quarta-feira, 27 de abril de 2005

Blind date

Já alguma vez algum de vocês encontrou-se na situação 'blind date'? Eu explico o que quero dizer com 'situação-blind-date': terem de se encontrar com alguém que não conhecem pessoalmente.
Ao começar a escrever isto, estava a recordar-me apenas de casos recentes, mas agora, vendo bem, isto já se vem passando na minha vida há muitos anos... Quando era miúda, era uma daquelas que tinha pen-friends no mundo inteiro (na altura não havia internet, remember?), cheguei a conhecer algumas em Portugal, mas também cheguei a ir à Bélgica!
Voltando às experiências recentes, é engraçado ir ao encontro de alguém que não conhecemos, porque até ao preciso momento em que temos a pessoa à nossa frente (e sabemos que é ela), ela pode adoptar todos os contornos que nós quisermos. Melhor ainda é quando temos alguns indícios de como a pessoa é. É um jogo autêntico!
Hoje comecei a dar um cursinho de Português a um tipo amigo de um colega meu. Falei com ele uma vez ao telefone e a primeira aula ficou marcada para hoje. Ponto de encontro: uma paragem de eléctricos. Por acaso cheguei mais cedo e fiquei a observar as pessoas... "este pode ser", "aquele não","não me importava que fosse aquele ali", "ai! aquele está a pegar no telemóvel. Só espero que o meu não toque!" é todo este tipo de pensamento lúdico que me passa pela cabeça cada vez que passo por esta situação. Nenhum dos meus prognósticos foi acertado. Desta vez um tipo perfeitamente normal.
Uma das situações mais hilárias neste mesmo âmbito, ocorreu-me há cerca de um ano. Uma amiga minha não podia sair com um amigo dela em visita à cidade e pediu-me que o fizesse. Prestável como sou, claro que nem hesitei. Fui completamente às cegas. Cheguei a falar com ele ao telefone, mas uma descrição "alto, loiro de olhos azuis" aqui em Viena não é muito elucidativa. Mais uma vez fui a primeira a chegar... pelo menos ao sítio certo: estação de metro mesmo no cais. Esperei e esperei e toda a gente apanhava o metro menos eu! Fui lá a cima e por acaso até reparei num tipo giríssimo alto loiro que estava ao pé de um quiosque, mas para além desse não ser o sítio combinado...era mesmo muita fruta!!!!! =) Voltei para baixo e o tipo nada. Acabei por lhe ligar... ele estava à minha espera lá fora... Eu tive de respirar fundo... várias vezes... O tipo-que-era-muita-fruta era o tipo-que-estava-SÓ-à-MINHA-espera e coincidentemente o tipo-alto-loiro-de-olhos-azuis. Só pensei que era Natal e ninguém me tinha dito nada!
Igualmente cómicas são as situações blind date acompanhado, isto é, há pelo menos uma pessoa conhecida que vai/está convosco. Uma vez ia almoçar com uma colega minha, o namorado dela e mais um amigo que ela dizia que tinha tudo a ver comigo. Ela chegou primeiro, eles depois... eu a ver os dois tipos a dirigirem-se a nós e eu torci os dedos e só pensava "só espero que seja o alto! Só espero que seja o alto!". Claro que esse era o namorado!
Eo livro de memórias fecha-se por aqui… é melhor!

domingo, 24 de abril de 2005

Viragens

Cuidado! O nosso blog está a ficar perigosamente religioso... por isso resolvi, voltar a outros assuntos mundanos da minha vida. Mundanos é mesmo porque estou a ressacar de uma festa repartida por dois dias, que apesar de me ter deixado meia de rastos para dar aulas no dia seguinte logo pela fresca, foi uma bela escovadela ao meu ego, melhor ainda, a descompressão total de uma semana alucinante.
Desconfio que a minha vida em Viena está prestes a dar uma volta tremenda... mas antes de cantar vitória à espera do ovo de ouro na barriga da galinha, vou esperar pacientemente como uma carmelita! (não sei se elas estão à espera de alguma coisa).
Entretanto acho que todos já estão a par da minha visita para o mês! Vai haver festa de boas-vindas?
Ah! Descobri ontem que é possível que um amigo meu húngaro também apareça!

quarta-feira, 20 de abril de 2005

O Império Contra-ataca


A cara do tipo não me era nada estranha, não senhor...

quarta-feira, 6 de abril de 2005

Religiosidade II

Se não senti nada quando vi o Papa ao vivo, senti muito ao "acompanhar" o seu padecimento e saber do seu falecimento.
Entre 6ª e domingo estive pregada à televisão, a fazer zapping entre a Euronews, tv5 e a ntv (um canal alemão), todas a apostar em directos do Vaticano, alternando eventualmente com emissões especiais com comentadores especializados no assunto ou documentários afins.
Em 3 dias aprendi mais sobre o Papa do que em 26 anos. O seu pontificado. A minha idade.
A última vez que se ouviu "Habemus Papa" faltavam 11 dias para eu nascer. Acho que todas as pessoas com menos de 30-35 anos não se lembram de outro Papa... eu também não! Se calhar é por isso que custa a imaginar outro no seu lugar.
Eu não concordo com todas as perpectivas do Papa e acho que a minha interpretação de religião, bíblia e afins é bastante díspar da dele. Também não concordo com todas as opiniões domeu Pai, da minha Mãe, da minha irmã ou dos meus amigos e não é por isso que gosto menos deles.
Nunca pensei que a morte do Papa causar-me-ia tanta preocupação... mas foi... =(
Como todo o mundo, também estou curiosa em saber quem será o próximo, mas espero que seja menos conservador.