segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Até para o ano!

Se alguém der por falta de mim, estou na Holanda.

Mudar de casa


Uma ameaça ou uma oportunidade?


domingo, 27 de dezembro de 2009

Sagrada família


De acordo com um telejornal da SIC, o sermão da missa de Natal do bispo do Porto passava pela observação atenta do presépio. Ele dizia qualquer coisa como: "bastava olhar para o presépio que está tudo lá!".

Fiquei a pensar nisso.

Presépio

Hoje, enquanto ouvia a homília do padre daqui sobre o dia da família, apercebi-me de algo extraordinário: Jesus deve ter sido o primeiro a ter oficialmente dois pais: Deus e S. José. O facto parace não incomodar os defensores da 'família tradicional'. Afinal o bispo tinha mesmo razão. Está lá mesmo tudo no presépio.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A carreira que me passou ao lado

Com o meu pai cá no burgo, há conversas do arco da velha.

Pai - Calíope, onde tens a caixa de ferramentas?
Calíope - Está na despensa, na prateleira do meio.
Pai (umas horas depois) - Onde?
Calíope - É uma caixa de sapatos, Pai. Das pequenas.
Pai - É só isto? Só tens uma caixa de ferramentas?
Calíope - Não. Tenho uma outra, do mesmo tamanho...
Pai - Não tens um conjunto de chaves de bocas?
Calíope - Hmm... Acho que não.
Pai - Ah! Então ainda bem que eu te trouxe um set... e com chaves de todos os tamanhos!

Mais tarde.



segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Frentes frias

A temperatura desce e é o caos no tráfego aéreo. O meu pai e a minha mãe conseguiram ver os seus voos alterados por 4 ou 5 vezes, entre overbooking, voos cancelados, atraso do primeiro voo que lhes impediu apanharem o segundo e muitas horas de espera. Foram mais de 14 horas que caminho que se estendeu de porta a porta. A sorte é que até moramos perto do aeroporto em Lisboa e que a minha casa aqui em Viena também é bastante central. Se vivessem em Tomar e eu em Krems, podíamos ter de acrescentar mais umas 4 horas à brincadeira.
daqui

Em 14 horas bem que podiam ter ido para um destino mais quentinho... apesar de chegar a Viena com -12ºC ser bastante agradável!!!
Para quando um voo directo entre Lisboa e Viena, pode-se saber?

sábado, 19 de dezembro de 2009

Linguagem corporal

Ando aqui o dia todo entretida a escrever um ensaio sobre fotografia com o mínimo de 5 páginas (o número mínimo de caracteres está estipulado também para que não haja espertinhos a escrever com fonte 20) e acabei de descobrir esta fantástica frase:


Dançar significa, escreve José Gil, confundir o léxico com a gramática, de tal modo que os gestos não reenviam a nenhum sentido fora dos movimentos corporais. Flutuação e ritmo onde, de um sopro a outro, passa um corpo. Com espaço próprio que é o dos gestos e um tempo incorporado, libertação antes de tudo, a dança representa para todos nós, constrangidos nos limites do verbal, a inteligência do corpo.


daqui e daqui


"Flutuação e ritmo onde, de um sopro a outro, passa um corpo"?!! Não sei quem é o sr. José Gil, mas se alguém o conhecer, pergunte-lhe o que quer dizer com isto.


De resto acho que até concordo...

Aquecimento central

Face às temperaturas negativas lá fora o que menos apetece fazer é sair. Mesmo assim, peguei em mim ontem e fui a uma festa de samba...

Ritmos quentes numa noite gelada: combinação perfeita.

Os ritmos brasileiros são contagiantes independentemente de serem mais popularuchos ou eruditos. E se calhar deve ser do melhor que o Brasil exporta.
Eu já nem me lembrava que sabia sambar (só com a perna direita, mas isso são pormenores), mas sambei que sambei e soube-me mesmo a abacaxi!

E pela primeira vez apercebi-me de que já estou à espera do Carnaval!!!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Trilhos

Nos últimos tempos tenho justificado muitas quebras de contacto com os caminhos da vida que se separam com o decurso do tempo.

Justificação fácil apesar de com a passagem dos anos ser cada vez mais difícil manter pararelos muitos caminhos. Aos que palmilham o respectivo trilho é requerido esforço e interesse em acompanhar os ditos caminhos pararelos. Não é impossível, mas trabalhoso. Fontes de distracção diversas podem fazer com que um vire à esquerda e outro à direita e, lá está, os caminhos outrora unidos separaram-se.

Triste.

No entanto, regozijo-me hoje ao saber que lá à frente também há um novo cruzamento ou até uma rotunda onde estes mesmos dois caminhos se voltam a cruzar.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Agora vou passar a cheirar a cavalo em sinal de protesto

O meu perfume de Inverno dos últimos anos acabou (era o segundo frasco). Não o encontrei no free shop de cá nem de Frankfurt. (À hora que embarquei na Portela as lojas estavam fechadas) Hoje comecei a busca por cá mesmo e surpreendam-se... foi cancelada a produção do melhor perfume de Inverno de todos os tempos.

Já não há mais Sensi do Emporio Armani para ninguém... Como será possível?!

Se alguém por casualidade do destino encontrar um frasquito perdido numa prateleira qualquer, teria a amabilidade de mo avisar? Muito agradecida.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Allahu Akbar!

Estive o fim-de-semana semi-enclausurada a ler compulsivamente... Ok, também saí para umas actividades sociais, no entanto, as minhas tarefas domésticas e profissionais foram atiradas todas para canto, porque eu queria ler mais e saber mais e essas coisas todas. Consegui acabá-lo ontem.

O tema é polémico mas interessa-me: islão.

Pela primeira vez na vida, resolvi manifestar-me a um autor de um livro lido. O e-mail foi longo relatando factos que me impressionaram no livro, bem como questões que valiam a pena ser exploradas e ainda dei-me ao luxo de fazer uma sugestão: 7 parágrafos!

Em menos de uma hora tinha uma resposta (que só vi agora) e que não era automática.

Obrigado, José Rodrigues dos Santos!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Teria coragem de viver um Natal sem compras?*

Há muitas coisas que não percebo e uma delas é o súbito consumismo desenfreado na quadra natalícia. Não percebo, não gosto, não pactuo e condeno-o.

O medo da rejeição social, a explosão da sociedade de consumo, a entrada das mulheres-mães-avós no mercado de trabalho e a competição profissional empurram-nos lojas adentro. Não há tempo. É obrigatório não falhar: as crianças querem a mais recente consola, os adultos não perdoam um presente disfarçado de caro, sob pena de se sentirem desvalorizados. São valores virados do avesso. Somos mais vazios hoje e, por isso, compramos mais. Eis o Natal contemporâneo.

Poupem-me! O Natal 'a sério' deveria ser outra coisa...

O problema adensa-se quando não há tempo para concretizar intenções. A psicóloga clínica Ana Queiroz aponta a falta de tempo como uma das razões para a perda do sentido de família do Natal a favor do Natal do consumo frenético. "Hoje a família inteira já não pode reunir-se durante 15 dias, cozinhar os doces em casa, fazer os próprios postais".

Perdeu-se a receita tradicional das rabanadas, há torres empilhadas de bolos-rei nos supermercados, os presentes que já estiverem embrulhados e prontos a levar têm prioridade, há gente sem fim a acotovelar-se junto às caixas registadoras. Em suma, "perdeu-se o verdadeiro espírito natalício - estar disponível para as pessoas, ser solidário", lembra Ana Queiroz.


Há uns anos disse aos meus amigos que não me dessem prendas, acrescentando que de mim também não receberiam nada, pois não precisam nem de meias, nem de velas e se precisassem, não ficariam à espera da minha doação. O dinheiro dessas quinquilharias encaminhei em forma de bolsa de estudos para uma associação de solidariedade social, não só em Dezembro, mas ao longo do ano. Afinal o Natal é quando o Homem quiser.

*O artigo completo do JN está disponível aqui.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Ossos do ofício

O facto de morar numa perpendicular da rua mais comercial de Viena, ou seja, da rua mais comercial da Áustria, não é a melhor coisa na quadra natalícia. Uma pessoa quer ir fazer as compras da semana e tem de se acotovelar com os outros 23.452.434 transeúndes e com os seus respectivos 564.754.321 de sacos e pacotes e decorações parvas. Para facilitar as coisas, a edilidade fecha a rua ao trânsito durante os fins-de-semana do Advento. conseguindo assim acumular ainda mais pessoas. Eu já não aprecio este corropio sazonal, mas ter sempre pelo menos 10 pessoas à minha frente para os provadores ou para a caixa é completamente insuportável. Um vestido, uma camisola e quase 3 horas depois, segui direitinha para o supermercado para apetrechar o meu frigorífico para a semana.

Ai! Esqueci-me de mencionar a cereja no bolo das coisas intragáveis desta quadra: a música. Todas as lojas tocam o mesmo. Se eu ouvir mais uma vez o Last Christmas dos Wham ou uma outra que detesto ainda mais, não me responsabilizo pelos meus actos!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Esqueçam lá

aquilo que eu disse no post anterior.

Acabei de ler tudo o que precisava de saber para estar em paz com a minha consciência naïve, rancorosa e com dificuldades de ver cinzentos.

"A generosidade compensa mais do que o egoísmo, ou seja, são conferidas vantagens evolutivas aos seres com comportamentos altruístas."

Gerações futuras, agradeçam aos meus genes generosos e se entretanto quiserem, leiam tudo aqui!

Se calhar sou mesmo naïve, mas menos rancorosa...

A minha dificuldade de ver cinzentos tem-me atrapalhado o raciocínio. Não era bom que as coisas fossem pretas ou brancas para a gente se orientar melhor? Eu acho que sim, mas ao mesmo tempo caracterizo-me frequentemente como Humpty Dumpty, nem me identifico com um lado nem com o outro do muro... talvez um bocadinho dos dois, não sei.


Jenn Maynard, Humpty Dumpty

As pessoas não são planas, não há os bons, só bons, nem os maus, só maus. A versatilidade, cuja apologia eu tanto faço, pode também não ser positiva...

Há várias caras, distintas máscaras que se usam mediante a situação... e eu também terei de fazer uso delas, caso contrário arrisco-me a cair do muro.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Epá, se eles são felizes assim...*

(Acabadinha de vir do cinema)

Acasos misturados com coincidências.
Sorte chocalhada com casualidade.
Pessimismo amassado com arrogância.
Ingenuidade polvilhada com sarcasmo do bom.
Whatever Works...
É como for, mas
Woody Allen porque sim!



*Desconheço a tradução portuguesa de Whatever Works, mas se fosse eu a tradutora encarregada, esta seria a minha escolha.

Um ponchito para a mesa da janela!

As mesclagem das estações que eu não consigo bem distrinçar em Viena não me impedem de ter reparado numa outra coisa igualmente sazonal e simplesmente adorável. Aqui há época de tudo: Junho é espargos, Setembro Sturm, Outubro abóbora e Novembro ganso com couve roxa, etc. etc. etc. E eu adiro, claro está!
Agora em pleno Advento, a quadra e o frio pedem mesmo por algo quente que nos aqueça o corpo e nos acalente a alma: eis o sucesso do ponche!
Eu completamente aficionada por estas tradições sazonais já devo ter bebido litros de ponche neste ano. Hoje cheguei a casa com os pés transformados em pedras de gelo, mas isso são pormenores. Esta gente daqui é fria, mas arranja mil razões para confraternizar! E com certeza que nas 3 semanas que faltam ainda fluiram muitos mais líquidos.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Anedota

Às vezes passa-se qualquer coisa que me faz crer que a minha vida é miserável.
Felizmente muitas outras vezes, tenho a certeza que tenho um luxo de vida.


Hoje é um dia de cruzamento e resolvi fazer pouco das situações ridículas que também compõem a minha vida de luxo.

Rir faz sempre bem e então estou a tentar criar uma anedota que comece assim:

Um espanhol que vive em Madrid, um suíço que vive em Loumé (Togo) e inglês que vive em Viena estão numa fila...



Ainda não sei como terminar a petite anecdote, mas estou divertidíssima a imaginar as personagens.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Esclarecimento

O caríssimo leitor, sempre atento e alerta, deve ter reparado nos meus silêncios e consequente ausência. Aqui fica o meu pedido de desculpas pela falta de tempo e especialmente pelo imenso cansaço que me tem assombrado. Bem que preferia ter estado neste últimos dias numa praia do Índico, mas não, cá estou em Viena a trabalhar, a socializar um bocadito e a (tentar) resolver os meus dramas mentais.