quarta-feira, 30 de novembro de 2005

Prendas, presentes e outros regalos

Entre os muitos problemas que tenho, acabei de identificar mais um. Tenho uma dificuldade terrível em comprar prendas para outras pessoas. A questão de o Natal estar aí a bater à porta nem é tão grave como ter uma série de amigos a fazerem anos por esta altura...
Nunca sei o que hei-de dar e como não dou qualquer coisita (bibelots e afins) por convicção, trata-se sempre de um árdua tarefa e neste momento multiplicada por muitos. Gosto de dar coisas, de alguma forma, úteis, mas nem sempre é tão fácil como isso. Para além disso, distraio-me com muita frequência sempre que vou comprar prendas para alguém em específico, pois encontro sempre qualquer coisa que já não me lembrava que queria/precisava ou então encontro sempre outra coisa para alguém para quem já não preciso de oferecer nada... e claro que entretanto esqueço-me do que tinha ido comprar!
Como se isto tudo não chegasse, comprar uma prenda para um amigo revela-se uma tarefa quase incontornável... o que é que se dá a um gajo que não é assim tããããõooo vosso amigo, mas também não é assim tãããõooo desconhecido?!

sábado, 26 de novembro de 2005

Conto-de-fadas

Entre contos, encantos e voodoo, acham que ainda vamos a tempo para conto-de-fadas? Está frio e neva lá fora, por isso eu julgo que sim.
Ora aqui vai o conto possível.
Era uma vez 3 princesas num reino muito distante e por trás de umas montanhas muito altas. As 3 princesas eram amigas e um dia foram convidadas para um almoço no palácio da fada-madrinha. A fada-madrinha tinha recebido a visita de uma outra fada-madrinha de outro reino, que lhe trouxera uns produtos novos do mundo dos encantamentos.
As princesas estavam radiantes de conhecer a comadre da fada-madrinha e fizeram-lhe muitas perguntas sobre o seu reino distante. A certa altura, as duas fadas-madrinhas desaparecem e voltaram com uma mão cheia de presentes para as princesas.
Um dos presentes para as 3 princesas consistia num saquinho de chá em pano. As princesas ficaram um pouco intrigadas ao verem tal objecto. Eram muito bonitos, tal qual um saquinho de chá, mas num tecido sedoso e brinhante, com bordados dourados e tinham poderes mágicos.
A 1ª princesa tinha o branco, que lhe auguriava um bom parto.
A 2ª princesa tinha o laranja, que lhe auguriava bons ventos para os seus estudos.
A 3ª princesa tinha o vermelho, que lhe auguriava um bom príncipe.
As princesas rejubilaram de alegria face a tão inesperados presentes, mas as fadas-madrinhas explicaram que elas deveriam levar os saquinhos sempre consigo para que os seus efeitos mágicos resultassem.
Passados 4 meses, a 1ª princesa deu à luz a um lindo principezinho.
A 2ª princesa conseguiu muito bons resultados nas provas que teve de prestar nesse ano. No ano seguinte, acumulou mais um curso e ainda ganhou um prémio, num concurso internacinal, por um conto que escrevera.
Assim que a 3ª princesa activou o seu saquinho, surgiu-lhe num baile da corte, um príncipe lindo de um reino nórdico: um autêntico passe de magia. A princesa não o conhecia, mas pediu à Rainha toda a informação possível sobre o dito, afinal de contas tinha sido ela a convidá-lo para a baile. Recolhida a informação necessária, a princesa mandou um mensageiro para o tal reino nórdico, exactamente no dia 25 de Novembro. Por motivos alheios à princesa, o relacionamento não tomou o curso que ela queria.
Tal como se fosse um feitiço, exacta e coincidentemente um ano certinho depois, a princesa encontrava-se num outro baile da corte. Muitos príncipes e princesas e outras tantas figuras de outros tantos reinos. A animação sobejava entre os quatros cantos do palácio.
De repente, a princesa reparou que num cantinho estava um principe que ela não conhecia... foi motivo suficiente para não sossegar! Claro que algum tempo depois já estavam em animada cavaqueira! A princesa esmerou-se... afinal este príncipe vinha embrulhado numa capa de mistério que lhe conferia um charme estonteante. Convidou-o para outro baile na semana seguinte!
O fim espera-se que seja como em todos os outros contos-de-fadas: que vivam felizes para sempre.

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

E 27 dias depois...

27 dias depois de eu ter feito os geniais 27 anos, há mais outras tantas razões para festejar:
Parabéns, sorella!

sexta-feira, 18 de novembro de 2005

Convívio!

Devo andar nas graças dos deuses, não sei bem porquê, mas com certeza devo ter feito por merecer. Quem me conhece melhor sabe que eu julgava que o ano nº 27 da minha contagem pessoal iria ser em grande e até agora estou a adorar.
Ainda não aconteceu nada de surpreendentemente fabuloso, mas (deve vir a caminho) é curioso reparar que no espaço de uma semana estive mais próxima dos meus colegos (o lapso foi propositado) do que durante quase um ano de trabalho.
Tudo começou na festa de anos do colega polaco, onde estive em animada cavaqueira com os colegas italiano, francês, catalães e sul-africano, entre outras pessoas, como é óbvio. Tenho ideia que o colega italiano me convidou para um café no domingo, mas fiz-me de desentendida...
No fim da festa, já apenas com alguns gatos pingados fui com a colega holandesa e um dos editores (austríacos) beber (mais) um copo.
Ontem ao ir para a redacção, encontrei o editor-chefe no eléctrico e no regresso, o colega turco no metro: claro que mais dois dedos de conversa com cada um.
Hoje vem cá jantar o colega polaco (e esposa) e amanhã devo ir ver um jogo de futebol com a colega colombiana a casa do colega sueco, onde possivelmente encontrarei os colegas catalães e sei lá mais quem.
Por isso por falta de convívio não me posso queixar! =)

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Manifesto da fartura

(Em jeito de assinalar o aniversário do 1 de Dezembro de 1640, o qual, embora bem intencionado na sua génese, acabou por conduzir este país à desgraça actual.)

Estou farto!
Estou farto de viver neste país de merda onde toda a gente se queixa, mas poucos tentam fazer qualquer coisa para resolver essa queixa;

Estou farto de ver pancadinhas nas costas, sorrisos cúmplices e cunhas como entrevistas de trabalho, ou nomeações para certos cargos;

Estou farto de ver o profissionalismo e a competência serem postos de parte, para darem lugar à queixa do cansaço e do trabalho excessivo;

Estou farto de ver a política do “vamos fazer”, “vamos inovar”, “vamos reformar”, e tantos outros “vamos” sem que depois se mexa uma “palha”;

Estou farto de ver, sentir e, por vezes, ser instigado a espalhar o facilitarismo que mina esta nação, ou seja, a política do “vá lá, em vez de fazer isto que dá um trabalhão, faça só isto que não custa nada, e a gente fecha os olhos”;

Estou farto da falta de rigor, exigência e competência que prolifera em todos os nichos da nossa população;

Não estou farto de Portugal, só de praticamente todos os portugueses.

Como já alguém disse, “O problema deste território é a população que o habita”.

Estou farto!

quarta-feira, 16 de novembro de 2005

Een gedichtje

Pode não ser um original, mas alguém escreveu isto para mim... Até podia ser verdade... obrigado! =)

Sara kissed me in the spring
Monica in the fall
but Claudia only looked at me
and never kissed at all

Sara's kiss was lost in play
Monica's in jest
but the kiss in Claudia's eyes
hounts me night and day

domingo, 13 de novembro de 2005

Desocupações

Ontem tive de acordar relativamente cedo para quem tinha ido dormir por volta das 5:00. Fui para debaixo do chuveiro mais pela hidromassagem, pois acordada já estava. Ao sair do poliban, dei com o meu robe em cetim vermelho a olhar para mim. É bom explicar que este robe foi um presente pelos meus anos de uma das minhas tias(!). Como ainda não sabia bem o que ia vestir, acabei mesmo de robe. Assim que o vesti pensei isto podia ser o início de um argumento fabuloso para um filme pornográfico!!!!
Imaginem lá, tocava a porta e ela ia ver assim mesmo em robe.
Ela: Quem é?
Ele: É o canalizador. (Um homem de bom porte e musculoso, vestido com um macacão, já meio aberto e uma caixa de ferramentas).
Ela: Oh! - E abre a porta.
Ele:Venho limpar-lhe a canalização...
Ela: Hmm, hmm. - E encaminha-o para a casa-de-banho.
Ele: Está quente aqui... - Meio suado, vai abrindo mais o macacão.
Ela: Pois! O que é isso? - apontando para a caixa de ferramentas.
Ele: Eu já lhe mostro a ferramenta!
Esta era a parte do diálogo possível, que nestes casos são sempre muito parcos, pois a acção é que é necessária!
Enfim, eu fui de robe vermelho para a cozinha beber o meu cafezito com leite entretida com este enredo que não foi muito mais longe. Desatei-me a rir pois só pode ter este tipo de pensamento quem não tem nada mais interessante para fazer e em que pensar! E eu até tinha: a lista de compras do supermercado.

quinta-feira, 10 de novembro de 2005

Não se arranja nada melhor?

No princípio da semana, houve uma série de jornais desportivos que tinham na manchete Vítor Baía a confessar que tinha sido do Benfica até aos 14 anos, por influência do pai. Pareceu-me absurdo demais para ser verdade... não o facto de o Baía poder ter sido do clube x ou y, mas o que é que isso tem de interessante para constar de uma 1ª página desportiva?! O coroar desta notícia era o próprio afirmar que agora era do FCP a 100%...
Pelo visto, isto vem a propósito do lançamento da sua biografia. Será que todos os assuntos são tão interessantes como este?

Lembram-se?

Lembram-se da Filipa Vá Com Deus e do arroz de cordelinhos de chouriço?
Pois eu no outro dia tive um momento mesmo filipa-vá-com-deus e fartei-me de rir quando associei uma coisa com a outra.
Como qualquer boa emigrante, trouxe o farnelinho de volta para a terra da árdua labuta, leia-se, a minha mãe obrigou-me a trazer uns camarões que ela própria fez e de que eu gosto especialmente, pois tinha a certeza que se eu não os trouxesse não ia comer nada ao jantar. Eu lá trouxe os ditos camarões e como eram daqueles grandes e gorduchos e como a minha mãe não se lembrou de os descascar, lembrei-me eu do improvável. Resolvi descascascar e tirar as cabeças aos camarões e fazer um arrozito!
O cheiro estava lá. A cor também e o sabor acabava por constar igualmente pois comi o arroz com os ditos camarões!