domingo, 17 de dezembro de 2017

Chantagem emocional

A minha irmã ligou-me de manhã a dizer que a minha mãe não queria ir almoçar fora com eles porque tinha de ir... ao continente e pediu-me que intervisse.

Intervenção 1: Mãe, vai lá almoçar com eles... Vais ao continente depois.
Mãe: Não dá.
Intervenção 2: Mãe, mas a J. (o bebé) gosta muito mais que sejas tu a dar-lhe a comida...
Mãe: (smile com uma cara meio indecifrável)
Intervenção 3: Mãe, escolhe ou vais com a N. almoçar hoje ou vais comigo ao cinema!
Intervenção 4: vídeo da J. a comer.

Não resultou, por isso que vou ter de arrastar a minha mãe para o cinema (Resposta dela: "Não faz mal, eu durmo lá!")

Going down

Será que bater no fundo consiste em apanhar a Bridget Jones na televisão e achar que é uma sorte e um programão?

Felizmente que o ano está prestes a acabar e eu a fazer as malas para ir para casa. Se calhar é mesmo isso de que preciso.

sábado, 16 de dezembro de 2017

Coincidências

Adoro coincidências e teria uma mão cheia de exemplos de coincidências fabulosas que deram origem a histórias engraçadas com que poderia brindar o querido leitor. No entanto, há meses que me ando a convencer que as coincidências não existem e mais ainda: que não querem dizer nada, que não têm significado nenhum, que não há entrelinhas, nem deduções, nem ensinamentos. Limitam-se a ser o que são: coisas que ocorrem em simultâneo sem qualquer consequência, daí decorrente.
Mesmo com este disclaimer todo, não pude deixar de reparar na coincidência de ter voltado a sonhar com LL num dia em que forçosamente me lembro do meu pai. Coincidência tirada a ferros, deve estar a pensar o preocupado leitor, mas já sabemos todos que as linhas de pensamento do cérebro de Maria Calíope são muito tortuosas.
É engraçado que o sonho não diferia muito em substância do outro, entre arrufos e carinhos lá estávamos nós a discutir ou a rebolar num sítio qualquer, que de repente se transformou num café, onde LL resolveu pagar a minha conta. Não sei se conseguiu.
E eu, pelos vistos, não consigo ultrapassar isto.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Arte urbana em Madrid




Olhem que coisas mais lindas mais cheias de graça...
A vida que os graffiti dão a paredes cinzentas e a portadas aborrecidas. As câmaras deviam investir mais neste tipo de street art. Ficaríamos todos a ganhar.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Quando for grande quero ser como a minha mãe

A minha mãe teve de deixar a nossa mercedonga na oficina/stand/garagem/não sei bem onde para arranjar não sei bem o quê e perguntou logo se lhe davam um carro de substituição. Disseram-lhe que tinham um acordo com rent-a-car que ficava em parte incerta da cidade (se calhar era só duas ruas depois, não sabemos) ao que a minha mãe respondeu que se iria deixar o carro dela nesse sítio, queria o carro de substituição nesse mesmo sítio, não tinha vida/tempo/disponibilidade/orientação para ir à procura de não sei o quê. Ela deve ter seringado tanto o ouvido dos empregados que eles foram com certeza vencidos pelo cansaço e concordaram em desencantar um carro e entregar-lho, quando ela lá fosse levar o nosso. No dia marcado, pelo que consta, tinham lá um smartzinho para a minha mãe...

- Acha que vou passear este carro pela trela?

O espírito acutilante da minha mãe é imbatível e estou mesmo a ver a cara dela de poucos amigos a proferir este tipo de frase, sem esboçar o mínimo dos sorrisos. Nunca tivemos carros pequenos... Passado um pouco tinha lá uma mercedonga igual ou maior que a nossa. Na verdade, ela não queria era conduzir um carro automático.

(Eu recebi uma chamada da Lufthansa por causa de uma reclamação que fiz. "Ah e tal não podemos indemnizá-la porque se tratou de uma greve dos controladores do tráfego aéreo"  - "Posso fazer alguma coisa para reverter a vossa posição? Não? Então, está bem e agradeço terem ligado". - Ainda tenho tanto para aprender...).

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

371º - 373º momentos culturais - Especial Madrid



Como disse nos últimos dias passei o fim-de-semana prolongado em Madrid e soube-me pela vida. O plano era ir ao sabor do vento, mas ao fim ao cabo acabámos com uma agenda apertadíssima. Para já ficam os momentos culturais.


371º - Giorgio de Chirico - Sueño o Realidad
Nunca tinha ouvido falar deste artista até ao momento em que um conhecido me falou dele na semana passada ao saber que eu ia a Madrid. Dei uma vista de olhos online e fiquei agradavelmente surpreendida pelo misto de Escher com Magritte e mais qualquer coisa que via nesta obra. Estando em Madrid, lá fui eu à Caixa e fiquei muito contente ainda antes de ver a exposição quando me apercebi que não tinha de pagar a entrada por ser professora!
Acabei por gostar mais das estátuas do que dos quadros. Mesmo assim foi uma bela descoberta.


372º - Mucha
De novidade tem pouco, até porque vi duas exposições dele recentemente, uma em Budweis e outra em Praga, mas mesmo assim há sempre peças novas a descobrir e isso é sempre encantador. Gosto das linhas harmónicas de Mucha e especialmente da capacidade dialogante das suas mulheres. São só mulheres, que ele pintou, não foi? Depois há todas aquelas colecções deliciosas: as estações do ano, as artes e desta feita descobri as partes do dia e os signos. Fabuloso, é o que vos digo.

373º - Sensual Dance Symposium Madrid
Este ano não sei o que me aconteceu, mas não há sítio onde eu vá parar que não tenha nessas datas um mega evento de kizomba e arraçados. Madrid não foi excepção e a brincar foi a 5ª festa de kizomba do ano... Havia concerto do Kaysha - que digamos deixou um bocadito a desejar, apesar de nos termos divertido imenso a apreciar o ego em palco, mas marcou pontos ao trazer de surpresa o Mika Mendes (e mais um Emílio/Egídio/Emídio desconhecido meu).
Eu dancei que dancei e julgo que consigo acertar cada vez mais os passos! No entanto, constatei que em média os espanhóis são muito baixos (a quantidade de homens do meu tamanho OU mais baixos... deus me livre...) e que nunca tinha estado numa festa de kizomba com tantos africanos, o que é sempre uma mais valia. Ainda lá vi o Albir Rojas, mas não fui capaz de lá lhe dar uma palavrinha.
 (Toda a gente de sandalitas ou sapatos de dança e Maria Calíope resolveu inovar no dress code com botas para montar... É um estilo muito próprio!)



terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Amor platónico consubstancia-se em relação física

Ao fim de anos de amor platónico pelos Madison da Tom Ford, consegui dar o passo em frente e adquiri-los e conseguir efectivamente que me viessem parar às mãos. (Não é uma coisa assim tão óbvia nem fácil).
Estamos a terminar o ano e eu continuo a ultrapassar os meus tabus. Este não era um prioritário, mas daquelas puxadelas de lustro de que precisava. Nem fiz alarido da compra (como da última vez), pois receava que me voltassem a dizer que o modelo estava esgotado/ fora descontinuado / que escolhesse outro. Valeu tanto a espera e mais ainda as centenas de euros que depositei ali. Realmente quando as coisas são desejadas e tem de se esperar por elas ganham logo um sabor especial. São tão lindos e ficam-me tão bem... qual casa? qual LL? Os Tom Ford é que me estavam na sina! Vamos ser tão felizes juntos!
É curioso terem chegado no dia que voltei a usar as restantes gotas religiosamente guardadas do meu último frasco de Sensi (outro produto inacreditavelmente descontinuado) e no dia em que deixei de acreditar em palavras proferidas de bocas masculinas (Só consigo elencar duas excepções e uma delas já faleceu). Palavras positivas ou negativas. Não acredito em mais nada. Mesmo.

Agora deixem-me desfrutar um bocadinho desta belezura!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Guru

Já voltei de Madrid e foi tudo o que eu precisava. Muita conversa, muita gargalhada, muitos quilómetros nas pernas, cultura qb, poucas compras e um pezinho de dança. Há pessoas que nos fazem mesmo muito bem! E a minha guru é imbatível, senão reparem, de regresso os resultados não se fizeram esperar: aparentemente:
1) Tobago não me quer, mas Trinidad sim...
2) Os óculos estão nos correios à minha espera. (Só quando os vir é que acredito).
3) Consegui quebrar o enguiço do talho austríaco.
4) E até pode ser que tenha descoberto um substituto (Black Opium YSL) para o meu saudoso Sensi Armani.

E tomem lá o Fast Love do George Michael nesta versão tão gira para não dizerem que eu só ouço kizombas. 

domingo, 10 de dezembro de 2017

Pés no chão (190)

Últimos pés em Nova Iorque e terminamos em grande. Nada mais nada menos do que no fantástico Guggenheim Museum! O edifício genial valeu a hora de espera para entrar. (Se correr tudo bem amanhã estarei de volta).

sábado, 9 de dezembro de 2017

O segredo



Ama o que fazes e tens três quartos do caminho de uma vida feliz feitos!


Madrid, às 10:40

Pés no chão (189)

Este chão mais do que piroso combina com as minhas pernas deformadas... não sei bem como consegui tornar as minhas pernas elegantes de gazela neste mamute-anão mas com sandalocas giras! O chão alcatifado possivelmente cheio de ácaros pertence ao Ambassador Theater, onde fui ver o m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o Chicago que me deu toda uma nova perspectiva ao conceito "musical".

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Pés no chão (188)

Os meus tenizinhos lindos e novos (em Julho de 2016) para correr muitos quilómetros comprados num outlet qualquer americano a um preço completamente inflacionado... só por isso comecei a correr no próprio dia para lhes dar uso e fazer render quase uma centena de dólares...