terça-feira, 31 de maio de 2011

O grande partido

Só uma história protagonizada pelo meu Pai para me acalmar a tripa revirada dos venenos feudais lá da faculdade. Lembram-se deste pseudo-blind-date? Na altura não expliquei que o indivíduo é jurista de escritório montado e filho de conhecidos de papai e mamãe. E segundo a minha mãe a conversa seguinte passou-se há coisa de dias:

Pai: Olá, bom dia!
Mãe do pseudo-blind-date: Olá!

blablabla

Mãe do pseudo-blind-date: Olhe que o meu filho até é um grande partido para a sua filha... (eu)
Pai: (sem papas na língua): Mas ele não sai das suas saias!


ahahhahahahah Ganda Pai! :D Nem o imaginava com esta presença de espírito... e quem disse isto, poderia ter dito também: "Partido? Por esta altura a minha filha já está quase a cruzar a meta" ou ainda "Grande partido é a minha filha e gira que se farta!"

Pão nosso de fim de semestre

É tiro e queda. No final de semestre há sempre sede de poder, tentativas de assalto, extensão de feudos, muita chantagem emocional e veneno para dar e vender. Eu não sei como é que ainda me deixo abalar por estas intriguinhas sazonais, mas o certo é que isto consome-me os nervos de tal maneira, que ainda me aborreço mais por não conseguir reagir de outra forma.
Parece-me que vou voltar a ser assaltada... e o criminoso volta mesmo ao local do crime...

Estou a tentar pensar positivo e para já estas histórias sórdidas embrulhadas em sorrizinhos (porque obviamente somos todas amigas) já me deram a volta à tripa e fizeram-me libertar os intestinos. Pelo menos de prisão de ventre já não sofro.

domingo, 29 de maio de 2011

Tem melaço*

Quase sobrevivi a um fim-de-semana com tango, comezainas, passeios, cerejas apanhadas da árvore, muita conversa regada de risos e acompanhada de palavras bonitas. Infelizmente o carrossel de temperaturas destes últimos dias reflectiu em mim: dores no corpo e arrepios de frio não resultam com certeza de noites circenses. Estou de molho para evitar que a maleita se anime!

*Tradução livre e africanizada de mano mielassis :) (É lituano, caso haja dúvidas)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Relatório anual

A secretaria da minha Universidade é tão eficiente que nos mandou um mail a avisar para não nos esquecermos de enviar atempadamente o relatórios anual acerca dos progresso da investigação. Claro que eu não me iria esquecer, pelo simples facto de que nem sabia que o dito relatório existia. Logo uma pessoa não se pode esquecer de algo que não se sabe.

Esta informação aborrece-me e transtorna-me pois será mais um acto burocrático e além disso em alemão. O caríssimo e perspicaz leitor já deve ter lido nas entrelinhas que não me tem apetecido fazer muito pela tese, mas a iminência de Macau, obriga-me a mexer-me, ou pelo menos a pensar nisso.
Agora para o relatório, apetecia-me dizer: "Estagnado e sem perspectiva de reatamento!" mas acho que vou ter de escrever qualquer coisa mais palavrosa...

Para me motivar fui à página de doutoramentos e apercebi-me que mais de metade do caminho já está andado e que obviamente não vou morrer na praia, especialmente quando a praia tem um nome em latim :) Defensio tem os seus encantos para latinistas cromolíticos como eu!

(Para me animar ainda mais o currículo do curso universitário que ministro foi actualizado. Houve alterações nas minhas aulas todas, sendo que fui contemplada com uma das aulas novas do novo currículo. Estou indecisa em classificá-la de maçã envenedada ou de batata quente... desconfio que seja mais uma fonte de aborrecimentos e consumo de nervos).

Bilhetes

Ando tão entusiasmada com o tango que tento não perder uma. Ontem começou o festival de tango de Lisboa e eu nem pensei duas vezes em participar no concurso do Expresso para ganhar bilhetes para ver uma actuação não sei de quem. Não é que ganhei?! O aborrecido é que hoje não posso sair de Viena, pois tenho um jantar de aniversário de um amigo que está cá de visita.

Tentei passar o bilhete a familiares e amigos. Espero que alguém tenha ido. Mas eu fiquei mesmo entusiasmada só por ter ganho, mesmo sem podendo usufruir.

Tango Moonlight, Mischa

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Amigas do demo

Há algum tempo (anos, muitos anos) tinha esta ideia no meu imaginário:

Amigo/a: Vamos passar o fim-de-semana a Estocolmo/Moscovo/Bilbao/Riga/Malta?
Calíope: Quando?
Amigo/a: Daqui a 15 dias / No próximo mês / Nos feriados.
Calíope: OK!

(podemos substituir fim-de-semana por férias e os destinos enunciados por outros mais distantes)

Acho que nunca aconteceu, apesar de reconhecer que desde que vivo na Áustria tenha tido algumas situações muito semelhantes, mas mais por iniciativa minha do que por convite alheio.

Uma conversa como a supracitada, de há uns tempos (meses) para cá passou do meu imaginário para o meu quotidiano. Logo quando eu decido que tenho que adiantar a tese, tungas!, aparece um convite destes de pessoas que eu muito prezo e estimo e a quem nunca falta conversa... Claro que já ninguém me leva a sério quando digo que tenho de "estudar", ultimamente nem eu mesma acredito. Penso que uma vez que já passei quase 30 anos a estudar, mereço um intervalito. As minhas amigas são bastante eloquentes e não se compadecem com os meus argumentos académicos, refutando-os com chantagem emocional: "mas olha que depois eu vou-me embora", "está bom tempo", "temos de aproveitar o sol", "é Verão", "é Veneza"... e eu, coração mole, sacrifício a ciência em nome de mil dedos de conversa, mais uns copos e comidinha boa num cenário diferente do nosso.
Finjo que dou luta, mas sou uma fácil!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Prioridades



Tinha meia hora livre e precisava de ir ao supermercado comprar comida e reclamar o meu cartão de cliente, tinha de lanchar e queria passar por uma loja com cartazes enormes a dizer -70%...

Imaginem aonde fui primeiro?

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Espírito Robinson Crusoe

Se eu e o Valete fôssemos parar a uma ilha deserta (versão chique), se ficássemos presos num mato qualquer (versão suburbana), se nos perdêssemos numa floresta (versão mais ou menos), não morreríamos.

Eu tenho um vasto currículo na apanha de bagas! E o homem pesca. Ontem voltou a trazer trutas para o jantar. E é super prático porque ele pesca-as. Passa por casa dele para as limpar e arranjar o peixe. Chega cá à minha e cozinha-as. Só a parte de lavar a louça a seguir é que ainda não está bem automatizada. (Eu fiz a salada). Portanto é melhor que telefonar para a telepizza.

Isto para dizer que cabemos os dois no perfil daqueles primitivos caçadores ou recolectores, mas em versão menos peluda e com feições mais bonitinhas :D

domingo, 22 de maio de 2011

Conclusões de Payerbach

Acabei de chegar de um fim-de-semana académico em Payerbach, subordinado ao tema multi-linguismo ou qualquer coisa assim. Foi melhor que a encomenda. Na verdade o sábado foi bastante interessante, já as palestras de hoje deixaram muito a desejar. Também passaria bem sem o convívio que este tipo de evento proporciona.

A conclusão mais importante a retirar do fim-de-semana é: tenho de pôr a minha tese a andar!

Fundamentos para ter chegado a esta conclusão:
- Há 3 semanas o meu orientador queixava-se das costas, agora anda manco. Tendo em conta que tem quase 66 anos, muito melhor do que está não há-de ficar e como não me interessa ter outro orientador, convém-me aproveitar os ventos favoráveis do homem, antes que o próprio encalhe numa curva mais apertada.

- Com o passar do tempo acho o meio académico cada vez mais decepcionante e nos últimos tempos considero-o mesmo autófago (pelo menos nas áreas em que me movimento). Muitos trabalhos científicos existem para alimentar investigadores que fazem pesquisas para os seus pares, uma espécie de baralha e volta a dar. Um ciclo vicioso que pouco ou nada tem a ver com a realidade: existe para auto-consumo, não só por ser intragável para leigos, mas também para garantir a necessidade da existência dessa comunidade cientifica. Também poderia enveredar pela promiscuidade existente no meio, mas não quero ir por aí. Assim, quero despachar a minha tese o mais depressa possível para não ter de lidar com estas pessoas.

- Pode parecer meio arrogante e cair no auto-elogio, mas julgo que a investigação que estou a tentar realizar (nas minhas horas vagas pois trabalho para sustentar o meu orçamento familiar e outras despesas mais fúteis) tem muito mais os pés na terra, não é nada daquelas coisas pseudo-intelectuais-e-super-encriptadas de que ninguém percebe do que se está a falar e até tem uma componente útil em comparação com uns e outros trabalhos...

Posto isto, para a semana começo com as transcrições. Macau aguarda-me e eu não posso fazer má figura.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O regresso da foquinha

8:30 e eu estava precisamente aqui, na Hütteldorfer Bad! Ao fim de imensas tentativas vencidas pela falta de vontade, preguicite aguda e essencialmente sono, consegui finalmente ir nadar antes de ir para o escritório. E recomendo vivamente, esperando fazer disto um hábito. Depois do choque inicial nas cabines onde estava eu e mais meia dúzia de pessoas centenárias (quem mais é que acorda de madrugada para fazer desporto?), foi uma maravilha. Havia muitas criancinhas muito pequeninas em zonas reservadas, mas nas pistas centrais éramos 3 ou 4: perfeito para não nos atropelarmo-nos. 1 hora de braçadas depois (incluindo as do banho) e já estava a caminho do escritório, fresca como uma alface!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Análise política

Apesar de estar fora há uma série de anos, tento estar a par da realidade portuguesa, nem que seja por motivos profissionais. Na verdade acompanho mais e melhor o que se vai passando em Portugal do que aqui no burgo. Escolha duvidosa, mas enfim.
Desde que descobri a televisão na internet esta minha tarefa revelou-se muito mais fácil. Há uns largos meses que via com regularidade o Eixo do Mal na SIC. Acontece que os senhores lá de Carnaxide resolveram actualizar, renovar, inovar o site do canal e claro que deu asneira. Há duas semanas que o programa desapareceu...
O facto como que me irritou um pouco e resultou em mim à procura de alternativas. E encontrei! Basicamente descobri a pólvora depois da guerra, mas, mais vale depois da guerra do que nunca! Comecei a ouvir/ver hoje o Governo Sombra na TSF. Já sou fã. Só não ouvi mais porque tive de ir dar aulas.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mel Ramos

O tempo ao fim-de-semana por estas bandas está sempre fanhoso. Durante a semana solzinho e calor, fim-de-semana frio e chuva.

















Sábado passado não foi excepção e a perspectiva de passeio pela Natureza, com ar puro, plantas, cenas verdes, poças, lama, insectos, etc foi substituído por uma ida ao museu Albertina.

Eu queria ir ver a Girls, Candies and Comics de Mel Ramos e fomos.

Adorei as pin-ups e os objectos do quotidiano em tamanho familiar!

No fim o Valete não suspirou pelas silvas, mesmo se elas tivessem bagas :)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Horários trocados

O caríssimo e atento leitor já deve ter reparado na irregularidade que tem patenteados ultimamente os posts aqui do burgo. Ora não aparecem, ora aparecem a tarde e más horas, ora aparecem com horários falseados... Eu vou tentar pôr ordem neste bordel, mas não prometo nada.

Lá no escritório, o ambiente é tão familiar que depois de deixar lá na máquina o meu tupperware do almoço a lavar e depois de escrever posts em horário de expediente, comprei hoje um pacote de cereais para tomar o pequeno-almoço já como que trabalhando. (Não tive tempo de ir às compras no fim-de-semana por isso acabaram os cereais cá em casa).

Há 3 semanas que impreterivelmente à segunda-feira adormeço no sofá, acordando às tantas, seguindo tipo zombie para o quarto.

A minha mãe está preocupadíssima comigo e que me tenha esquecido do doutoramento e que prefira dançar tango a transcrever entrevistas, pass(e)ar fins-de-semana fora a ler biografia fundamental, ir ao cinema/teatro/exposições a preparar a minha fantástica palestra de Macau. (Eu também já dei conta das minhas preferências e tenho a consciência a acusar-me, mas quem é que me prende a um computador ou a um livro, quando há coisas tão mais interessantes para fazer?)

Devia estar a preparar as aulas desta semana, mas achei que precisava de actualizar os Mergulhos e acho que vai começar logo, logo um episódio do Sex and The City...

Nozes e dentes

Já tenho o meu boletim de voto para as legislativas.

Não sabia que eram tantos os partidos.

Há inclusivamente um partido a favor dos animais e da natureza...

Não sei em quem votar!

domingo, 15 de maio de 2011

Pequeno-almoço em português

A fina-flor da lusofonia na Áustria juntou-se para tomar o pequeno-almoço no sábado. Para não parecermos racistas, levámos cidadãos de outras nacionalidades e com outras cores de olhos e cabelos e com aquelas peles quase transparentes (3 alemães e 1 lituano).
A mesa estava marcada para as 10:00 para 11 pessoas e um bebé.

Às 10.05 chegámos eu e o Valete, outra compatriota e o seu marido germânico. Eram 10:30 quando chegou a grande fatia da comunidade. Numa assentada apareceram 5 pessoas e um bebé. Os últimos chegaram pouco antes das 11:00.

Muitas conversas cruzadas, entre café, croissants, fruta e pãezinhos. Risos e disparates também houve com fartura. Não sei porque é que não marcamos mais coisas destas com mais frequência.

sábado, 14 de maio de 2011

Darf ich bitten?*

As aulas de tango continuam na ordem do dia. A segunda correu de feição e o até o professor notou nos resquícios da escola de dança de S. Petersburgo nos genes do Valete! Estávamos nós a dançar e vem o tipo com esta conversa:

Prof: Tu já dançaste antes...
Valete: Hmm... sim, mas há foi há uns 25 anos.
Prof: É que se nota perfeitamente. Os teus genes recordam-se de certeza. E vê-se logo na tua postura que fizeste a dança a pares...
Valete: Mas eu tinha 10 anos e não gostava nada.
Prof: Sim, sim, mas o corpo reconhece logo que...
Valete: Hmm..
Prof: E tu aprendeste dança onde?
Calíope: Não, eu não fiz dança...
(E assim de repente não tive presença de espírito que fiz um cursinho de forró numas férias do Brasil e outro de kizomba em São Tomé)

Mais tarde:
Valete: Realmente os meus genes têm mesmo imensa memória, o corpo então nem se fala...
Calíope: Espera lá, eu também devo ter genes dançantes: a minha irmã foi eleita a rainha da kizomba e os meus pais ganharam um conjunto de café num baile qualquer onde foram! Se calhar eu também genes desses!

* Concede-me a próxima dança?

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Espírito de pobre II

Ao almoço e no meio de assuntos altamente intelectuais, virei-me para a minha amiga BcS, com o intuito de lhe contar o episódio de ontem:

Calíope: Olha, sabes que eu tenho espírito de pobre, certo?
BcS: Porquê? Porque gostas de frango assado?!
Calíope: Ahahahahhaah!

Aos anos que não como um frango assado dos bons. Aqui na Áustria não há!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Espírito de pobre

Estava eu a voltar para casa vinda do Bipa (loja de produtos de higiene e limpeza) por ter comprado uns lápis para os olhos pela fantástica quantia de 1,49€ :), quando ouça alguém a chamar-me pela rua.
Olho para trás e era da perfumaria Douglas. Era uma antiga aluna minha que agora lá trabalha. A miúda e os 3 quilos de maquiagem que tinha na cara estavam radiantes de me ver e tratou logo de me apresentar às colegas como professora de português e inglês e francês e fantástica e outras mil coisas que obviamente correspondem à verdade :)
Eu perguntei como ela estava, o filho, as irmãs (eu era na altura explicadora), os pais. E ela apressou-se a pegar num saco e a enchê-lo com coisinhas, enquanto procurava a foto do filho para me mostrar.
De repente tinha ali um saco com senhoras amostras e outros tantos brindes de valor sensivelmente 100 vezes superior ao do meu lápis azul para os olhos...
Fui radiante para casa!

Calíope, la tanguera

Se morresse hoje morreria com menos um sonho por concretizar. (Não, não é escrever posts em horário laboral). Ontem começaram as aulas de tango. Eu não sei há quantos anos é que eu sonhava com aprender tango em Buenos Aires, onde tenho a certeza de que toda a gente dá uns passitos com mais ou menos piruetas. Não estive ontem em Buenos Aires, mas foram duas horas a dançar alegremente, ora ouvindo o professor a dizer "Bravo Calíope", ora tropeçando nos pés do Valete. No fim, já estávamos bem melhor. Mas o professor disse ao Valete que eu tinha muito sentido de ritmo... (o meu professor de ginástica em 1984 não ia concordar de todo e a minha irmã, se ler isto, vai ficar perdida de riso - mas se o professor disse, lá deve ter alguma razão :))
Depois no jantar acabei por dizer ao Valete que se alguma coisa alguma vez correr mal entre nós, eu hei-de lembrar-me dele como o indivíduo que dançava tango!
Na sexta há mais!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Ficção com um pé na realidade

O estónio Sügisball consistiu para mim o encerramento do festival de cinema nórdico. Tendo a hora e a duração do filme achei notável não ter adormecido! Basicamente não se passa muito ao longo das duas horas, sendo que o assunto principal do filme é a solidão de uma série de pessoas, solidão essa tendo contornos bastante distintos. Eu apercebi-me de que aquela ideia geral dos povos do norte confirma-se: Eles não falam muito! (E nessa medida tinha muitos pontos de contacto com o filme lituano do outro dia).
Por outro lado, o filme abre com uma citação de Fernando Pessoa e a obra pessoana entra volta e meia nos (poucos) diálogos das personagens. Este facto manteve-me os pés na realidade, lembrando-me que na quinta tenho de dar uma aula sobre Pessoa e ainda não está bem preparada!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Anda-se a falar da Finlândia, não é?

Vou para Lisboa no início de Agosto e para Macau no fim do mesmo mês (ainda por marcar) e mesmo sem tendo dias de férias, resolvi considerar passar o fim-de-semana grande no meio de Agosto na Lapónia... Ainda nem sei o que vou dizer em Macau, mas já conheço os horários dos voos para Helsínquia e Rovaniemi... Imaginem quem é que abriu a porta para a minha imaginação cavalgante e para os meus devaneios estivais?

Alguém que me ceda algum juízo.... é caridade!

domingo, 8 de maio de 2011

Festival de cinema nórdico

Desde o ano passado quando vi o Appelsinpikken, tornei-me fã do festival de filmes nórdicos em geral e de filmes noruegueses em particular. Este ano o Festival de Cinema Nórdico, começou na quinta passada com um filme lituano. Eu difundi a informação pelos meus círculos, mas não houve quem regozijasse mais que o senhor Valete. No final do primeiro filme, já dizia que o festival já tinha valido a pena!
Nesse dia fomos ver o dito filme: Low Lights (Artimos Sviesos). Hoje o cinema norueguês voltou a marcar muitos pontos na minha consideração: Upperdog (Sara Johnsen) e acabámos o serão com mais um lituano Lunar Lithunia (Gytis Luksas).

Se o primeiro filme lituano eu tinha achado meio conceptual, mas dentro do género, bastante interessante se observado de uma forma analítica, o segundo foi um grande aborrecimento: não percebi nada e até já sei porquê. Não só não conheço a história da Lituânia como não distingo russos de lituanos, ou seja, para mim eram todos os mesmos... Basicamente tinha feito melhor se tivesse ficado em casa.

Já o Upperdog pertence a outro nível. Mais concretamente ao nível de filmes que eu adoro. Muitas histórias paralelas que se entrecruzam. Problemas de famílias adoptivas, problemas dos soldados no Afeganistão, diferentes estratos sociais, relações familiares, etc, etc. Foi genial! :) Fica aqui o trailer, se alguém estiver interessado!


Terça-feira há mais!

sábado, 7 de maio de 2011

A cheirar a férias

A temperatura sobe um bocadinho, o sol brilha e já está! Parece que estou de férias, especialmente se for como hoje quando não tenho aquele peso na consciência de ter trabalhos de casa por fazer.
A manhã foi de compras e rendeu-me uma mala linda-linda-linda em azulão que me proporciou uma tarefa a cumprir nos próximos tempos: arranjar uns sapatos da mesma cor.
A tarde foi para deitar muita conversa fora e apanhar sol, deitada num relvado dos milhentos parques locais.
E agora a noite promete. Um dos hobbies do Valete é a pesca e há pouco ligou-me a dizer que temos truta para o jantar!
Eu já cá estou a preparar o acompanhamento  :)

Um dia um gago há-de ligar-me com uma história inacreditável - O encontro

Tal como tinha ficado combinado, íamos encontrar-nos dentro da Catedral de Stº Estêvão. Não me perguntem porquê dentro da igreja, porque eu tentei que fosse fora, mas como não estava em posição de ser esquisitinha, lá acedi a que fosse dentro... Mas estranhei, está claro.
Demorou um bocadito para que eu encontrasse o senhor, que como eu previa tinha pelo menos 140 anos... Então uma senhora responsável pela limpeza do metro encontrou o envelope com os resultados dos meus exames caídos na escada rolante e não sabia o que fazer com eles. O senhor centenário deve ter-se prontificado a ajudar indo procurar o meu nome na lista telefónica. Como nesta terra não somos todas marias, foi num piscar de olhos que o senhor encontrou o meu número.
A situação era meio estranha. Ele não me deu logo o envelope e eu tanto agradecia como tentava sacar informações da minha azelhice. Já cá fora, o senhor lá me deu o envelope e começou a rebuscar os bolsos e a abrir o porta-moedas. Entre os meus mil Vielen herzlichen Danke, o senhor deu-me uma medalhinha de Nossa Senhora. Eu estava incrédula a assistir enquanto em simultâneo pensava na propensão natural que tenho para episódios do arco da velha... O senhor lá se certificou que eu sou católica e ainda me deu uns papeluchos com a explicação da medalha, um convite para uma missa em honra do Papa João Paulo e o seu cartãozinho de visita. E fomos cada um à sua vida.
Não foram precisos 20 passos...  e eu já tinha perdido o cartão do Herr Schmidt....
De certeza que tenho buracos nas mãos, mas não sou Cristo!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Um dia um gago há-de ligar-me com uma história inacreditável*

Hoje foi o dia.
Um indivíduo do sexo masculino e presumivelmente numa faixa etária mais avançada acabou de me ligar. (Não faço ideia como desencantou o meu número). Custou-me horrores a perceber o que é que ele queria, pois para além de gago, falava alemão e fiquei na dúvida se estaria um pouco nervoso.

O certo é que eu fiz a proeza de perder um envelope com os resultados de uma mamografia que fiz há dias. (Assunto bastante agradável para se falar com estranhos) E o simpático senhor encontrou o envelope e ligou-me para saber como me poderia devolver o que supunha ser meu. No entanto, como eu não me tinha apercebido que tinha perdido o dito envelope, demorei a tempo a tomar consciência da situação.

Combinámos de nos encontrar daqui a 4 horas na Stephansdom... Vamos lá ver o que mais me sai na rifa!

*Inacreditável porque eu não consegui perceber logo à primeira.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Mergulhos bilingues XV

Há alguém que ainda se lembre que eu estou a fazer um doutoramento?
Hmm... eu vagamente... e só me recordo mais quando tenho de apresentar resultados ou qualquer coisa para mostrar trabalho feito. Hoje foi o dia.

A emigração é um fenómeno complexo nas suas causas, condições e resultados. Emigram uns por cálculos, previsões e resultados, ou próprios ou dos que os dirigem, pela esperança, bem ou mal fundada, de voltarem um dia ricos ou abastados à aldeia natal: emigram, não porque não pudessem viver, trabalhando, vida modesta e tranquila entre os seus, mas porque aspiram a mais elevada fortuna. Outros que emigram violentados ou antes que não emigram: são expulsos pela miséria: que não calculam, nem esperam, nem deliberam; que tão somente se resignam. 
Alexandre Herculano 1873 


terça-feira, 3 de maio de 2011

Hmm... II

Afinal não é naïve o que eu sou, é mesmo paranóica!
Não discordo de todo do Miguel Sousa Tavares. Vejam aqui. Pode parecer rebuscado, mas a meu ver faz bastante sentido.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Hmmm...

Se calhar sou eu que sou naïve demais para este mundo, mas a morte de Bin Laden chocou-me... (não era suposto ele ser preso?) mas mais ainda os pulos e saltos de alegria da população americana no meio da rua. Eu não quero ser pessimista, mas será que alguém acha mesmo que o mal foi erradicado do mundo com a morte de um homem?

domingo, 1 de maio de 2011

Dia da Mãe

Podia relatar aqui o quão fantástica a minha mãe é, muito melhor do que todas as outras juntas ou enumerar um qualquer episódio hilário por ela protagonizado.
Ontem disseram-me que a minha mãe é a pessoa mais importante para mim no mundo inteiro.
Nunca tinha pensado nisso, mas as probabilidades de o ser são bem altas.
Deixo tudo isso para outra ocasião e aproveito o evento do dia para felicitar outra super mãe, que não é minha, que não conheço, mas por quem nutro a mais profunda admiração.
Continuação de boa maternidade, Sofia.

Uma no cravo outra na ferradura



Sexta-feira foi noite para deitar conversa fora, dizer parvoíces, comentar a vida alheia, dissecar a nossa, comer, beber, rir: uma girls'night out fantástica, que só não foi out pois não saímos cá de casa.
Para ser perfeita faltava o pezinho de dança!
Sábado foi noite para a minha cartada preferida. O meu Valete é um trunfo que supera qualquer outra carta de figura e até o Ás e agora deu para se superar a si mesmo. (Não sei se mereço, mas vou aproveitando ;) hmm... pensando melhor, mereço sim!)

De resto o dia de sábado e o de hoje tem sido dedicados à eremitagem... Alguém é capaz de me lembrar porque é que eu inventei a personagem da eremita na minha vida. Não me apetece estudar, não me apetece ler, não me apetece comparar autores, não me apetece pensar na minha tese, não me apetece preparar fichas e powerpoints. Quarta-feira é a minha apresentação.