quarta-feira, 22 de junho de 2005

Bailados, rebuçados e uns cêntimos!

Num espaço de 72 horas dei por mim em dois espaços dançantes: em plena pista de dança e a assitir um bailado.
Já não dançava assim tanto e tanta música boa (e seguida) há muito tempo, devia fazer isto mais vezes porque é mesmo terapêutico. A páginas tantas, estava eu alegremente a dançar e a cantar a lânguida "Candyshop" do 50 Cent: "wellcome to the candyshop; I'll let you lick a lollypop..." O quê?! Não parei nem de cantar, nem de dançar e comecei a rir-me porque de repente associei o 50 Cent à Rute Marlene!!! Não era ela que tinha uma música que era o chupa-chupa? Provavelmente, uma sucursal portuguesa do 50 Cent! Nunca tinha pensado em hip-hop pimba, mas na verdade, não é muito mais do que isso e também não é por isso que eu vou deixar de ouvir! Cada um só ouve e só pensa no que quer. Sinceramente, acho a música divertida e com um ritmo sensual, mas não me sinto convidada, impulsionada ou impelida a fazer nada, como defendem algumas pseudo associações de pais que pretendem banir a música de estações de rádio... americanas, (claro!) pois a música vai contra os valores e a moral cristã, os bons-costumes e obviamente o raio-que-o-parta! Poderia ser perfeitamente uma música para crianças... ok, não, não, porque a pedofilia está muito em voga, e não quero ser naive, mas o certo é que só se vê problemas onde se quer!
Enfim, o bailado a que assisti, Spartacus, foi muito mais seco... cenários e guarda-roupa pobre e uma coreografia que deixava muito a desejar. Salvou-se o desempenho da 'rainha' e do 'stripear', provavelmente devia ser o bobo da corte, mas foi o que eu achei mais interessante e não necessariamente por estar em tanga e collants! Como toda a gente sabe eu vejo mal ao longe! Enfim, valeu a pena os 350 cêntimos que dei por aquelas quase 3 horas!

segunda-feira, 20 de junho de 2005

thoughts

Havia tanta coisa para dizer…mas não temos tempo…
Alguém muito inteligente teve a audácia de fazer tal afirmação.
Será que há assim tanto para dizer? Eu acho sinceramente que sim. Há mesmo muito para dizer, tudo aquilo que fica subentendido, nas entrelinhas… nas reticências das nossas conversas.
Qualquer ser humano deixa por dizer tudo aquilo que acha que deveria ser dito. Não será isto um paradoxo? Afinal, se queremos dizer porque não dize-lo logo de uma vez?
Porque não temos coragem… simplesmente porque não temos coragem.
Muitos refugiam-se na escrita para manifestar tudo aquilo que não conseguem proferir, outros pintam, há ainda aqueles que optam por cantar, outros representam…mas todos querem dizer alguma coisa, embora se encubram atrás de ‘personas’ que possam mais facilmente alcançar os outros.
Por isso, o meu fascínio com a arte, com todas as formas de arte, mas sobretudo a música e o cinema. Quando vejo um filme imagino-me sempre como uma das personagens, a heroína, aquela que salva o mundo e ainda consegue ficar com o rapaz mais giro e mais simpático… um verdadeiro príncipe. Mas é um filme, claro.
Cada um sabe de si e Deusa sabe de todos.
Eu não sei de mim… Quem é que se lembrou de dizer uma coisa destas? Alguém que não sabendo o que dizer, disse qualquer coisa sem pensar.
Eu não sei de mim. Palavra que não sei mesmo. Por vezes acho que me encontrei, mas logo em seguida perco-me. Depois volto a procurar-me …e não passo disto.
Tudo o que eu quero realmente é ser feliz. Mas todos querem isso. O problema é não saber como chegar lá…
A vida ensina.
Pois… está bem.
Ensina quando? Como? E a que propósito?
E o vazio? Sim, o vazio? A ausência de algo que não se sabe sequer o que é? Ou será que sei mas não quero dizer?

sábado, 18 de junho de 2005

Uma noite trivial

Ontem houve festa cá em casa! Resolvi dar uma festa para comemorar o facto de me ter inscrito num curso de polaco e claro que os convidados foi a minha familia polska e mais uns polskis. Com tanta gente de leste, achei que precisava de um apoio ocidental ou, como eles dizem, da velha E.U.:uma amiga minha holandesa.
A ordem de trabalhos da festa não era nada de especial: um jantarito e depois jogatana: trivial persuit! Alguns deles, que ainda viveram a portas meias com o regime comunista, descobriram há pouco as maravilhas do Trivial! Claro que tudo regado com alcool ou não fossemos todos um pouco polacos!!! (Eles dizem sempre que eu também sou polaca, mas do sul(!!!!) e por isso é que sou bronzeada!)
Estão mesmo a ver como foi o resto da noite... entre fazer e responder perguntas, abrir garrafas de vinho e ir buscar mais qualquer coisa que se coma, não se fez muito mais. Olhem, não podia ter sido mais divertido! Sei que no fim da noite (e não faço mesmo ideia de que horas eram) quando se foi toda a gente embora, eu só tive tempo de tirar as lentes e as calças e caí na cama!!!
By the way, fui eu que ganhei!

terça-feira, 14 de junho de 2005

Fotografias de regresso

Na altura da faculdade (e até em tempos mais recuados) costumava ir passar uns dias fora com os meus amigos. Era sempre, por mais rotineira que fosse, uma grande rambóia! Havia sempre um drama de um qualquer de nós a ensombrar as 'férias', ou melhor, a fazer luz para um copo na proporção inversa do seu tamanho com a quantidade de alcool que tinha. Havia sempre bandas sonoras (sim porque nós prendados como somos tocávamos e cantávamos) por nós próprios ou então as versões enfrascadas e consumíveis que a Rita gravava com o nome do nosso destino parte I e II. Lembram-se? Pois é, nessas viagens havia sempre uma constante, as nossas trombas da fotografia de regresso. O regresso a casa e à rotina quotidiana nunca foram muito bem-vistos e era essa mesma imagem que reflectiam as nossas caras. Um pouco mais dramática sempre foi os meus regressos de Salzburg. Até ao avião aguentava-me muito bem pois queria ser um bom exemplo para quem estava tão ou mais desperado quanto eu, mas assim que me sentava e encostava a cabeça à janela já não havia qualquer público que incomodasse o trajecto das lágrimas, que corriam tristemente pelas ondulações da minha cara. Mesmo assim há pontos de contactos entre todas estas viagens: destino - Lisboa. Fiquei muito transtornada agora ao voltar ontem para Viena. Acusei uma tristeza que não é costume... especialmente estando a sair de Lisboa. Foi péssimo! =( com muitas lágrimas e tudo... Comecei a pensar nos motivos que me fizeram que ficar por cá e numa série de prioridades... que se calhar são as erradas... na verdade, sei lá bem quais são as minhas prioridades! Há pessoas com muito menos do que eu e que se calhar são muito mais felizes porque têm sol, porque têm muitas pessoas de quem gostam ao pé, porque fazem coisas que gostam, porque têm alguém à sua espera quando chegam ao aeroporto ou mesmo a casa.

Conclusão: acho que já estive muito mais longe de voltar para casa.

Posted by Calíope