quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Eu não tenho amigas

tenho cinquenta e oito mães e mais outras quarenta e três babysitters (que ligam/escrevem/perguntam se estou bem, se comi, se dormi, como me estou a sentir, não posso ficar em casa, não posso ficar sozinha, não posso enclausurar-me, não posso só trabalhar, vamos ao cinema, vem cá para casa, devo ligar quando quiser, devo dizer se precisar alguma coisa, etc, etc.) que fazem turnos e que não aceitam a resposta "Eu estou bem. Já passou." (Mas ainda bem que todos estiveram aí :))

Assim de repente se é para pedir, apetecia-me uma açorda de marisco. Tenho pão escuro de sementes de abóbora e salmão fumado, ovos, água, coentros (em pó) e alho. Vamos lá ver que mistela sai. (Eu acho que só comi açorda 3 vezes e nunca a fiz.)

Gustav Klimt

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

De volta a Tordesilhas

Então cá volta a emissão normal!

Se o caríssimo e dedicado leitor estiver recordado, o plano Tordesilhas (o de Maria Calíope de certeza, o de D. João II talvez) resultou de um momento de crise. E se estamos em momento de crise, chegou a hora de activar Tordesilhas :)

Em meia dúzia de horas parece já haver resultados!

E quem é que vai voltar ao Oriente quem é? :)
Planisfério de João Baptista Lavanha e Luís Teixeira
E já me deixei de ses:
se calhar foi porque lhe disse que devia usar um anti-caspa
se calhar foi porque lhe disse que ia dar-lhe o livro de português
se calhar foi porque eu sou uma pastelona a comer
 ...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Voltemos atrás, vá!

Estamos na minha estação do ano preferida, falta um mês para o melhor dia do ano, até o tempo tem-nos brindado com dias quentes, soalheiros e folhas no chão. Para mim é um cenário idílico.
Na semana passada a minha vida parecia perfeita, com os dramas do costume "está quase a começar o semestre e ainda não preparei as aulas" ou coisas pontuais como "não sei se me dói a garganta ou o estômago", mas fui ao teatro, fui ao ballett (sim com ele) e estava tudo óptimo.

Alguém me faz o favor de acabar com estes disparates todos e devolver-me a minha vida da semana passada?! Pleaseeee! Nem me importo de cair da cama e ficar com nódas negras para sair deste pesadelo... pode ser?

Amargos de boca

Com tanta animação que tem havido no burgo nem deu para mencionar que tenho estado doente desde a semana passada. Desde sexta-feira que me arde tanto a língua que não consigo comer sólidos. No sábado desconfiei que tinha uma infecção oral e no domingo fui ao médico de plantão, que confirmou a minha suspeita e que me receitou um líquido para pincelar as aftas e tudo o que doesse...
Arde que arde, mas face às outras maleitas que me assolam o corpo não achei que o ardor das aftas fosse tão lacinante.
O certo é que ontem estava impossível, já me babava a falar e até beber água me custava. (Água que alternava com o leite ou iogurtes líquidos)
Fui hoje a outro médico que ficou meio incomodado a olhar para a maravilhosa tela em que consiste a minha boca neste momento. Perguntou-me por outros sintomas e sai-se com:

Parece mesmo uma doença tropical

Até não me incomodou por aí além, pois para mim tropical são mangas e papaias, brisas bem amenas e coqueiros, por isso até tinha a ver comigo!

O médico mandou-me fazer análises ao sangue e no fim acrescentou mais duas hipóteses: (falta de?) glóbulos brancos ou stress.
Portanto, se alguém achava que eu não tinha agora com que me preocupar, estava errado, vou fazer umas piña-coladas e umas tequillas sunrise para receber a minha doença tropical!

(Hoje já estou a conseguir comer uma sopa)

Ou então é escorbuto... não era eu que andava com planos de Tordesilhas?

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Bagagem sentimental

A vantagem de andar há décadas nesta vida, felizmente ter andado muitos quilómetros e visto outras tantas aves-raras, faz com que as pessoas aprendam a dar o devido valor às coisas, sabendo relativizar o necessário, conferindo a importância às coisas que o merecem.

Se o meu caro Valete teve o mau gosto e o mau tom de me apontar uma série de barbaridades que não sei onde foi buscar, eu não sou saco de pancada e muito menos prezo a companhia de quem me ofende. O caminho é para a frente e eu sou bastante racional. Se no sábado, após a porta fechada, Deus me tivesse aberto uma janela, eu teria saltado a pensar que era a pior pessoa do mundo. Hoje já apreciaria a vista!

Sim, andava a pensar que ele era o homem da minha vida, mas tenho dificuldade em lidar com "eternidade" pois é muito tempo. No entanto,  a partir do momento em que saiu porta fora, acabou-se (e entretanto também já acabou o choro) e não tenho tempo a perder a pensar na sombra daquele que eu achava ser o Príncipe Perfeito. Enganei-me, mas sempre aumento mais um bocadito a minha bagagem. Devo ter aprendido qualquer coisa. Talvez na próxima acerte.

Obrigado pelas palavras de todos, mas não posso deixar de recordar um comentário brilhante que me fizeram "Calíope, pá! Qual Valete qual quê? Tu mereces é um Rei!" Fartei-me de rir e pensei se queria largar mesmo o jogo ou não? (Bolas, devia ter jogado mais dinheiro no Venetian!)

domingo, 25 de setembro de 2011

A emissão normal seguirá em breve

Em Macau, os nomes das ruas fascinaram-me. Eu fiquei encantadíssima com a "Travessa da Paixão", o "Beco da Alegria" ou o "Pátio da Eterna Felicidade". Se tivesse andado mais atenta, teria ido parar ao "Beco da Carpideira" e assim via logo qual era o destino que me aguardava.

Deixem-me lá carpir mais um bocadinho e em breve voltará a Maria Calíope do costume, espero.

O meu sincero agradecimento a todos que me ligaram e escreveram. Do fundo do coração. Lamento não poder esclarecer-vos mais, mas é como vos digo, eu continuo incrédula. Vamos ver se hoje consigo dormir.

sábado, 24 de setembro de 2011

Mensagem de erro:
Ocorreu uma quebra de ligação


Uma pessoa anda há semanas a pensar "De tanta coisa boa que me aconteceu este ano, a melhor foste tu. Deste ano. Do ano passado. Se calhar antes ainda."
E ouve "Não me sinto tão ligado a ti."

Eu sinto-me enganada, confusa e essencialmente desiludida.

Pronto e daqui para a frente é levar a minha vida como sempre foi, sem baralho de cartas... :(

Desmoronamento


E de repente
o mundo desmorona-se diante dos olhos
e nem se percebe porquê...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Alegria (em formato de praça)

Recebi hoje um email da Embaixada com o seguinte cabeçalho "Participação no Programa Praça da Alegria". O email continha um convite de participar no dito programa para "dar maior visibilidade à diáspora portuguesa"; "As aldeias, vilas e cidades que tiveram que deixar, em busca de melhor vida, estão hoje muito diferentes. Os melhoramentos que sofreram, transformaram estas terras em locais mais atractivos"; "Mostrar aos portugueses, que vivem dentro e fora de Portugal, as transformações que decorreram ao longo dos anos no nosso país" .
Claro que face a isto houve um flashback na minha mente com um antes e depois da minha freguesia. Realmente desde que me vim embora em 2003 (sem o ter de) mudou imensa coisa. Temos metro, uma igreja nova com mais uma série de actividades em instalações próprias, milhares de rotundas com e sem semáforos, de onde se destaca a mega rotunda de ligação da CRIL a não sei o quê, o Dolce Vita Tejo não pertence ao nosso concelho, mas está lá na saída de uma dessas estradas novas que sai da mega-rotunda e se puxar mais um bocadinho pela cabeça ainda me lembro do velho José de Alvalade e da Luz dos 120.000 lugares. Houve progresso a olhos vistos não só na minha freguesia como nas adjacentes. Se pensar lá no nosso prédio também, antigamente tínhamos um intercomunicador de áudio que às vezes funcionava e agora há um com vídeo e uma caixa especial geral para se pôr publicidade. Até no meu antigo agregado familiar verifico diferenças: a minha irmã comprou casa e o meu pai mudou de carro uma ou duas vezes e tanto ele como a minha mãe viajaram mais e foram a mais festas nestes últimos anos do que nos 20 e tal em que eu vivi lá em casa...

ou seja

Uma vez que eu não pertenço ao clube de emigrantes que manda remessas para Portugal, sou levada a pensar que... era eu o obstáculo do progresso do meu agregado familiar, freguesia e freguesias adjacentes. Estava a atravancar. Foi eu vir para Viena e as coisas tomaram o seu curso natural sem o empecilho de Maria Calíope ali a entupir ou pior ainda a sugar todos os fundos, toda a energia e todos os recursos bons que por ali havia. Maria Calíope, o entulho. Como é que eu nunca tinha pensado nisso?!

A qualidade de vida melhorou a olhos vistos desde que eu saí, por isso era um bocado chato ir agora à Praça de Alegria com o meu ar de Cristo redentor e armar-me em Salvadora do Bairro, uma vez que não salvei nada, só desobstrui a passagem! Assim, não vou participar.

E eu ontem pensava ser sopeira...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sopeira

De há uns tempos para cá comecei a ver televisão portuguesa na internet. Programas de informação, entrevista e debate essencialmente, até à semana passada que descobri o Masterchef.  Tenho visto os episódios em catadupa, mas ainda não vi receita nenhuma que eu pudesse reproduzir em casa.

A parte gira e didáctica da história é que confirmei uma ideia minha de uns anos a esta parte. O imperativo é uma das coisas mais difíceis de aprender em PLE (português língua estrangeira). É simplesmente ingrato. E o chefe dos Balcãs é a prova disso. Dos 5 ou 6 episódios que eu vi, não há programa em que ele não se tenha enganado pelo menos 2 ou 3 vezes na formação do imperativo. Tudo o resto um português quase imaculado, agora chega o imperativo e o pezinho escorrega, umas vezes aguenta-se outras cai!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Back on track

O homem do Báltico está de volta.

A vida volta a correr sobre rodas.

Não era com chazinhos e atirada para o sofá que o mundo faria sentido.

:) E parece que o Sportingzinho joga daqui a pouco!

sábado, 17 de setembro de 2011

Networking II

Acordei cedíssimo para ir assistir às últimas conferências dos "Dias Lusitanos" aqui em Viena. Ainda tomei o pequeno-almoço cá em casa, dei uma volta pelos jornais e lá fui eu. Qual não foi o meu espanto quando a conferencista era a senhora do videozinho da Visão sobre plágio académico, que eu assistira entre as torradas e o café com leite!
Entretanto ainda conheci uma colega da Universidade de Mainz que trabalha numa área muito semelhante à minha; reencontrei uma professora, que tinha conhecido em Macau, que em conversa se mostrou muito receptiva à ideia de apadrinhar uma criança moçambicana e ainda reconheci um colega doutorando que agora é uma colega. Eu pensei que estas coisas só aconteciam em filmes de série B, mas afinal a ideia que eu tinha vai ganhando forma: o meio académico É um filme de série B!!!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Atirada para um canto


Nem a vitória do Sporting me anima.

Desencontros

15 dias na Ásia
8 dias em Itália
Na intersecção dos dois períodos houve 5 horas comuns
Pouco, muito pouco, para tantos sentidos

Eu já ando a contar os dias.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Combinações improváveis




Bonaire e Bazaruto
Ítaca e Grenada
Lanzarote e Sal
...
Tobago e Kaikos

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

And when a stranger...

Imaginem que estão super cansados, com as pernas a doer, os pés a arder, o estômago a roncar e a transpirar como um cavalo. Nesse estado lastimável, vêem um poster gigante do sítio onde querem estar (o Mizu Dessert House) com umas setas. Seguem as setas mas vão dar a outro poster e nem sabem bem se estão na rua certa. Em desespero começam a comparar os caracteres que imaginam ser o da morada com os caracteres da indicação da rua mais próxima. Este esforço inglório é interrompido por alguém que:

"Excuse me, do you know where is xxxxxx?"

Eu estava com ar de quem dominava a zona, por acaso? Especialmente porque nessa altura já pingava... (What?! No, I don't know...)

"But don't you know where is...?"

Oh raisparta-do-miúdo não estás a ver que eu estou a desidratar e com os pés a arder?!!! (I am not from here. I don't know...)

"You are not from here?!"

Eu sei que a minha capacidade camaleónica tem feito história por esse mundo fora, mas naquele momento eu só queria me sentar e comer qualquer coisa fresca... O miúdo desandou e eu fui à caça da minha miragem.

Uma boa meia hora depois, já hidratada e saciada, ia eu a caminho do hotel, quando volto a ser abordada pelo mesmo fulano que aparece não sei bem vindo de onde e passa-me um papel com uns rabiscos escritos em inglês (e em simultâneo diz-me o mesmo)

"Hi! My name is Jim. Can we be friends? My telephone number is..."

O meu coração amoleceu :) Especialmente porque uma das sardas dele era igualzinha à do meu homem do Báltico, mas em versão  Hong Kong. Lá lhe expliquei que estava lá de passagem e no dia seguinte iria embora, por isso não daria... E ele tentou o remate final: "Do you have facebook?"
Eu sorri e quando consegui emitir uma palavra, foi um "não" que saiu.

Às vezes sou um bocado parva eu sei...
Outras vezes como esta muito parva, até porque o miúdo, devia ter uns 20 anos, no que me é possível estimar feições asiáticas, teve-os no sítio para fazer uma coisa que eu sempre quis ter feito: dar um papelinho a alguém a dizer "És o gajo mais giro do metro!". Devia tê-lo premiado com um suminho e dois dedos de companhia. Mas pronto, escapou-se-me a oportunidade.

domingo, 11 de setembro de 2011

9/11

Inicialmente ao programar a minha viagem tinha pensado regressar no fim-de-semana, até me aperceber que coincidiria com o 11 de Setembro. Eu nem acredito que o ladrão roube duas vezes a mesma vítima, mas receei um bocadito voar hoje.

Há 10 anos estava em ano de estágio a preparar aulas no meu quarto, quando ouvi qualquer coisa estranha da televisão da cozinha. Fui ver o que era e ao tentar aperceber-me do que estava a acontecer e vi, a tremer, o embate na segunda torre em directo. Tremia e estava de olhos baços. A minha primeira reacção foi ligar ao meu namorado da altura (comissário de bordo) para ter a certeza que ele estava de folga e depois choraminguei para que ele não voasse no dia seguinte para Manchester.

sábado, 10 de setembro de 2011

14 dias 14 fotos

Depois de vos estar a massacrar com historietas da minha viagem, parecem-me merecedores de algumas fotos também :) 

 Quando cheguei a Hong Kong foi com isto que me deparei!  (Wan Chai) 
 Logo no primeiro dia, decidi ir explorar as redondezas e acabei no Star Ferry para Kowloon.
 Felizmente que eu sou dotada de uma capacidade expressiva extraordinária e de grande fluência em linguagem corporal ;) caso contrário a comunicação poderia ter sido um problema. (A minha especialidade era apontar para as coisas)
 O grande motor da viagem: a Universidade de Macau. Se não tivesse que apresentar lá uma comunicação nada disto teria acontecido. As minhas dúvidas em relação aos meandros do meio académico vieram engordadas, no entanto a experiência valeu bem mais que os 8 ETCS de que eu precisava.
 Os casinos em Macau são incontornáveis. Acabam por gerar mixed feelings: atraem e repelem.
Eu fui e joguei, felizmente perdi tudo o que apostei o que me acalenta esperanças para outros campos bem mais importantes.
 "Travessa da Paixão" é um dos muitos nomes deliciosos das ruas de Macau. Por esta altura eu acusei um pouco a falta de companhia, mas no compto geral a viagem fez-se muito bem e fiquei feliz por ter conseguido dar conta do recado por mim mesma. Quando morremos também vamos sozinhos. E a vantagem desta viagem é que voltei :)
 A Disneylândia para adultos poderia ser outra designação do Venetian ou de outro casino qualquer. Reproduz-se ambientes, criam-se ilusões, vendem-se sonhos, remete-se a um mundo de fantasia. Nada daquilo é real. Isto podia ser Veneza, mas não, é dentro do Venetian. Acredite quem quiser. Eu andei de gôndola e ouvi o Sole Mio.

Eu sou uma pessoa religiosa e muito curiosa em relação à religião dos outros. Visitei uma série de templos e fiquei impressionada com o culto budista, os rituais dos seus crentes e os templos. Como não sabia exactamente o que fazer, só me ocorreu fazer o sinal da cruz. Ainda pensei em ir acender uns incensos, mas temi que corresse mal e era uma pena que um templo tão bonito acabasse incendiado pela minha falta de habilidade.


O Grande Buda (a maior reprodução de um buda sentado).
 A minha perdição não foram os casinos, mas sim os mercados. Poderia ter trazido mais metade do mercado para casa, pois havia por onde escolher e como regatear. Acabei por trazer só o essencial e fiz render todos os dólares que me ardiam no porta-moedas.
 (Lady's Market)
A comida teria de ser forçosamente diferente, mas era um desafio à medida do meu aventureiro paladar. Umas vezes correu melhor do que outras, mas fiquei completamente rendida ao "Sago Mango" que é tapioca em leite de coco com pedaços de manga. Trouxe tapioca de lá para experimentar fazer em casa. (Mizu Dessert House)




"A Pátria honrai que a Pátria vos contempla" passando isto começava a China (a verdadeira) mas ao pensar que a Pátria me estava a contemplar, senti-me um pouco incomodada, quase num Big Brother sem concurso nem prémio.(Fronteira para Zuhai)
As gentes locais adoram marcas e daquelas com muitos zeros. Há uma Chanel ao dobrar da esquina, um boteco da Gucci e uma tasca do Christian Dior. A Prada tem a banca ao lado do chafariz e  a Agnes B. está ao lado da do Rolex por de trás do coreto. Tanto luxo aparente incomodou-me e tive de sair dali. (Centro Comercial Elements) 
O último dia fui a Stanley e que belo final de viagem. Calmo e marítimo. Não poderia ter pensado em jornada final mais apoteótica.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Dois braços à minha espera


Foram 24 horas o tempo que demorei desde que saí do hotel em Hong Kong (dois posts atrás) até sair do aeroporto de Viena. E estavam lá dois braços à minha espera, lindos e reconfortantes que só eles.
Nos entrementes passei por 4 fusos horários, que não me facilitaram a vida e a contagem do tempo. No entanto, já cá estou em casa, sã e salva, pronta a desfazer malas e pôr tudo a lavar!

O meu reino por um lugar à janela

Então lá fui eu ontem despachar a bagagem ao check-in, fazendo o reparo que achava inacreditável que mais de 12h antes do voo, já não havia um lugar à janela para a amostra. O senhor em vez de dizer "sim, ´tá bem é o que temos", sugere que vá no voo mais cedo via Bangecoque e aí pode ser que se arranje qualquer coisa à vontade da freguesa.
E a freguesa só pensou que em vez de jantar à 1 da manhã, poderia jantar às 11, mesmo que isso custasse mais umas horas a uma viagem que já contava 8. Esperar por esperar, podia esperar sentada à janela. E assim foi. Saí de Hong Kong a correr que com estas trocas não tive como passar pelo freeshop, a pausa programada em Banguecoque demorou uma hora e tal e muitas horas depois cheguei ao Dubai, onde ando a achatar o rabo em cadeiras há cerca de 5 horas... Parece que em 45 minutos partimos para mais 5 horas de voo para Viena, desta vez num lugar qualquer sem baba, nem ranho.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Emmalada*

Já estou prontinha para seguir para o aeroporto. Só falta o senhor motorista do shuttle aparecer e lá vou eu para o trânsito novamente.
O último dia em Hong Kong correu que foi uma maravilha. Acho que foi o único dia em que não me queixei dos pés e pernas. Ainda consegui ir ver o último ponto da minha lista (Stanley) e ainda bem que ficou para hoje :) Foi um final em grande! A caminho do hotel ainda passei (mais uma vez) pelo Lady's Market (e para não me desgraçar com mais uma mala, trouxe uma prenda para o homem do Báltico para me desfazer dos dólares que me ardiam no porta-moedas) e acabei no melhor sítio de sobremesas de Kowloon e arredores "Mizu Desserts House". Conversa puxa conversa fiquei amiguinha da dona do estabelecimento comercial que ainda foi comigo ao supermercado ajudar-me a comprar (o que eu acho que é) tapioca e deu-me a receita de "Mango Sago" ;) Vou tentar fazer em casa!

*Esta palavra existe ou fui eu quem acabou de inventar um neologismo?

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Mercados em Hong Kong e arredores

Estou oficialmente proibida de comprar mais malas...

domingo, 4 de setembro de 2011

Networking

Troquei uma serie de cartoes de visita, estabeleci contactos significativos, conheci pessoas interessantes casualmente e nao posso dizer que fiz amigos eternos, mas pelo menos estive bem acompanhada nesta ultima semana (quando quis ter companhia), tanto fosse para ir ver os pandas a Coloane como para ir as compras a Zhuan (sim, Francis piquei o ponto, mas nao tive direito a carimbo no passaporte).

Viena acaba por ser por si um belo cartao de visita, e modestia a parte, eu tambem sou interessante qb.

Mas a proposta mais surpreendente foi sem duvida:
Vamos escrever um artigo juntos?

Amanha esta previsto o regresso a Hong Kong.

Negocios da China

O pacote Cirque du Soleil que adquiri no outro dia foi um autentico achado que acabou por ser um milagre da multiplicacao dos paes. Por $HK598 tive direito ao bilhete para o evento (588), um cheque de 200 (que eu consegui usar numa promocao "buy 1 get one free" resultando assim em 400), uma volta de gondola (cerca de 100), um jantar (cerca de 150), 15% de desconto numa loja (onde poupei 90) e ainda teria direito a um gelado e uma foto e mais uma coisa que nem percebi o que era, mas o tempo nao e elastico.

Listado no plano de festas de hoje esta uma ida a China, onde aguardo fazer grandes e ainda melhores negocios.

sábado, 3 de setembro de 2011

Regra de 3 simples

Macau esta para Hong Kong
como
Goa esta para Bombaim

(tirando a parte da jogatana)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Na senda do panda perdido...

Ja praticamente desisti da conferencia e resolvi explorar Macau e a Taipa...
Vamos la ver se encontro pandas!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Gambling

Estive de manhã no Venitian Casino para comprar um bilhete para o Cirque du Soleil - Zaia. Fiz um grande negócio e além de ter conseguido comprar o dito bilhete ainda ganhei um voucher de compras no valor de HK$200. Maria Calíope pergunta de imediato ao vendedor:
"Posso trocar os voucher por fichas no casino?!"
"Hmm... acho que não..."