quarta-feira, 28 de setembro de 2005

Porque é que a maioria dos chefes são insuportáveis?

A questão fica no ar. Salva raras e digníssimas excepções (e de repente eu não estou a lembrar-me de nenhuma) todos os chefes são insopurtáveis.
Eu particularizo no meu caso actual: ninguém sabe muito bem porque é que a minha chefe é nossa chefe. Já sem falar do seu ar meio-excêntrico e a sua tendência para o escândalo, não é aparentemente uma pessoa tão trabalhadora como se calhar devia. Tem dois pesos e duas medidas e um gosto para se vestir no mínimo dúbio. Anda a trote, farta-se de dizer asneiras e grita a torto e a direito... ah! E também deve pensar que deve ter piada... Acrescido a isto tudo, hoje descobri que também cheira (ligeiramente) a suor... (e estamos no inverno, lembram-se?)

terça-feira, 20 de setembro de 2005

Já é Inverno... que bom!

Hoje foi o dia de viragem naquele sistema fictício das estações do ano. Teoricamente ainda estamos no Verão e o que se seguiria seria o Outono... mas eu acho que já é Inverno e estou contente com a minha constatação. Porquê? Pois agora acabaram as falsas esperanças de dias de calor... a partir de agora só se espera frio e daqui para frente é a piorar e por isso mesmo qualquer raio de sol é uma surpresa muito bem-vinda. Acordei e estavam cerca de 10ºC, quando saí para ir trabalhar foi mesmo um brrrrr que emiti. Ao inspirar já dá para sentir o ar frio a entrar pelas narinas e apesar das duas camisolas e de um casaco, encolhi-me e esfreguei os braços porque está frio! Quando saí do escritório, reparei que já há homens a vender castanhas e batatas assadas. As pessoas já andam escondidas atrás de cachecois e golas... Por isso, até para o ano Verão!

sexta-feira, 16 de setembro de 2005

Re-style your life!

O nome é meu, mas a ideia é de uma amiga minha... ainda não sei muito bem no que consiste, mas já me juntei ao clube. Depois de um sempre paranóico filme do Woody Allen e um jantarito e entre duas canequitas (0,25) de Sturm, ela estava a comentar que uma escovadela nas nossas vidas poderia sacudir a poeira e trazer de novo o lustro. Eu só podia concordar!

Jet Lag

Voos de 12 horas, diferenças horárias de 4 ou mais horas, voos nocturnos, crianças a chorar, colegas de lugar que possuem verdadeiros portes de águia, inadvertidamente ocupando o nosso espaço com os seus despreocupados cotovelos, outros companheiros de viagem que produzem verdadeiros roncos nocturnos e que, lamentavelmente, foram colocados ao nosso lado, juntamente com os demais passageiros e não no porão dos animais, comida estranha, fria e com um aspecto absolutamente desarticulado com o sabor estranho de definir (se é que aquilo tem algum sabor…), casas-de-banho estreitas, onde um tipo dá 3 ou 4 cabeçadas antes de poder “arrear o calhau”, e onde a sanita, quando as pessoas asseadas puxam o autoclismo, emite um ruído estranhamente pertubador, como se aquela generosa porção de dejecto humano que acabamos de largar fosse lançada a 11 mil metros de altitude, fazendo de um avião comercial uma espécie de pombo gigante.

Enfim, é a situação possível de relatar aqui, em Madrid, depois de uma noite muito mal dormida ou, se preferirem, apenas pouco dormida.

E de Madrid, João Vasco Lourinho, RTP.

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

Frustrações

Em conversa há uns bons meses com um amigo meu, ele dizia-me que as pessoas sensivelmente da nossa idade são, regra geral, insatisfeitas e daí frustradas. Achei este comentário de um fatalismo estranho, mas ele justificou-me e passado largos meses quase me convenceu.
As pessoas nascidas depois do 25 de Abril, cresceram num ambiente de abundância (em comparação com a geração anterior), não só em termos de meios, mas também de liberdades. Acontece que crescemos a ouvir que deviamos ser os melhores em tudo o que fazíamos e nesse sentido criámos expectativas que iam de mãos dadas com esse optimismo ilusório. Passados esses anos dourados e de vacas gordas, mesmo quando imaginárias, deparámo-nos com uma realidade que não coincidia de todo com as tais ideias perfeitas. E de repente damos por nós a viver num mundo de adultos com responsabilidades, horários e contas para pagar meios à deriva.
Onde é que está o tão aguardado futuro risonho?! Será que ainda temos de esperar ainda mais uns anos?!
As frustrações são de índole vária:
- ou estamos sozinhos sem ter ninguem que queira saber de nós;
- ou temos alguém, mas mais parece que estamos sozinhos;
- ou temos alguém e estamos felizes, mas não há dinheiro para avançar com a vida;
- ou não temos um trabalho que nos agrade;
- ou temos um trabalho que nos agrada, mas não somos bem pagos;
- ou não somos bem pagos e o trabalho é para esquecer;
- ou até somos bem pagos e o trabalho não é mau de todo, mas não nos sobra tempo para mais nada.
Enfim, para além de frustrações avulsas, estas também podem ser combinadas.
A perspectiva da meia garrafa vazia não é a minha preferida, mas por vezes também não consigo ver a meia garrafa cheia. A frustração decorrente deste estado insatisfeito tem uma solução óbvia, sublinhar tudo o que somos/temos, em vez de hiperbolizar o que não somos/temos... mas este este simples exercício mental não é tão fácil como parece... mesmo se o saldo se afigure positivo, porque nós éramos aqueles que eram melhores em tudo. E tudo não é só uma parte!

quarta-feira, 7 de setembro de 2005

Tanto é ladrão o que rouba como o que fica à porta

Às vezes damos por nós a fazer coisas que nunca nos passaram pela cabeça e que só passaram pela nossa devido a uma improvável articulação de coincidências, acasos, sinais (mal)interpretados e outras tantas galinhas sem cabeça.
É engraçado que nunca paramos muito para pensar ao questionar outros pela razão de ser dos seus actos, mas ficamos meios atónitos e constrangidos quando as mesmas perguntas são apontadas para nós. A verdade pode ser dura, não é?
Enfim, meus amigos, se alguma vez vos apetecer cuspir para o ar é bom que tenham boas pernas, para desatar a correr e qualquer coisa não vos cair em cima! Uma palavra de alento para os menos atléticos, se Deus quiser, não há-de ser nem um elefante, nem um piano de cauda!

sexta-feira, 2 de setembro de 2005

Pormenores coloridos

Se a felicidade não é algo uno e indisível, mas uma quantidade infinita de detalhes, eu fico muito feliz por ter encontrado mais uns quantos, que alegraram em muito estes dias.
- Ter encontrado uma conhecida no aeroporto em Berlim onde tinha de ficar 5h à espera da minha ligação para casa.
- Terem vindo entregar a minha mochila a casa, depois do desconforto que foi não a ver no cinto rolante do aeroporto e saber que afinal a mala continuava em Berlim. E foi no mesmo dia e ela estava inteirinha com as minhas tralhas todas.
- Saber que a minha prima preferida de todos os tempos (desculpem-me os outros, mas eu sou tendenciosa, mas isto não é novidade para ninguém) vem passar duas semanitas inteirinhas comigo.
- Os meus colegas terem ficado contentes por eu estar de volta.
- Estar bom tempo em Viena.
- Passar horas no msn com os meus (melhores) amigos de sempre.

Info à navegação

Caso alguém tenha dado ou mesmo sentido a minha falta, aqui fica a devida justificação: estive na familiar ilha de ibiza a disfrutar do prazer de estar entre família sem ter um telefone ou um computador pelo meio. Tendo aproveitado o solzinho todo que havia para aproveitar e tendo nadado muitos (quiló)metros, cá estou eu de volta na surpreendente Viena que me brindou com 27ºC =)