terça-feira, 30 de agosto de 2011

Animal social

O cumulo do networking: hora de almoco do primeiro dia da conferencia, Maria Caliope come sozinha porque nao so ninguem se senta ao pe dela, como ainda retiram as cadeiras ao seu lado para se juntarem a outros grupos. Como em 10 minutos Maria Caliope estava mais do que despachada, vai ao hotel mudar as lentes, por o toshibinha a carregar e escrever um postzinho lindo e sem acentos...
(Nao soa grande coisa, mas esta a correr bem - e agora la vou eu para as sessoes vespertinas!)

sábado, 27 de agosto de 2011

Ainda em trânsito

Saí de Viena às 11 e tal da noite com 28ºC.
Cheguei ao Dubai às 6 e pouco (para mim 4 e pouco) com um belíssimo nascer-do-sol e 35ºC.

Se um dos sonhos da minha vida era vir aos Emirados, a bem ou a mal cá estou! E que urbanizações vistas de cima, que aeroporto luminoso e moderno. E agora é esperar mais um pouco para outra bela viagem de mais de meia dúzia de horas.

Até mais logo noutro fuso horário qualquer!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Em trânsito

Estou na sala de embarque do aeroporto de Viena e acho que a partir de agora o meu Toshibinha vai ser o meu melhor amigo.

Ainda não entrei, mas já começaram as mordomias. Eu na fila para entregar a bagagem e a senhora do balcão First Class chamou-me para me aviar logo. Estou entusiasmada com o serviço da Emirates e mais ainda porque no Dubai terei um A380 à minha espera!

Depois conto, se não tiver acontecido mais nada mais interessante para relatar!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Consubstancialização de planos

Eu tinha um plano Tordesilhas para este ano, não era?
Ando a plantar sementes em África e amanhã sigo para a Ásia.
Hoje andei a juntar pozinhos de animação, entusiasmo e esperança :) parece estar a dar resultado.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A continuar a pensar em ir fazer a mala...

No outro dia era preparar a apresentação, depois escrever o artigo. Ontem foi ir a banhos ao Danúbio e hoje já preparei o programa do próximo semestre... e a mala continua por fazer.

Vontade para mudar esta situação: nula.
Necessidade de mudar esta situação: urgente.

Alguém que me dê dois pares de estalos e me lembre que eu também vou de férias, vou ver sítios bonitos, arejar ideias, conhecer uma cultura diferente, conviver com pessoas interessantes e ganhar mais bagagem e músculo para aventuras futuras...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A pensar em ir fazer a mala

O artigo e a apresentação estão prontos. Releio-o e revejo-a nas mil horas que estiver dentro do avião. Se tiver companheiros de lugar amigos, até treino a minha palestrazinha no ar.

Estive a ver os prognósticos metereológicos para Hong Kong e Macau e parece-me bastante agradável. Mais de 30ºC e chuva. Portanto uma espécie de banho a céu aberto (apesar do meu banho ser à vontade a 48ºC) ou cidade em modo termas. Entretanto o organizador da conferência fez a gentileza de nos mandar um e-mail a avisar que está calor e que devemos "levar roupa leve e clara". (Se calhar somos munidos de roupão e a toalha turca no hotel).

Roupa leve e clara com chuva?!! Querem ver que vou participar na Miss T-Shirt Molhada Verão 2011 e não sei?
Tanta pestana queimada a escrever o artigo e no fim era só usar uma blusita, justa e branca e estava o assunto resolvido...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Doze badaladas

A milenar tradição de ver filmes de Woody Allen em Dezembro está sujeita ao aquecimento global e nessa medida agora há também Woody Allen no Verão.
Midnight in Paris foi o prato servido ontem. Acho que assim que Woody Allen sai de Nova Iorque, lhe passam aqueles mil complexos e paranoias que lhe são característicos. Quer-me parecer que os filmes rodados na Europa nos últimos anos têm-se aprimorado, mas sempre com aquelas trapalhadas, aqueles sarcasmos e essas coisas tão imagem de marca do autor.
Pouco ou nada teve a ver com os últimos dois filmes "americanos", mas não pude deixar de notar que há um polimento ao papel/personagem do escritor que não tem bem a certeza da sua arte. Por outro lado dei pelo regresso do papel Scarlet Johanson, mas sem a própria e infelizmente não houve Frida Pinto para ninguém. Em compensação, saiu um filme bastante agradável e surpreendente, com uma fotografia primorosa (em que por vezes quase cri estar diante de Viena) e com uma frase, para mim, muito significativa: "Quem se agarra ao passado tem problemas com o presente".
Não pude deixar de pensar também que quando vi o Tall Dark Stranger achava que a minha vida estava ali retratada naquele filme. Estava mesmo e eu estava certa. Errado era só a minha perspectiva... Felizmente corrigi o ângulo de visão a tempo e não caí em desgraça.. Logo de seguida na passadeira rolante se me afigurou o Tall Light Stranger!

Perguntas desnecessárias não são necessariamente inúteis


Olho de tigre

Dos dedos dos pés à ponta do nariz.

Tango open air

Foi para dançar tango a céu aberto numa noite de Verão que a gente começou a aprender a dançar tango. Ele já não se lembra, mas o registo aqui do Mergulhos não deixa que a minha memória se enevoe.
Ao fim de não sei quanto tempo, a constelação perfeita acabou por se formar: noite quente de Verão (sem estar abafada e a ameaçar tempestade), sábado de noite desocupado e milonga no Burggarten.
Ao pé dos outros pares, passamos completamente despercebidos, mas éramos com certeza os mais animados (e giros) e acabávamos assim para não ficar mal na fotografia!

Furiel

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Serviços

Hoje a caminho de controlo de qualidade a um exame oral, o autocarro resolveu trocar as suas e as minhas voltas. Eu sabia que a faculdade não era longe do sítio onde estava e pus-me a andar... Cheguei a uma altura (já atrasadíssima para a prova) em que já não fazia ideia onde estava e face as circunstâncias quis apanhar um taxi. Eu disse Faculdade de Tradução com diferentes ritmos e entoações. O homem não percebeu. Disse o nome da rua e ele perguntou-me o número. Como eu não sabia o número da porta da faculdade... ele mandou-me a pé!!!! (É só a mim que me acontece disto?!)

Mas para compensar, na semana passada quando me mandaram a minha mala perdida em Frankfurt, o horário de entrega coincidia com o meu horário de trabalho, logo perguntei se não me poderiam entregar a mala no escritório. Resposta do senhor "Mas assim terá de ser a senhora a carregá-la para casa... Podemos ir entregá-la mais tarde." Eu teria carregado do aeroporto para casa numa situação normal, mas apreciei o gesto e o serviço mala a domicílio.

Puxando o lustro

O homem do Báltico provou ser bom observador, ter bom senso e não se deixar levar por Maria e as outras com quem ela vai. Da Finlândia trouxe-me um verniz apesar de ter hesitado diante da caixa de chocolates. (Eu não aprecio chocolate e ele sabe disso). Claro que está mais institucionalizado e daí ser mais elegante oferecer uma caixa de bombons que um pacote de batatas fritas (Já discutimos uma vez sobre isso porque eu obviamente preferia as batatas), mas se uma pessoa não gosta não há instituição ou elegância que o valha.

Vernizes cá em casa são sempre necessários, úteis e bem-vindos. Por isso na mouche!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

E a casa vai-se compondo

O colchão novo já chegou! :)
E já o vesti a rigor!
O homem do Báltico aterra daqui a uma hora e 11 minutos.
Tenho isso mais meia hora para preparar o banquete de boas-vindas!

Nota: Entretanto estou em brainstorm contínuo a ver como posso ajudar as crianças-orfãs de Moçambique (ver post abaixo), se alguém quiser contribuir com ideias ou participar no brainstorm, ficarei eternamente agradecida.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Eu e os meus irmãos

Se o caríssimo leitor se recordar, há coisa de uma semana eu estava com uns grandes problemas de consciência no sentido de esbanjar quase 200€ com uma mala (de pele e que me duraria 3 vidas), entretanto lá virei o bico ao prego e resolvi a situação de outra maneira.
A questão que hoje se coloca é bem mais mais significativa.
Ontem estava a ver um programa e fui dar com a associação "Eu e os meus irmãos", que resultou da reportagem com o mesmo nome sobre crianças órfãs em Moçambique. A ideia é bastante simples, ajudar crianças órfãs a comer, a estudar, a crescer, essencialmente a facilitar-lhes um bocadinho a vida que já foi bastante madrasta com elas. E isto tudo por pouco mais que uma-mala-de-pede-que-dura-vidas por ano.

As crianças moçambicanas tocam-me em particular pois estiveram diante dos meus olhos e fizeram-me repensar na vida e ter consciência da sorte que tenho vindo a ter. Acho que não resisto a apadrinhar mais uma. Se puderem ajudem também.

Adenda: Acabei de ver a reportagem e estou lavada em lágrimas (Não é metáfora) Olhem a diferença que 30€ podem fazer:
Alimentação: 19,5 €; Uniforme Escolar: 1,25 €; Material Escolar: 1,85 €; Deslocação:0,55 €; Saúde: 0,55 €; Água: 2,80 €; Custo Gestão de Projecto pela ONG Malhalhe: 1,00€; Custo Gestão de Projecto pela ONG EEOMI: 2,50€
Total geral: 30,0 €

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Post pessegoso (podem limitar-se a olhar para a imagem)

As saudades apoderaram-se de mim e ecoam-me o homem do Báltico por todos os poros.

Revi fotos, dormi do outro lado da cama e acabei a ler o blogue desde Novembro. É curioso ver os acontecimentos com alguma distância. Após palmilhar uns tantos trilhos, o homem do Báltico não vacilou e pé ante pé conquistou os meus distraídos genes, que andavam por aí a suspirar por outra coisa qualquer.

A cada festa irradia mais uma centelha. A cada festa mais eu tenho presente da preciosidade que me veio parar às mãos.

Não foi só agora que ele foi para o Círculo Polar que me dei por isso, mas a falta apura-nos os sentidos e eu já conto as horas para os satisfazer.

Âmbar do Báltico

Notas soltas

- Ando a contar os dias até o homem do Báltico voltar. Acho que faltam umas longas 50 horas!

- Papai e mamãe estão de férias e esqueceram-se provavelmente da educação que nos deram (de dizer sempre para onde se vai). No sábado avisaram que iam à Festa da Sardinha, mas ontem ninguém dava com o paradeiro deles... Claro está que nestas ocasiões é indiferente terem telemóvel ou não, pois nunca os atendem. Hoje pela fresca lá lhes liguei e afinal "esqueceram-se" de avisar que iam à Festa da Ourada a que se seguiu o concerto do Nuno da Câmara Pereira... Ontem já levaram com o puxão de orelhas da minha irmã.
- A ver se o tempo passa mais depressa vim trabalhar para o escritório em dia feriado (até porque tenho imenso trabalho para despachar) e no almoço com um dos meus colegas, fui contemplada com uma frase motivadora "Consegues de certeza! Se tu o dizes é porque vais fazer. Não dizes coisas à toa!" a propósito de umas ideias minhas. Tomara que ele tenha razão.

domingo, 14 de agosto de 2011

Cenas domésticas

Ontem houve repasto familiar.



Caju, Borbi e Lady Boo. Faltava Maria Calíope. (sim, os nossos pais são pessoas muito criativas e só eu é que me safei de ser embutida em chocolate, daí ter de me exilar na Áustria).

sábado, 13 de agosto de 2011

Paper work

Acabei de voltar a ver o tampo da minha secretária! Era coisa que já não estava assim à vista a olho nu há coisa de meses (anos?). Isto tudo porque deveria estar a acabar de escrever o artigo de Macau, mas de repente tudo me pareceu muito mais interessante do que escrever as duas páginas finais: regar as plantas da vizinha, ir comprar flores, separar as duas toneladas e meia de papel que tinha em cima da mesa. Entre facturas, cartões de aniversário, bilhetes, artigos para ler, fichas de exercícios, postais, canetas, cadernos, fotocópias de índole diversa, pacotes de açúcar, fotos, havia de tudo. Muito papel para a reciclagem e outro tanto arquivado. Ainda há algum que foi transferido para a mesa de jantar e ali ainda jaz até eu o enfiar num qualquer armário.
Pegar agora no artigo não faz sentido nenhum pois mais um bocado e vou tomar banho e fazer o jantar por isso estou mesmo a ver que lá para as 10, na melhor das hipóteses abro o documento.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

As delícias dos turcos

Umas das minhas colegas esteve de férias em Istambul e surpreendeu-me com uma latinha de Turkish Delight (um doce turco que é uma espécie de mashmellow gelatinoso, que lhe havia recomendado vivamente).
Eu não estava nada à espera que ela me trouxesse um qualquer recuerdo, daí já estar bastante sensibilizada pelo gesto, mas ao reparar em quatro letras no topo da lata, devo ter franzido a testa, torcido o nariz e sei lá mais o quê. M-I-N-T eram as letras, nesta mesma ordem...
Com tantos sabores que o Turkish Delight pode ter, ela conseguiu acertar no único que me causa repugnância. Só para terem uma ideia, se a vida na Terra dependesse de eu ingerir qualquer coisa com menta, caros amigos, lamento imenso, mas até vos ajudaria a apertar os nós das cordas ao pescoço!

O grande dilema que se colocou foi: não manifestar qualquer desagrado, ficar com a latinha até o prazo passar e depois deitá-la fora OU agradecer o gesto e dizer a verdade, podendo ela ficar com o doce ou oferecê-lo a outra pessoa.

Optei pela segunda, por ser a mais rápida (aquilo dura anos!) e efectiva. A minha colega fartou-se de rir e disse que esse era o preferido dela e o único com uma latinha, mas não havia problema nenhum, poderia trocar por outro (pois deve ter comprado meia loja). Recebi em troca um com frutos secos! :)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Lições de português

Até à ida a Lisboa, o Valete nunca tinha expressado qualquer tipo de interesse na língua portuguesa, nada, nada. Acho que me disse uma vez um olá ao telefone e a pedido lá emitia um é isso mesmo, que não faço ideia onde aprendeu, mas que diz na perfeição.
Em Lisboa foi a loucura total, volta e meia e perguntava-me como se dizia isto e aquilo. As melhores frases foram sem dúvida:
Está ventoso!
Despachem-se, caracóis! (Nesta ainda tropeça um bocadito nas sibilantes, mas à segunda já sai bem)
E depois ficou radiante por se terem proporcionado imensas oportunidades para dar uso a estas frases.(E sacana do tipo que tem uma pronúncia quase perfeita, mas fala português como aqueles tipos de Leste praticamente sem abrir a boca.)

Dúvidas consumistas...

Estou mesmo tentada a perder a cabeça por esta mala. Vi-a ontem e pus-me a fazer contas à vida. É contra a minha filosofia de compras gastar muito dinheiro com coisas assim em geral, mas o que joga a favor da mala é que é mesmo o que eu andava à procura, é em pele, vai-me durar três vidas, não só pela qualidade, mas por ter um estilo bastante clássico... Custa a módica quantia de 189€ (que é mais ou menos 10 vezes mais do que eu costumo dar por uma mala).

Caríssimos leitores, ajudem lá a esclarecer a mente tortuosa de Maria Calíope, acham que vale a pena (não é esclarecer, mas comprar a mala)?

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Terapia de choque

A passagem de senhor Valete por terras lusas foi bastante animada.

Começou em grande:
- Horas comigo às compras no Colombo
- Jantar de família "só connosco de casa" (éramos pelo menos 15)
- E como bónus um jogo Benfica

Acabou em apoteose:
- Um casamento perfeito num sítio fantástico, onde tanto ele como eu em pânico vimos o bouquet da minha amiga noiva vir-me parar às mãos (a sério que não deu para me desviar).

Pelo meio houve mais quinhentas actividades que fizeram com que ele se surpreendesse positivamente com Portugal, queira aprender português e voltar (em breve) a terras lusas. Há imenso tempo que as minhas estadias em Lisboa não me sabiam tão bem.

Adenda: Entretanto foi para a Finlândia desentoxicar-se de tanto sol, calor, companhia e comida com que foi presenteado em Lisboa. Eu chamar-lhe-ia abstinência e estou mesmo a ver que me volta para a semana pálido, meio-biafra e bicho-do-mato.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

LIS-FRA-VIE

O primeiro voo com mais de 2 horas de atraso.
O segundo voo perdido por minutos.
Upgrade para business class.
Eu cheguei a Viena, mas a minha mochila (e as alheiras, maçarocas e demais comida que eu para lá enfiei) continua on tour pela Europa!

A partir de amanhã, voltam as rotinas quotidianas cá no burgo!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Totozona mais totozona não há

Voltei a superar-me a mim mesma na arte de "como se enganar em pagamentos tributários ou qualquer coisa afim".
Já consegui:
- Pagar centenas de euros a mais sem dar conta.
- Enganar-me na conta do meu contabilista
- Não assinar os papéis (aqueles vales de depósito)

E agora armada em moderna e para evitar esquecer-me de assinar o vale, resolvi fazer um pagamento através da internet. Depois de ter confirmado 3 vezes todos os valores, lá procedi à transferência, observando todas as medidas de segurança pedidas...
Quando já não havia mais OKs para clicar, apercebi-me estar na conta errada, onde nem sequer há dinheiro para pagar a quantia pretendida.

Apetecia-me ter um botão destes...