segunda-feira, 29 de agosto de 2005

Kraków 1

Para todos aqueles que andam a pensar por que razão este blogue tem andando parado – provavelmente uma infindável legião de desocupados cibernautas, ou simplesmente malta simpática que, por me conhecer, pica o ponto de vez em quando, em gesto de caridade – aqui seguem algumas notas.

Não tenho escrito nada, pois tenho estado a trabalhar aqui www.cepra.pt e tenho andado com muito pouco tempo livre. De segunda a sexta é só trabalho, e o fim-de-semana tem sido para a cara-metade.

Rompo este silêncio, pois tive uma semana de férias em Agosto – uma semana, isso mesmo, uma loucura, 5 dias, resmas de horas… – e decidi ir até Cracóvia com uma amigas, e por isso julgo que esta viagem merece umas reflexões escritas.

Caríssimos, Cracóvia, ou Kraków para os de lá – já agora, lê-se [krakúv] – é uma cidade extraordinária! Fui para lá a pensar que iria ver as tristes consequências de dois regimes diferentes mas semelhantes, o nacional-socialismo alemão, e o comunismo soviético, e afinal, na cidade propriamente dita, nada disso eu encontrei.

Nos arredores, pela linha de comboio, vê-se efectivamente muitas unidades fabris megalómanas completamente abandonadas e irremediavelmente desactivadas. Isto será ainda uma herança comunista, mas para além disto, só mesmo num café em que se paga para mijar e para pendurar o casaco é que há mais vestígios da política do “a bem do partido”.

De resto, Cracóvia é uma cidade que consideraria italiana, com um certo toque oriental, e muito animada à noite.

Italiana porque muitos dos edifícios do centro histórico foram construídos por italianos renascentistas seduzidos pelo dinheiro abundante do importante posto comercial que outrora a cidade foi; oriental, porque a cidade foi completamente devastada, no início da idade média, por um povo Mongol especialmente bárbaro e nómada, e assim, como consequência, em cada 10 polacas, 7 ou 8 apresentam caras redondas e olhos rasgados; animada à noite porque o número de bares, cafés, esplanadas e afins é muito superior ao do conjunto de todos os restantes estabelecimentos comerciais da cidade. Ah, e quase não há discotecas – o que para mim se me apresenta como uma particularidade fascinante e sedutora – pois o povo polaco está muito mais habituado a longos serões a tocar, falar e a beber vodka, do que a dançar…

E pronto, aqui fica um cheirinho da minha viagem.

Quando tiver tempo, escreverei sobre a tocante viagem até Auschwitz – Birkenau, o monumental “barrete turístico” que são as minas de Wielizka, e tecerei algumas considerações sobre a pensão onde ficámos – absolutamente ao estilo de Kusturika – e, claro, sobre a “gaijada” da Polónia…

domingo, 21 de agosto de 2005

Alguém tem um Xanax que me dê?

Surgiu-me a possibilidade de realizar um escondido desejo que já preenche o meu imaginário há muito tempo: saltar de paraquedas!
O problema reside na relação entre vontade e medo! À pessoa que me lançou o desafio eu respondi de modo muito dúbio... "queria imenso, mas não sou capaz de saltar de uma mesa para o chão porque tenho medo!" Ele deixou-me reflectir no assunto pelo fim-de-semana, mas tenho de dar uma resposta na segunda: AMANHÃ!!!!!
Eu tenho de ser forte e combater os meus medos... já fiz tanta coisa de que tinha medo e sobrevivi! Se não for desta vez, acho não há-de ser nunca. É mesmo um daqueles momentos "It's now or never!", que tão bem caracterizam a minha vida. Até a minha mãe gostou da ideia e só pediu que tirasse fotos!!!
O meu problema é mesmo o de saltar, é que depois já não há nada a fazer... mas dar aquele impulso...
Eu não sei... continuo na dúvida... são 4000m de altitude, para aí metade deles em queda livre, cerca de 200km/h!
Medo vs. vontade, o que pesa mais?
Saltar ou não saltar, eis a questão!

sexta-feira, 19 de agosto de 2005

Sem título e sem nada!

Não sei se acredito em predestinação, mas se cada um de nós tem um destino e não há maneira de lhe escapar... nada acontece por acaso! E só com o passar do tempo é que conseguimos perceber as coisas, ou pelo menos, algumas...
Julgo que foi Estaline que disse que uma morte é uma tragédia, 100 ou 1000 são estatística. Somos bombardeados com estatísticas de mortes de tal forma, que já pouco nos diz... todos os dias morrem milhares de pessoas no mundo... e então? No dia seguinte vamos ter de ir trabalhar na mesma, não é? Qual é a diferença?
A diferença reside quando nos toca a nós... aí reparamos na efemeridade das coisas.
É num estalar de dedos. É num instante. Já está.
Mas já não há nada a fazer.

quinta-feira, 18 de agosto de 2005

Claustrofobias

No percurso de duas estações de metro, hoje cedo para ir trabalhar, o improvável aconteceu: o metro parou entre duas estações. Para uma pessoa claustrofóbica é dose de elefante ter em menos de uma semana ter visitado campos de concentação (câmara de gás, incluivé), grutas/minas (cuja saída fazia-se por um elevador com +- dois metros quadrados e oito pessoas) e hoje ficar presa no metro. Todos sabem que um motivo decisivo para eu viver em Viena foi a sua rede de transportes. O metro é o meu transporte de eleição... mas não para ficar lá dentro com outros quantos macacos, pois claro está, nestas ocasiões o metro vai sempre cheio! Foram cinco ou dez minutos que pareceram uma eternidade. Eu já suava... devo ter começado a suar mais quando me apercebi que a maior parte das janelas estava fechada, ou seja, estávamos todos a respirar o mesmo ar sem que ele circulasse muito... yuck! Eu passei um lencinho pela testa, nariz... estava muito abafado! No fim desses longos minutos, voltámos a andar e eu aliviada suei mais um bocadinho até poder respirar o ar fresco da estação seguinte! Uff!

quarta-feira, 17 de agosto de 2005

Alguém viu uns raios de sol?

Doenças associadas ao Verão são as alergias, as picadas de insectos, as indigestões e por aí fora... Falar-se de gripe em pleno Agosto parece tão disparatado como comer gelados no Inverno. Nessa medida eu caí nesse ridículo e a sra. d. gripe está a ser impediosa. Há uma música que eu até nem gosto muito que fala de 40ºC à sombra... eu sei lá o que é isso... tendo temperaturas máximas a rondar os 18º/20ºC, obviamente com tendência a baixar, cobertas com muitas núvens, regadas de muita chuva e sol que é bom nem vê-lo... eu tento confortar-me pensando que assim fica tudo lindo e verde e que tão cedo não há-de faltar água. Mas a verdade é que não é desse conforto que preciso, muito menos do sr. meteroligista a dizer que os dias quentes de Verão já lá vão. Um fim-de-semana prolongado com temperaturas na ordem dos 30ºC pode ser designado de Verão escaldante. Corpos suados e cheiro a suor não aprazem ninguém, mas as saudades que eu tenho das gotículas de suor na cana do meu nariz... Alguém que ajude os raios de sol a encontrarem caminho para esta terra de pessoas cinzentas, pois eu não quero continuar a perder cor enrolada em cobertores!

terça-feira, 16 de agosto de 2005

Matrioscas, meretrizes e outras senhoras

Numa viagem recente, confirmei uma teoria que já vinha a ser elaborada há algum tempo. Não somos quem somos por sermos pura e simplesmente isso mesmo, mas acabamos por ser o que quer que quem nos rodeie e os seus (pre)conceitos e ideias feitas julgue. É curioso como padrões podem variar tanto num espaço de latitude tão curto. Padrões de beleza, de valores estéticos e inclusivamente comportamentais diferem de tal modo que o apregoado por umas bandas é censurável noutras... Como estabelecer um meio termo? Como actuar para quem vive entre dois parâmetros?

Mergulhos fonológicos on tour

A redacção dos mergulhos esteve em tour em conjunto pela Europa:
08.08 Encontro em Viena
10-12.08 Cracóvia
Madrugada de 13.08 Algures na Republica Checa
Tarde de 13.08 Partida de 66% da redacção para Lisboa

Agenda:
JULHO:
33% esteve em budapeste
AGOSTO:
33% este em tavira
33% vai para ibiza
SETEMBRO
33% vai para a argentina