segunda-feira, 29 de março de 2010

Banquete

A minha mãe organizou uma espécie de almoço de Páscoa em Domingo de Ramos uma vez que no Domingo de Páscoa (o próprio) eu estarei a passear pelos ares da Europa.

Jaime Vilaseca, A Onda

Para quem segue uma disciplina quase rigorosa de 3 tipos de comida encaixada em tupperwares durante a semana, escapando-se o almoço polaco de 3ª, o não-almoço de 5ª (0,5l de iogurte líquido) e eventualmente um jantarito fora na 6ª, ver de repente DOZE pratos diferentes (sem contar com as entradas e sobremesas) num almoço para DEZ pessoas impressiona. Os almoços cá em casa são quase sempre assim... não há como contorná-los.

25º momento cultural

Joana Vasconcelos no Museu Berardo

Eu gostei. As 3 pessoas com quem fui também. A 5ª pessoa optou por preferir o jardinzinho cá de fora. Mas o resto de Lisboa e arredores também lá estava... dentro!

Felizmente, o que eu temia não se verificou. Havia alguém a controlar as entradas não deixando mais do que um determinado número de pessoas estar a visitar a exposição.

Correu lindamente. Gostei mesmo.

sábado, 27 de março de 2010

Fechei agora a mala*...

E tenho impressão que pelo menos 40% do conteúdo da mesma são tupperwares (vazios para eu voltar abastecida de comidinha boa)!!!!

Se não fossem as restrições dos transportes de líquidos a bordo, qualquer dia ainda me arriscava a trazer o garrafão de vinho!

A propósito, sabiam que na Áustria não há à venda garrafões de água... o mais parecido que há é uma palete de 6 garrafas de 1,5l!

(*A mala é de mão... e não daquelas enormes onde eu própria caberia à vontade lá dentro)

sexta-feira, 26 de março de 2010

Coisas doces

Há quem procure ovos de chocolate pela Páscoa


eu vou para Lisboa procurar outros mimos para o meu espírito e uns regalos para o corpito também.

terça-feira, 23 de março de 2010

Resquícios do baile


Eu sossegadita a trabalhar e levo com esta conversa:

Interlocutor: Olha, não sei se vais gostar de ouvir isto... Na segunda foi um engenheiro lá a casa arranjar o meu telefone e reparou nas fotos do baile que me mandaste.

Calíope: hmmm [mas então as fotos do baile estão assim expostas?!!]

Interlocutor: Apontou para ti, disse que eras bonita, que eu era parecido com XXX e perguntou se eras a esposa...

Calíope: Bom, parece-me uma pergunta mais ou menos previsível. Não estou a ver o homem a perguntar: 'Olhe e esta aqui é a sua mulher-a-dias?' ou então 'Com esta cara não engana nada... é a menina que apanha o mesmo metro que o senhor...?'

segunda-feira, 22 de março de 2010

"Pelo sonho é que vamos"*

Esta música faz-me sonhar (e os violinos dão-me asas :))


Elizabeth Tassila, A Midsummer Night's Dream

*Sebastião da Gama

domingo, 21 de março de 2010

Convites anónimos

Deixem-me lá fingir que tenho uma vida super interessante e ignorar o facto que estive o fim-de-semana todo barricada em casa a estudar (ou a preparar coisas para a faculdade nos intervalos). Acabei de receber a seguinte mensagem:

Calíope! me encuentro en el cenro! quisiera beber una cerveza con usted. le apetece?

Não foi engano porque o meu nome está lá. Mas a mensagem não está assinada. O meu telemóvel não reconheceu o número. Eu não costumo comunicar-me em espanhol nem distribuir o meu número assim à toa. Ou pelos vistos sim e não me lembro! Apesar do meu aspecto jovial, não tenho 17 anos para mandar sms a perguntar quem é... isso digo só à porta. Por isso vou voltar ao meu animado estudo!

sábado, 20 de março de 2010

Aulas de cultura

Resolvi preencher o programa da minha aula de Cultura Portuguesa deste semestre com panorama magníficos, cheiros apelativos, sons melódicos e a alegria contagiante dos PALOPs. Logo ao conferir a lista de inscrições dei com quase o quíntuplo do número de alunos habituais. Já vamos para a 3ª semana e os alunos estão animados. Eu então estou maravilhada com a minha própria ideia!

Descobri a música de Tito Paris ontem e não quero outra coisa... Ah! Quero sim, quero ir outra vez para Cabo Verdeeeee!!!

Já devo ter ouvido a Dança ma mi crioula umas mil vezes, no original, ao vivo, em versão do Martinho da Vila e não me canso. E estou capaz de arrastar um elefante para ir à Casa da Morna para o ver ao vivo... Ok. Arrastar um elefante é capaz de dar cabo do que resta da minha coluna, mas era capaz de ler mais uns 5 livros de linguistica assim de enfiada!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Dança caribenha fajuta

Na minha aula de ginástica de hoje que desconfio que se chame 'Dança Caribenha' porque a professora diz para a gente mexer as ancas, a mesma professora deixou-nos a fazer abdominais e foi à casa-de-banho...

Agora a seguir vou para uma festa cujo mote é 'Noite Árabe' e parece que há um dvd de exercícios de dança oriental no programa de festas... A partir de amanhã já ninguém saberá diferenciar a minha barriga daqueles tanques antigos de lavar a roupa. ;)

quinta-feira, 18 de março de 2010

Leituras futuras

Ah! E se entretanto a temperatura continua a subir assim (na semana passada estava a nevar, se bem se lembram, agora neste preciso momento (19:28) estão 16ºC e tenha-se em conta que já é noite) vou continuar a ler ali fora no jardim e apanhar um bocadito de sol, para não me arriscar chegar a Lisboa e dizerem-me que estou amarela-esverdeada.

Fernando Botero, Mujer leyendo

Esta nunca poderia ser eu, pois não tem as unhas (mãos e pés) pintadas!!!! ;)))

Leituras

Isto de andar a fingir que tenho três vidas e meia está a resultar na medida do possível, mas há domínios em que estou a deixar a desejar: os posts têm diminuído, tenho dormido menos (mas ainda não consegui chegar ao escritório às 8h) e a loiça no lava-loiças tem aumentado... bom, este último campo andou quase sempre pelas ruas da amargura. Qualquer outra actividade foi sempre mil vezes mais prioritária.

Spence Munsinger, Woman Reading*



As fantásticas actividades culturais também estão em banho-maria (ou será águas de bacalhau? E porque não águas de bacalhau EM banho-maria?), agora nos imensos tempos livres que desencanto leio desenfreadamente artigos de linguística. Quem corre por gosto não cansa e quem lê desenfreadamente não adormece.

* A mantinha azul não engana, vê-se logo que sou eu.

segunda-feira, 15 de março de 2010

A animação de voltar a Lisboa

Vou a Lisboa daqui a umas semanas. Já não estou em Lisboa em condições desde Setembro. Não conta o fim-de-semana a correr que lá fui doente aos anos da minha mãe. Caí na asneira de mandar um e-mail a comunicar o evento àqueles ''meus amigos de sempre''.
Tenho um bocado de vergonha de dizer quantas respostas obtive face ao número efectivo de destinatários... Pois... Vergonha de ainda ter coragem de lhes chamar "amigos de sempre".

Mais giro do que o número quase inexistente de respostas foi (re)dizer a um "amigo" no MSN que ia estar a semana da Páscoa em casa e que podíamos combinar qualquer coisa. Eis a resposta entusiasmamente motivadora e com a capacidade inacreditável de pôr a organizar mil eventos para estar com todos os meus "amigos": ok.
Tomem lá um martinito para digerir tanta emoção acumulada!

Bom, ainda me vão valendo aquelas pessoas que não precisam de e-mails em massa para saberem o que faço e por onde ando. Ainda não tinha viagem marcada e o aliciamento com convites para repastos caseiros, idas ao teatro e a exposições multiplicavam-se. E a cereja no topo do bolo: os serões a blablablablablablablablabla :) Não resisti (Vá agora vou cobrar isso tudo! :)

A distância só existe para quem se limite a olhar para os caminhos. Para quem os percorre ela pode ser quase inexistente.

24º momento cultural

Olá eu sou a Calíope, sou emigrante, fui ver a Mariza e portei-me muito bem! Sem lágrimas nem nada...
O concerto foi igualzinho ao que vi no ano passado em St. Poelten, tirando o facto de o encore em Viena ter sido mais uns bons 45 minutos :)

Assim que me apercebi que o alinhamento deveria ser o mesmo, contei os segundos para a batucada do Barco Negro. O arranjo está magnífico. O Barco Negro é o meu fado preferido de todo o sempre e com este arranjo fica exoticamente brilhante. O tipo a batucar e eu já com os pelitos do braço todos eriçados. Ela começa a cantar e eu de olhos baços.

Vi depois, numa rocha, uma cruz,
E o teu barco negro dançava na luz
Vi teu braço acenando, entre as velas já soltas
Dizem as velhas da praia, que não voltas

Fiquei a pensar porque é que eu gosto tanto disto e a melhor justificação que arranjei foi o facto de esta estrofe (e restante letra) se enquadrar perfeitamente no meu imaginário do mouro a esbracejar na costa... Ok, agora toda a gente já se apercebeu que o meu mouro a dar à costa tem muitas semelhanças com um náufrago!!!

domingo, 14 de março de 2010

De volta à realidade

Não sou uma desocupada nem uma aspirante a porteira para estar a desperdiçar o meu precioso tempo com chiliques. Sexta-feira estava intragável e irreconhecível, eu sei. Mas sexta-feira foi mesmo intragável.

Sábado veio e pôs-me de volta na órbita do meu mundo real. Se tenho muito que fazer o melhor é mesmo arregaçar as mangas, organizar-me e rentabilizar o meu tempo. E assim foi.

Galliano para a casa Dior (colecção Primavera/Verão 2010)

Primeira decisão: Não posso descuidar-me com a comida. Saco vazio não fica em pé, não é? E eu de rastos não sou especialmente diligente. Então agora ao fim-de-semana faço umas quantas refeições: 3 idealmente, ou vá 2, mas em porção para uma família de 4 pessoas. Como uma e o resto congelo em tupperwares, que me servem de refeição ao longo da semana. Vamos ver como corre esta.

Segunda decisão: Estudar consequentemente não inclui tirar uma soneca pelo meio! (Mas posso fazer uma pausa para o lanche!)

Terceira decisão: Ainda bem que já tenho as aulas da faculdade relativamente bem esboçadas e já tratei de distribuir trabalho pela criançada.

Quarta decisão: Não falar ao telefone sentada. Aproveitar esses minutos para arrumar roupa (há sempre roupa para arrumar aqui no burgo) ou no caso de ontem, estendê-la!

Quinta decisão (a mais difícil): Passar a começar a trabalhar às 8:00 (vá no máximo às 8:30)

Rédea curta comigo e eu volto a estar em linha!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Ataque de pânico


É basicamente o meu estado desde 4ª-feira pelas 18:45, quando sem querer marquei uma data para apresentar o meu trabalho ao mundo, no caso aos meus colegas, e ainda mais casualmente o trabalho que ainda não está feito...

Hoje fui assistir a uma prova a que eu própria me deverei sujeitar no espaço de
um ano... bom agora já são 11 meses para a viabilização do meu projecto de doutoramento. Demorei mais de meia hora para encontrar a sala. Sala essa para uns 100 alunos com estrado e tudo. O primeiro candidato era obviamente a única pessoa engravatada da sala. Eu sentei-me no fim. Eram poucos os gatos pingados que não pertenciam à comissão de provas ou conselho afim. Face simplesmente ao espaço eu deixei de me conseguir imaginar naquele lugar...
Um dos professores dá ordem de início e o aluno começa a falar.
First I'd like to thank Professor... [Um grande uff para mim. Saiu-me uma meia canga dos ombros. Então pode falar-se em inglês? Não era suposto ser tudo em alemão... Se calhar ainda tenho hipóteses]

Eu tomei nota de tudo: os agradecimentos no princípio e no fim, as pausas para beber água, as justificações, as bases teóricas, o projecto e os planos, o pedido para continuar a investigação...

Voltei ao mesmo: parece-me que não tenho esta bagagem e não sei se num ano faço assim a mala tão bem feitinha.

A segunda apresentação foi de uma colega minha, desta feita em alemão. Possivelmente ela não costuma falar em público, pois até eu notei a diferença do colega anterior. Acho que correu pior. Os comentários não foram por aí além. Quando a comissão se reuniu para o veredito, eu saí de cena. Afinal só queria ver como eram as apresentações.
E saí da Universidade completamente miserável. Eu estou a anos-luz de tudo aquilo, seja forma seja conteúdo... anos-luz... e mesmo muitos. Pena é que a luz ao fundo do túnel esteja cada vez mais mortiça. Assim de repente só vejo sombras e isso não me parece especialmente promissor.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Curtas

- Independentemente de ser Outubro ou Março no primeiro dia de aulas que dou na faculdade... NEVA!

- Agora ao voltar para casa dei com uma manifestação... a minha dúvida é manif. de quem? Opções:
- Polícias (que mais pareciam bombeiros) eram mais que as mães, mas rapidamente me apercebi que estavam só a controlar a situação.
- Partido Comunista Austríaco (partido sem visibilidade nenhuma aqui)
- Estudantes
- Pessoal em geral contra a globalização, anti-capitalismo, anti-coisas-em-geral (acho que esses estão em todas)

O mais estranho é que havia uma escola de samba a desfilar e isso foi o que mais me intrigou... porque estavam muito bem organizadinhos. Profissionais não eram, mas bem exercitados sim.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Fechado para desenvolvimento pessoal da gerência

O meu doutoramento aproxima-se e consubstancializa-se a olhos vistos...

Foi quando arranjei um tema. (Maio 2009)
Foi quando falei com o Professor. (Junho 2009)
Foi quando tive de fazer uma prova de alemão para poder apresentar a candidatura. (Setembro 2009)
Foi quando meti os papéis. (Setembro de 2009)
Não foi quando mos recusaram. (Novembro de 2009)
Foi quando o Professor reviu a minha papelada e aconselhou-me a tentar mais uma vez (Dezembro 2010)
Foi quando peguei em mim e voltei à secretaria (Dezembro 2009)
Foi quando recebi a autorização da Universidade (Janeiro de 2010)
Foi quando me matriculei na Universidade de Viena (Fevereiro 2010)


Hoje começaram as aulas. Tenho de fazer uma apresentação pública a 12 de Maio.

Estou em pânico. Ainda não estou à vontade nem com o conteúdo nem com a forma.

Desconfio que a minha vida de ermitã comece amanhã (sim porque hoje tenho ainda de preparar aulas...)

(Adeus festas, adeus vida social, adeus gajos que estavam quase quase a bater-me à porta, adeus engonhanços, adeus perdas de tempo, adeus grandes borgas.... em nome da ciência, claro!)

23º momento cultural

A Mayra Andrade tocou pela primeira vez em Viena e cantou e encantou. Possivelmente para ela (e para mim de certeza) foi estranho ouvir música dançantemente africana numa sala de espectáculos com um público colado às cadeiras e que aparentemente está muito bem rotinado em concertos de música clássica.

Ela tentou interagir e dentro do género até não se saiu mal. Eu adorei quando ela pediu-nos para cantar e de repente larga um: "Hey people up there! Do you think you are in the cinema?" Pontaria exímia! :)

O concerto foi a meias com a Rokia Traoré (do Mali), mas a Mayra devia ter cantado mais... A Rokia escolheu mal o reportório e a organização do mesmo. Começou com temas talvez muito sentidos, mas fraquinhos, e quando animou já estava toda a gente cansada (o avançado da hora não jogou nada em seu favor).

No domingo há mais world music na Konzerthaus: no domingo há Mariza.

segunda-feira, 8 de março de 2010

O homem de quem se fala


Christoph Waltz, austríaco e com um Oscar na mão desde ontem! Claro que não se fala de outra coisa na germanofonia!

Charme, charme, charme!

domingo, 7 de março de 2010

Estabilidade ou estagnação?

Fui hoje a uma festa (brunch a partir das 10 da manhã...) a que considerei não ir por me ter pesadelos na noite passada. Sonhei que havia crianças pequenas a correr e a gritar por todo o lado... A realidade não foi muito diferente...

daqui

Encontrei uma amiga sérvia que já não via há uns bons 3 ou 4 anos.

Amiga: Ainda moras na Mariahilfer?
Calíope: Sim!
Amiga: O teu telefone é o mesmo?
Calíope: É, é.
Amiga: Então e novidades?
Calíope: Não sei se na altura já estava a dar aulas na universidade...
Amiga: Já, já, porque eu lembro-me disso.
Calíope: Bom, a única coisa nova então é que comecei a tirar o doutoramento.E tu?
Amiga: Isso é óptimo! Olha, o Cyril está agora com 3,5 anos, a Valérie faz um ano em Maio. Tirando isso a minha vida é inexistente! Mas vamos mudarmo-nos para França em Junho.

Pode ser paranóia minha, mas parece-me sempre que alguns dos meus interlocutores ficam à espera que eu diga: "E tenho um namorado novo" ou "Caso-me para o ano" ou "Estou grávida de gémeos"... Pois, mas não.

sábado, 6 de março de 2010

22º momento cultural

Para quem estranhou o fiado de dias sem momentos culturais nem filminhos lusos, cá está o momento por que esperavam.

A Outra Margem de Luís Filipe Rocha


Assim de repente tornou-se no meu filme português preferido de todos os que já vi.

Gostei tanto do filme que os meus aluninhos queridos de Mündliche Kommunikation (Comunicação Oral) vão ter de levar com ele. O tema para este semestre é a 'Fronteira' por isso cabe perfeitamente!

quinta-feira, 4 de março de 2010

O mundo maravilhoso dos homens

Iguaizinhos, iguaizinhos,
só faltava sacar dos iPods do bolso e
falarem sobre fundos, acções e mercados...

Episódio 1
Há coisa de um mês, um amigo meu (A) ligou-me para irmos a uma festa. Dado o historial do tipo, eu na minha cândida inocência achei que era um date... Nada disso! Fomos a essa festa porque ele e um colega (B) da escola chegaram à conclusão que me conheciam. Um há 10 anos e o outro porque se encontra 'ligado' a mim numa rede social. Eu fiquei furiosa quando me apercebi que o A só me tinha levado à festa para me apresentar ao B...


Episódio 2
Ontem liga-me um amigo meu (C) a saber como eu estava e dado que já não nos vemos há imenso tempo, perguntou se eu não queria ir a uma festa com ele no sábado. E acrescenta: "Ah! A festa é do B. Acho que o conheces.." E eu: "B quê?" Não estou a ver... Resposta: "É o B não sei o quê e está junto com a Carina." E eu: "Carina não conheço nenhuma, mas acho que já sei quem é o B. Eu tenho um jantar no sábado, mas se me despachar passo por lá". Ele ficou de me mandar o convite.


Episódio 3
Recebo hoje o mail do C com o convite do B... ao C, pensava eu bastante singelamente. Eu li os mails para trás, claro... e o que é que lá estava escrito?! Passo a citar: "Aqui está o convite oficial para a festa de sábado. Começa às 18:00. Claro que podes trazer alguém - a Maria Calíope por exemplo!!!

WHAT?!!! Eu a pensar que C se tinha casualmente lembrado de mim e 'bora lá beber uns copos, mas não... o sr. B (que me viu uma vez na vida e semi de trombas) resolveu recrutar todos os amigos dele que me conhecem para me levarem a festas e demais eventos sociais... Isto é normal?! Eu agora estou em pulgas para ver se consigo (1) sair do jantar a tempo e (2) ir à festa e (3) conferir mais surpresas do mundo maravilhoso dos homens...

quarta-feira, 3 de março de 2010

"Ficar para tia"

Calíope 2010 (gira como tudo
e com o seu ar intelectualóide,
mas muito sofisticado :))
Esta expressão apareceu num fantástico poema de Carlos Drummond de Andrade que trabalhámos na aula de hoje. Claro que causou dúvidas apesar dos alunos perceberem 'ficar' e 'tia'. Eu expliquei e dei como sinónimo a triste 'solteirona'.

Houve uma aluna questionou-me duvidosa da existência de 'ficar para tio'. Pois, pois não existe. Mas 'solteirão' sim. Tratei de esclarecer que solteirona tem uma carga negativa, mas que solteirão me soa bastante neutro.


Calíope 2088 (para parecer ter uns
65 anos eu já devo estar no mínimo com 110)


Há um aluno que se adianta com "Pois! Ele pode, mas não quer!" (Eu chocada e perdida de riso fiz a analogia: ela quer, mas não pode...)

Outra que me fez rir à gargalhada na aula de hoje foi dizerem-me que 'tostão' era uma tosta grande!!!!

Ri-me a bom rir, mas não compensou a desilusãozinha do mouro esbracejante que afinal já estava atracado em costa alheia. Bolas pá! Vou eremitar e pôr o tempo a render para o meu doutoramento, mas é... Sim, porque a ser tia não é para ser uma tia qualquer, mas uma D. Tia, Phd! ahahahahahhahahahaha