domingo, 31 de julho de 2011

Tango no Castelo

Eu tenho a mania que não há cidade com maior oferta cultural do que Viena... (pronto, manias, cada um tem as suas) e essa é para mim uma razão bastante válida para cá viver.
Eis que senão quando dei com o programa de festas no Castelo de São Jorge. Este fim-de-semana houve bazar árabe e para a semana há tango argentino... Adivinhem quem vai lá estar?

sábado, 30 de julho de 2011

Laboratório

O caro leitor sabe que Maria Calíope tem bicho-carpinteiro, que tem um pássaro na mão e os dois a voar na mira, que tem um olho no burro e outro no cigano e basicamente não sossega com o tumulto de ideias que lhe correm pela mente.
O último grande motivo de alvoroço mental é a perspectiva de uma viagem à Índia. Não é para já, mas já move e já consome uma série de energia (daquela boa que produz hormonas de felicidade).
E entretanto já sei como preparar o Valete para o jantar lá em casa. Vai ser um mini laboratório do que ele pode esperar da Índia! Vamos ver se pega!

Gateway to India, Mumbai

O clã II

Já havia comentado por aqui que a minha família é um clã.

A iminência da introdução de um novo membro está a gerar algum alvoroço. O jantar familiar em casa da minha irmã (6 pessoas) parece estar a convergir para um jantar lá em casa só "connosco". O problema é que este "nós", gente de casa, familiares mesmo muito próximos somos 14, já tendo eu eliminado 3 pessoas e contando com esta minha tia. Eu sei como são as coisas há imensa gente, ainda mais comida, televisões ligadas, pessoas a falar muito alto (porque não é permitido baixar o volume das televisões e muito menos desligá-las), idas e vindas à cozinha porque falta sempre qualquer coisa. É assim. Sempre foi.
É tudo boa gente e gostam todos imenso de mim, mas agora com o Valete estou com algum receio que se transforme num circo. E ele seja a mulher com barba, a cobra de duas cabeças ou muito simplesmente o homem do Báltico. E isto tudo sem ele perceber patavina.

Hmm... se calhar posso ir preparando-o até lá para o evento, qual ritual de iniciação. 

Sarah Lindenhauer, African Tribe

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Programa

Recebi o programa da conferência de Macau, onde o já aparece a referência à minha comunicação (aquela que ainda não está pronta). Fiquei tão orgulhosa com o facto, especialmente pela página A4 estar encabeçada por caracteres chineses, que mandei o programa à minha mãe (nunca tinha visto o meu nome e caracteres chineses a coabitarem o mesmo espaço, daí a comoção).

 E assim se proporcionou a seguinte conversa numa troca de e-mails:

Calíope: Oh mãe olha o documento em anexo! É o programa da conferência onde eu vou participar e sou logo a segunda!
Mamãe: Já vi o programa e gostava de ir assistir à comunicação das 10:30 às 11:00. Achas que ainda me posso inscrever?
Calíope: (Em vez de ir ver o programa responde): Hmm... se te interessa mesmo, eu posso levar o meu gravadorzinho e gravo a comunicação. De qualquer modo temos de escrever artigos para a acta do simpósio, depois posso mandar-te uma cópia. Qual é a palestra?
Mamãe: É o coffee break!!!! É sempre a parte de que gosto mais nos congressos! :D

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Não posso ver nada!

A estafa que têm sido os meus dias de trabalho tem sido amenizada com um filão descoberto na RTP. Estou completamente rendida ao programa Portugueses pelo Mundo. Adoro, adoro, adoro! A ideia era inspirar-me para a redacção do meu artigo, mas acabou numa brisa amena que me apurou outros sentidos. Ver assim os programas em atacado estimula as minhas células em modo estival a ir para sítios mais quentes. (Verão com muito menos de 20ºC, cinzento e a chover compulsivamente não é propriamente Verão, não é?) 
Vi hoje as emissões dedicadas a Lima, Singapura, Nova Deli. E que delícia! Ok, Lima não é bem a minha praia, mas acompanhar portugueses em quadrantes diferentes, com cenários exóticos, com perspectivas de vida entusiásticas e horizontes do tamanho do mundo fazem-me querer também ter uma experiência de vida fora da Europa. Assim só por um ano ou dois. Acho que me faria bem. Assim para ver outras coisas.
Para já a informação útil para o futuro próximo é que se recomenda a viagem de comboio na Índia!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Energias renováveis

Bom, estou a tentar canalizar a energia dos maus fígados que a faculdade me causa (sempre) em energia positiva, pro-activa e construtiva. Para consolidar a linha de pensamentos optei por basear-me em experiências bem-sucedidas passadas. Ora bem, a penúltima grande crise deu origem a que eu agora vá para Macau. (A última foi apenas uma grande diarreia).

Contrato-a-dias

Estava a ver este programa, a páginas tantas há um indivíduo professor numa das mais reputadas faculdades de Economia da Europa (na Bélgica), que diz que nessa faculdade quando admitem pessoal lhes dizem que o seu contrato será válido até ao primeiro dia da sua reforma.
É curioso que ainda há coisa de horas pensava nisso, na possível validade de contratos vários. Na minha faculdade é quase a mesma coisa... todos os semestres é um carnaval. Desconfio que no próximo para além da papelada toda que ninguém vai ler ainda hei-de ter de dançar o vira para provar a minha portugalidade e enviar o boletim de vacinas para garantir que estou imunizada contra a raiva e a cólera e isenta de sarna (não sei se isso virá também aí). Livra!

Se calhar aproveito a ocasião e envio já a minha candidatura para outros futuros empregadores... alguém tem dicas?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Cruzar fronteiras

Um alemão magro do cimo do seu pelo menos 1,90 a falar japonês. Uma japonesa a viver na República Checa que numa mesma frase alterna japonês, checo e alemão, essas línguas praticamente siamesas. Face a este par, eu e o Valete talvez tenhamos perdido a competição do exotismo, mas ganhámos um belo serão. Ele reviu amigos de longa data e eu conheci mais pessoas que me alargam os horizontes.
O próximo encontro será em casa deles (dependendo da altura há 3 países na berlinda!)
Como é que não me ocorreu antes, os quatro juntos faríamos um grande anúncio para a Bennetton...

domingo, 24 de julho de 2011

Inventário de vocábulos X

O meu artigo lindo já tem 2 páginas (e já está tudo praticamente dito) por isso as outras 13 vão ser basicamente floreados daqueles que incluem quiasmos e epíforas e essas coisas bonitas. Até podia escrever o artigo em verso e declamá-lo em serões vindouros. Já imagino as caras boquiabertas dos convivas ora face à sequência rimas emparelhadas/rimas interpoladas, ora face aos belos enjambements! Eis a verdadeira artista.
Hu Yongkai, Reading a Letter

Mais uma vez, diante de um trabalho de redacção descobri que os dicionários sempre foram os meus melhores amigos e quem me conhece sabe que eu sempre tive um fraco por dicionários, nomeadamente, o de sinónimos. Um dia quando tiver o Porto Editora de Antónimos, também pode ser que se crie uma dinâmica entre nós, mas para já são mesmo os sinónimos que me fazem brilhar os olhos.

No meio disto tudo descobri uma palavra nova:

cassar

O que dá sempre jeito para jogos de palavras com caçar, casar e até cansar. Até conhecia cassação mas nunca me debrucei o suficiente sobre o termo para chegar ao verbo no infinito.

E lá vou eu para o próximo enjambement :) (também há a versão portuguesa "encavalgamento", mas eu sempre achei isso muito ordinário e quase promíscuo, por isso pardon my French!)

Não há sapatos feios...

O Valete achou que precisava mesmo de uns sapatos pretos novos... (e eu quis ir com ele, tipo controlo de qualidade... estética)

Calíope: Olha estes, olha estes e estes aqui e estes também
Valete: Já vou ver, espera aí
Calíope: Na verdade os sapatos de homem são todos mais ou menos iguais
Valete: (nem respondeu)
Calíope: Olha estes são giros e estes também. Não, esses não, são feios. Não, não, olha-me essas costuras...
Valete: Calíope, os sapatos não são feios. Tu é que não gostas deles...

Enfiei a viola no saco, mas no fim o Valete veio agradecer-me ter-lhe encontrado os sapatos perfeitos.

sábado, 23 de julho de 2011

Sábado preguiçoso

Afinal também sei passar um sábado como se não tivesse nada para fazer. Na verdade, tinha. Tenho sempre. Desta vez até meio urgente e com prazo.
Mas a vida são dois dias e o Carnaval são três.
E passar mais de meio sábado com o Valete, sem a disciplina de um relógio, quando se ouve a chover lá fora e com direito a um abastado pequeno-almoço... às 13:30 é um luxozinho que eu bem mereço.
O artigo fica para amanhã.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Estratégia

 Ando a difundir uma ideia a ver se ela se consubstancializa e se estabiliza no meu espírito.
Dizer as coisas em voz alta torna-as mais reais, certo?

Não tem nada a ver mas acabei de comprar um vaso gigante de manjericão fresco! Volto a fazer as pazes com cenas verdes e vivas e até já sei nomes dos novos jogadores do Sportingzinho!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Lisboa à vista...

Conversa ontem ao jantar:

Calíope: Olha já comecei a pensar no que vamos fazer em Lisboa. E disse-te que afinal não vou estar a trabalhar, pois há mil coisas que quero fazer e eu quero mostrar-te tudo e encontrar os meus amigos e ver isto e aquilo e fazer o outro e o meu pai e a minha mãe querem levar-te não sei onde e no fim de contas são só dois dias...
Valete: Hmm sim...
Calíope: Pois e como sabes eu conheço muita gente... e tenho muitos amigos, alguns, na verdade quase nenhuns, mas já não vou a Lisboa há imenso tempo e queria vê-los e é importante para mim (e não disse que está toda a gente a morrer de curiosidade para o ver a ele, mas comecei a fazer-lhe festas para acalmar o bicho-do-mato) e já organizei as coisas para que seja interessante para ti também...
Valete: Diz lá então...
Calíope: Os jantares já estão todos marcados! E vais conhecer muitas pessoas, mas não faz mal, porque na semana seguinte vais estar sozinho com plantas e peixes e Natureza na Finlândia e recompões-te logo do choque social!
Valete: sorri
Calíope: De resto tu querias ir a Óbidos e eu acho que ias gostar dos bairros típicos e temos de comer pastéis de Belém e era óptimo se conseguíssemos ir à praia...
Valete: Consegues organizar isso mas com sestas?! É que receio que esteja muito calor para mim*
Calíope: Ah! Óptimo! Pronto claro que há tempo para sesta, eu não sabia em que momento é que eu iria ao cabeleireiro e aos saldos, assim vou enquanto tu estiveres a dormir! :D

* Para o Valete mais de 18ºC é Verão, temperaturas acima dos 22º/23ºC é uma onda de calor...

terça-feira, 19 de julho de 2011

Telenovela

Houve uma leitora que me disse que o Mergulhos é um vício quando chega a casa, "uma espécie de novela das 8, mas com qualidade". Adorei! Mas lamento informar que o episódio de hoje é daqueles assim só para encher chouriços pois estar entalada no escritório até às quinhentas, dar aulas e depois ainda ir pensar no artigo que tenho de escrever não dá para muito sumo.

Talvez uma highlightzinha (para mim de certeza, para vocês nem por isso!) é o facto de a partir de ontem Maria Calíope ter passado a ser referenciada no Observatório de Emigração!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A arte do fingimento

Caju: Onde é que foste?
Calíope: Olha, estava tão aborrecida com o meu trabalho que fui dar uma volta nos saldos a caminho de casa para animar.
Caju: E já estás mais animada?
Calíope: Acreditas que não consegui comprar nem um trapo?
Caju: Sim, porque tu querias comprar mesmo e assim nunca se encontra nada...
Calíope: Hmm...
Caju: Para a próxima tens de fingir que só estás a ver...
Calíope: Ahahahahahhahahaah!

Btw, a Foreva 21 aqui da rua é basicamente uma loja dos chineses num prédio super chique. Tanta quinquilharia gira que uma pessoa nem sabe para onde se virar. Chato é que os sapatos devem ter as medidas americanas pois o 36 sai-me do pé... E como não pude levar os sapatos, também não houve mais tralha para ninguém.

domingo, 17 de julho de 2011

Carris

O meu amigo Senador há uns anos não se cansava de me dizer que a minha vida era uma autêntica estação de comboios, daquelas sempre em trânsito, repletas de partidas e chegadas. Eu sempre achei a metáfora bastante pertinente pois o tráfego de pessoas nos meus círculos é contínuo.
Ontem fui a uma festa de despedida de uma amiga minha. Meio sem querer tornámo-nos boas amigas daquelas a quem se liga quando não se tem nada para contar e assunto não falta. Não foi assim há tanto tempo, mas nestas vidas em plataformas de transportes o tempo passa bem mais intensamente.
Depois de 3 ou 4 anos na Áustria, ela segue caminho para outras paragens mais exóticas, porque a Áustria não lhe enche as medidas, as pessoas são frias, o tempo cinzento e a comida não presta. Tenho pena porque não gosto de ver amigos partir (e fico sempre com a sensação de que me fica uma lacuna por preencher), mas admiro a coragem de quem parte porque não está satisfeito com o que tem e não receia ter de começar de novo. Tomar os amigos como âncora é um mau princípio a meu ver (mais uma vez especialmente em plataformas flutuantes estrangeiras) e acredito que lhe custe deixa mãos cheias de pessoas para trás, mas aí é que se distingue os audazes dos outros. E claro está, já sabemos que aos audazes a Fortuna costuma piscar o olho, ou os dois, ou fazer um adeusinho! ;)
Apesar  do Senador ter sempre concentrado a sua atenção na plataforma, eu prefiro os carris: há linhas que correm paralelas até determinado ponto, depois separam-se e dependendo do viajante podem voltar-se a cruzar. Eu acho que é o caso.

Erlaufsee


Pois aqui também há dias de praia, mas com relva, água doce e fresca pronta a ser canalizada ou engarrafada, montanhas, salsichas e batatas fritas.
É diferente, mas estar apanhar sol de papo para o ar sabe bem mesmo não havendo areia e sal a colar-se à pele.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

As voltas que a vida dá

O meu sofá novo já cá mora. Já está ali montadito bonitinho à espera que eu lhe dê algum uso.
Entretanto o velho continua encostado ao móvel à espera que o novo dono se descomplique e o venha buscar.

E quem é o novo dono pergunta o curioso leitor?
Pois bem, Valete de Copas diz-vos qualquer coisa?
Pois é! O senhor que eu antigamente designava de Valete de Copas mudou-se à pouco tempo e disse-me que ficava não só com o meu arraçado de sofá, como também com o meu colchão (pois se bem se lembram, papai e mamãe também acharam que o meu lombo merecia um colchão melhorzito e mais rijo). Agora a parte irónica desta história toda é o facto da pessoa a que eu antigamente designava de Valete de Copas nunca ter querido ficar cá a dormir e agora de repente resolveu ficar com as duas superfícies onde eu costumava deitar-me...

Adenda: A pessoa que eu antigamente designava de Valete de Copas veio cá ontem ver o arraçado de sofá, conheceu o homem do Báltico e acabou por desistir do colchão. Não sei se uma coisa tem a ver com a outra, mas eu escrevi isto em adenda para não estragar a ironia do corpo do post!

Taluda

Ontem o Valete apareceu-me cá em casa de ramo de flores em punho (ooooooooooooooooohhhhhhhhhhhhhh), lamentando ter-se esquecido da garrafa de vinho na mala do carro.
Mais tarde, enquanto eu estava ao telefone com mamãe, lavou a louça todinha (e espontaneamente mesmo, sem qualquer tipo de incentivo meu)
Por fim, aproveitando que os móveis da sala estão todos encostados num canto à espera do sofá novo, lembrou-se de transformar a área restante numa mini Buenos Aires, idealizada por mim. Uma horita a treinar os nossos passitos de tango.
Podia-me ter saído o Euromilhões, mas com certeza que não ficaria mais contente!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Acerto de contas

Como o caro e atento leitor sabe, o objectivo principal de vida de Maria Calíope é juntar ao longo do ano facturas várias que lhe permitam deduzir tanto dinheiro quanto possível na sua declaração anual de IRS. Esse objectivo poderia ser cumprido mais facilmente se Maria Calíope tivesse um método para arquivar ou meramente guardar os papeluchos todos. Mas não. Todos os anos é a mesma vistoria:  monte de papel a monte de papel, malas usadas no ano anterior e a novidade nas buscas deste ano foi: desfolhar livros comprados em 2010. Não é prático nem metódico, mas no fim só me faltavam 3 facturas.

A reunião com o meu contabilista é como ir às vacinas. Vou ansiosa e saio aliviada, a pensar que afinal não era preciso aquela tensão toda. Com a vantagem que a secretária oferece-me sempre um cafezinho, o meu contabilista gosta de viajar e de dança como eu e no fim ficamos sempre à conversa sobre temas variados como a crise em alguns países europeus ou a rueda de salsa que se dança no Floridita.

Desta vez o nervosismo prévio foi menor, pois há outros aspiradores mais relevantes e actuais que me sugam os nervos. Assim sendo: objectivo do ano cumprido! Acumulei tantas despesas deduzíveis em IRS que em princípio irei receber dinheiro de volta, o que é SEMPRE uma grande novidade. Os senhores das finanças podem ser amiguinhos quando querem. Nessa medida e para comemorar, estou a pensar tirar mais 4 dias de férias :)

E ficam mais videozinhos educativos sobre outras contas, a nível particular (shopaólicos) e a nível geral (causas e consequências do endividamento da economia dos países periféricos)!

Noite indiana de Verão

O dia mais quente do ano foi ontem. Estavam previstos 37ºC. Verão à séria tem de ser aproveitado, pois nunca se sabe quanto dura e o mais certo é rapidamente voltarmos a cair no cinzentismo dos outros 11 meses do ano.
E se o dia foi quente a noite não ficou aquém com Jhoom. Um espectáculo de dança moderna de um coreógrafo indiano com laivos de Bollywood, mas não só. Cor, música, dança, trapos deslumbrantes, kamasutra e a mim só me faltava um mango lassi para ter o pacote completo. Um autêntico ambiente de festa a céu aberto.
Triste foi ter havido mais atentados em Bombaim e pior ainda haver pouquíssima informação sobre os mesmos e eu ainda não ter percebido o que é que se passou desta vez. Pode ser meio egoísta, mas espero que estes novos atentados não sirvam de impedimento para a minha próxima ida à Índia.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Pessoas mais ou menos como eu

Acabei de ver esta reportagem. Chama-se "Geração Desenrasca" e se eu não tivesse problemas com o verbo desenrascar, resultando na sua substituição por desenvencilhar, até seria o título do post.
Há mil opiniões que podia ter sido eu a proferir e algumas delas ouvi dos meus informantes em terras austríacas. Conheço as fontes de algumas das informações e li vários artigos do sociólogo residente.
Depois de ver isto vão ter vontade de fazer as malas...
Fica à vossa responsabilidade.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Apetites

Isto de ser proprietária de um colchão e de um sofá novo alimentou os meus genes consumistas e acabou por gerar um monstro. Acho que agora quero é ser proprietária de uma casa! Pronto já disse... e se dizê-lo  torna a coisa mais verdadeira, escrevê-lo como que a consubstancia. O pior é que tenho aversão ao processo "procura de casa". Ah! E também não gosto muito de tomar decisões que envolvam coisas assim mais definitivas...

Vou trabalhar mais um bocado a ver se isto passa... (Se não passar, também posso passar pelos saldos!)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Móveis

Sempre que papai e mamãe vêm cá ao burgo têm sempre ideias inovadoras. Em geral, querem sempre ajudar-me e nessa medida costuma haver uma campanha por viagem/estadia. A meio da semana passada comunicaram-me com um ar muito sério que o meu (arraçado de) sofá estava moribundo e o colchão da minha cama também já tinha tido melhores dias, pois doíam-lhe as costas depois de lá terem dormido. Daí que decidiram que me iam comprar um sofá e um colchão novo e para dar um ar ainda mais sério e um toque melodramático à coisa, ainda acrescentaram que eu tinha de aceitar/procurar/escolher caso contrário eles iriam embora no dia seguinte. (Deviam ir para o jardim, devia ser). Eu reajo sempre de trombas porque é a minha reacção natural e fico com ar de quem que quer enfiar 10 colheres de óleo de rícino pela goela abaixo. Mas como quase que sou uma pessoa madura e equilibrada reflecti e pensei que na verdade eles só tomaram uma decisão que eu até queria tomar, mas que por falta de poder de decisão e iniciativa aliada à falta de tempo e um pouco de preguiça ia protelando ad eternum, mas mantive o meu ar de enjoadinha. Pronto. Duas tardes a sentar em sofás e a deitar em colchões e temos já encomendas feitas.
O sofá (este mas em azul) chega na sexta. O colchão lá mais para o fim do mês...

domingo, 10 de julho de 2011

É para o aeroporto, se faz favor!

O voo tardio de papai e mamãe, os mais de 30ºC e as ideias do Valete conjugaram-se no sentido de uma ida a banhos a Neusiedlersee, antes de os levarmos ao aeroporto. O sítio de paradisíaco não tinha muito, mas os 26ºC da água do lago compensaram as vistas mais apertadas. Papai e mamãe viram uma parte diferente da Áustria, eu dei umas valentes braçadas e o Valete fez um brilharete.
A estas belas horas os pobres coitados ainda não chegaram a Lisboa, mas eu vou já ingressar no meu quotidiano: a última prova do semestre está prestes a ser corrigida :)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Problemas ao contrário

Parece-me que os meus problemas são o inverso do resto dos problemas do mundo.
Enquanto no mundo há fome eu problematizo e consumo-me com a fartura.
Gosto de sofrer, está visto!

(Esclarecimento: Até parece, mas esta é uma metáfora que nada tem a ver com as marmitas ali debaixo.)

Marmita

Ontem houve repasto cá em casa. Chamar-lhe de jantarito familiar seria ofensivo para a comezaina que a minha mãe fez. Eram 4 ou 5 os pratos principais e ainda havia entradas e uma sobremesa. Os convivas não se livraram de levar todos um tupperwarzinho com qualquer coisa para o almoço de hoje. Eu também tive direito a uma marmita com bacalhau com natas :) e desconfio que tenha comida para o resto do ano já feita.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Menina aplicada

Acho que sempre fui aplicada... mas agora que penso nisso, fico a pensar no que isso quer dizer concretamente. Não tenho bem a certeza mas enquanto andei na escola ouvia isto com muita frequência. Agora ao passar para o outro lado da cerca, parece que a aplicação não me largou :) nem sequer ao retomar o lado original da vedação.
Aqui na Universidade os alunos têm de preencher um questionário anónimo onde avaliam o desempenho dos respectivos professores a cada disciplina. E os meus aluninhos deram-me uma nota média entre 1 e 2, mas mais a cair para o 1 ;) às minhas ainda três aulas.
No mesmo dia recebi a minha nota do Privatissimum, a aula do doutoramento, e também tive 1.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Programa estival

Mais um dia de Novembro bastante agradável: temperatura que não chega aos 20ºC, cinzento, ora seco ora com chuva, brisa fresca que nos lembra de trazer o casaco e um lenço... só é pena ainda estarmos em Julho!


Assim, parece-me o tempo ideal para eu fazer contas à vida e começar a juntar a papelada do IRS local... acho que o meu pai e a minha mãe vão achar isto um programão para o fim de tarde. Mas como eu sou generosa ainda lhes dou como alternativa fazer a estatística dos informantes das minhas entrevistas, é que ir ver espectáculos ao ar livre não está com nada!  :D

domingo, 3 de julho de 2011

Meet the parents...

Daqui a pouco chegam mamãe e papai aqui ao burgo. O Valete ofereceu-se para ir buscá-los ao aeroporto e aproveitar logo e irmos todos dar uma volta / almoçar / ver não sei o quê. (Ganhou mil pontos e eu quase me esqueci do episódio da louça por lavar) A minha mãe perguntou-me no outro dia se ele não falava português e do que é que ele gostava (assim de comer). E o meu pai é o meu pai e esse estatuto tem um certo peso. Estou para ver como é que vai correr. Não tem como ou porque correr mal mas digamos que eu estou assim um bocado expectante...

sábado, 2 de julho de 2011

Reservas

E quando se entra em zonas stress free praticamente se fala de férias ou, pelo menos, uma pessoa sente-se como se estivesse de / fosse estar brevemente em férias. Não é bem o caso, mas emboída neste espírito, pus-me a reservar hotéis fabulosos (espero) pois o espírito stress free não combina com o de pelintra pé-descalço. Nessa medida, se as minhas investigações e marcações correram bem, hei-de dormir dois ou três dias com esta vista... e os restantes com outras :)

Francis: Um beijinho de muito agradecida. Se houver jogo ou quiseres um postalito, avisa!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Está a entrar numa zona quase sem stress

Ontem acabaram as aulas, hoje começa Julho. Em 1984 quando entrei para a escola também era assim. E para cumprir um dos meus mil objectivos de vida (se não estão a ver qual é o de tornar a minha vida menos stressante) resolvi começar a tentar fazer menos coisas durante o dia de modo a não ter de correr de actividade para actividade... ou pelo menos ter mais tempo de qualidade optimizando o dito. Comecei o dia na piscina e agora vou para a bela localidade onde reside senhor Valete. Durante o dia trabalhei optimizadamente! O primeiro dia está a resultar!