terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Cara ou coroa?

Já devo ter escrito num post qualquer sobre o facto de eu ter sido sempre mestra em arquitectar planos... e quanto mais mirabolantes melhor. Agora acabei de descobrir que este gene arquitectónico nasceu comigo, pois eu nem preciso pensar em planear o que quer que seja que o plano delinea-se por ele mesmo na minha cabeça, com ou sem o meu aval.
Reparem só na espontaneidade deste "plano". Fui convidada para ir a um meio-blind-double-date. Passo a explicar no que consiste este encontro duplo zarolho: a minha amiga conhece a pessoa com quem vai/vamos sair, mas a tal pessoa (que eu não conheço) pediu que ela levasse uma amiga. Partimos as duas do princípio que ele vai levar mais alguém.
Até agora tudo normal, mas a genialidade do meu plano foi em associar a este date o euromilhões! 6ª-feira é o dia do date e também é na 6ª-feira que a tômbola dos 180 milhões (ou coisa que o valha) anda à roda.
Assim, ponho o meu boletim e vou beber um copo com quem quer que seja... alguma das coisas tem de me sair!!! É a lógica da batata tenho de ter sorte ou na cara ou na coroa! =D

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

Vai uma aposta?

Em conversa com um amigo fiz o comentário de que a minha vida era uma aposta. Na verdade, não se tratava nada de metafórico, antes pelo contrário, em plena tarde de sábado estava eu sentada no escritório a escrever os meus artiguinhos. A resposta foi no mínimo inquietante: "mas que tipo de aposta é que é a tua vida? Daquelas que partem como favoritas, mas cujos ganhos não são grande coisa ou das outras cuja hipótese de ganhar parece muito inverosímil, mas se for ela a vitoriosa, ganha-se uma fortuna?". De forma mais clara, uma aposta segura ou uma aposta arriscada directamente proporcional a poucos ou muitos ganhos.

Eu não soube responder.

domingo, 29 de janeiro de 2006

Trim trim!

Às vezes sem querer podemos ser pobres e mal-agradecidos. Julgo que todos gostamos de surpresas (das boas, claro!), eu, pelo menos, gosto e até me queixo pela falta delas.
Agora, o rídiculo foi no outro dia um (grande) amigo meu me ter telefonado e eu ter achado que tinha acontecido uma catástrofe qualquer. Normalmente, ninguém me telefona de Portugal, a não ser a minha família mais chegada...
Na base do "no news, good news", assim que o telefone toca com um emissor inesperado há sempre numa fracção de segundo uma perspectiva apocalíptica... enfim, paranóias...
Caro amigo, obrigado por teres telefonado e para a próxima eu não vou pensar que é o fim do mundo!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Mobília

Acabo de realizar um sonho muito antigo.
Se há uma peça de mobiliário que devaneia pelo meu imaginário há anos a fio é... (errado quem disse a cama de dossel ou o "red sofa") a cadeira de baloiço.
Adoro cadeiras de baloiço em geral e a partir de agora a minha em particular!Sempre achei que uma cadeira de baloiço ia ser a primeira presença mobiliária em minha casa... acontece que antes de me poder baloiçar numa cadeira, precisei de arranjar um sítio para dormir, para me sentar, para cozinhar... ou seja coisas bastantes triviais e que sem dar asas a muita imaginação são muito úteis e necessárias.
Agora já me posso dar a estes pequenos luxos e eis que tenho uma linda cadeira de baloiço azul plantada no meio da sala!27 anos e mais um sonho concretizado!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Rigores de Inverno

Desde que ontem vi que a previsão metereológica para hoje foi um desassossego. Tempertatura máxima -10ºC. Temperatura mínima -15ºC. Claro que eu já sentia literamente na pele que está muito frio, mas assim que soube os valores foi muito pior... por mais agasalhado que se esteja, a cara fica sempre pre de fora e custa um bocadinho a respirar o ar frio e convem que a boca esteja de alguma forma tapada.
Na verdade, é indiferente estar -15ºC ou -20ºC (a mínima para amanhã) desde que não haja vento. Este sim é que é o grande carrasco. É cortante, entranha-se na carne... enfim, uma autêntica pena. A única coisa boa desta onda de frio siberiano é que causa sempre um alívio e um conforto ao entrar em qualquer sítio! Está sempre quentinho!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

Partes do corpo à deriva

Se há parte do corpo teoricamente desgastada com histórias de amores e desamores, ela deve ser o coração. A associação está mais do que cristalizada, mas porque não o estômago? se há pessoas que lá sentem borboletas ou a barriga? pois há quem tenha dores ou mesmo diarreia. Outra metáfora muito curiosa é a dos corações que se partem. Mais uma vez, eu sugeriria o fígado ou a bílis uma vez que depois de um "coração partido" há muitos maus fluidos a circularem pelo corpo e as pessoas azedam, nem que seja só por um bocadinho.
Mantendo a metáfora, será que quando um coração se parte, ele sara e reunifica-se ou será que as partes cicatrizam assim mesmo e depois são estas partes que voltam a partir-se e assim sucessivamente?
Sendo verdade a segunda opção, o meu coração já deve andar nos 26 cacos, se não me falha a memória, nem a matemática! 26 peças de tamanhos diferentes, mas todas elas sentidas, todas elas vividas... mas partindo do princípio que eu ainda vá viver muitos anos, arriscam-se a tornarem-se num daqueles puzzles de inúmeras pecinhas.

domingo, 15 de janeiro de 2006

Abismo

A atracção pelo abismo foi algo que sempre me fez alguma confusão. Por que raio alguém nas suas perfeitas capacidades sente uma necessidade (não pode ser apenas vontade) de caminhar em direcção a um abismo? O meu sentido prático só me permitia ver nesta deambulação um masoquismo intrincado de ideias suicidas.
Acontece que no melhor pano cai a nódoa e eis senão quando dei por mim a andar completamente à deriva e, surpreendam-se, com um abismo no fim do meu horizonte!
Por mais racionalmente que analise todo o meu comportamente, eu não consigo virar as costas ao abismo. O magnetismo é de tal maneira forte, que não há espaço nenhum para qualquer argumento lógico, inclusivé da minha própria cabeça.
Em conversa com um amigo sobre este estranho fenómeno, fez-se luz no meu caminho! O segredo de avançar para o precipício é não fechar os olhos! Porquê? Pois só assim podemos ver a pontezinha que lá está para passar para o outro lado. O abismo atrai, mas só cai lá quem é cego e não encontra a pontezinha!

sábado, 7 de janeiro de 2006

Feriados

Nos últimos 12 dias, eu, todos os residentes e turistas da maravilhosa Bundesrepublik Österreich fomos comtemplados com nada mais, nada menos do que 4 feriados. Se dois deles não tivessem calhado casualmente em domingos, em 12 dias teríamos tido uns míseros 4 dias úteis, já sem contar que dois deles seriam dias úteis a meio-gás, pois há sempre umas tolerâncias especiais para a véspera de Natal e do fim-do-ano. Com metade dos feriados ao domingo os "estragos" foram menores.
Pessoalmente, desde que cá vivo acho o domingo o dia mais aborrecido de todos os dias da semana. Tirando ir à missa e ao cinema/ópera/teatro, pouco mais há para fazer. Está tudo fechado porque um estado assumidamente católico assim o obriga. Eu antes trabalhava alegramente ao domingo e sentia que o dia rendia... agora trabalho como o comum dos mortais de segunda a sexta, já não sei especificar o que faço ao domingo... é um stress! Vida de couch potatoe não é para mim. Não poder fazer compras transtorna-me mesmo muito o sistema.
A existência de feriados prolonga esta inércia domingueira e para mim é o tédio completo. Tendo em conta que é o dia calendarizado para ser passado em família, eu evito por perturbar a harmonia familiar dos meus amigos, acabando por me conformar com a minha própria família, que aqui se reduz a mim mesma.
Solução? Ou começo com um plano dinamizador dos domingos e dias feriados ou trato de arranjar uma família, nem que seja emprestada!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2006

Plágio

Descobri este poema no blog da minha cara anima mundi, li-o, reli-o, treli-o e não me canso. Vou imprimi-lo e pô-lo junto ao espelho para não me esquecer todos os dias de manhã, de tarde e de noite que aconteça o que acontecer esta empresa é MINHA e que nunca irá parar à bancarrota porque eu não deixo.

"Posso ter defeitos,
viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo,
e que posso evitar que ela vá a falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver,
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas
e tornar-se um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um oásis
no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

quarta-feira, 4 de janeiro de 2006

Alta segurança

Se há algo que ainda podemos salvaguardar de tudo e de todos são os nossos pensamentos. Por bem ou por mal só há maneira de alguém ter acesso a eles: se nós permitirmos esse mesmo acesso, exteriorizando esses pensamentos de alguma forma.
Há um mundo de pensamento que é só nosso e ainda bem que assim acontece. Eu envergonhar-me-ia em muito se parte dos meus pensamentos fosse revelada. É bom manter um ar sóbrio, credível e racional, apesar de por dentro parecer tudo ébrio... e nada fazer muito sentido, a não ser naquele nosso mundo que existe apenas dentro da nossa cabeça. É bom termos um mundo onde todas as liberdades nos são permitidas, mas o pior é quando perdemos o pé da realidade e já não sabemos libertarmo-nos da prisão de alta segurança dos nossos pensamentos.

terça-feira, 3 de janeiro de 2006

Boa sorte!

Ontem fui ver o Match Point do Woody Allen. A genialidade paranoica deste senhor cativa-me... devemos partilhar o mesmo sentido de humor, mas ficamo-nos por aí com as coisas em comum!
O que me fascina nos filmes de Woody Allen é a sua postura muito terra-a-terra, que nos transporta imediatamente para o palco da acção. Por mais que algumas das realidades sejam rebuscadas, acabam por ser ridiculamente verosímeis... e é aí que reside a comicidade do filme (pelo menos para mim).
A tónica deste filme é exactamente na pontinha de sorte que se pode (ou não) ter. É impressionante como há pessoas que nascem mesmo com o rabiosque virado para a lua e mesmo fazendo os maiores disparates têm sempre uma aura protectora que as protege.
Já numa outra ocasião andei para aqui
a dissertar sobre o conceito de sorte, por isso não vou repetir-me. É inquietante pensar que há tanto a depender de tão pouco!

domingo, 1 de janeiro de 2006

2006

Caros amigos e leitores,

Apesar de julgar um pouco artificial e forçada a celebração da mudança de ano (pela mesma ordem de ideias deviamos festejar a mudança de mês também), confesso-me grande adepta de fazer balanços relativos ao ano transacto e propósitos para o ano a estrear.
Por isso, com um ano novinho em folha façam o favor de o disfrutar da melhor maneira!
Muitos bons mergulhos em 2006 é o que vos desejo!