domingo, 25 de junho de 2017

Pés no chão (183)

Mudei de sapatos, de calças, de país e de continente! Eis-me em plena Central Station em Nova Iorque!

sábado, 24 de junho de 2017

Pés no chão (182)





Até parece que Maria Calíope não pára em casa tendo em conta a quantidade de Pés no Chão nos últimos tempos. Não estará assim tão longe da realidade, mas também não é a vida de luxo que parece ser! Bom luxo, luxo é esta edição dos Pés do Chão em plena casa da ópera de Reiquiavique. O que eu adorei este edifício ao ponto de a última manhã ter passado lá dentro a tirar estas maravilhosas fotos! Nota-se muito que estava de partida para outras paragens? É que ao fim de não sei quantos dias mudei de calçado!

Olhos nas estrelas, pés no chão*

Não estranho o factos de amigos meus acreditarem piamente nas minhas capacidades, quando eu própria confio em mim e sei que sou capaz de mover mundos e fundos para conseguir o que quero. O curioso é quando pessoas que achamos que não nos conhecem tão bem dizem coisas como "para ti o o longe e impossível não existe" :)

Pois realmente o meu dicionário está repleto de possibilidades e todas elas à mão de semear. (e se não estiverem eu trato de encurtar caminhos).

Arregacei as mangas e vou fazer do longe perto e transformar uma casualidade numa coisa com pés e cabeça!


* tirado daqui

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Última noite em Graz

Com direito a aula de kizomba onde se aprende as diferenças entre: kizomba, semba, tarraxinha, urban kizz e guetto-zouk...

(Sim, em Graz!)

Conversa imaginária:
- Oh Sodotora, o que mais gostou do semestre de Verão em Graz?
- Dos workshops de kizomba, claro!

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Nível ditactorial

Num processo de recrutamento, foi-me pedido que facultasse a avaliação das minhas aulas. Enviei a avaliação feita por todas as turmas que lecciono no presente semestre. Tenho resultados mesmo muito bons, talvez nos 90%, com comentários bastante simpáticos face à minha prestação nas aulas. Não duvidei que seria mais um aspecto positivo na minha candidatura. Hoje solicitaram-me avaliações de semestres anteriores e eu ri-me porque afinal, em países com regimes ditactoriais, o nível de apoio ao poder governativo também costuma ser na ordem dos 90%! No entanto, neste preciso caso, socorre-me a linha de pensamento de que 90% dos meus alunos acham-me mesmo brilhante
(os outros 10% só me acham muito boa!) e 90% do meu público não pode estar enganado!
(Presunção e água benta cada um usa a que quer)
(Eu não uso água benta, por isso abuso um bocadinho da presunção)

Depois logo vos digo se fiquei com a vaga!

terça-feira, 20 de junho de 2017

Horas caladas



Uma aluna esteve nos Açores e mandou-me este postal. Só o li hoje e li as entrelinhas, claro! 
Tantos anos a analisar texto e tanto texto virado que ao ler este poema consegui ver todo o sol que a minha peneira escondia. Silêncio, preciso de silêncio. E nem música se houve nesta casa.

Atirar areia para os olhos

Há uns dias, talvez desde a semana passada, que tenho dado por mim a tentar focar a visão de forma explícita e literal. Devia mudar as lentes, penso todos os dias, menos de manhã, quando efectivamente poderia pôr as lentes novas. Lembrei-me que os meus olhos me pregaram uma partida quando estive em Copenhaga há quatro anos e que por isso estivessem talvez em modo revivalista. Ontem estourou a luz do meu quarto quando cheguei. E só hoje depois desses indícios vários me lembrei de Tirésias.
Simpatizo muito com a imagem do cego que vê mais do que os outros sem problemas de visão e não estava a conseguir ver os sinais. A ver estou cega e por isso é preciso turvar-me a vista e pôr-me às escuras para eu ver aquilo que me recuso. Ando a tapar o sol com a peneira por medo da luz... mas na prática ver a luz dói e quase parece mais confortável o triste teatro de sombras.

Parece-me a altura indicada de voltar a pegar nos Cem Anos de Solidão.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Post do dia

Comecei o dia a pensar que o post de hoje seria certamente dedicado aos dinamarqueses e às suas idiossincrasias.
Voltei para casa semi-deprimida, mas decidida a escrever um post de choradinho acerca da areia que ando a atirar para os meus olhos.
Entretanto inteirei-me do que se passou/se está a passar em Pedrógão (estive o fim-de-semana praticamente desligada do mundo) e passou-me a vontade de fazer o que quer que seja, nem de vos relatar coisas bonitas que vi e muito menos de me queixar das agruras da minha vida.

Pés no chão (181)

E o prometido é devido! Cá está a aguinha borbulhante do parque dos geisers algures no triângulo dourado islandês! Eu consegui fazer a proeza de me ter posto do lado para onde o vento soprava e de ter levado com uma onda de vapor quente e quase líquido quando o geiser explodiu!

domingo, 18 de junho de 2017

Pés no chão (180)

Nem sei porque é que eu achei que era giro tirar uma foto a este chão de cascalho miudinho com este gradeamento de plástico... mas se vos interessar era a entrada do parque dos geisers que fui visitar... a água quentinha chega amanhã :)

sábado, 17 de junho de 2017

Pés no chão (179)

Não se vê muito bem o que está para lá do vidro, mas é nada mais nada menos do que uma placa tectónica! Supostamente uma parte da norte-americana. Eu não sabia que se podia ver placas tectónicas, mas na Islândia vi não apenas esta, mas também a europeia.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

A.A., (onde andas?)

Quando se compra vinho no freeshop, depois de se ter pedido às companheiras de fim-de-semana que façam o mesmo nos seus aeroportos de partida, das duas uma, ou tenho problemas com álcool ou estou prestes a passar uma bela lady's night-pyjamma party-em-modo-despedida-de-solteira-ou-não ao longo de três dias!

Post em directo de Schwechat!

Pés no chão (178)

Enquanto aqui, nos Pés no Chão, continuamos a passear pelos caminhos da Islândia, Maria Calíope foi arejar ideias para um dos países que estão lá no topo dos índices de felicidade e que estranhamente ou não também tem muitas pessoas bonitas por metro quadrado. 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

No pain, no gain

Já devo ter reflectido aqui acerca de uma imagem que me vem sempre à cabeça quando vejo um jogo de futebol. Um jogo de futebol reflecte a vida com tudo aquilo que tem direito. Quando se dá o pontapé-de-saída não há como prever o resultado, naquele momento do apito inicial, tudo é possível, todos os resultados podem vir a acontecer. Claro que há tendências, claro que há equipas mais fortes do que outras, claro que há estratégias melhores que outras, claro que há um trabalho de casa que pode ter sido feito ou não. O jogo vai levando o seu curso, os treinadores lá vão ajustando a equipa de acordo com o desenvolvimento da partida. Mas até ao último segundo há jogo. Há os que fazem por ganhar, há os que defendem, há os que acreditam até ao fim, há os que perdem a cabeça... e também há a pontinha de sorte, que pode virar o rumo de todos os merecimentos. Merecer é um verbo que não se deve conjugar no futebol - a bola entra ou não: são os golos que contam. É isso o que conta no fim.

A vida é a mesma coisa. Até ao fim não sabemos se vamos marcar o golo ou não. Por mais que sejamos estrategas, por mais que meçamos os nossos passos, por mais que corramos atrás do prejuízo, da bola e do que for preciso ir atrás. A claque apoia, mas não faz milagres. Até ao apito final, há esperança e tem de haver pernas. Vou acreditar, dar corda aos sapatos, fazer uso do cérebro e suar a minha camisola.
A bola vai entrar.
Porque eu acredito piamente que quem se faz ao caminho com tudo o que pode, consegue e sabe é recompensado no fim. Deus não dorme, certo?
Afinal eu era aquela com o rabo virado para a lua, não era? E para o meu pai eu sempre fui o campeão, não o posso desiludir agora.

Poesia-me III

Caligrafia-me
Geografia-me
Aritmia-me
Sinestesia-me
Astronomia-me
Poesia-me

Faz-me ver estrelas
E vamos escrever uma história

Afinal eu queria escrever coisas delico-doces e no post abaixo limitei-me a um copy-paste! Não sei se me alegro de estar assim com o coração nas mãos com aquela angústia de não saber o que me espera, se preferia a alegria solta e despreocupada que me marcou nos últimos meses. Pelo menos, enquanto ignoro respostas, escrevo coisas que me vão fazer rejubilar daqui a uns tempos, independentemente do destinatário as ler ou não. Poesia-me I. Poesia-me II e meio.