). É daquelas ocasiões em que penso: é um luxo ver isto ao vivo. Tenho de descobrir mais coisas destas.

Quem acha que fado é aborrecido é ovo podre

Vinda do concerto da Cristina Branco!

Encantadíssima!

E o coração aguentou firme ao som de tango! Muito bem, Maria Calíope!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Precisa-se


e de mais umas coisículas quase sem importância.

Apontamentos soltos

- Uma pessoa habituada à excelência nunca ficará satisfeita com a mediocridade.

- Com as temperaturas em queda e a brincar ao toque-e-foge aos graus negativos, há grandes hipóteses do meu doutoramento andar.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Coroa

Há quase dois anos escrevi qualquer coisa sobre recusar-me ser refém dos meus êxitos.
Hoje repito tudo.
Recuso-me a olhar para o meu sucesso como uma cruz.
Trata-se de folhas de louro que consegui a várias penas.

Quem não souber lidar com isso, terá com certeza de lidar com as suas próprias frustações.

domingo, 13 de novembro de 2011

Metáforas do reino animal

Num reino muito distante...
Era uma vez uma Calíope que não se dava bem com plantas, animais, criancinhas, na verdade, seres vivos em geral. Era uma vez um Valete que queria ter gatos. Maria Calíope, em modo "querer-limar-arestas-do-seu-carácter" e depois de se aperceber que dissuadi-lo estaria fora de questão, mudou-se para o outro lado da barricada e até deu nomes aos dois gatos.

Num reino actual...
Maria Calíope soube que um dos gatos morrera. O pequeno Kaikos, que tinha medo de tudo, que miava assustado, que mostrava dentes afiados, que tremia com os brinquedos, que fez Maria Calíope andar de gatas debaixo da mesa, suicidou-se.
Maria Calíope ficou triste e pensou inclusivamente e pela primeira vez encetar qualquer tipo de comunicação com o Valete, dando-lhe saber do seu pesar.

Mas na verdade, o mesmo Valete arrancou o coração de Maria Calíope pelas costas, sem dó nem piedade, e nunca quis saber se ela sobrevivera. Ela sim, qual tigre, mesmo que de vez em quando ainda precise de lamber as feridas. O pobrezito do Kaikos não...

A corrigir TPCs...

Às vezes fico com a  sensação que ando a criar monstros nas minhas aulas. Passo a citar:

"Uma vez perguntei-lhe se era feliz. Respondeu-me que ser feliz é uma invenção das pessoas com demasiado tempo"

Bag of tricks

Acabei de vir de uma exposição de René Magritte.
Adorei o Bag of Tricks, se calhar mais até do nome do que do quadro (que não encontro na net em lado nenhum daí esta imagem...). Faz sentido, pelo menos para mim!

Em termos gráficos, estéticos, visuais houve outros bem mais interessantes, mas não percebo porque o merchandising anda só à volta de bigodes, maçãs, núvens e chapéus de coco...

sábado, 12 de novembro de 2011

Rei dos Hunos

O homem faz milagres! Não só me cortou o cabelo como conseguiu convencer-me a comprar um champô adequado para o meu cabelo numa loja da especialidade.
Pensei que hoje acordaria e voltaria tudo ao normal no reino do meu cabelo (o mesmo que tem vida própria não necessariamente em consonância com a minha), mas enganei-me redondamente. O cabelo está com bom aspecto, movimento e brilho*. Fui à loja da especialidade comprar o super champô (estava fechada) e estou a considerar ir regularmente ao coiffeur privé.

*(Reparem na mudança de discurso. Ontem:
Átila: Você sente que o seu cabelo está fraco e seco e estragado?
Calíope: Eu não tenho esse tipo de sentimento!
Átila (com um ar desesperado): Ai menina! Me dá dó olhar para o seu cabelo. Um cabelo tão bom e assim estragado... você não precisa de prancha não... Me promete que vai tratar do seu cabelo?)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Carnaval

11 do 11 marca o início das festividades carnavalescas por estas bandas. O facto de a capicua continuar na casa do ano só me faz pensar que estou alinhada com os astros (ou outra coisa qualquer) com o meu 33.
Comi bola de berlim como manda a tradição e agora sigo para o Rei dos Hunos.
Afinal a vida são dois dias e o Carnaval uns 4 meses!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Home office

Uma das vantagens do meu trabalho é que posso trabalhar de casa, de qualquer casa, em qualquer parte do mundo. Gosto de ter esta possibilidade, mas quem me tira o escritório, tira-me quase tudo. Raramente usufruo desta vantagem, a não ser quando vou a Lisboa (porque Lisboa não é férias)

Mas tanto o leitor como os meus amigos sabem que Maria Calíope é workaholic.
Hoje foi inaugurado um novo tipo de convite por amigos meus algures na Europa:
"Calíope quando cá vens visitar-me e trabalhar cá em casa?" :)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Chave na mão... ou ouro... ou diamantes!

Senhor imobiliário: Se é para investir dinheiro também pode comprar ouro, pedras preciosas e assim... É que se há uma guerra civil aqui, não pode levar o apartamento atrás... o ouro pode ser pesado, mas os diamantes vão num bolso...
Assistente imobiliária: Ou mesmo engoli-los!
Calíope: Obrigado pelo worst case scenario, mas eu continuo a preferir o apartamento...
Senhor imobiliários: Sim, se estoura aqui uma bomba atómica é igual ter apartamento ou ouro!

E assim preparada para o pior, Maria Calíope segue para o próximo passo: falar com o banco!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Planos

Resolvi pôr uma armação na minha vida, que eu não sou boa para quedas-livres. Assim sendo, estou a arquitectar um plano de desenvolvimento pessoal com vista ao melhoramento de mim enquanto pessoa e simultaneamente a soprar brisas amenas de mudança na minha forma de estar. Isto espremidinho dá no quê?, pergunta o curioso leitor.

1. Vou ao cabeleireiro. Pode parecer banal, mas não é. Detesto ir ao cabeleireiro. Em quase 9 anos de Viena sempre fui ao cabeleireiro a Lisboa, no máximo 2 vezes por ano. Fazer uma marcação num coiffeur privé, o Átila, peca por um ano de atraso, mas preciso sempre de um grande fôlego para estas coisas. Sexta-feira comunico-vos o resultado.

2. Vou mudar de casa. Adoro a minha casa. Não poderia viver num sítio mais central ou fabuloso, mas acho que estas paredes já ouviram coisas demais e por isso ecoam muitas histórias. Quero folhas brancas, paredes brancas e lençois brancos para novas histórias. Além do que para mudar, só para melhor.

3. Vou fazer coisas que nunca fiz antes:
 a) Juntei dinheiro para ajudar crianças na minha festa de anos (já está)
 b) Estou organizar uma vídeo-conferência para os meus alunos.
 c) Vou emprestar a minha casa a estranhos (quem és tu, Maria Calíope, que já te coçavas de alergia com a iminência de conhecidos a assentar arraiais na tua propriedade?)
 d) Vou ver os NKOTB ao vivo! O bilhete já cá mora :)

4. Vou dedicar-me ao meu doutoramento. Coisa que não está esquecida, mas que anda a ganhar pó por incompatibilidade horária e laboral tem ficado para 15º plano. E verdade seja dita que tenho de aproveitar enquanto não há mouro na costa para estas coisas, pois já sei que com um gajo à perna não vou lá... quer dizer vou, mas a coxear um bocado.

Deus dê-me tempo e energia! :)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Palavras com bálsamo

Há pessoas que têm o dom de saber combinar palavras. Não é uma arte fácil, especialmente, se articulada à sua aplicação no momento exacto. Felizmente que no círculo de pessoas à minha volta, tenho algumas que me atiram concertinas de palavras fantásticas que me fazem crer que as núvens passam e que criar castelos no ar não passam de uma perda de tempo para quem não quer viver uma vida na primeira pessoa.

Às vezes julgo que estes meus amigos e conhecidos não são (só) meus amigos e conhecidos, mas sim meus fãs. Acreditam mais em mim que às vezes eu própria. Conseguem imaginar-me um futuro risonho que eu não consigo distinguir para lá do nevoeiro. Gabam-me os tomates enquanto eu tremo e choro.

Obrigado pela vossa dedicação.
Garanto que vou fazer por vos dar razão.

domingo, 6 de novembro de 2011

Fénix



Às vezes deixo-me levar pelas memórias do que eu achava que deveria ter acontecido...
(Pode ser um poço sem fundo...)
E acabo em cinzas.

Renascer será o próximo passo.


Taishi Umi, Fenix

sábado, 5 de novembro de 2011

Vazio


Podíamos ter sido tão felizes...

Diga 33!

A mega-borga-parade-sundance-party-mix deste ano enveredou por caminhos solidários passando também por uma "festa de caridade". A minha proposta era oferecer 3€ por cada convidado que viesse efectivamente à festa. E foram precisamente 33 (apesar de ter havido mais de 60 convites...). Curioso. No entanto, muitos foram os que se juntaram à causa e contribuiram monetariamente. Ao fim ao cabo serão mais de duas centenas de euros que vão tentar melhorar a vida de algumas crianças moçambicanas.
De resto foi um serão agradável e bem passado. Uma festa de anos é sempre menos para o aniversariante do que para os convivas, eu andei a saltar de lugar em lugar e de companhia em companhia. Não sei se era bem o que eu estava à espera, mas não correu mal. Para o ano há mais!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Vidas ficcionadas

Não deve haver nenhuma espectadora do Sex and the City que nunca se tenha revisto num episódio qualquer. Há situações para todos os gostos e para todas as vidas. Quando o Valete me deixou, uma das minhas amigas (a noiva do casamento de Agosto) disse-me que não saberia o que fazer se o voltasse a ver. E eu lembrei-me da Charlotte que matutou a bela frase "Maldigo o dia em que nasceste" para dizer ao Big caso o encontrasse depois de ele ter deixado a Carrie plantada no altar.
Ontem estava a dar o filme na televisão e de repente apercebi-me de muitas mais semelhanças (com as devidas diferenças, é claro). O Big até gostava da Carrie mas num ataque de pânico, numa quebra de razão, num ingresso nas teias do medo deitou tudo a perder. E ela, coitada, que se amanhasse como pudesse. Acredito que com o Valete se tenha passado o mesmo (ressalvando as diferenças, como já disse). Se por um lado isto alivia-me, por outro causa-me dó pensar que numa fracção de segundo um faux pas e lá vai o artista do trapézio. A partner que se amanhe. E a questão é saber se há rede ou não...
No filme havia, uma rede maravilhosa de cartas de amor famosas que o Big rescreveu uma a uma até ao sim final. A vida real distingue-se aqui muito bem da fíctícia. Um ai iria voltar a agitar a poeira que acalma e assenta lentamente. Por isso é bom que não haja perturbações ao processo de assentamento da poeira, mas por outro, tenho pena de não ter um happy end como dado adquirido.
O pezinho da Cinderela continua por calçar!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Termas


A sorella já cá está no burgo e só quer uma coisa: Oberlaa!

Não vai ser preciso torcer-me o braço :)

Update (3.Nov.):  Houve um grupo de rapazolas nos seus 20 e tal anos que primeiro especulou e depois mandou um nos perguntar se tinhamos mais de 20 anos :D Foi um momento bonito vendo que juntando as duas há cabelos brancos, olheiras, carnes flácidas, celulite, estrias, carne descaída, gorduras várias e quem sabe até reminiscências de casca de laranja :D

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Verbo ir conjugado

Não há ninguém que possa fazer o nosso caminho, nem com muito boa vontade.
Com efeito, se estamos sempre à espera de companhia para fazer o que quer que seja, não se poderá chamar concretamente vida àquilo que temos, mas sim, espera.
Se houve coisa que aprendi este ano foi a ir sem medo, na verdade, fui com medo, mas fui.
Claro que uma companhia pode ser a cereja em cima do bolo, mas sem cerejas também se fazem bolos.
Pior do que ir sem companhia é não ir de todo.

No fim-de-semana passado, eu fui e tive direito a bolo e cereja! :)