terça-feira, 29 de março de 2005

PROCURA-SE!

ideia para tema de tese de doutoramento, no âmbito da Linguística Portuguesa, eventualmente em articulação com uma língua estrangeira. Manifestem-se, por mais disparatadas que as vossas ideias vos possam parecer! Nunca será tão bizarro como "a morfologia/anatomia da boca da mosca-da-fruta" (é um caso verídico!). Obrigado pela vossa colaboração. O vosso nome constará certamente da lista de agradecimentos!

segunda-feira, 28 de março de 2005

Religiosidades

Em pleno domingo de Páscoa, descobri que não sou uma pessoa religiosamente tolerante, (como sempre me considerei), pelo menos, no que diz respeito a pequenas "religiões": seitas ou afins.
Isto só me faz crer no seguinte, se tivesse sido contemporânea de Jesus Cristo, tivesse talvez pensado que Ele seria um charlatão, a tentar intrujar aqueles com pouca ou nenhuma instrução,a saber, os escravos, os pescadores, as prostitutas e por aí fora... (Deus me perdoe!). Não me vejo a perseguir ninguém [não faz o meu género], mas com certeza tê-los-ia condenado e mantido a minha militância politeísta.
Esta revelação deu-se no seguinte contexto: fui convidada por uma vizinha filipina (às 8 (!) da manhã) para tomar parte numa festividade pascal. Na minha boa vontade, sonolência e querendo agradar a todos, disse-lhe que se pudesse iria.
Os meus planos para o domingo de Páscoa eram tão emocionantes como os de uma
couch potato: resolvi ir para ver o que era.
Com uma amiga filipina, certifiquei-me que os filipinos são católicos, mas ela alertou-me de uma seita maluca que lá existe... eu estava decidida a ir na mesma.
E fui... ou quase... Estava convencida que a tal festividade era numa igreja, acontece que quando cheguei ao destino da morada do convite, dei com um prédio (!) com a indicação " Congregação Jovem Cristã" ou coisa que o valha.
Eu queria dar o benefício da dúvida, pois até me julgava tolerante, o certo é que já estava com um pé e meio atrás! Fui subindo muito desconvicta de qual seria o meu próximo passo, se para a frente ou para trás. O que consegui vislumbrar não me agradou muito. Antes de chegar ao 2º andar (indicação do convite), dei meia volta e pus-me fora dali. Na minha delirante cabeça, já circulavam imagens de pessoas a cantar numa alegria doentia "Aleluia irmão" e a bater palmas, ao que se seguiria com toda a certeza uma lavagem cerebral!!!
Pus-me a milhas... na verdade pus-me a caminho da catedral de St. Estevão, que afinal estava na hora da missa a que costumo assistir: em latim e sem cânticos!
Apesar da minha recém descoberta intolerância religiosa, não considero a Igreja Católica pura e imaculada, antes pelo contrário, tem mais do que muitos calcanhares de Aquiles... mas com esses, se calhar pelo força do hábito, posso eu bem! (ou pelo menos, sei como os contornar).
Depois da missa dominical fui para casa cumprir o programão de couch potato.

sábado, 26 de março de 2005

ciao...

Dois dias... apenas dois dias se passaram desde que regressei de Roma, mas a verdade é que já tenho saudades e vontade de lá regressar...
A sensação de caminhar sobre terra que tem milhares de séculos de história é verdadeiramente grandiosa. Se me tivessem dito que seria assim que me iria sentir jamais iria acreditar. É como se eu fizesse parte daquela história, como se tivesse vivido na época em que lutar por uma crença num deus invisível era o maior dos crimes, punido pr uam apresentação num 'circo' grandioso, de seu nome Coliseu.
Todos sabem que acredito em Deus e em Seu Filho, isso não é nenhuma novidade... talvez assim consigam entender melhor a minha alegria ao estar em Roma, as minhas lágrimas ao ver o Papa a acenar da janela ( e não, não vi nenhum fio a puxar o seu braço...).
Foi uma grande emoção sim!
Mas a verdade é que, para além da fé, quem vista Roma não consegue ficar imune aos seus encantos. Não é preciso ser crente para se sentir privilegiado por pisar aquela terra plena de história. Os encantos de Roma são vários, desde a grandiosidade de uma Piazza de San Pietro e a sua majestosa Basílica, passando pela beleza da escadaria da Piazza de Spagna e pela maravilha que é a Fontana di Trevi, até essa inexplicável obra de arte denominada por Capela Cistina... é realmente de cortar a respiração...e de magoar o pescoço...
Foi com certeza uma das viagens mais esperadas da minha vida que cumpriu em plenoas minhas expectativas.
Como tudo na vida, também Roma tem os seus aspectos negativos... o trânsito pavoroso que surge a qualquer hora... a sujidade pelas ruas percorridas outrora pelos soldados romanos... o desrespeito por algo tão simples como seja uma passadeira de peões... é verdade, se quisessemos atravessar praticamente tínhamos de nos atirar para cima dos carros, ou podíamos escolher uma das milhentas vespas que por lá se passeiam....
Mas nem isto me tira a felicidade de ter estado num local cheio de história, onde praticamente se sentia o respirar de milhares de romanos e cristãos fugitivos ao seu domínio.
Algo para sempre recordar...

quinta-feira, 10 de março de 2005

Variedade de sapos

Não me lembro de alguma vez ter visto um sapo ao vivo e a cores, mas deve ser algo pegajoso e meio repelente (o Cocas não conta!)... de certeza que deve ter sido compensado de outra forma qualquer. Se calhar é por isso que se transforma em príncipe depois de uma boa beijoca... nada mau! Beijar um ternurento elefante ou um sumptuoso leão não dá em nada (só se for associado à lâmpada do Aladino e mesmo assim não há garantias!), tem de ser mesmo um sapito!

Há uns que têm a sorte de ter um sapo para beijar, mas muitos são os outros que têm (muitos) sapos para engolir!!!! É imperativo saber: quem é que nunca teve de engolir um sapo?! (do meu ponto de observação não vejo nenhuma mão no ar!)

Quando comecei a escrever isto estava a tentar digerir um sapo gordo, sebento e até cabeludo... por esta altura ele já passou pelo meu intestino grosso e seguiu caminho!

Para que é que temos de engolir sapos? Só nos faz sentir pior do que já estávamos, só nos faz ter mais repulsa da entidade que sapificámos, só nos faz fazer as coisas de mais má-vontade, ou seja, não ajuda em nada... portanto, vistas bem as coisas, não há utilidade prática nenhuma!
Engolir sapos para quê?! - fica a questão no ar!

Se se puder escolher, alguém que tome nota: eu prefiro os mágicos, transformáveis em príncipes do que estes transformáveis em excremento!

sexta-feira, 4 de março de 2005

Are you from Wiggly Piggly?

Ontem fui a uma festa… não era bem uma festa, era mais uma reunião de amigos, ou sei lá bem o que é que nós somos...

Resumo da festa:

Anfitriões: Madara e Wilnes (Letónia)

Convidados: Barbara (Áustria) e Luca (Itália); Magdalena e Marcin (Polónia); Ivana (Sérvia) e Frédéric (França); Kheira (França, mas nascida em Marrocos); Stéphanie (França); Iva (Equador) e eu.

Ausentes: Lucía (Espanha) e Mario (Áustria)

Comes &bebes: vinho à descrição brancos e tintos (infelizmente não reparei nas origens); morangos, uvas, pão e várias tábuas de queijos austríacos, franceses e a grande atracção: um sueco comprado pelo próprio Wilnes ainda esta semana numa cidadela ao pé de Copenhaga.

Motivo da festa: projecção de fotos das férias nas Caraíbas (várias ilhas!) dos anfitriões.

Curiosidades:
• a Stephanie esteve recentemente no Burundi a trabalho e por isso não pôde ir a um casamento no Burkina Faso.
• A Kheira foi passar o fim-de-semana a Paris.
• A Ivana e o Fred, depois das festas natalícias em Paris e em Belgrado, tiraram umas férias em Dubai.
• A Iva também esteve várias semanas por essa altura no Equador e vai daqui a duas semanas para Lisboa.
• Para a semana a Madara e o Wilnes vão estar na Holanda.

Nesta reunião fui convidada para uma festa de anos para a semana: vamos lá ver que aldeia global encontro lá!