quarta-feira, 28 de março de 2007

Martinito



Se há cumplicidades inexplicáveis, se há relações duradouras e sem amargos de boca, esta pode ser uma delas.

terça-feira, 27 de março de 2007

Convites improváveis

Desconfio que devo ter uma costela bizarra ou pelo menos alguns genes a puxar pelo insólito, só isso pode justificar uma série de situações caricatas e no mínimo pouco prováveis que me envolvem. Para pôr um pouco de ordem na casa vamos lá espartilhar e catalogar as coisas.

Imóveis
Uma vez enquanto procurava uma casa onde morar, marquei de ir ver um quarto num sábado de tarde. O tipo que ficou de me mostrar a casa, morava lá também e fez-me a visita guiada pelo apartamento. Coisa mais ou menos rápida mas eficiente. No fim acrescentou que estava um pouco apressado pois ia haver festa em casa à noite e se eu quisesse para aparecer que eles teriam muito gosto. Fui!

Natal
Enquanto trabalhava num bengaleiro costumava fazer conversa de ocasião com os clientes. Uma vez, ao descobrir que eu era portuguesa, um senhor tratou de me convidar para um almoço de Natal da empresa dele, pois a mulher de um dos sócios era portuguesa também... Eu disse que ia, claro! Mas por motivos de força maior, não pude. No dia seguinte tinha alguém ao telefone a dizer-me que "todos ficaram muito tristes pela minha falta". [Todos quem?]

Impostos
Preparava-me para apresentar a papelada que deveria constar anexa à minha declaração do 'IRS'. Ao entregar os mesmos, recebo em troca um convite informal para uma recepção digna de qualquer Ministério de Negócios Estrangeiros com embaixadores de outros tantos países. O convite oficial chega pelo correio para a semana e ainda tenho direito a acompanhante.

Por favor, alguém que conte uma história que bata as minhas aos pontos!

domingo, 25 de março de 2007

Esmeralda


Não sei se serão lufadas de ar primaveril ou uma corrente de ar qualquer, o certo é que me parece avistar qualquer coisa verde a configurar-se no meu horizonte.

sexta-feira, 23 de março de 2007

Subir o nível

Num artigo na secção de economia do Die Presse (20.03.2007), diário austríaco, dei com uma notícia algo inesperada, cujo título me deixou bastante curiosa "Condições portuguesas na Europa de Leste".
O artigo versava sobre a equiparação do desenvolvimentos econónico de vários estados de leste com outros tantos da Europa central e do sul na década de 90. Até aqui nada de especial até que chega o parágrafo e passo a citar "No entanto, a situação dos estados proeminentes da Europa de Leste parece ser perigosa. Os peritos da Mooby traçam como possível cenário de crise o chamado 'síndrome Portugal'. Portugal viveu no processo de preparação para o euro um boom económico no final dos anos 90, com altas taxas de crescimento, com crescentes desempenhos no balanço do deficit e salários a subir com grande rapidez. De qualquer forma, o aumento da produtividade era demasiado precária para compensar esses factores. Por isso a competitividade da economia portuguesa afundou-se, o processo de recuperação para as médias da UE chegara subitamente a um fim."

Afinal isto não é só de conhecimento interno...

quinta-feira, 22 de março de 2007

Tu não te desgraces!

E quando de repente se vai para uma festa onde não se conhece ninguém e sem querer fica-se sentada ao lado do tipo mais giro da mesa (não só da mesa, como do restaurante e arredores)? O tipo mete conversa, conversa e ainda diz algumas graçolas e evidencia alguns dotes. No fim do jantar insinua que quer aulas e que o próprio vai tratar de arranjar o meu número de telefone.

Eu disse-lhe o preço da hora e não lho dei!

Este blog está a ficar uma pessegada... já sei... mas isto é mais forte do que eu! :)

terça-feira, 20 de março de 2007

19 de Março

O meu pai não é leão

já não consegue carregar-me às costas

mas continua a ser único!

domingo, 18 de março de 2007

Um país verde

Nesta Europa de muitas manias, ainda há alguns povos que se orgulham e cultivam as suas tradições sem serem acusados de nacionalistas e para além disso ainda conseguem disfrutar da simpatia geral. Bom exemplo disso são os holandeses com o seu Dia da Rainha (30 de Abril), onde parece que tudo e todos foram a banhos em vitamina C ou A (dependendo se foi em laranja ou em cenoura) . Outro bom exemplo foi ontem mesmo, o Dia de S. Patrício, o padroeiro da Irlanda. Ele foi cartolas verdes, trevos de quatro folhas, música e danças típicas e obviamente muita Guiness! O mais impressionante nestas manisfestações de apreço à sua cultura pode ser o incrível número de estrangeiros que aderem... tal como eu. Não me coibí de comprar uma camisola cor-de-laranja no ano passado e ontem envergava orgulhosamente um cachecol verde (mesmo sem saber do rugido que tinha ecoado no Dragão).
No entanto, a minha mentalidade provinciana e pouco convicta não me permite imaginar Portugal em peso com uma pala num dos olhos ou vestido de verde e vermelho no 10 de Junho (desde que a Selecção não jogasse por coincidência no mesmo dia) . No 10 de Junho, o pessoal quer é sentar-se numa esplanada ou ir para a praia, no caso de não dar para fazer um fim-de-semana prolongado e rumar para o Algarve... Quem é que se lembra mesmo de que deveríamos estar a comemorar o dia do nosso país? Que por arrastamento também é o nosso dia... (Soa a conversas de emigrantes, não é?)

sábado, 17 de março de 2007

Conversas soltas IV: Imagem de marca


- Onde está o seu chapéu? Esqueceu-se dele?
- Não... Hoje já não está muito frio... mas já comprei um para o Verão!

quarta-feira, 14 de março de 2007

Déjà vu?


Há situações que parecem repetir-se... Os mesmos complementos directos ou inderectos em circunstâncias de tempo, lugar ou modo idênticas. Tudo parece já visto, vivido ou pensado, mas na verdade trata-se de uma mera prova para avaliação de conhecimentos adquiridos.
Se a matéria foi interiorizada, à segunda não se voltam a cometer os mesmos erros de principiante e o exame é passado com distinção. Caso contrário, cai-se novamente nas mesmas armadilhas e espera-se por outra situação semelhante onde se possa provar que a solução já foi consciencializada.

Poucas são as coisas verdadeiramente vãs... e só o são se não lhe atribuirmos uma competência e um objectivo.

sábado, 10 de março de 2007

Talentos ocultos


Se todas as pessoas têm coisas que fazem melhor que os demais um dos meus talentos deve estar em subir escadas!
Pode parecer uma coisa sem ciência nenhuma, mas estar ao fim de mais de 40 degraus com o fôlego de quem se levantou do sofá requer alguma preparação e treino que se resumem em muitos degraus! As minhas preferidas são as escadas rolantes do metro, pois quanto mais depressa subir menos escadas subo. Um autêntico desafio. Em casa não há escadas: o R/C não o permite, mas os quatro andares e outros tantos degraus de mármore do escritório foram hoje palmilhados cheios de boas intenções, especialmente direccionadas para os gémeos e músculos contíguos. Obviamente que isto nada tem a ver com o facto de esta semana ter ficado presa no elevador, mas a ideia de acrescentar algum exercício físico a hábitos diários parece-me um bom princípio! E quem sabe se ainda apanho um tipo giro na Reuters ou na Accenture respectivamente no 2º ou 3º andar!

sexta-feira, 9 de março de 2007

Escolhas acertadas


A sensação de se ter tomado uma decisão certa é impagável. Uma escolha bem feita não só pisca o olho à nossa inteligência, como também nos lava a alma ainda com o bónus de lhe passar o lustro.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Fatal como o destino

No dia em que nascemos temos uma certeza que pode vir a concretizar-se nas horas seguintes como 100 anos depois. Vamos morrer! Nessa medida, a vida é como uma pena que se cumpre até ao último dia, é tempo que se vai esgotando até ao último grão de areia. Estamos em contagem decrescente constante, mas por ser tão comum quase ninguém dá por conta dela. Todos os dias morremos um bocadinho... bocadinho atrás de bocadinho.

Possivelmente amanhã eu vou perder a cabeça e gastar logo dois bocadinhos ou mais num dia só.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Os coitadinhos


Há pessoas que estão simplesmente zangadas com a vida. Não interessa se chove ou faz sol, o certo é que as 4 pedras na mão estão lá sempre. As reclamações são constantes, as queixas estão na ponta da língua e o stress não lhes larga a insatisfação do espírito. A revolta não é um momento, mas sim, um modo de estar. Esta má disposição crónica é, a meu ver um de base: insegurança e falta de auto-estima e de amor-próprio. Devem viver atormentados por todas as pedras nos sapatos e assustados com qualquer vento que sopre mais forte. Não sei como há gente que consegue viver assim... Felizmente eu não sofro desse mal.

domingo, 4 de março de 2007

Música clássica

Considerações de vária índole a propósito da actuação da Orquestra do Algarve na Funkhaus Wien - Um concerto de música clássica é tipo uma ópera ou um bailado sem a parte cénica.
- É muito mais interessante assistir a este tipo de música ao vivo do que em versões áudio ou vídeo.
- Todos os músicos têm a sua importância: do xilofonista que em meia hora só tem de dar um 'pong' ao clarinetista que fica praticamente roxo de tantos 'fiu-fiu-fiiiiiii' consecutivos.
- Entre a classe dos pianistas deve haver uma percentagem muito elevada de gente corcunda ou com problemas de coluna.
- Há uma regulação específica e intrínseca relativa aos aplausos. Não se aplaude nas pausas!

sexta-feira, 2 de março de 2007

Medicina alternativa

28.Fev. 17:39
- Deram-me o contacto de um dermatologista muito bom...
- A sério? Tem piada que precisava mesmo de um.
- Toma o número. Eu vou lá amanhã.

01.Mar. 09:12
- Bom dia! Gostaria de marcar uma consulta...
- Só pode ser ainda hoje ou amanhã de manhã porque o doutor vai de férias.
- Pode ser às 16:00?
- Sim, claro... ou então passe por cá.

15: 31
- Boa tarde... eu telefonei de manhã...
- Tem o seu e-card? Aguarde ali na sala de espera até que a chamem.

15:44 (2 revistas e 3 pacientes depois)
- Faça o favor de se sentar.
- Boa tarde! Eu tenho aqui dois problemas...

15:59 (Já na farmácia)
- Boa tarde! Eu queria aviar esta receita sff.
- Aqui tem, são 4,70€.
- Obrigado.