segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Mil posts

Believe it or not, temos 1000 posts aqui no Mergulhos!
E ainda bem que chegámos a este número ainda em Fevereiro :)

Melhor que isso só a grande cartada do senhor Valete de Ouros. Maria Calíope, qual gueixa dos pés pequeninos, esteve à altura dos acontecimentos com um belo par de pés e mãos geladas. Grande jogada!

Reparem na carta comemorativa que parece mesmo saída de um aquário de chá verde de arroz torrado.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Mundo a ruir

O meu mundo está a cair aos bocados...

A manhã até tinha começado esplendorosa, soalheira e dançante até ao momento em que ao espelho descobri uma marca penosa da passagem do tempo. Desta vez sem margem de erro, sem margem de manobra. A realidade estava ali diante dos meus olhos. Não foi ninguém que mo contou. Uns 5 cms de cabelo branco plantado no meio dos meus longos cabelos pretos. Não dá para acreditar. Olhei por um lado, por outro, com mais luz, com menos luz... não era reflexo de nada. Era mesmo um cabelo branco... Fiquei destroçada e com os olhos baços até agora (é ridículo eu sei, mas estou tristíssima). De repente lembrei-me que as olheiras pesadas do outro dia eram um mero sinal para um fado bem mais pesado. Comecei a catar a parte da frente da cabeça e horror dos horrores há um outro já com uns bons 15 cms do outro lado. Não! Não! Não pode ser... é que de onde vem um ou dois devem vir milhares... Se calhar tenho mil cabelos brancos na parte de trás da cabeça... Nunca mais ninguém vai acreditar que eu tenho 20 anos...
Medusa
Liguei à minha irmã em socorro, que me garantiu que toda a gente tem cabelos brancos, ela por exemplo uns 4 e que as minhas primas também. Hmm... menos mal, mas não me senti especialmente reconfortada.
A seguir o quê? Rugas? Placa dentária? Andarilho? :(

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Mergulhos bilingues XIII

Custou mas cá estou eu a preparar a minha apresentação... E vou dizer coisas fantásticas como esta:

Todos os falantes conhecem os limites das suas capacidades linguísticas especialmente aqueles que dominam duas ou mais línguas e vivem num ambiente bilingue.

Bonito, não é? Foi o senhor-professor-orientador que o disse em 1990 e eu limitei-me a parafrasear.

Egon Schiele, Male Nude with a red Towel

Mergulhos com roupa... se der

Devo ter sido a primeira pessoa a pensar em comprar um fato-de-banho este ano.
Corri uma série de lojas e nada. (Um biquini com copas 32A ou 42C não são relevantes para esta contagem).
Nem dá para perceber...
Estamos praticamente em Março... e estamos quase com graus positivos.
Há coisas que não dá para explicar...
Lá vou eu continuar a nadar com os modelitos dos anos passados, esperando não perder peça nenhuma entre braçadas.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Sacudindo salpicos

Volta e meia há um amigo meu a perguntar-me porque é que eu acho que a natação é uma actividade social. Não sei. Gosto de nadar e por isso vou perguntando pontualmente a amigos meus se querem vir também. Não acho que a natação seja um ambiente socializante, para mim, até porque assim que entro dentro de água já não há mais conversa possível. Por isso não me surpreendo de ir grande parte das vezes nadar sozinha. Não me incomoda por aí além.

Amanhã vou nadar com um tipo que conheci numa festa no sábado... Não sei como chegámos a este maravilhoso compromisso. O tipo é simpático (reparem bem que eu não comecei a dizer que é alto, corpulento, alemão, divertido, pé-de-dança, disse que ele era simpático, isso é bastante revelador), mas começo a desconfiar que ele ache que isto seja um "swim date", como disse um amigo comum. Não, não é date nenhum. Eu vou nadar e não faço natação sincronizada. Mas já estou a pensar como vou descalçar esta bota, pois parece-me que o tipo está bem mais entusiasmado do que seria previsto. Caso contrário não me teria ligado para ir beber champanhe hoje... Não fui, está claro!

Giovana Stephen, Olympic Calendar

Devia ter preparado a minha apresentação pública...

mas vi uma dramatização da Conferência de Berlim de 1885 (até fiquei com melhor impressão do Bismark) e o documentário "Pecados de meu pai" sobre a vida de Pablo Escobar contado pelo seu filho.
Devia ligar a televisão mais frequentemente, não só para justificar o que pago de imposto de tv mais a mensalidade da tv cabo, e acertar mais vezes no canal ARTE.

Pelo meio fiz uma máquina de roupa que vai ser já estendida. Não foi uma noite desperdiçada apenas com cultura! :) A apresentação fica para amanhã, esperemos...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O refém


Fiz a proeza de arranjar uma fantástica colecção de dvds do Woody Allen.

Trata-se do refém de uma série de cds emprestados que ainda não voltaram à casa pátria.

Hmm... espero nunca mais lhes pôr a vista em cima!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Mensagem

Não tenho uma boa relação com SMS. Na verdade nem boa, nem má. Tento ignorá-los, o que disfarça a minha inépcia em condensar informação e a falta de agilidade que eu tenho em digitar texto. Nos últimos tempos desenvolvi a teoria que SMS enviados em horas de sono só podem conter conteúdo porno... (mas esse assunto fica para outras núpcias).
Hoje acordei às 5:37 com o som de mensagem. A essa hora antes de dar para activar a teoria dos SMS-porno, já eu tinha pegado no telemóvel para ver o que era. Era uma amiga minha que está na Nova Zelândia a avisar que estava bem apesar do terramoto... Não consegui dormir mais. A primeira coisa que me ocorreu é que a Nova Zelândia tem um fuso horário de 12 horas de diferença, logo lá eram horas normais. Depois ocorreu-me que para ela me mandar uma mensagem não poderia ser um abanico sem importância. Daí, ao filme 127 horas cujo enredo li ontem foi um saltinho... E claro que não dormi mesmo.

Oh Maria! Depois de teres passado este susto, eu voto para que vás levantar os gostosões (em número, formato, tamanho, cor da tua preferência) lá na Gold Coast australiana ou onde quiseres! Volta é inteira (e depressa), ouviste! E como bónus podes dizer 10 palavrões seguidos à minha frente... vá 5... e meio.

Curiosamente o último SMS que recebi de alguém que estava na Nova Zelândia era a saber se eu sempre ia para a Índia depois dos atentados de Bombaim...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Farinha e farelo

Lá em casa sempre foi assim poupava-se na farinha e gastava-se no farelo. E eu devo ter aprendido qualquer coisa uma vez que o meu orçamento unifamiliar e a minha economia doméstica nunca foi ao vermelho (E sou de Letras, an?).
Hoje fiquei radiante ao ter de pagar dez vezes menos pelo meu curso de dança do que achava que ele custaria. Eu nem pestanejei, não fosse a senhora repetir a quantia acrecentando "cento" aos quinze euros e uns trocos. Ainda conseguiu ser menos que a propina da universidade... Não estava mesmo à espera, mas todos os cêntimos poupados são lucro. E eu já estou a amealhar para não sei bem o quê...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Blogonovela orientalizada

O Valete de Ouros volta esta semana do Japão e eu vou virar gueisha de pés pequeninos e dar-lhe umas colheres de chá ou sei lá o que é que as gueishas fazem.

Quanto ao amigo Valete de Copas, entre cinema, uns copos e uma almoçarada de domingo*, resolveu-se a situação e pôs-se um ponto final a estes episódios mal contados das últimas semanas. Maria Calíope ainda esticou a corda, o Valete vacilou, mas no fim não lhe deu abébias.

*Foi no domingo passado. Os episódios da blogonovela vêm necessariamente em diferido pois requerem sempre uns dias de digestão.

A vizinha ali de trás

Não tenho aí ao lado a lista de blogues que costumo ler, mas todos os dias faço a minha ronda de blogues. Invariavelmente os mesmos, pontualmente com uma ou outra novidade. No entanto, houve um post na ronda de hoje que me deixou cativada, talvez por ter tocado em pontos que me são muito queridos. Vários. Todos num único post. Gostaria de o ter escrito, gostaria de o ter vivido. Mas não se pode ter tudo.
Leva lá os louros, Wiwia. :)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Inventário de vocábulos IX

Numa tarde de sábado pairou sobre mim a ambição hercúlea de preparar as aulas todas do semestre que se avizinha. Deixem-me lá pensar que faço milagres, vá. No meio das minhas leituras, tropecei neste vocábulo incrivelmente certeiro e dotado de uma precisão cirúrgica:

balan


Não faço ideia como se lê balan, mas posso avançar que pertence a uma língua aborígene australiana chamada diybal e que significa: mulher, fogo e outras coisas perigosas como escorpiões e cobras. É só genial ou muito genial? E assim fiquei com imensa vontade de acrescentar à linha lista de leitura George Lakoff (1990) Women, Fire and other dangerous Things: What Categories reveal about the Mind.

Ainda bem que descobri esta palavra-conceito antes para a Saturday Night Fever de hoje. Pode vir a ser útil.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Grande semana


Na segunda acordei com vestígios do tinto australiano da noite anterior dentro da minha cabeça...

Hoje acordei às 10:12(!) a achar que era sábado... afinal não, tinha mesmo de ir trabalhar.

Mas menos mal, ganhei um dia!

Levanta-te e anda!

Parece que O Complicado ressuscitou...
E com fé até há-de aparecer de cara lavada!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Tote Hose*

Detesto momentos mortos, sempre detestei. Acho uma perda de tempo. Já temos tão pouco tempo assim em geral que para mim é inconcebível desperdiçar o pouco tempo que temos sem o aproveitar. Eu sou exímia em ressuscitar momentos mortos: vai com respiração boca-a-boca, balão de oxigénio ou dois pares de estalos, agora tempo cadavérico é que não! Desconcerta-me e liberta-me a cabeça para actividades de aspirante a dona-de-casa.
Julgo, pelo menos no meu caso tenho a certeza, que quantas mais coisas tenho para fazer, mais faço. Fica tudo assim muito arrumadito nas gavetas dos meus horários e é só uma questão de abrir e fechar as gavetas por ordem. Não tem que enganar! E eu queria tanto conseguir engavetar aquelas aulitas irresistíveis que descobri agora para o segundo semestre e assim também rentabilizar a propinita que pago à Universidade.
* À letra "calças mortas", quando nada acontece.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Nota

Há coisa de 3 semanas fiz o meu primeiro exame na Universidade de Viena. Linguística Alemã. Na altura não vos contei o que se passou pois possivelmente haveria histórias mais sumarentas para contar.
A prova foi na verdade surpreendente.
Não haver folhas de ponto é para mim estranho, mas já estava ao corrente do facto pois até já dei mais provas do que as fiz aqui por estes bancos. Mas não haver enunciado, não haver uma folhita com as perguntas é que me apanhou de calças na mão. O excelentíssimo senhor professor entrou no anfiteatro e passou a ditar as 7(!) perguntas. A prova ainda não tinha começado, mas a provação sim. A minha prova começava logo pela compreensão e redacção das perguntas. (Eu nem sequer sei fazer abreviaturas em alemão...) Passado este escândalo, recuperei para a prova propriamente dita. Como é que num exame de Linguística Alemã não há transcrição fonética?! O meu ponto forte face às centenas dos meus colegas já tinha sido anulado e eu ainda não tinha escrito uma linha... quer dizer, sim já tinha tentado ouvir, entender e reproduzir as perguntas.
As 7 perguntas tinham que se lhe dissesse: 3 perguntas percebia a pergunta e sabia a resposta. 2 perguntas percebia a pergunta e tinha uma vaga ideia da resposta. 2 perguntas sabia ler a pergunta e percebia as palavras soltas, mas não fazia ideia do que o professor pretendia dali. Respondi a tudo claro está! É o conselho que dou sempre aos meus alunos: se não souberem, inventem que pode ser que se aproveite qualquer coisa!
Pelo meio, apercebi-me que a colega da frente estava recheada de cábulas. Fiquei chocada... mas claro, a trazer folhas de casa... até eu, se alguma vez me tivesse passado tal coisa pela cabeça...

Recebi hoje a nota: tive 2! Estou orgulhosíssima! Não é brilhante, eu sei, mas face às poucas horas de estudo na véspera e às rasteiras da prova, estou toda contente e já a pensar no que me possa inscrever neste semestre. Linguística ou Sociologia?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Mudar o lado do risco

Em Lisboa fui ao cabeleireiro. É normal, apesar de já conhecer o Átila (lê-se Atchilá), um cabeleireiro de confiança em Viena. Num gesto rápido, a senhora que me cortou o cabelo, cortou-me a franja, sem apelo, nem agravo, nem sequer a pedido... Eu fiquei sem capacidade de reacção.

Não saí do cabeleireiro convencida, mas o duro teste do banho em casa poria à prova o meu novo corte. Provado e comprovado. Mudei o lado do risco do cabelo para a franja ficar maior e eu ter de a puxar para o lado. Casual. Foi um golpe de génio. Os elogios multiplicam-se, vindos de quadrantes inesperados: do colega que só tomou iniciativa de falar comigo uma vez na vida há 2 anos e meio para me dizer que um vestido me caía muito bem, à professora de dança que não é capaz de se lembrar de mim com fartos caracóis ou qualquer coisa assim arraçada.

Melhor ainda e para completar o laçarote só o meu chefe a dizer "e ela perdeu imenso peso". Pois é, querido chefe, perdi "imenso" peso, mas ainda não ganhei o aumento falado há mais de um ano...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Talento

Maria Calíope é uma pessoa talentosa para muito orgulho de papai e mamãe. Na verdade, papai nunca se cansou de puxar os galões talentosos de Maria Calíope, possivelmente mesmo quando a única coisa que ela sabia fazer sozinha eram necessidades fisiológicas (claro que não me lembro, mas o meu pai não me engana). Acontece que papai e mamãe ignoram o talento que Maria Calíope tem de desenvolver teorias que se podem aplicar ao mundo em geral, baseada na sua vida privada.
 MC Escher, Still and street

Isso e uma tendência nefasta de sofrer por antecipação (e eis a cereja:) por nada. Passo a explicar. Maria Calíope é exímia em antecipar situações. Não lida bem com o improviso e com imprevistos, por isso prefere estar preparada para todas as eventualidades e nessa medida já todos os cenários foram pensados. Assim, qualquer nada se transforma numa situação grotesca não por si, mas pelo tempo que o antecede, consequentemente quanto mais tempo, mais Maria Calíope puxa da sua fértil imaginação. Felizmente para a sanidade mental de Maria Calíope apenas eventos que sejam rotulados de "importantes" entram na calha de todo este processamento. Mas enquanto eles se arrastam pela passadeira rolante, Maria Calíope preocupa-se. Literalmente. Pre-ocupa-se. Ocupa-se por antecipação. A ocupação prévia é tanta que ela vive ansiosa, angustiada e em constante sobressalto. Na verdade, o acontecimento em si praticamente se embrenhou nas malhas do esquecimento, mas a ideia do que se vai passar adquire proporções dantescas. Maria Calíope tem tantos anos de experiência nesta arte que se tornou perita neste tipo de distorção da realidade. Mais uma vez não pela coisa em si, mas pelas penas que ela acha que vai passar para lá chegar. E depois de a passar, nem percebe a razão do drama que a consumiu.

É um talento nato!

Outro talento nato é esta forma de falar na 3ª pessoa, qual Jardel, como se Maria Calíope fosse a vizinha ali do lado. Foram muitos anos a ver o Domingo Desportivo e os Donos da Bola.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Crawl

Drue Kataoka, Cool Swimmer

55 minutos revitalizantes

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Em cima do salto XVII

É para escovar o meu ego, eu sei, mas deixem-me lá, vá...

Costariquenho: Donde eres?
Calíope: De Portugal...

Elena Feliciano, Saint John Worts Stiletto

5 minutos depois
Costariquenho: Tu sangre es toda portuguesa?
Calíope: Sí. Toda.
Costariquenho: Nunca he visto una color tan bonita...
Calíope: Muchas gracias :)

A brincar com fósforos




em vez de fogo,
fiquei com a viola no saco...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

6 anos de mergulho

Ai que só agora é que reparei que andamos a mergulhar há 6 anos!

É fabuloso porque nem eu nem vocês (digo eu) temos ainda a pele engelhada depois de tanto tempo dentro de água! :)
A gerência do Mergulhos agradece a todos que têm passado por aqui e em especial aos leitores devotos que picam o ponto todos os dias. O Mergulhos tem ultrapassado fronteiras e para além dos residentes em Portugal e na Áustria, há imensa gente no Brasil que nos acompanha, bem como outros fãs dos EUA, do Reino Unido, da Grécia, da Holanda e depois há aqueles que vêm cá parar por acaso porque estão à procura no google qualquer coisa sobre "poligamia sequencial" :D (Garanto-vos que foram à mão cheia).

Continuem a mergulhar connosco!
Um bem haja a todos!

Calíope

Blogonovela


A pedido de muitas famílias* a blogonovela está de volta, porque eu sei que vocês não resistem a uma cartada com Valetes.
Nem eu! :)


Cenas dos últimos capítulos


Valete de Copas (ao telefone): Olá! O que estás a fazer que  parece que acabaste de correr a maratona?
Calíope: Vim do Chiado à Bica e ainda subi dois andares em mini-degraus a pé!
Valete de Copas: Bica?
Calíope: Estou em Lisboa...
Valete de Copas: Queria pedir-te desculpas pelos malentendidos do fim-de-semana passado...
Calíope: Ok... Importas-te de me pedir desculpas quando eu não estiver a pagar roaming?

~
Valete de Ouros (de saída a calçar os sapatos e com ar de cachorro abandonado): Olha, tens a certeza que não queres ir comigo para o Japão?! [a partida seria no dia seguinte]
Calíope: Quero...
Valete de Ouros: Ainda tenho de acabar de fazer a mala e tu nem ocupas assim tanto espaço...
Calíope: Se for é para ir na bagagem de mão! No porão morreria congelada...

*É mentira. Nem uma familiazinha unipessoal mo pediu, mas não sabia como introduzir o assunto, nem tinha assim de repente mais assunto para encher chouriços...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Mulher de malandro

Se o Y está impregnado com a técnica do "Vamos ver um DVD", o X prima pelos genes "mulher-de-malandro".

Trata-se de uma versão aprimorada do "quanto-mais-me-bates-mais-eu-gosto-de-ti" e consiste num traço transversal da população feminina.

Triste, penoso, mas verdade.

Eu não estou imune, mas após a identificação dos genes, ando em processo de neutralização dos mesmos.

Joaquim Silva, Malandro da Lapa

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Maria Lisboa

Contrariando todas as vozes de maus augúrios, o oráculo de Bellini e os meus próprios maus fígados, esta semanita em Lisboa foi fantástica! :)

Antes de mais não tive, em momento nenhum, nenhum ataque "quero-ir-para-casa-preciso-de-ir-para-Viena-não-aguento-isto" o que é novidade e facilita logo o convívio com pessoas, espaços e outras idiossincrasias locais.
Claro que o tempo ajudou, pois está aquele frio do Inverno português repleto de sol e céu azul que para mim sabe a Primavera e especialmente porque estive com pessoas de quem gosto muito e com quem horas a fio à conversa sabem sempre a dois dedos com direito a cenas dos próximos capítulos.

Maluda, Lisboa

Ele foi brunch num terraço em Alfama carregadinho de sol, jantar num acolhedor apartamento na Bica, entre sushis e ameijoas à Bulhão Pato, houve chazinho ao final da tarde à beira-rio e um branco fresquito num barzinho de culto. Muita conversa, muito riso, muitos conselhos sábios (dos anos do meu pai, do concerto do Rodrigo Leão e do Urban já sabem). Até houve compras e a minha maravilhosa desculpa de estar a investir capital estrangeiro em Portugal! Os meus genes suburbanos entram em delírio mal avistam o Colombo! Ah! E só fui eu quem reparou na genialidade da nova estação do Saldanha? Sempre que lá passo (foram só duas vezes) arrasto-me a ler e a tentar decorar todas as frases, enquanto penso no sentido incisivo que têm...

Pelo meio ainda trabalhei, fiz contactos interessantes tendo em conta o meu PhD e dormi pouco...

Enfim, voltei de Lisboa sem amargos de boca  e isso para mim é um grande alívio!

Reunião de turma

O sábado foi tão concorrido que ainda estou a falar dele. Um antigo colega meu fez anos e para além de festa de anos resolveu juntar colegas da preparatória. Surprise, surprise e eu ia estar em Lisboa nessa altura. Inicialmente gostei da ideia de rever gente de quem não tenho notícias há praticamente 20 anos, mas depois pensei que se não tenho notícias dessa gente toda e há tanto tempo por algum motivo deverá ser.
Estas reuniões de antigos alunos soam-me sempre a feira de vaidades. Cada um puxa dos seus galões e repara nos defeitos dos outros. Eu não tinha muitos calos para serem pisados e os meus tectos de vidro estavam bem camuflados. E lá cheguei linda e maravilhosa para me aperceber que a turma estava reduzida ao aniversariante que era o único que eu não via mesmo desde 1993... As outras duas convivas presentes fui mantendo algum contacto, portanto o impacto '20 anos depois' não se verificou. Foi engraçado e por alguns momentos surpreendente conversar com elas (o aniversariante estava ocupado com outros convidados) mas realmente estas reuniões revivalistas do género "E lembram-se da professora que fazia xxx ou do colega que não sei o quê?" não fazem o meu tipo.

Valeu ter conhecido o Urban Beach e ter noção do que se passa na noite de Lisboa...
E também foi curioso reparar que só eu é que dizia ['ʌrbɐnbi:t∫] pois todos os outros estavam no [ur'bã] !!!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Rodrigo Leão no Coliseu

Simplesmente magnífico! :D

Se, na minha agenda, o concerto não estivesse entalado entre duas festas de anos poderia ter demorado mais 5 horas que eu não me importava nada.

Também não me importava nada se ele aparecesse em Viena!

70 anos

Os trajes da felicidade podem variar de ocasião para ocasião. 
Eu pensava que já tinha envergado trajes felizes por diversas ocasiões – e fi-lo – mas nunca como agora na festa de anos surpresa que organizámos para o meu pai. 

A surpresa era relativamente simples: alugámos um salão, organizámos o catering, convidámos familiares e amigos e requisitámos os serviços de uma banda, tudo obviamente à revelia do meu pai. 
No dia certo à hora combinada, o meu pai não sabia ao que ia e de repente entra num salão e fica atónito não sabendo se devia olhar para as 70 e tal pessoas que lhe batiam palmas, se olhava para o outro para a banda a tocar uma versão dos parabéns de um dos cantores preferidos dele. Os segundos entre a cara séria de poucos amigos para o completo atordoamento, culminando num sorriso muito honesto que lhe espelhava a alma foram impagáveis. Eu rejubilava, enquanto a minha mãe muito hábil o puxou para dançar o Danúbio Azul, que se seguiu aos parabéns. Seguiram-se milhentos parabéns, abraços, beijinhos, prendas, palmas e fotos – eu também fui congratulada massivamente por todos (não sei exactamente porquê, até porque muitos não sabiam quem eu era(!), outros pensavam que eu era a minha irmã por estar “magrinha e de cabelo liso”…). E deve ter sido a frase que mais disse durante o dia todo “Obrigado por ter vindo!”

Foram os minutos de felicidade suprema. Eu não sabia o que era estar feliz por outra pessoa, pelo menos a esta escala. Eu sou egocêntrica, lembram-se? O meu pai estava radiante e eu ainda mais radiante estava por confirmar que a surpresa tinha resultado em cheio!
Já fiz muitas coisas boas, mas esta será memorável!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Ano do Coelho

Com o aniversário de papai a absorver-me toda a atenção quase que a mudança do ano chinês se passava despercebida por estas bandas. Ok, passou-se mesmo e nem champanhota, nem bater panelas, nem valsa, nem cueca azul... ou vermelha, afinal é o ano chinês! ;)

Acabei de ler que no ano do coelho devemos  recuperar o fôlego, mas que também é um ano marcado pela prosperidade. Um dos meus objectivos para o ano do coelho é ir à China e para isso precisarei de muito fôlego e ainda mais prosperidade... por isso acho que bate certo!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O homem da minha vida!

A braços com valetes e depois de outros tantos macacos, não tenho qualquer dúvida que o homem da minha vida só pode ser um: o meu PAI. Talvez um bocadito de complexo de Electra, mas que seja, o meu Pai vale bem a pena!

Se toda a gente tivesse um Pai como o meu, o mundo seria decididamente um sítio melhor. Infelizmente para o resto da população mundial, o meu Pai não andou a povoar o mundo, o que me deixa a mim numa posição ultra privilegiada -à minha irmã também - por ter um Pai deste calibre em casa e sempre à mão de semear.

Eu basicamente ganhei o Euromilhões anacronicamente logo em 1978, quando nasci e tive logo direito a um Pai destes, daí nem perder tempo a jogar mais, pois a sorte bateu-me à porta uma vez e eu tratei de a cultivar.

O meu Pai faz anos hoje. 70. E eu gostava de lhe poder oferecer mais 70 anos para ele poder assistir aos meus 100 anos (as contas estão mal feitas, eu sei!)
Parabéns, Pai! E amanhã logo verás o que a gente te preparou!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Meu querido Fevereiro

Adoro o mês de Fevereiro. Acho que digo isto todos os anos a 1 de Fevereiro. Mas é mesmo o meu 2º mês preferido do ano: pequenito, fofinho e inacreditavelmente metódico! :)
Este dia 1 acordei resoluta e com vontade de separar as águas, qual Moisés, e aproveitar a boleia e distinguir o trigo do joio. Nada melhor do que um Fevereiro novinho em folha para pôr um ponto de ordem na minha vida. Chega de choraminguices e de suspiros infundados por luso-parvoíces. Nessa medida, tenho mesmo de dar voz à minha bagagem europeia e pôr-me a andar. As malas estão feitas.
Aqui vou eu, Fevereirozinho!