terça-feira, 14 de agosto de 2018

399º momento cultural: Cemitério Central de Viena

O Cemitério Central de Viena é um mundo. É tão grande que até tem um autocarro que circula lá dentro. Só tinha ido lá uma vez há mil anos com a minha prima, por isso disse logo que sim a uma possível visita guiada. O dia estava perfeito para uma visita, solinho, céu azul, mas fresco. O cemitério era fora da cidade quando foi fundado e por ter sido um cemitério para várias religiões, parece que não foi benzido por ninguém. Nós começámos por visitar uma parte chamada Jardim do descanso, que tem vários pontos que retratam os quatro elementos. Eu achei especialmente interessante os cursos de água em forma de 8. Se calhar é um conceito pouco católico, mas a morte parece-me mesmo o sinónimo do infinito! Seguimos para os talhões e há de tudo, desde coisas mais simples a outras muito kitsch. Chamou-nos muito a atenção lápides de pessoas que ainda não morreram (!), como outras de pessoas cuja lápide têm um carro (a maioria Mercedes, mas também vimos um BMW). A parte dos artistas também algumas campas bem mais alternativas, não é por acaso que eram pessoas dadas às artes. Ainda passámos pela zona dos Presidentes da República e eu estranhei haver pelo menos um de que eu me lembro de estar no cargo. Está provado que já cá vivo há imenso tempo. A parte antiga dos judeus é terrível: há campas com marcas de balas da altura da II Guerra Mundial! De resto, foi uma animada e literal walk in the park!

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Arte urbana em Palma de Maiorca

























Só estivemos algumas horas em Palma e para meu azar era domingo de tarde em brasa, mas o pior de tudo tiendas fechadas por isso nada de rebajas... Nem rebajas nem pessoas com o bafo que se sentia. 

A gente transpirava por todos os poros, mas deu para ver estas coisas bonitas. Vá 50% de nós estava a apreciar arte urbana, os outros 50% derretia mais um bocadito e procurava a sombra mais próxima.





domingo, 12 de agosto de 2018

Virei PT

Fui sair com uma amiga minha...

- Inscrevi-me na corrida xyz.
- A sério?
- Sim, mas não sei se fiz bem... sempre que me inscrevo fico a pensar que me vou preparar e tal, mas na verdade é que nunca me apetece!
- Ahahahahahah
- Só treinei na verdade quando ia correr contigo!
- Comigo?!!!
- Sim, quando íamos correr as duas...
- Realmente, nunca pensei se preparadora física de alguém...
- Sempre que a gente sai, faz imenso desporto...
- ?!!

Realmente hoje andámos mais de 15 000 passos e estivemos a nadar imenso tempo no Danúbio. Se calhar passei ao lado de uma grande carreira!

sábado, 11 de agosto de 2018

Planos de festas (to be) II


Queira o estimado leitor fazer o favor de ler primeiro este plano.

3 meses e meio depois já tenho plano, já tenho ilha e até já tenho companhia!

Afinal os milagres acontecem quando menos se esperam!

Full house

Três noites em Palma e três pores-do-sol! E que bonito foi!




sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Encontros inusitados

Gosto de encontrar pessoas conhecidas casualmente na rua porque me confere uma certa familiaridade ao lugar... bom, esta última parte nem sempre é verdade, mas tanto o meu pai, a minha mãe e até a minha irmã conhecem como eu muita gente, por isso sempre encontramos pessoas conhecidas em lugares menos inusitados. Mas desta vez em Lisboa foi de gritos.
- Ao sair da biblioteca da faculdade encontrei uma colega da Universidade de Germansheim!
- No cinema num dia a meio da semana numa sessão a meio da tarde, sentou-se à minha frente uma amiga minha de Viena, a primeira portuguesa que cá conheci, que entretanto voltou a Lisboa e que eu não via há uns bons 5 anos.
- No metro encontrei uma amiga da minha irmã que está há meses para se encontrar com ela.

O resto dos encontros foram todos combinados!

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Termas Erding

O querido leitor sabe que Maria Calíope é uma atleta de alta competição de termas, não só na época própria (isso é para amadores), mas também off-season, ou seja, em pleno Verão. Desta feita as termas contempladas foram as de Erding, sobre as quais o macho Alfa se desfazia em elogios como sendo as maiores, as melhores e todos os superlativos. Maria Calíope tem no seu top de termas as de Blumau e anos de experiência noutras tantas, por isso estava no mínimo curiosa para conferir tanto epíteto. Lá fomos nós para a Alemanha para as termas!
O macho Alfa quis acordar cedo para ir para as termas, o que para mim me parecia no mínimo um exagero para quem tem planeado passar o dia inteiro nas ditas... Chegámos lá pelas 9 da manhã e havia multidões, filas de dezenas de pessoas nas várias caixas, eu de repente tive um flashback da Expo '98!!! 
Eu nem consegui perceber o tamanho da coisa. É termas, é parque aquático, é piscinas, é saunas e sei lá mais o quê. Nós fomos para a parte de adultos com 14 (!) saunas, o que nos livrou de uma vez com toda a criançada que povoa o espaço.
Começámos com uma sauna italiana, com direito a Andrea Bocelli a cantar Con te partiro enquanto a gente suava que nem porcos. Bom suavam eles como porcos, pois eu só limitei-me a transpirar elegantemente! No fim deram-nos um suminho. Seguimos para a sauna das rosas. Nunca tinha visto uma sauna com rosas e peeling de açúcar!!! Com o calor já estávamos todos (eu também) tipo caramelo, mas foi uma das que gostei mais. No fim, bebemos um chazinho de rosas. Já não me lembro da ordem das outras saunas a que fomos, mas ainda houve sauna russa com ramos de árvores, sauna celta, sauna para senhoras com máscara de iogurte, sauna de homens com uma cerveja, sauna não sei do quê com bodyscrub de sal, sauna com vista, sauna com aromaterapia e o mais surpreendente de tudo: a sauna-padaria: enquanto estávamos a suar, estavam uns pãezinhos a assar e no fim podíamos comê-los! Eu tirei um com ervas e pétalas de flores! Depois de uma das saunas ainda me enfiei num tanque de água gelada... diz que faz bem! Entre saunas ainda estivemos em piscinas com jaccuzis e correntezas várias. Pelo meio também fomos andar de gaivota num laguinho e no fim ainda fomos a banhos a piscinas com alto teor de sal e de outras coisas, que agora já não me lembro. Portanto não saímos o dia todo daquela secção das termas. Já ao anoitecer fomos para o outro lado porque havia um concerto, um tal DJ Alle Farbe. Eu nunca tinha ouvido tal coisa, mas o Alfa conhecia... Se o tempo tivesse bom aquilo era para parecer uma espécie de MTV-spring-break-pool-party, mas como estava nublado e a ameaçar chover, nós preferimos ficar do lado de fora das piscinas com toalhas nas costas!!! Foi giro.
Saímos de lá já deviam ser umas 23h! Gostei imenso, mas Blumau é muito mais bonito.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Que nervos!

Uma pessoa a tentar ser prática e moderna e depois tem de levar com a surpreendente sensibilidade de alguém que até ver tinha a sensibilidade de um pedaço de madeira. Não só respirei fundo como fui nadar de uma margem à outra and back.
E é tão mau sinal quando cruzo os braços...

terça-feira, 7 de agosto de 2018

398º momento cultural: Toma toma 6 em Bratislava

Já no ano passado fui parar ao Festival de Kizomba sem saber muito bem ao que ia... queria ir ver o Grace Évora e dei por mim, estava num festival, fiz um workshop com o Albir Rojas e dancei com o próprio! Este ano a coisa foi muito melhor pensada. Queríamos fazer os workshops do Albir e daí a comprar o passe para o festival inteiro foi um tirinho.
O festival este ano foi num barco no Danúbio e assim de repente não estou a lembrar-me de nenhum a que tenha ido que tenha tido uma localização tão fixe, nem o Wynn de Zagreb!
O fim-de-semana trazia muito mais água no bico que um mero festival de kizomba, pois poderia ser o passe para uma festa de anos algures no mundo com o macho Alfa e Maria Calíope ao contrário do que possa parecer não punha ficha nenhuma nessa casa, na verdade já se dava por satisfeita se regressassem os dois para Viena numa peça só sem olhos arrancados.
O festival foi giro e dancei que dancei e soube-me pela vida. Na sexta quando ecoou o Kayo Corpo, eu nem queria acreditar que não estava a dançar com o Alfa, mas sim com outro marmanjo qualquer. Foi pena. E logo a seguir veio a Bo é kel amje e eu tive de aproveitar o par que tinha.
No sábado, fiz um workshop de afrohouse e kuduro, eu super trapalhona a tentar acompanhar o ritmo da coisa. Espero que não haja vídeos porque a minha prestação é só ridícula. No entanto, aprendi muita coisa interessante para as minhas pesquisas. Sábado foi um dia de decisões difíceis, mas felizmente sábado também foi o dia em que baixou em mim a presença do espírito da sensatez e lidei com os obstáculos que a vida me presenteou com uma categoria, que nem eu sabia que tinha. Sábado foi o dia que dançámos no convés às quinhentas da manhã e só me lembro que naquele momento fui feliz, nem me lembro de estar a morrer de sono, nem dos pés a doer, aqueles passos de dança foram mesmo mágicos!
Domingo ainda fizemos mais uns workshops mas a meio da tarde já deitávamos kizomba pelos olhos e fomos para a cidade procurar um sítio qualquer para ver a final do Mundial de Futebol. Foi pena a Croácia não ter ganho!
Portanto agora a questão que se coloca é se eu escrevo os posts atrasados cronologicamente ou faço-o em restrosprectiva...

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Poesia-me IV

Afia-me
Desfia-me, desafia-me
Rodopia-me
Irradia-me
Amacia-me, poesia-me e
Não me largues a mão


Quando estive em Lisboa voltei a passar pela rua do grafiti do Poesia-me já não lá estava. Felizmente eternizei aquela parede numa foto e agora ao revê-la, fui recuperar aquela a sequência poética a que deu origem. Leio estas coisas e enterneço-me porque as palavras têm alma se lhes dermos esse sopro mágico de vida. Leio o que escrevi e claro que quero escrever mais, se houve Poesia-me II, Poesia-me III nos anos passados, neste tinha de sair este Poesia-me IV... e, modéstia à parte, saiu-me muito bem e com o timing mais que perfeito!

sábado, 4 de agosto de 2018

Recepção de boas-vindas

O céu a enrubescer
Águas calientes

Não se pode pedir mais da vida!