segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Burro velho aprende línguas



Depois das ancas e da coordenação motora, vem agora a fluência da língua e a precisão da mão.

Estou a aprender hindi e já sei mais ou menos as vogais, mas ainda preciso de umas cábulas! Na próxima segunda há mais e para já há tpcs.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Mundo às avessas

Auguste Rodin, Kissers


Depois de anos de chicote na mão e faca na liga, foi preciso ser-me posto um travão e manter o pulso firme para eu perceber o óbvio:

Eu não sou assim... foi esse mundo malvado que me tornou num animal sanguinário. Heathcliff*, já temos qualquer coisa em comum! Rousseau**, volta! Estás perdoado!

... mas vou guardar o chicote, a liga e a faca, pois nunca se sabe quando serão necessários! ;)

*A personagem principal de Wuthering Heights.
** A teoria do bom-selvagem.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Em cima do salto X

Sobre a madeira e outras situações da vida em geral:


Measure twice, cut once!

Elena Feliciano, Forget me not floral stiletto giclee

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Era o que me faltava...

Alguém me faz o favor de me arranjar um estômago novo?
Sinceramente...


segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Pretérito im-perfeito


As minhas aulas de Grammatik im Kontext vão passar a ser um laboratório para a vida real, por isso os exercícios vão passar a ser bem mais significativos... Eram coisas contextualizadas que queriam, não era?


João ___ (amar) Teresa que ____ (amar) Raimundo

que ___ (amar) Maria que ____ (amar) Joaquim que ___ (amar) Lili

que não ___________ (amar) ninguém.

João __ (ir) para os Estados Unidos, Teresa para o convento,

Raimundo ___ (morrer) de desastre, Maria ___ (ficar) para tia,

Joaquim ____ (suicidar-se) e Lili ___ (casar) com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.


(Andrade, Carlos Drummond de. "Alguma poesia" . Em: Sentimento do mundo . (1998), Rio de Janeiro: Record)


domingo, 14 de setembro de 2008

Aprende uma língua e os teus horizontes alargar-se-ão*

Acabei de descobrir uma razão para ir aprender Hindi... na verdade são cerca de 333 milhões de razões: não posso perder a oportunidade de poder comunicar com esta bela fatia de humanidade que fala uma das línguas mais faladas do mundo. De certeza que deve haver gente que há-de querer comunicar comigo... e claro que eu tenho de estar preparada para qualquer eventualidade!


Cadeiral de Chedar


*Provérbio milenar cuja origem é atribuída à gerência dos Mergulhos Fonológicos

sábado, 13 de setembro de 2008

Some things never change!*

É daquelas coisas... não precisava de ouvir para saber que ia adorar.

The Block

Já tenho o meu exemplar.
Já ouvi e re-ouvi e tri-ouvi.
Já gravei uma cópia de segurança.
E continuo a ouvir alegremente porque isto só vai parar quando souber as letras de cor e tiver uma música preferida :D
Para tornar a experiência teenager ainda mais real. Faço como fazia na altura. Por cada tarefa feita dos TPCs tenho direito a ver um vídeo. No caso, por cada ficha feita para os meus alunos, tenho direito a uns bónus também! :D
Há coisas que nunca mudam... e ainda bem que assim é!
* They just get better

Em cima do salto IX

Não preciso de casar com ele, mas vou dar-lhe bom uso!
Elena Feliciano, Hot pink roses floral stiletto glicee

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Pre - ocupações


Ando a ler um manual de latim que foi alvo de um eficientíssimo serviço de marketing e levou a roupagem de manual de amantes... latinos, que é como eles se querem*. Estas leituras só serviram para dar asas aos meus já muito divagantes e viajados pensamentos linguísticos.


Apercebi-me nestas excursões mentais que preocupar é um derivado de ocupar. Curioso, não? Estar ocupada com algo de antemão é sinónimo de preocupação. Na minha cabeça, que se orgulha por me descrever como alguém sempre ocupada, faz agora todo o sentido ser uma pessoa preocupada talvez na mesma proporção. Preocupo-me com uma série de coisas, é mesmo verdade. Chego assim à conclusão que se me pre-ocupo tanto com certas coisas só pode ser porque não tenho ocupação presente suficiente.


*Eu não sei, mas ouvi dizer.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Pessoas entre mãos

Até que ponto conhecemos as pessoas que nos rodeiam?


Neste preciso momento eu diria até ponto nenhum porque as pessoas são caixinhas de surpresas (infelizmente nem sempre boas). O mais fascinante deste estudo sociológico de que me encarreguei desde ontem é a margem de manobra que aquelas pessoas que ''conhecemos mesmo como a palma da nossa mão'' conseguem desencantar conseguindo fazer o impensável: olharmos para elas como se fossem autênticos desconhecidos. Mas quem és tu romeiro? A história da mão anuncia logo encobertamente a fajutice desta expressão: quantos riscos tem a minha mão? Para onde é que eles se dirigem? Pois não sei... é exactamente assim que conheço as pessoas que me estão mais próximas. Acho que há mais ou menos x riscos e uns estão para um lado e outros para outro. Tenho a ideia que há um cortado... Ou seja, sei que há características que estão ou devem estar presentes mas não sei o que cada um vai /pode fazer com elas.


Não sei se gostaria de conhecer realmente as pessoas que me rodeiam... tenho medo de me assustar... e começo a desconfiar que se calhar a vermelhidão dos meus olhos não é mais do que um filtro para ver o mundo mais cor-de-rosa...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Em cima do salto VIII

"Somos adultos, não precisamos de esquemas nem de desculpas!"*

Elena Feliciano, Red rose stiletto glicee

*Não fui eu quem o disse, mas às vezes é mesmo preciso que haja um confronto com a realidade para nos apercebermos que os anos de teenager já passaram e que os vinte estão quase a acabar. Que tal honrar todos os dias em que acordámos, mostrando que aprendemos qualquer coisa e que os nossos horizontes estão mais largos.