sábado, 31 de dezembro de 2011

Fuso horario adiantado

Aqui no fuso GMT+5 mais 3 horas e estaremos em 2012. O que faz com que este 2011 seja umas 4 horas mais curtas do que um ano normal para mim. No entanto, nao me importaria poupar uma meia duzia de horas por ano se todos passassem a ser como este, que agora finda. 2011 foi sem duvida o melhor ano dos ultimos tempos :) em todos os campos!
E como sempre, se e para mudar, espero que seja para melhor!

Feliz ano novo para voces, queridos leitores!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Bombay Saphire

Se a estadia em Bombaim pudesse ter sido planeada de forma ideal, nao teria corrido tao bem! Da chegada a partida nao poderia ter corrido melhor :) e mil historias para contar... daquelas que so me acontecem a Maria Caliope!

Em breve, num mergulho perto de si :)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Não há coincidências...

Há umas semanas andei angustiada por não saber se deveria concorrer ou não a uma vaga que teoricamente poderia interessar-me mas que desconfio que na prática só me dará dores de cabeça e me fará perder tempo e dinheiro. Para não me vir a arrepender amargamente, concorri especialmente por saber que havia outros candidatos bem melhores do que eu. Na semana passada, recebi o convite para a entrevista... não fiquei contente, mas não sei se fiquei triste. Já me imaginava a fazer figura de provinciana diante da vice-reitora: por não dominar a área de conhecimentos, por não perceber as perguntas, por não saber o que dizer, por dar pontapés na gramática, etc, etc...

Umas horas depois recebo um mail de um outro professor a perguntar-me se não me importava de ter uma conversa informal com os seus alunos e demais colegas sobre a mesma área de conhecimentos... Foi no acto que imprimi logo uma série de páginas de bibliografia teórica sobre a matéria. Já comecei a estudar.

domingo, 25 de dezembro de 2011

E pelo dia de Natal...

sai:
a) um pseudo-blind date
b) um guia turístico
c) um colega de um conhecido
d) um tipo de bigodinho
e) um bollywood star
f) todas as respostas anteriores
g) nenhuma das respostas anteriores
h) NS/NR

sábado, 24 de dezembro de 2011

A pergunta do milhão

A partir do momento em que o Valete me enxotou da sua vida como se eu fosse uma cadela sarnenta, os nossos planos de 15 dias na Índia esvaeceram. Aborrecido foi o facto de já termos bilhetes marcados... A viagem era ideia minha, por isso eu iria de qualquer maneira. Quanto a ele tudo eram incógnitas. Não há contacto. Não há comunicação.

No entanto, determinado acontecimento fez-me crer que ele iria, ao contrário do que todas as vozes me diziam... As mesmas vozes pediram-me que lhes mandasse um SMS se eu o visse no aeroporto.
Por esta altura já saberei a resposta a se ele vai ou não.

Mas a pergunta seguinte é quem dará as cartas?

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Mala pronta

Pelos meus anos pedi de prenda uma mala nova. Tive uma mala nova. Ia começar a tratar da bagagem no fim-de-semana, mas para além de lhe pôr um código e as minhas iniciais, num rasgo de criatividade, resolvi pintá-la! O Klimt indiano que vive em mim libertou-se e mãos à obra! Foi só pegar num resto de verniz...
Mais do que alma artística, eu tenho espírito prático e prevendo que haja milhões de samsonites pretas em todos os aeroportos do mundo, achei que pôr uma fitinha colorida seria possivelmente a ideia de algumas centenas de pessoas, logo arabescos em verniz prateado não me parece uma coisa tão óbvia e repetitítivel. Mesmo nesse caso, desenhei também as minhas iniciais com o ano da obra :) não vá haver uma alma gémea com ideias siamesas.

Assim, espero não ter dificuldade em reconhecer a minha obra-prima no tapete rolante.

A mala está pronta e tem muito espaço livre para vir cheiinha!

A esta hora amanhã estarei a 4 horas do meu fuso horário local!

Aqui não há prendas de Natal, nem almoços grátis, mas o caríssimo, dedicado e atencioso leitor terá direito nos próximos dias a uns posts pré-confeccionados que é só picar a embalagem e pôr no micro-ondas.

Factos da vida


Só precisava de passar pelo banco antes de voltar para casa... mas dei os olhos com o cartaz de 50% da Mango.
Há coisas que eu não resisto e outras que sei: a Mango em saldos vale sempre a pena! Resultado: 2 camisas liiiiiiiiiiindas como a da foto já cá moram. Uma igualzinha mas em azul petróleo, outra também igualzinha mas de manda a três quartos e numa cor entre o bordeaux e o roxo. Sim, o que eu gosto mesmo é aquele amarfanhado ali na zona do pescoço/colo :)

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Konzerthaus

Na semana passada fui tomar um chá com uma senhora que me queria conhecer (don't ask... sei que é colega de ginástica de uma aluna minha, mas como da ginástica chegaram a mim não faço ideia). Realmente foi uma hora agradável de conversa e combinámos encontrar-nos no ano que vem para ir a um concerto ou tomar outro chá.

Ontem a senhora liga-me a dizer que tinha gostado imenso de me conhecer e que tinha bilhetes para a Orquestra Sinfónica de Viena para hoje. Eu tentei adiantar o que podia (fazer bolachas não fazia parte do plano mas enfim) e hoje liguei-lhe a dizer que aceitava de bom grado. Acontece que afinal não era para eu ir com ela. Ela tinha dois bilhetes para mim. Um treat pela minha simpatia/bronze natural/ figura estonteante/ inteligência acima da média/ humor sui generis ou outra coisa qualquer! E ainda acrescentou "I hope you have a boyfriend who can come along".  Pois não tenho, mas foi preciso um só telefonema para ter companhia. Levei umas bolachinhas à senhora :)

Realmente, eu por iniciativa própria dificilmente iria ver um concerto de música clássica por não saber me mover nesses meios. Mas ando a ver se educo os meus ouvidos. Acho que precisava mais uns 5 anos de concertos para saber distinguir o que ouvi hoje. Mas gostei, o que para mim é fundamental nestas coisas. A energia do maestro (o da foto) era contagiante, mas o que me deixou intrigada foi todos os membros da orquestra terem sapatos de verniz...

A propósito disto, já está decidido que no ano novo volta a série de Momentos Culturais, que tanta falta me fez este ano, mas desta feita provida de brinde: "Momentos de encher chouriços". Pois a vida aqui não é só sapatinhos de cristal, há muita escada por lavar também!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Na cozinha

Na Áustria por esta altura do ano fazem-se bolachas. Não há dona-de-casa, donzela casadoira, executiva emancipada, fashionista pseudo-intelectualóide (etc) que não faça os seus próprios biscoitos. A variedade é imensa. Sendo assim, o Y de Maria Calíope convidou-a amigavelmente a meter-se na cozinha e a aventurar-se nestas lides. E pelos vistos não correu mal e até foi mais rápido do que esperava. Ora atentem nos Vanilagipfel numa interpretação floral de Maria Calíope:



E as cenas que eu invento só para mostrar o verniz mais surpreendente dos últimos tempos?!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Bragging rights

Há notícias que me apanham completamente desprevenida... assim mesmo de calças na mão!

Numa conversa normalíssima com uma pessoa do meu círculo mais apertado ouço que eu sou "um bocado gabarolas mas no meu caso não é grave". Eu não sei se é de mim, mas eu fiquei estupefacta. Então eu sou gabarolas?!! Eu até me tenho em conta como uma pessoa modesta, low profile, praticamente uma flor de papel de parede*. E claro que perguntei de onde vinha isso. O exemplo não poderia estar mais à mão: o Mergulhos. Um desfraldar de eu fui, eu estive, eu sou, eu fiz...
Não percebi. Não concordei.
Quer dizer, sim, concordo que o Mergulhos seja um relato de experiências minhas, que ache minimamente interessantes, rocambolescas ou até devastadoras para as publicar. Claro que também poderia falar dos meus problemas com o amaciador da roupa que me deixa as toalhas ásperas ou sobre a arte de dobrar pacotes de leite para pôr na recliclagem... mas felizmente vão acontecendo outras coisas mais dignas de registo... Gabarolas eu por isso? Pois, não sei... Eu julgo-me realista, mas sei lá com que óculos é que as pessoas me vêem.

Aproveito a oportunidade a questão aos estimados leitores. Serei eu gabarolas e completamente alheada da realidade? É só levantar a mão na caixa de comentários! Muito agradecida.

Se disserem que sim, não leiam o post seguinte que transborda gabalorice que hoje o dia correu-me bem!

Life is beautiful

Um dia hei-de cantar pela rua.

Hoje foi o dia... na verdade começou na noite de ontem e só não vou dizer que foi o The Christmas Song (aquela: chestnuts roasting on an open fire...) porque isso minaria por completo o meu espírito anti-Natal.

Há dias fantásticos e hoje foi um dia desses. E cantar pela rua para mim é bastante sintomático!

- Quem tem boca vai a Roma e quem clica no botão "send" vai dar aulas em Universidades estrangeiras! 
- Tostão a tostão se faz um milhão e acho que ano novo combina com casa nova! O banco diz que sim!
- Quem semeia ventos colhe tempestades e quem palestra tem direiro a jantaricos iluminados!

Já durmo bem, já como bem, os cartões de visita estão quase prontos, voltei a falar francês e acho que deveria pegar no Sun Tsu!
 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Tracking parents

Papai e mamãe estão em trânsito. A viagem ia ser longa: três continentes, duas escalas e sensivelmente 1:45 em cada uma delas. Claro que Maria Calíope repetiu, ao longo das últimas semanas até à exaustão, para confirmarem o nº da porta de embarque nos ecrãs dos aeroportos, para não se esquecerem dos fusos horários, para não ficarem a ver montras, para conferirem os horários, para irem direitinhos para a próxima porta de embarque, para porem etiquetas nas malas, que possivelmente as malas do porão não iriam chegar etc, etc, e se tivessem algum problema onde quer que fosse que me ligassem de imediato.

Hoje acordei pouco antes das 8 a pensar que eles já estariam a voar por aí... até que reparei que não tinha o telemóvel no quarto (ou seja se me tivessem ligado eu estaria a dormir...). Ainda engonhei um bocado, mas depois lá me levantei para garantir que não havia chamadas perdidas. Não havia. Uff!
Claro que hoje alguém teria de me ligar de manhã e claro que eu não encontrei o telemóvel na mala e já estava de coração aos pulos... mas era a minha gestora de conta...

Felizmente até ver toda a minha preocupação foi infundada. SMS às 11 e tal e outro pouco antes das 19. Pelo menos apanharam todos os aviões que tinham de apanhar. Mais uma hora e julgo que chegam ao destino.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Mais valia

Já sabemos todos que Viena é a cidade com melhor qualidade de vida, nível de bem-estar e não sei mais o quê. Para mim, isso refecte-se, por exemplo, ao estar constantemente a conhecer pessoas novas, de sítios improváveis e com histórias de vida fantásticas (ok, ao fim de uns anos os países vão-se repetindo. Quando digo histórias fantásticas, não me refiro a relatos glamourosos, mas sim narrações que superam em muito a rotina diária do comum dos mortais) e a ouvir falar e a planear ininterruptamente viagens.
Hoje num repasto fora de horas com tantos conhecidos como desconhecidos falámos em conjunto de ir fazer esqui em Janeiro, ir a Cracóvia na Primavera, ir a Malta na Páscoa, ir fazer um safari à Namíbia em Agosto. Isto a nível de grupo, pois individualmente ou em grupos mais pequenos ainda se falou do Natal no Equador e na Lituânia, do fim do ano em Barcelona e mais de outras tantas viagens já passadas!

A isto eu chamo cidadãos do mundo!

Bendita ignorância

Em conversa interpretada em simultâneo com os pais de uma amiga minha búlgara, o meu queixo ia caindo aos poucos enquanto o senhor falava sobre Vasco da Gama, Eusébio-Coluna-Simões, Salazar e outras figuras da nossa praça. A parte mais engraçada quando ele menciona Camões e os Lusíadas e pergunta se é mesmo verdade que Camões naufragou ao largo de Java e que nessa ocasião o manuscrito dos Lusíadas foi para o fundo do mar e Camões teve de o rescrever de memória. Eu nunca tinha ouvido esse mito, mas contei-lhe que a versão que eu conheço põe Camões a nadar só com um braço, salvando com o outro o manuscrito.

Se para mim esta conversa já estava a ser mais do que surpreendente, o que restava do meu queixo na sua localização original espatifou-se por completo, quando o senhor diz que tem uma obra sobre grandes escritores da humanidade contado às crianças (búlgaras) e que já vai na 3ª edição, mas que na 4ª mudaria a história de Camões e poria lá em nota de rodapé a mim como fonte!

Face a isto tudo, a minha resposta de conhecimentos búlgaros resumiu-se a duas palavras: Balakov e Iordanov!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A cabra

Decididamente não sei o que quero.
Acho que ando a ser um bocado cabra e não estou muito satisfeita. Não tenho muito jeito (nem resultados), é certo, mas fico a pensar que estou a tornar-me numa pessoa pior (chamem-me de estúpida, eu sei!) e julgo que a gente deve melhorar ao longo da vida. Eu piorando estou a desperdiçar a minha vida...  Também acredito que fazer o mal traz-nos o mal (Viva a matriz cristã!).
Por outro lado, mas se bem me lembro, um dos propósitos para este ano era ser mais cabra...
Pois, acho que consegui cumprir esse propósito na recta final do ano, mas não gosto muito! Acho que o perfil não se enquadra no meu... Se calhar é por causa do pêlo...

Só por isso, amanhã há depilação!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Coisas a fazer antes de ir para a Índia

- Voltar a cozinhar e a comer várias refeições ao dia como as pessoas normais.
- Mandar fazer cartões de visita.

Starry, starry night...

Há cerca de 10 dias que não consigo dormir em condições.... vou para a cama e fico a rebolar de um lado para o outro, a organizar ideias, a olhar a lua cheia pela janela (da minha janela vê-se sempre lua cheia), a olhar para o relógio, a pensar no que tenho que fazer no dia seguinte, no que vou vestir, no que vou comer, se tenho coisas pendentes a tratar, se há algum extra que me possa estar a esquecer, no que vou fazer no ano que vem, como vou organizar a minha tese, como vou encher o chouriço de Berlim, que em Fevereiro vou ficar quietinha em casa a escrever a tese, que ainda não tenho ideia de onde quero ir nas férias do Verão, que nem sei quando voltarei a Lisboa, que as provas de escolha múltipla são um pincel, que tenho de pôr o vestido de baile a arranjar, que queria comprar um sari lindo para levar ao baile, mas mesmo assim é melhor pôr o vestido que já tenho na costureira, e se fico com o lugar para que concorri, mas que não quero muito? e os pensamentos sucedem a num encadeamento louco...

Van Gogh, Starry Night 

Hoje fiquei aqui a preparar umas provas que sempre adianto trabalho.
As más línguas dizem que o meu inconsciente está preocupado com alguma coisa. Eu não estou a ver com o que possa ser, mas até estou a pensar que pode ser o cumprimento de um desejo antigo. Dormindo menos, o meu dia ganha mais horas... acabo por sair a ganhar!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Visto

Ao fim de 5 visitas à secção de vistos da Embaixada da Índia em Viena, consegui o meu visto.

Julgo que tudo teria sido mais fácil e rápido se na primeira visita, a senhora não tivesse começado a falar comigo em hindi ou urdu ou gujarat, se não me tivesse perguntado repetidamente se eu não era indiana, se nunca tinha tido nacionalidade ou passaporte indiano, se não tinha ninguém na família com nacionalidade indiana. Face a uma sequência de nãos e duvidando ela ostensivamente da minha portugalidade, não se conteve:
- Mas eu sinto que você é indiana!
Pois... nos dias que correm, eu não posso dar-me ao luxo de desbaratar pessoas que nutrem sentimentos por mim. Mesmo que os sentimentos induzam a algo erróneo. De qualquer maneira foi algo inédito: nunca ninguém (que eu saiba) sentira que eu era indiana. (Não entra para o mesmo ranking o senhor que há uns anos no metro me veio perguntar se eu era actriz (!) pois tinha todo o ar de Bollywood Diva (!!!)).

Mas quando voltar da Índia ainda me candidato a PIO ou até OCI! Há pelo menos uma senhora que tenho a certeza que deporá a meu favor!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Discos pedidos

Queria ir ver os Maroon 5 em Fevereiro e com a confusão dos Valetes esqueci-me por completo. O concerto foi adiado para Dezembro (amanhã).

Queria ir ver os Maroon 5 amanhã. O concerto foi cancelado porque o sr. Levine está com um problema de garganta... (o que acaba por ser conveniente para a minha agenda). Para a próxima não me escapa.

Entrementes fica uma previsão 2012 para a vida de Maria Calíope: She will be loved! (Mas que fique claro que o que canto aqui por casa é a Makes me wonder)

Anzol

Quem lança a rede ao mar arrisca-se a apanhar qualquer coisa.
Pode ser uma bota de borracha, pode ser um belo peixe.

Eu acho que pesquei uma bola-de-Berlim!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Um grande aliado

Não basta ter ideias, há que as pôr em prática.
Para as pôr em prática, há que se mexer, puxar cordelinhos, ter cara de pau
(o mundo é assim mesmo, não há que o negar)
e um botão maravilhoso: "Enviar"
Alguns dos meus passos começaram assim, alguns falharam, outros não.
De repente alguns transformam-se em corridas de meio fundo.
Erasmus, estás a sair-te melhor do que a encomenda!

Mergulhos bilingues XVIII

Não sei até que ponto isto poderá ser problemático.

- Continuo a achar o tema do meu doutoramento muito mais interessante, útil, prático e com ligação ao mundo real do que todos os outros com os quais me tenho cruzado na minha área de saberes. Desculpem lá a falta de modéstia.

- Julgo que a minha prestação em conferências ganharia mais pontos na alínea "Entretenimento" do que na "Mostra científica". Mas pelo menos nunca ninguém adormeceu, há feedback e as pessoas percebem o que eu digo.


Egon Schiele

sábado, 10 de dezembro de 2011

Coordenado das últimas semanas


Falta de apetite
Falta de vontade de cozinhar

Pelo menos combina...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Elogio da Loucura

Ao fim de uns anos já percebemos todos o funcionamento da engrenagem.
Desaba o mundo no lombo de Maria Calíope, que se assume como Atlas, injustiçado, tanto peso, da pele, tão pouca costa, tão fraca coluna e no meio de tanto nervo consumido eis que Maria Calíope pare qualquer coisa. (Desde que não nasça de mim um novo Cristo, dou-me por satisfeita, uma vez que o meu perfil não coincide com o de Virgem no altar). Foi assim que nasceu o plano Tordesilhas que posteriormente foi solidificado e continua em curso e foi assim que agora se gerou um outro plano. Ainda não tive tempo para pensar num nome para este plano, mas até arranjar um melhor, pode chamar-se Erasmus.

E parece que é dia de Nossa Senhora da Conceição, não é? O meu plano está decididamente abençoado! Não vá o diabo tecê-las, vou tapar os ouvidos, não vá aparecer o Anjo Gabriel por aí e estragar-me o esquema!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Hora de dormir

Ontem estive mais de duas horas a rebolar na cama sem conseguir dormir.
Em vez de contar carneiros, pus-me a fazer projecções futuras.
Dei-me mal, dormi mal e acordei inquieta.

Hoje para não incorrer no mesmo, erro estou para aqui há mais de duas horas com as pestanas em brasas...
Nem preciso de palitos porque há coisas a serem feitas... daquelas bem desagradáveis independentemente do adiantado da hora.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

À mercê do tempo


O fim-de-semana, já a contar a partir de sexta-feira a meio da tarde, foi vivido ao cronómetro. E consegui fazer tudo o que queria, louvando eu própria a minha capacidade de estratega no que se refere a planeamento de tempo. No entanto, hoje é o marasmo total. Quase parece que não tenho nada para fazer. E realmente é uma sensação com a qual tenho dificuldade em lidar.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Payerbach

Sempre que volto a e de Payerbach, tomo uma série de decisões. Desta vez até palestrei e continuo a achar o meu tema muito mais interessante do que os outros. Todos. Juntos! :)
Bom a resolução desta vez foi a seguinte: A tese vai ter mesmo de andar porque
- é melhor ter um PhD a seguir ao meu nome do que não ter nada,
- é melhor vê-la terminada do que como um peso morto nas minhas costas,
- PhD significa subida de rendimentos não unicamente no mundo académico,
- assim que terminar vou ficar com imenso tempo livre para fazer coisas ainda mais interessantes,
- estou cansada de queixar-me que o trabalho não anda para a frente, quero ter queixas novas.

Vou tentar transformar o meu cérebro nos próximos meses para qualquer coisa como o da imagem.

Mas para ser mais autêntico abro brechas no espaço do super-duper-ego para amigos, viagens, compras, vida social/cultural!

Hmm... serão brechas a mais?

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Perna longa

Segundo consta, parece que costumo dizer com alguma frequência que tenho medo de estar a tentar dar um passo maior do que a perna. E tenho sim. Receio embarcar em voos altos sabendo que tenho vertigens, mesmo que me prometam um corrimão. Se calhar não tenho bem noção do tamanho das minhas pernas ou então tomo qualquer coisa enquanto espero na sala de embarque.
Vou tentar não me pôr a jeito para que me pisem.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Novidades!

Agora faço testes de cultura portuguesa em alemão!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Post-exercício

Afeganistão (apesar de logicamente ser o Irão)

Era a marcha triunfal de Mahmud Ahmadinedschad assim à laia de regresso de um general romano após uma campanha vitoriosa. Poder e triunfo andavam de braço dado lentamente num longo cortejo de onde ressaltavam a presença de leões. Ahmadinedschad afagava alguns dos animais serenamente e este simples gesto valia-lhe o respeito das multidões. De repente vi-me no cimo de um dos elefantes, juntamente com os leões que ele carregava, felizmente estava com as minhas vestes invisíveis e assim também eu pude afagar o leão... até que algumas passadas adiante, mexi-me e o leão caiu e rugiu.
Eu saltei do elefante e corri pela vida. Tinha sido descoberta e claro que a guarda me perseguia, correndo atrás de mim. Várias vidas se perderam nesta correria, pois os guardas limitavam-se enfiar uma faca peito a dentro a quem estivesse no seu caminho. A distância ia-se encurtando e eu acabei num gesto veloz a trepar um prédio e entrei numa janela aberta, pedindo misericórdia à pobre criança africana que lá estava, implorando por um esconderijo. Olhando para trás via pescoços a serem cortados e não fiz mais nada: enfiei-me debaixo da cama...

Por incrível que pareça até dormi e acordei sossegada, mas alguém quer interpretar?
O único comentário que consigo fazer é à minha invejável forma física. Saltar do elefante?!! Desatar a correr?!! Trepar um prédio?!!

Gira-discos


Continuo a cultivar indecisões, mas de um modo circular: de duas em duas horas mudo de opinião. Uma espécie de LP, ora lado A, ora lado B.
E o mais triste de tudo é que não sei o que quero da minha vida.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Escolhas assumidas

Não troco o 1º pelo 41º lugar, mesmo que no pódio não haja sol!

Detalhe da Secessão

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Obstáculos duvidosos

Sou exímia em me criar obstáculos, em me dar opções e depois ficar atónita sem saber escolher:

Fábrica ou escravatura?
Encher chouriços ou lavar escadas?
Bom ambiente ou prestígio?
Dinheiro ou prazer?

E já agora, um vestido vermelho com botas e camisolinha roxa é
colour block ou simplesmente piroso?

Não sei com que óculos ando a olhar para a vida, mas de momento não consigo distinguir sarna de oportunidade.

domingo, 27 de novembro de 2011

Cinema com travo de teatro


As pessoas não passam de cebolas,
atrás de uma pele lustrosa,
são camadas atrás de camadas
e a determinado momento até podem provocar lágrimas.

E somos todos iguais...
com mais ou menos camada ou com a pele mais ou menos lustrosa.

Mergulhos bilingues XVII


"Quem classifica classifica-se!"

descobri esta citação de Pierre Bourdieu (1979) e achei genial, não só para a minha próxima palestra acerca da identidade dos emigrantes, mas também para a vida em geral!

Egon Schiele

sábado, 26 de novembro de 2011

Baixou em mim...

A suburbana
Believe it or not, mas abriu um centro comercial digno desse nome aqui a 10 minutos (a pé) de minha casa. E com direito a supermercado aberto ao domingo. Um luxo! Eu fui lá dar uma voltinha e voltei cheia de sacos: um vestido vermelho, uma blusinha, uns collants, uma t-shirt, umas meias para o esqui, até uma mini-saia veio! E ainda fiquei a suspirar por uma mala azul... Se andava com falta de vontade para ir às compras... passou!

A investigadora
Estive a tarde toda (e o serão de ontem também) a trabalhar em coisas que têm a ver com o meu doutoramento. E não é que o meu trabalho é mesmo muito interessante? Já tinha tanto pó que nem me lembrava desse facto!

A adepta
O meu sportinguismo não me sai dos genes, por isso não é uma questão de baixar ou de subir, mas há imenso tempo que já não ouvia um jogo de futebol na rádio... quanto mais um dérbi. Claro que vamos ganhar o jogo, nem que seja por meio a zero!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Vontade desencontrada

No início da semana o que eu mais queria era um serão relaxado, acompanhado de chá e bolachas e de leituras enriquecedoras. Hoje que tenho o que queria, porém não sossego: a ver se há posts novos, se cai um e-mail na caixa ou se o rei faz anos. É um pouco triste passar uma sexta de noite assim...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

De boda em boda

O ano de 2012 já está arrumando no que toca a bodas matrimoniais. No espaço de uma semana fui convidada para duas celebrações dessa categoria. E mantém-se a regra dos últimos anos: um casamento em Portugal e outro noutra parte do mundo.
Os noivos estenderam o convite a um eventual acompanhante, eu agradeci, mas disse que só convite não serve, precisam também de fazer promessa e acender vela :)  Se o fizerem direitinho pode ser que eu vá acompanhada, caso contrário lá irei eu formosa e bem-segura (mas depois não me entreguem o bouquet!)!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Epifania II

O estimadíssimo leitor sabe que há dois meses o senhor Valete disse-me uma série de barbaridades que resultaram na bifurcação do nosso caminho até então conjunto. Superado o choque, andei a cogitar eventuais explicações, teorias e mais uma série de linhas de pensamento que pudessem explicar aquele comportamento irreconhecível literalmente da noite para o dia. Nenhuma delas me satisfez por completo, mas pelo menos ajudaram-me a assentar a poeira, uns dias mais do que outros.
Num destes dias, estando com dificuldade em dormir e permitindo que pensamentos soltos passeassem à toa na minha cabeça, propiciei que uma dessas ideias vagas fosse de encontro a um interruptor. Fez-se luz no meu juízo e dei por mim num momento epifânico. Pelos vistos estes momentos epifânicos têm data marcada na minha vida: 2 meses depois do contacto quebrado.


Epiphany II

Na altura, o Valete disse-me que eu não sabia falar alemão. Coisa que por si não tem muito contacto com a realidade, mas que poderia envergar uma roupagem didáctica. Mas não. O indíviduo não só me humilhou, como me enxovalhou, espezinhou, cuspiu e ainda deu uma tareia tão grande aos meus conhecimentos de alemão, que eu nesse dia se tivesse podido, teria mudado de país e nunca mais teria aberto a boca. As restantes coisas que me disse, por essa ocasião, não foram especialmente agradáveis, mas o alemão era o meu calcanhar de Aquiles e ele sabia e não se poupou em nos insultar (a mim e ao meu alemão). Eu nunca percebi por que o tinha feito, até uma ideia perdida ter batido sem querer no interruptor.
O Valete é uma pessoa frustrada e eu não sabia e recorreu ao poderzinho do polícia quando passa a multa, da caixa do supermercado quando põe a placa "fechado", do indivíduo das finanças quando nos manda uma conta, para me deslustrar. O alemão era a única coisa que ele era visivelmente melhor do que eu. Tudo o resto eu batia-lhe aos pontos... perdoem-me a imodéstia, mas eu tenho empregos que me satisfazem e realizam, ele não; eu moro num sítio adorável, onde se vive, ele vive numa casa sem alma, sem nada; eu vou a museus, teatros, ballets, cinemas pseudo-intelectuais, ele vinha comigo; eu tenho uma vida social concorrida e amigos que se preocupam comigo, ele não; eu sei o que é uma família, ele não e eu ainda cozinho e danço e falo francês e gosto de futebol e um dia hei-de terminar o meu doutoramento... ele é um bio-freak.
Ele pegou em dativos e acusativos e esfregou-mos na cara, declamou uma ode às preposições como se fosse a coisa mais natural do mundo, atirou com os verbos auxiliares para o fim das frases porque não sabia fazer mais nada. Eu posso ainda dar algumas calinadas na declinação dos adjectivos e às vezes não acertar com a ordem das palavras na frase, mas pelo menos sei fazer outras coisas.
Um valete que nasceu valete nunca será a rei.
O caríssimo leitor pode inclusivamente julgar que se trata de uma justificação forçada ou de uma linha de argumentação hiperbólica, mas eu garanto que me serviu para dar o caso como encerrado.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

São crisântemos, senhores, são crisântemos

Eu bem que estava a estranhar este ano não andar emboída no espírito de Atlas. Mas cá está ele: tarda mas não falha. E a minha coluna que aguente.
Pois poderia continuar o rol dos meus infortúnios ou de afazeres, mas não, o digníssimo leitor merece melhor: crisântemos por exemplo.

O crisântemo amarelo é aquela flor que nunca seria a minha primeira hipótese. Nem segunda. Nem terceira. Quarta talvez se o que restasse fosse cor-de-rosa.
De uns anos a esta parte há sempre flores aqui no burgo. Animam-nos a mim e ao burgo. No entanto, se há coisa que me aborrece é comprar flores ao sábado e na terça elas já estarem murchas, desfolhadas, secas, etc. Compro de tudo: rosas, túlipas, orquídeas, imperadores e mais outras quantas cujo nome ignoro (de cravos não gosto muito), mas os crisântemos conquistaram-me pela sua resistência. Tenho aqui 3 exemplares  e eles estão um bocado descaiditos (em relação aos outros 3 deste sábado) mas já cá moram há praticamente um mês! É simplesmente fantástico!


E temos algo em comum, para além do amarelo pálido, somos corredores de fundo!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Um dia ainda desmaio

Hoje foi quase o dia...

O dia todo a traduzir promoções, campanhas, condições e o raio que o parta como se não houvesse amanhã. Pelo meio há um aluno que a designação da aula de Cultura 2 está errada e devia ser 1, o que gerou a troca de uns 20 mails com a outra colega de Cultura e a coordenadora.
A plataforma da universidade enlouqueceu logo agora que lá tinha posto um artigo de mais de 25MB para a minha tese e que me custou horrores a encontrar... o dito desapareceu.
Mais promoções, campanhas, condições e bónus.
Vou ou não vou fazer esqui?
Sigo para as aulas e a empregada diz que não há sala... Dou a aula e sigo para as reclamações. A sala (e o edifício das aulas foi mudado e ninguém avisou nem a mim nem aos alunos)
A melhor parte do dia às 19:30: dança. No fim da aula deu-me uma tontura tão grande que eu nem sei de que terra era... Suores frios, olhar ora perplexo, ora enviusado. Vim até ao metro escoltada por duas colegas.
Agora não vou responder ao aluno que insiste que a Cultura devia ser 1, nem mandar mail aos outros alunos a avisar a mudança de sala, nem mandar TPCs, nem confirmar a minha ida ao esqui, nem ler coisas para o doutoramento e muito menos preparar aulas. Vou para o sofá fingir que não tenho nada para fazer e ligo a televisão para me acompanhar.

Desconfio que estou a chegar aos meus limites...

domingo, 20 de novembro de 2011

Um pouco de arte para animar a vida!

Fui ver a exposição Gustav Klimt /Josef Hoffmann - Pioniere der Moderne um pouco às cegas, mais por ter sido objecto de trabalho de uma amiga minha, do que por saber do que se tratava. Estava mais a par do trabalhão que ela tinha dado a programar, a fazer, a montar do que do seu conteúdo. E que surpresa...

Esta foi a minha sala preferida. E aquele quadro do fundo no centro poderia vir bem cá para casa. Como não havia na loja do museu, vou ter de activar as minhas connections... e se a connection for mesmo boa também poderia reproduzir o Friso de Beethoven na minha casa nova. Quem reproduz um friso uma vez, reproduz duas :)

A parte gira e interactiva era uma sala onde as imagens eram compostas por blocos de imagens e em que visitante poderia trazer uma folha do bloco. Claro que trouxe. E assim resolvi o meu problema de ontem de como decorar a minha mala.

Horizonte nevado

E no meu horizonte (que não é horizonte, é mesmo no dobrar da esquina do mês) coloca-se a questão:

Fazer ou não fazer esqui?

+ Grupo divertido
+ Pessoas mais ou menos no meu nível (0+)
+ Dias certamente passados em animada cavaqueira

- Quantidade de trabalho pendente
- Medo de partir qualquer membro (o que não seria muito prático para a viagem para a Índia duas semanas depois)
- Algum nervosismo e receio face a desportos de Inverno

(Será que o caríssimo leitor fará o obséquio de ajudar Maria Calíope em mais um dos seus dilemas?)

sábado, 19 de novembro de 2011

Bagagem aviada

Há tempo que queria comprar uma mala de viagens em condições.
E hoje foi o dia em que trouxe uma Samsonite para casa.
Duas rodas, 4,5kg, rija e pronta para as minhas curvas, espero.
Para além da mala, vim para casa com uma certeza e uma dúvida, a saber,
tenho uma mala que me dará por duas vidas e meia,
mas quero ver é se dá para encher com tudo que eu costumo trazer quando regresso de viagens grandes (a minha tralha normal mais a mil bugigangas que compro).
Para qualquer eventualidade levo uma mochilinha-amiga!

Estava a pensar em decorá-la para não ser mais uma mala preta igual a da metade dos convivas do avião. Talvez com uns autocolantes giros... Any ideas?

Está inaugurada a época dos ponches

(foi ontem mas não faz mal)
E Maria Calíope começa a distribuir charme entre graus negativos.

Calíope: Hallo! Ein Mal Mango, ein Mal Orange-Ingwer...
Tipo dos ponches: Hallo!
Calíope: Ein Mal Mango, ein Mal Orange-Ingwer, bitte.
Tipo dos ponches: Vous êtes française?
Calíope: Non.
Tipo dos ponches: Des Îles Maurices?
Calíope: Non.
Tipo dos ponches: Je le demande à cause de votre accent... Pas des Îles Maurices? Mais quelque chose comme ça... (já entre risos)
Calíope: Oui, quelque chose comme ça.

Maria Calíope já estava perdida de riso, pegou nos ponches e lá foi explicar a situação à sua amiga lituana que logo lhe avançou com a teoria de bolso e apropriada à época: Es wäre toll, ein Punschmann zu Hause zu haben! (Era bom ter um homem do ponche em casa). Maria Calíope não poderia concordar mais, o Punschmann trabalharia 4 semanas por ano e nas restantes 48 poderíamos viver felizes nas Maurícias. Quando fui devolver as canecas lá lhe resolvi o enigma.

Calíope: Je suis portugaise.
Tipo dos ponches: Portugaise?! Ah bon... Muchas gracias, señorita.

Moral da história: Mais valia ele pensar que eu era mauriciana e eu sempre era brindada com a melodia francesa. Às vezes a verdade ou explicações não adiantam nada e não mudam a situação para melhor.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Rendilhado


Quando a guitarra chega aos ouvidos com toque de renda
e as notas recordam a delicadeza da filigrana,
a noite nunca estará perdida
e o bilhete vale todos os seus cêntimos.

Mas todo o resto do ramalhete foi perfeito (voz, viola, violoncelo, acordeão, piano). É daquelas ocasiões em que penso: é um luxo ver isto ao vivo. Tenho de descobrir mais coisas destas.

Quem acha que fado é aborrecido é ovo podre

Vinda do concerto da Cristina Branco!

Encantadíssima!

E o coração aguentou firme ao som de tango! Muito bem, Maria Calíope!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Precisa-se


e de mais umas coisículas quase sem importância.

Apontamentos soltos

- Uma pessoa habituada à excelência nunca ficará satisfeita com a mediocridade.

- Com as temperaturas em queda e a brincar ao toque-e-foge aos graus negativos, há grandes hipóteses do meu doutoramento andar.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Coroa

Há quase dois anos escrevi qualquer coisa sobre recusar-me ser refém dos meus êxitos.
Hoje repito tudo.
Recuso-me a olhar para o meu sucesso como uma cruz.
Trata-se de folhas de louro que consegui a várias penas.

Quem não souber lidar com isso, terá com certeza de lidar com as suas próprias frustações.

domingo, 13 de novembro de 2011

Metáforas do reino animal

Num reino muito distante...
Era uma vez uma Calíope que não se dava bem com plantas, animais, criancinhas, na verdade, seres vivos em geral. Era uma vez um Valete que queria ter gatos. Maria Calíope, em modo "querer-limar-arestas-do-seu-carácter" e depois de se aperceber que dissuadi-lo estaria fora de questão, mudou-se para o outro lado da barricada e até deu nomes aos dois gatos.

Num reino actual...
Maria Calíope soube que um dos gatos morrera. O pequeno Kaikos, que tinha medo de tudo, que miava assustado, que mostrava dentes afiados, que tremia com os brinquedos, que fez Maria Calíope andar de gatas debaixo da mesa, suicidou-se.
Maria Calíope ficou triste e pensou inclusivamente e pela primeira vez encetar qualquer tipo de comunicação com o Valete, dando-lhe saber do seu pesar.

Mas na verdade, o mesmo Valete arrancou o coração de Maria Calíope pelas costas, sem dó nem piedade, e nunca quis saber se ela sobrevivera. Ela sim, qual tigre, mesmo que de vez em quando ainda precise de lamber as feridas. O pobrezito do Kaikos não...

A corrigir TPCs...

Às vezes fico com a  sensação que ando a criar monstros nas minhas aulas. Passo a citar:

"Uma vez perguntei-lhe se era feliz. Respondeu-me que ser feliz é uma invenção das pessoas com demasiado tempo"

Bag of tricks

Acabei de vir de uma exposição de René Magritte.
Adorei o Bag of Tricks, se calhar mais até do nome do que do quadro (que não encontro na net em lado nenhum daí esta imagem...). Faz sentido, pelo menos para mim!

Em termos gráficos, estéticos, visuais houve outros bem mais interessantes, mas não percebo porque o merchandising anda só à volta de bigodes, maçãs, núvens e chapéus de coco...

sábado, 12 de novembro de 2011

Rei dos Hunos

O homem faz milagres! Não só me cortou o cabelo como conseguiu convencer-me a comprar um champô adequado para o meu cabelo numa loja da especialidade.
Pensei que hoje acordaria e voltaria tudo ao normal no reino do meu cabelo (o mesmo que tem vida própria não necessariamente em consonância com a minha), mas enganei-me redondamente. O cabelo está com bom aspecto, movimento e brilho*. Fui à loja da especialidade comprar o super champô (estava fechada) e estou a considerar ir regularmente ao coiffeur privé.

*(Reparem na mudança de discurso. Ontem:
Átila: Você sente que o seu cabelo está fraco e seco e estragado?
Calíope: Eu não tenho esse tipo de sentimento!
Átila (com um ar desesperado): Ai menina! Me dá dó olhar para o seu cabelo. Um cabelo tão bom e assim estragado... você não precisa de prancha não... Me promete que vai tratar do seu cabelo?)