sábado, 29 de julho de 2006

Prenúncio (provavelmente de nada)

O dia não poderia ter acabado melhor. Fui jantar à beira do Danúbio com uns amigos, nem todos meus, mas não interessa. Numa mesa de 4, havia um casal de gays: lindos os dois. Um deles já conhecia e o outro conheci hoje. É genial e fazem um par tão bonito. Dois homens lindos e nem por um minuto pensei "que desperdício". Sem mariquices nem bichonices foi um jantar super agradável. A única coisa que me lembrei foi da conversa que tive com uma outra amiga ainda esta semana. Ela fora a Inglaterra na semana passada para assistir a um casamento gay. Aí, no copo de água a mãe de um dos noivos disse emocionada: "Estou muito feliz no dia de hoje pois a partir de agora ganhei mais um filho!". Se eu tivesse lá de certeza que deixaria escapar uma lágrima no canto do olho.

Vá lá saber-se porquê, tomei este jantar como um bom indício das minhas férias que amanhã começam. Torçam para que seja verdade e eu volte com as malas recheadas de historinhas ou outras coisas boas!

quarta-feira, 26 de julho de 2006

Perguntas que ficam no ar

Como é que é possível que um drama pessoal alheio possa servir de luz no fim do túnel?

Todos evoluimos...

Com banda sonora (cronológica) de Nelly Furtado, vamos lá atentar a esta gradação progressiva ou regressiva, isso fica à mercê de cada um.

- I'm like a bird
- Try
- Força
- Man eater
- Promiscuous

domingo, 23 de julho de 2006

Confessionário

Hoje enquanto estava na missa, não pude deixar de reparar que durante uma boa meia hora houve 5 pessoas que foram confessar-se, 3 senhoras e 2 homens.
A confissão é um conceito que me ultrapassa. Fico sempre a pensar no possível conteúdo desses 'desabafos' e na necessidade óbvia que essas pessoas tiveram em ir descarregar algum peso na sua consciência com um padre. Conversar com um amigo não seria melhor?
Para mim a confissão é algo completamente despropositado uma vez que o conceito de pecado é, a meu ver, uma construção completamente artificial. Há o bem e o mal. Andar a assustar as pessoas com repressões de qualquer tipo para actos moralmente condenáveis é absurdo. Já agora, o que é um acto moralmente condenável?
Repito, normalmente qualquer cidaão tem noção de estar a agir bem ou mal... para quê estar a acrescentar zonas nublosas para confundir as mentes menos esclarecidas?

sexta-feira, 21 de julho de 2006

É tão bom...

- andar com os ombros descobertos e não ter frio.
- passear de saltos e os pés não doerem, sem cair nem sequer tropeçar e ainda ter uma mala a combinar.
- refrescar um corpo em brasa com um martini, um panaché ou um vinhozinho branco geladinho.
- espairecer entre duas ou três braçadas, dar a volta, boiar e olhar para o céu.

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Close your eyes, make a wish!

Está sol, está calor e eu não trabalho amanhã. Quero ir à praia. Discorri os nomes todos que estão no meu telemóvel. Não há pessoas disponíveis: umas trabalham, outras estão de férias, há quem esteja doente e ainda quem se encontre a mais de 2000km de distância. Não quero ir à praia sozinha.

Adormeci no sofá à frente do televisor. Acordei com Chopin (ou melhor Szopen) o som do telemóvel e um número que não corresponde a nenhum dos nomes inseridos.

- Olá! Trabalhas amanhã? Não?! Óptimo! E se fôssemos à praia?

terça-feira, 18 de julho de 2006

Adeus Maxinho!


Foi o que andei a dizer nestas últimas duas semanas antes de bater a porta e sair. Muitas vezes mais do que uma vez por dia.
Hoje as férias do Max acabaram e ele voltou para casa... dele.
Não sei se fico triste ou contente por ele se ter ido embora... Já não tenho companhia, mas também já não tenho mais fios puxados do meu lençol. Já se acabaram as festas no pêlo preto sedoso, mas também as miadelas por volta das 5 da manhã...
Adeusinho Max-bebé!

quinta-feira, 13 de julho de 2006

(Co)Memorar (00:08)

Lembrar-se de coisas é bom, mas às vezes esquecer-se delas também pode ser benéfico.

Tenho alguma facilidade em memorizar coisas, pelo menos aquelas que conseguem passar os criteriosos trâmites da minha memória. Recordo, trecordo, policordo...

Lembro-me de muitas coisas boas, mas apesar das boas recordações o vazio que fica no espaço entre elas e o presente não é tão recomendável, especialmente quando esse vazio poderia estar preenchido, se tudo dependesse da nossa vontade.
É triste.

Sei o que fiz no Verão passado, tal como sei o que aconteceu há 20 meses ou ainda pelo que passei 4 semanas atrás.
Que saudades!

(Co)Memorar (23:54)

Lembrar-nos de coisas é bom, mas às vezes esquecer também.Eu tenho alguma facilidade de memorizar coisas... pelo menos aquelas que conseguem passar os critérios da minha memória selectiva. Não sei se isso é sempre positivo... lembro-me de muitas coisas boas, mas a memória de algo que já não tem volta não é propriamente agradável, especialmente quando era não exactamente isso que se queria... que eu queria.

Sei exactamente o que fiz no Verão passado, tal como sei o que aconteceu há 20 meses ou pelo que passei 4 semanas atrás.

segunda-feira, 10 de julho de 2006

A-fi-nal

Oh baby when you talk like that
You make a woman go mad
So be wise and keep on
Reading the signs of my body


O melhor da final do campeonato do mundo foi sem dúvida a exibição da Shakira. A miúda de burra não tem nada (daí as raízes escuras) e em menos de um ano tem um dueto genial com o Alejandrito e agora o caliente Wyclef Jean dá o ar da sua graça e do seu charme no hit do Verão. É o delírio! O Alejandro tem aquela voz de encher a alma e agora este mexe-se com uma sensualidade ritmada que só visto. No meio disto tudo a D. Shakira não se sai nada mal com aqueles movimentos impossíveis e com música dançável, contagiante e animadora de espíritos. Então pergunto eu, para quê escrever coisas medonhas como o 'Underneath your clothes' quando ainda há para aí tanto muchacho pronto a participar com os seus talentos em potenciais nºs 1?

Oh I know I am on tonight and my hips don't lie
And I am starting to feel it's right
All the attraction, the tension
Don't you see baby, this is perfection

Afinal, a França não ganhou e a Itália pôs o título no bolso, enfim, um mal menor!

quinta-feira, 6 de julho de 2006

Amigos da onça

Mais uma vez um penalty, mais uma vez Zidane...
E nós é que éramos os grandes actores...
(In)conscientemente todos temíamos a maldição do galo. Pensar que os nuestros hermanos ou os brasucas nos podiam dar uma mãozinha é a mesma coisa que esperar pelo príncipe encantado... Se não nos ajudam nestas coisinhas, não nos peçam depois para simpatizarmos com eles.

domingo, 2 de julho de 2006

What goes around comes around

A minha (conhecida) ingenuidade faz-me crer em conceitos se calhar um pouco demodés como fazer o bem e ajudar os outros. Não sei bem como, mas tudo isto é compatível com o meu (ainda mais conhecido) egocentrismo. Pode ser uma visão simplista das coisas mas acho que se fizer o bem aos outros também vou receber o bem de volta. Uma mão lava a outra. Temos de ser uns para os outros.
Mais ou menos sem querer, aceitei tomar conta de um gato. Exacto, gato igual a animal! Os donos foram de férias e não tinham onde o deixar. Eu não os conhecia, nem ao Max, mas aceitei ficar com ele aqui em casa por 15 dias, porque sim, pois não há mais razão nenhuma.
Pode servir para eu limpar e organizar o meu chacra dos animais. Pode fazer-me companhia. Posso fazer-lhe as festas que eu quiser e ele ainda pede mais (porque é um animal perspicaz e inteligente)!

P.S.: Continuo a dizer bom dia ao senhor dos jornais porque acho que umas palavras tão simples como estas podem alegrar-lhe o dia.

Conversas soltas

A: O teu apelido é tão curioso, qual é a origem dele?
B: É russo... do meu ex-marido.
A: Russo? Eu pensei que estivesses casada com um músico grego.
B: Não, era um músico russo, mas realmente eu tive um namorado grego antes, muito antes...
A: Não sei de onde fui buscar essa ideia, então...
B: De qualquer modo, agora eu vivo com um indiano! Mas então e o teu apelido?
A: Também é do meu ex-marido. Ele é iraniano...