sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sem querer vamos parar aqui!

38 e-mails depois em pouco mais de 3 horas e meia e o resultado foi este:


E em versão comemorativa: 200 anos!!!

Adenda: Mais dois e-mails e afinal parece que já não vamos!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Inventário de vocábulos IV

Hoje mudamos de ares linguísticos e vamos ali a Espanha. Nunca me dediquei assim tanto ao castelhano (chegando ao cúmulo de responder em alemão quando os meus amigos espanhóis falam comigo em castelhano), mas do que vou sabendo a minha palavra preferida é:

tontería

Tontería é quase uma brincadeira, uma doce parvoíce, é daquelas asneiritas de quem tem a cabeça no ar ou um engano de sorriso maroto.

James Denmark, Romance Novel

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Anda cá, Ali Babá

que eu te mostro os 8 horizontais e verticais que faço com as minhas ancas... ;)
Já o movimento de camelo com o tronco é menos conseguido, mas pode ser que lá para Setembro me inscreva noutro curso para conseguir rentabilizar as banhas pendentes no meu corpo.


Os outros assuntos não estão decididos e muito menos resolvidos. A única quase decisão de jeito do dia é que vou frequentar o curso semestral de Dança do Ventre e com uma professora de nome árabe que fala Hochdeutsch!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Má companhia

Preciso de tomar decisões. Preciso de dar passos em frente ou atrás, menos ficar no mesmo sítio. Preciso de substituir os 'tenho de fazer' por 'já fiz'. Preciso de trocar ideias. Preciso de uma lufada de ar fresco.
No entanto, ando tão execrável, ranziza e sorumbática que nem a mim mesma consigo fazer boa companhia. Dormir então é quase um mito urbano... Mas consigo bem dramatizar situações, criar cenários catastróficos e imaginar outros tantos infortúnios.

40º momento cultural

Visionário, bravo guerreiro, brilhante político, pai zeloso, chefe militar, temente a Deus, hábil, astuto, magnânimo, um homem à frente do seu tempo e devoto à sua terra, a quem milhões devem uma nacionalidade. Um dia ainda hei-de dar um semestre inteirinho recheado das façanhas de Afonso Henriques, enquanto esse dia não chega vou-me regalando com obras como esta.

A biografia de Afonso Henriques por Diogo Freitas do Amaral

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Na minha pele

Um círculo de pessoas muito diferentes sabe praticamente tudo da minha vida. Não conhecem todos as mesmas coisas, mas sabem todos de muitas coisas. Juntando o puzzle está lá tudo. A mim agrada-me que assim seja, pois agradeço perspectivas e análises distintas das minhas. Conhecer a visão do observador ajuda-me como participante a ser mais estruturada e equilibrada.
Por pensar assim, julgo se calhar erroneamente que toda a gente segue este tipo de raciocínio. Os nós dos outros são sempre mais fáceis de desfazer, especialmente para quem não faz parte da própria corda. (In)felizmente não posso vestir a pele de ninguém, nem dos que me são mais próximos, mas alegro-me ao saber que pude ajudar a suportar uma carga ou a desanuviar um céu nublado. O que é que o nó, a carga ou o céu nublado me diz respeito? Possivelmente nada. Mas serei intrometida por me interessar e me preocupar? Quero crer que não.

domingo, 25 de julho de 2010

As finanças são nossas amigas


quando há pessoas simpáticas e generosas que nos transferem belas quantias para a nossa conta! Ao fim de não sei quantos anos a pagar impostos por mim e por mais dez, eis que finalmente alguém reparou que eu não tenho de sustentar todas as infrastruturas do país e toca de devolver algum dinheirinho.
Eu estou radiante com esta nova fase da minha vida tributária: em vez de pagar, recebo! :D Justíssimo, até porque eu sempre fui bastante boa pagadora. Não sei porque é que o Ministério das Finanças não cria uma espécie de cartão de cliente em que nós, os bons tributários, acumularíamos pontos e por exemplo ao fim de 10 pagamentos o 11º seria uma espécie de bonificação e voltaríamos a pagar o 12º.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O sono dos justos ou a falta dele

Ontem não conseguia dormir. 20 voltas na cama e nada. Nem sequer estava calor. Ainda me levantei e dei a volta dos tristes pelo perímetro interno cá de casa... podia ser que uma caminhada de 30 segundos à 1 e tal da manhã me cansasse e desse sono. Não resultou...

7 da manhã e já estava a pé. Fechar os olhos e dormir mais um bocadito era mentira. Por isso lá me levantei e fiz aquilo que queria fazer há meses: chegar ao escritório antes das 9:00.

Pelo caminho fui-me recordando dos 34 sonhos que tive em cerca de 5 horas de sono. Mas uma das coisas não era sonho nenhum: houve efectivamente uma alminha simpática que me ligou às 02:38.

Querida pessoa com o número privado, eu até aprecio que me liguem para saber como estou e para programas giros, mas não atendo chamadas nem me levanto para ir ver a porta a horas que julgue inadequadas. Tente mais tarde!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Oh que parvoíce!


Devo ter apanhado sol na cabeça ou distraí-me ou se calhar o suor que o meu corpo anda a expelir ultimamente deve ter causado algum dano no meu processador de dados internos.

Não é que estava a pensar que era importante em alguns dos círculos de que achava fazer parte?!!!

Oh que disparate! Totozona e mil vezes naïve... Realmente...
De castigo hoje não há biografia de Afonso Henriques para ninguém, vou mas é ler mais actas de um qualquer encontro sobre Linguística Contrastiva e assim ocupar melhor o meu tempo.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Inventário de vocábulos III

Eugene Grasset, Librairie Romantique

E hoje saiu na rifa uma palavra em alemão, não faz parte do meu lote de preferidas, mas é uma que nos últimos dias tenho usado com alguma frequência.

Bauchgefühl

À letra significa 'sentimento na barriga', o dicionário indica 'pressentimento', eu não me satisfaço com esta tradução. Eu diria que é qualquer coisa assim mais animalesca que nos revolve as entranhas no momento certo, que nos faz crer naquilo que parece ser negado pela razão, uma espécie de regresso a um estado mais silvestre e desbravado (eu não disse selvagem de propósito). Gosto de Bauchgefühle porque me recorda sempre que o cérebro pode ser óptimo, mas tem as suas limitações.

terça-feira, 20 de julho de 2010

O clã

A minha família é tipo clã. Sempre foi assim e eu não consigo perceber como funcionam as famílias onde é cada um por si e Deus por todos. Dentro desta dinâmica colectiva e permanente, acho (e sempre achei) que a minha mãe e a minha irmã são iguaizinhas e cá está a prova. As últimas conversas:
Índios Kuikuro

Mãe: Falaste hoje com a Caju?
Calíope: Sim.

Caju: Falaste hoje com a Mãe?
Calíope: Sim.

Mãe: Olha, falei com a Caju e ela disse que...
Calíope: Está bem.

Caju: Olha, falei com a Mãe e ela disse que...
Calíope: A sério? Está bem.

Mãe: Eu disse à Caju que tinha falado contigo e que tu disseste que...
Calíope: Mas porque é que lhe disseste isso?

Caju: Eu disse à Mãe que tinha falado contigo e que tu também achavas que...
Calíope: Está bem.

Mãe: A Caju ligou-me à tarde e disse... O que é que tu achas?

Caju: A Mãe ligou-me à tarde e disse... O que é que tu achas?


Querida família,
Eu aprecio muito que me mantenham a par do que se vai passando e sensibiliza-me deveras o facto de julgarem que eu seja um poço de sapiência e que tenha toneladas de experiência na minha bagagem para vos iluminar, mas não se deixem iludir pelo meu ar sereno e sábio. Possivelmente comigo não se aprende nada (mas não digam isto à minha entidade patronal, pois eu preciso de continuar a dar aulas).

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Aulona de alemão


18:02 - Já devia ter começado a aula, mas nem sombra da professora... Alemão não rima com pontualidade? Hmm... eu costumo chegar tarde às aulas? Não, tento sempre estar sempre lá pelo menos 5 minutos antes... Ok, na Universidade chego sempre 5 minutos depois, mas é para que os miúdos... hmm... lanchem!!!

18:03 - Aparece uma senhora que já começa a falar logo entra no corredor. Aparência estranha. Problemas de peso muito visíveis, cabelo oleoso q.b., há qualquer coisa de errado com aqueles óculos, ai! o soutien não é de certeza o tamanho que ela precisava...

18:05 - A professora diz que não sabe muito bem o que é que nós precisamos/queremos, por isso toma lá teste diagnóstico. Chamada, apresentação ou informação sobre os alunos (nós) nem pensar, toca é a fazer o teste e rápido para agilizar a aula, melhor, metade faz do 1-5 e o resto 6-10 e é a despachar.

18:10 - Vamos lá corrigir isto. E então já sabem que um verbo como haben pede sempre o.... e o aber ocupa a posição zero por isso o verbo vai para... outras conjunções que ocupam o posição zero? ...

E isto continuou assim. Era para haver intervalo e não houve. A aula devia ter acabado às 20:30 e as 20:45 ainda lá estávamos. Adorei. Assim é que são aulas de gramática a sério, quais conversas qual quê? Amanhã há mais!

domingo, 18 de julho de 2010

Muitas das vidas que eu conheço davam um filme indiano


Já Oscar Wild dizia que a vida imita a arte...

com o passar dos anos, apercebo-me de que não poderia estar mais de acordo!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Fugiu-me a boca para a verdade...

Numa conversa saiu-me isto da boca:

Sacanas somos todos basta que nos dêem corda, digo eu...


Como resposta obtive:

De falsos moralistas está o mundo cheio!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

39º momento cultural

Dança contemporânea não é um prato que me faça mover muito, eu sou mais ballet clássico, como diria um amigo meu, eu sou muito estética, nunca percebi bem o que ele queria dizer com isso, mas tudo bem.
Inauguração do festival ImPulsTanz e eu lá fui ver Ultima Vez/Wim Vandekeybus & Mauro Pawlowski em "What is the prediction?". Bom para além dos bailarinos, havia uma banda em palco e entrementes apareceram também bebés, crianças e cães... Bom dentro daquele género contemporâneo que eu (ainda) não sei como apreciar, foi uma peça muito bem conseguida. Para além dos bailarinos estarem simétricos ou coordenados, não houve nada do género correrem-atirarem-se-para-o-chão-levantarem-se-e-chocarem-com-qualquer-coisa. Eu até quase gostei.

Giro, giro foi a colaboração do tempo. O espectáculo começou com um calor abafado que não se podia, lá para o meio levantou-se uma ventania, no fim havia clarões e possivelmente trovões também abafados pela música.

Inventário de vocábulos II


No tal livro fui bater os olhos numa palavra deliciosa:

chulipa

Chulipa seria a palavra ideal para rimar como Filipa, ou então uma tulipa transgénica, giro, giro até descobrir que em portinglês, chulipa não é nada mais nada menos do que calçado... concretamente: slippers! É genial!

Filha do pai

Depois de ontem ter ficado enternecia/orgulhosa/embaraçada com o gesto (ou mais propriamente os 400 gestos) do meu pai. Hoje saiu-me a fava, disfarçada de brinde, a mim mesma (ou vice versa).


Primeiro assim meio sem querer (tudo importante na minha vida acontece assim-sem-querer) descubro uma referência bibliográfica de um livro fundamental para os meus estudos (grande parte das referências que desencanto são fundamentais, era bom é que arranjasse fundamento ou mesmo fundo para o meu trabalho). Logo a seguir encontro-o numa biblioteca digital e lá abro o pdf toda gulosa. Quando já estava prontíssima para carregar no botão para imprimir, apercebo-me que não dá! Não dá para imprimir. What? Não dá o quê? Para macaca, macaca e meia... toca a fazer screenshots! E lá estive eu a fazer 150 screenshots-colar no paintbrush-cortar-colar num word doc. Resultado: 75 páginas na minha versão compactada! Foi o ponto alto do meu dia laboral. Agora está para ali prontinho para ler!


P.S.: Não tem nada a ver com o assunto acima, mas é para vos poupar um post. Afinal a 2ª aula de dança correu ligeiramente melhor, de trambolho desarticulado passei a aluna medíocre +, acho que agora já me enquadro melhor no perfil da turma. A professora no fim até me disse que eu tenho bastante potencial! :)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O Santo

Mais do que um super herói qualquer, o santo é precisamente o meu Pai!
Só o facto de saber digerir, há mais de 30 anos, o carácter particular de três mulheres (a minha mãe, a minha irmã e eu própria) em conjunto e em separado, em presença e à distância (esta modalidade só tem 7 anos) já lhe valia o título de super herói, mas o meu Pai é mais que isso.

Bom, o meu Pai esteve hoje mais de 3 horas na biblioteca da FLUL a tirar fotocópias a uma tese de doutoramento que eu preciso de ler... e amanhã vai lá copiar o segundo volume. Agora ao telefone, a preocupação dele era se eu preferia que ele mandasse encadernar as folhas com argolas de plástico ou de metal e se era melhor pô-las em cima ou de lado!
O único desabafo que consegui distinguir foi qualquer coisa como "Hmm... mas eram umas 400 páginas, foi uma seca!"
Mas o melhor de tudo foi quando ele disse que tinha REPARADO que faltavam 5 ou 10 páginas ao exemplar!!!!!!!!!! (e obviamente foi reclamar e pedir outro) Eu só consegui dizer que se fosse eu a fotocopiar não teria reparado.

Percebem agora a parte dos super poderes?

Deixem-me só explicar que aqui no burgo as pessoas e respectivas famílias têm uma relação muito... própria. Primeiro, quando os filhos nascem, ai das mães/pais que vão trabalhar, pois são maus pais por abandonar os filhos tão pequeninos a amas, infantários ou assim. Filhos é para criar e criar só se cria em casa, estando sempre em casa e não como esses modernos que vão trabalhar e não cuidam dos filhos, deixam que outros os eduquem. (A licença de maternidade pode estender-se até aos 3 anos) Esta conversa é válida até aos 18 anos, pois nessa altura a cantiga é outra: "Meu amigo, tens 18 anos e bom corpito para trabalhar... até já desde os 16, para dizer a verdade. Vai lá servir às mesas para pagar os teus estudos... E já agora, preciso do teu quarto para fazer um ginásio/biblioteca/salão de beleza/armazém de tralha/parque de diversão para os animais da casa." É muuuuuiiiiito estranho.
.. e eu não percebo nem quero perceber .

terça-feira, 13 de julho de 2010

Inventário de vocábulos

Já há imenso tempo que não inventava uma rubrica nova aqui para o Mergulhos (e quase já estavamos a ficar sem assunto, certo?) . Desta feita, saiu na rifa esta listinha de termos. Rol de palavras para quê? Basicamente, para nada, como praticamente tudo o resto neste blogue. No entanto, eu passo a explicar aos digníssimos leitores no que consistirá esta nova secção.
Sempre que me perguntam qual é o meu livro preferido (felizmente isso acontece poucas vezes), invariavelmente digo "dicionários". Adoro dicionários. Dêem-me um dicionário para as mãos e estarei entretida durante horas a fio. Isto tudo porque adoro descobrir palavras, novas realidades, novas perspectivas, novos significados, novas combinações de sons, novas articulações de sílabas, etc.
Carl Spitzweg, The Bookworm

Assim sendo, resolvi fundar um espaço, onde possa dissecar as minhas palavras preferidas, palavras de que não gosto, palavras que acho que deviam existir, palavras estrangeiras e o que mais me aprouver.

A inauguração não podia deixar de ser com uma, senão mesmo, a minha palavra preferida em português:

cáfila

A conjugação da força com a rispidez do [ka] logo a abrir as hostes projectam uma presença angular cujas arestas são limadas e polidas pelo [f] e ainda refinadas, afinadas pelo [i], seguidamente o [l] imprime melodia e liquidez ao som, que termina num discreto [ə].
O exotismo de uma cáfila fascina-me não pelo grupo de camelos em si, mas sim pela grandeza, simplicidade e magnificência de um deserto, pelas miragens e pela certeza da presença de tâmaras frescas no oásis seguinte.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

"Campeones" por boa vizinhança!

Se ainda vivesse em Portugal, desconfio que teria torcido pela Holanda, mas ontem torci mesmo por nuestros hermanos. É engraçado que é preciso estar a esta distância toda para ver que temos mais que nos una do que nos separe...


Adiante. Hoje de manhã tratei de mandar emails a felicitar os meus amigos espanhóis com a seguinte ressalva, "uma vez que o troféu virá para a Península, nós (portugueses) também somos um bocadinho campeões, directamente proporcional à nossa parte da Ibéria".

Uns deviam ainda estar em festejos e não responderam, outros concordaram com a minha análise, mas o mais divertido foi o e-mail do único que está efectivamente em Espanha, que de repente tentou falar em português comigo (devem ter sido muchas copas e pocas horas de sueño devem) e sai uma coisa meia brasuca, meia tradução do google, que eu passo a citar:

Muito obrigado :))))))))))
Você já sabe que eu estou a favor da Iberia...tão também você é um pequeno campeão (está bien escrito??) :)))
Felicidade!!!! ;)))

O que eu me ri!


domingo, 11 de julho de 2010

Casualidades

Um desencontro matinal deu origem a uma caminhada pela cidade, que por sua vez resultou num encontro casual com um velho conhecido. Já não nos víamos há uns bons 6 anos.

Foi na escada rolante do metro, mas esta imagem era muito mais gira.

Na altura eu era a menina do bengaleiro e ele o chefe do bar. Agora ele pensava que eu já não vivia em Viena, pensam todos, e eu fiquei com a ideia que os anos tinham passado por ele na direcção inversa.

Calíope: Ich freue mich sehr dich wieder zu sehen!
Ele: Du kannst dich nicht vorstellen, wie ICH mich darauf freue, dich wieder zu sehen!

:)

Adenda: Não é que depois do jogo e enquanto esperava pelo metro, encontrei, ou melhor, fui encontrada pelas meninas de quem me tinha desencontrado pela fresca. Há com cada uma...

sábado, 10 de julho de 2010

Zara de mi corazón!


A Zara aqui em Viena passa-me muito ao lado, não faço ideia porquê, mas raramente me lembro que existe. Hoje no meu sábado terapêutico de compras (são quase todos) fiz um percurso diferente e dei por mim a passar por esta Zara... em saldos!!!

Já estava eu nos provadores com umas sandálias fantásticas nos pés mas cujo desconto não era grande coisa, quando tento enfiar-me num vestido. Fiquei como que meia entalada, mas lá o consegui puxar para baixo. Enganei-me no tamanho, era um XS!!! Desde quando é que eu caibo num XS da Zara?!!! (Que não são aqueles tamanhos inflacionados germânicos) Ok, ficava muito justo, mas fechava!!! Numa fracção de segundos lembrei-me de quando não havia camisa ou calças da Zara ou lojas do grupo que eu conseguisse abotoar e agora isto! Mais me ri logo a seguir quando experimentei o vestido seguinte, um M, o meu tamanho, e ficou-me largo, então as cavas davam para mais dois braços... Acabei por nem trazer nem vestidos, nem sandalocas, mas pelo menos vim de ego escovado (e mais outros trapitos de lojas vizinhas)-

Prioridades tontas


Há meses (anos?) que ando a querer começar a trabalhar "mais cedo". O ideal seria às 8:00, 8:30 também não seria mau. A realidade diz-me que chego ao escritório por volta das 9:30, quando me estico um bocadito mais passam uns minutos das 10:00.

No outro dia, acordei mais cedo para passar pelo centro de saúde (por causa da comichão no olho). O centro abre às 7:00 ou 7:30 eu cheguei lá pouco faltavam para as 9:00.

Ontem ainda não eram 8:15 e eu estava no Eduscho a pagar as panelas fantásticas (as verdes) que tinha encomendado no dia anterior!!! E ainda trouxe uma máquina de café a combinar... Alguém me pode explicar isto?

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Peço a ajuda do público

Na minha aulita de alemão estivemos hoje a falar sobre comunidades imigrantes e claro que questões sobre a integração vieram à baila. O professor acabou por lançar uma questão, a meu ver, muito pertinente:

Como/quando/onde é que o imigrante se integra?

Tirando a questão da aprendizagem da língua, como é que se pode responder a esta questão? Não sei exactamente quem é o publicozinho que passa aqui pelos Mergulhos, se são migrantes, se lidam com migrantes ou se são os nativos, mas agradecia contribuições.

Eu avanço já com a minha resposta possível e bastante incompleta: Para além de aprender a língua local, o migrante deveria conviver com os nativos e reconhecer os hábitos locais (atenção que eu disse reconhecer e não adaptar)... Se eu fizesse esqui e comesse Kaiserschmarren (panquecas doces) ao jantar estaria mais integrada?

Silly season

Chega esta altura do ano e eu viro hipocondríaca... ou melhor, aproveito o período estival que é quando tenho mais tempo livre para ir ao médico e usufruir das duas seguranças sociais que pago todos os meses. É tipo actividade dos tempos livres: hmm não sei que me apetece ir ao cinema ou tirar umas radiografias? Se calhar antes de ir para a praia, passo pelo dermatologista... e adiante.
O certo é que se no ano passado descobri que era alérgica ao pó graças ao sr. otorrino e fiquei fã das mãos do Benjamin graças às 10 sessões de massagem que o fisiatra me recomendou, este ano não há nada assim tão entusiasmante (apesar de eu ter pensado queixar-me da coluna que até é verdade e voltar a parar às mãos do saudoso Benjamin) para Agosto tenho oftalmologista e dentista marcado. De qualquer modo ontem passei por uma oftalmologista que em vez de me perguntar o que é que eu tinha sai-se com "Portugal já saiu, não foi? Então tem de torcer por Espanha, temos de ser todos contra a Alemanha!"

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Rescaldo da aula de dança do ventre

O facto de fazer parte de uma família praticamente toda ela composta de bailarinos quase profissionais não abona nada em meu favor. Ainda bem que emigrei, pois o meu pai e a minha mãe não mereciam ver a figura de elefante amestrado que fiz na aulinha de dança do ventre....
Movimentos femininos, gestos desenhando o ar, passos elegantes que acompanhavam a música: zero, zero e mais zero. Eu própria não sabia o que lá estava a fazer. Para além da minha falta de coordenação inata, nem sequer consegui fazer aquilo que eu achava que sabia... Uma nódoa do que eu achava que eu era. Uma tristeza sem fim... A professora ainda lançou uns 'bravo!', mas eu bem percebi que era mesmo de misericórdia de quem precisa de alunos... Valeu-me o Habibi do fim... (lembram-se do Clone?) Mas eu já desconfiava que dizerem-me para mexer os ombros, as ancas ou o rabo é interpretado exactamente da mesma maneira pelo meu cérebro...

Assim, vou ter de me concentrar no meu PhD, pois a minha promissora carreira de dançarina de dança do ventre numa boite qualquer, mas com espectáculo próprio, terminou hoje mesmo!

terça-feira, 6 de julho de 2010

É tão fácil fazer-me feliz!

Hoje foi dia de tratar dos impostos. E ao contrário de anos passados em que saí do escritório do meu contabilista a tentar consolar-me com "pagas mais, porque ganhaste mais e o que pagas vês bem investido na cidade, nos transportes, na saúde, na educação...", este ano saí de lá de sorriso de orelha a orelha, radiante, pois provavelmente irei pagar cerca de menos 40% do que costumo pagar.


Yeah! O meu objectivo de vida (anual) foi cumprido: conseguir arranjar imensas coisas para descontar no IRS! :D

O senhor Steuerberater deve achar-me doida e desta vez disse-me: "Quer dizer, se a senhora ganha mais eu passo por mauzão, agora ganhou menos e eu passo a good guy!"

Sim, pois é, não faz mal, não me interessa! Tomara que os meus quase penfriends* das Finanças não façam ondas e que eu pela primeira vez na vida vá receber dinheiro do IRS! Acho que se de repente perdesse uns 5kg não ficaria mais contente!

*Houve uma altura em que eu recebia correspondência das Finanças quase semanalmente, o que me fez crer que eles deveriam querer ser meus amigos ;)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Conversas soltas XXX


Calíope: Para a semana começo com um curso de alemão...[foi hoje]
Amiga: Quem?
Calíope: Ora, eu!
Amiga: Tu precisas lá de algum curso de alemão... falas tão bem!
Calíope: Tu falas muito melhor do que eu.
Amiga: Não, tu é que falas!
Calíope: Não, tu é que falas. Eu até notei que disseste uma série de palavras que eu nem conheço!
Amiga: Oh! Não conheces porque eu pronunciei-as mal!!!
Calíope: Deve, deve ahahahahahhaah!
Amiga: Ahahahahah!

domingo, 4 de julho de 2010

Com o mundial a acabar, eu acordo para a vida...

Onde é que andavas tu, ó Xabi Alonso, que eu nunca dado pela tua presença?

Mesmo com essas porcarias azuis e a dizer sanitas atrás, o tipo é giro que se farta... quer dizer, uma pessoa a fingir que não estava a ver o Espanha-Paraguai e de repente vê este tipo a marcar/tentar marcar o penalty.

Vamos lá por partes:
- Desde quando é que há espanhóis tão giros?
- Eu ainda devo ter visto uma boa mão cheia de jogos do Liverpool, mas devia estar a dormir ou a ver se o Kuyt continuava louro ou já estava ruivo de vez.
- Com tanta porcaria de promoção que eu escrevo para o Real Madrid, porque é que nunca houve uma alminha que se tenha lembrado de pôr fotos que não sejam do Cristiano Ronaldo, do Kaká, daquele outro brasileiro que se fartou de marcar golos, acho que o Robinho... até do sénior Raúl tínhamos fotos...
- Agora estou a pensar, desconfio que a selecção espanhola tenha ficado no hotel à frente do meu escritório quando jogou a final do Euro 2008, aqui em Viena, querem ver que se calhar até nos cruzámos quando eu estava a entrar ou a sair do metro, cuja boca é mesmo ao lado do hotel!!!!

sábado, 3 de julho de 2010

Prognósticos

Apesar de eu ser sempre contra a Alemanha, o jogo com a Argentina deu-me a oportunidade de me aperceber de que a Mannschaft está cheia de tipos giros (tirando aquele de olhos esbugalhados que parece que levou dois pares de estalos e o detestável Schweinsteiger), culminando no Michael Ballack. (Eu sei que ele não foi seleccionado, mas estava lá e muito bem posto). De qualquer modo, espero que percam o próximo seja a Espanha ou o Paraguai!


Entretanto estava para aqui a fazer contas com os meus botões e espero bem que eu não seja visionária, mas a nossa Selecção tem vindo a perder fôlego, reparem no seguinte: Euro 2004 perdemos a final, Mundial 2006 perdemos a meia-final, Euro 2008 perdemos os quartos-de-final, agora Mundial 2010 perdemos os oitavos-de-final, se isto continuar à mesma cadência no Euro da Polónia e Ucrânia (2012) não passamos da frase de grupos e nem chegamos ao Mundial do Brasil em 2014. Hmm... Vou bater na madeira.

Choque espesso

Abri o Expresso, como faço quase todos os sábados, e fiquei em estado de choque. Não sei o que me transtorna mais, se a adopção do novo acordo ortográfico por um jornal de referência, se a ida do João Moutinho durante 4 épocas para o Porto... (será que ele apanhou sol demais por não ter ido à Àfrica do Sul?)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Constatação do dia

Fui assistir a apresentações de projectos de doutoramentos (coisa que eu própria terei de fazer e se correr tudo de feição será em Março). Ao apreciar os membros dos diversos júris, cheguei à triste conclusão: O número de graus académicos deve ser proporcional à estranheza da pessoa que os tem. Eu não sei o que se passa entre papers e aulas, mas deve haver um vírus qualquer que aniquila ou o bom-gosto ou a capacidade de se ver ao espelho, pois não me parece normal todos eles serem tão desengonçados. Ok, menos o director do Instituto de Filologia Românica, mas coitado, tem outros problemas... e graves. Nessa constelação, até o meu orientador com aqueles óculos dos anos 70 e aquele bigodinho parvo parecia bem apessoado.

Se eu me vejo com esta maratona despachada, não me volto a meter noutra destas! Tenho uma reputação estética a manter ;)

38º momento cultural

Então não é que peguei em mim e fui ver a Randy Crawford e o Joe Sample à Staatsoper e ela não cantou a minha música preferida?! Não se faz...

O concerto foi agradável, mas concerto de jazz em pleno Verão dentro da Ópera não foi a melhor ideia do mundo. Um espaço mais lounge, um chardonnayzinho fresco, em fim de tarde, hmm... isso é que era!