17/02/2012

8ª momento cultural: Intouchables


Saí do escritório ainda de dia para ir ao cinema. Fez-me lembrar quando andava na escola ou na faculdade e ia de tarde ao King ou ao Mundial ver um filme pseudo-intelectual com mais 3 ou 4 gatos pingados. O filme de hoje era belga e em francês e uma autêntica lufada de ar fresco.
Um tetraplégico milionário que contrata um tipo senegalês para cuidar de si. A história é real, tão divertida como comovente. Se calhar trágico-comédia seria o mais adequado. Adorei o filme e recomendo-o vivamente. (Não sei o nome em português, mas em alemão é Ziemlich Beste Freunde, se ajudar alguém).

16/02/2012

Pedras na calçada


Contar com determinadas pessoas é como contar com que as pedras da calçada se juntem num dia que a gente saia de saltos.

Criar defesas é o que eu preciso... se calhar com um Actimel vou lá :D

15/02/2012

Naufrágio

Andava toda entusiasmada a pensar numa aula que terei/teria de dar subordinada ao tema semestral "Naufrágios" no âmbito de literatura e cultura portuguesa. E afinal quem virou náufraga fui eu... parece que estou a ver os restantes passos do meu plano Erasmus a afundarem-se em águas geladas e profundas.
E eu se morrer, morro na praia... a uma assinatura de distância do meu plano Erasmus.

William Turner, Wreckers Coast of blablabla

14/02/2012

Lasanha para me tirar do sério


Refogar apatia em azeite, deitar uma mão cheia de lamúrias até estarem douradas.
Alternar  placas de chavões com o preparado anterior num tabuleiro que vá ao forno, regar cada camada generosamente com um molho de aspirações secas.
Polvilhar a gosto com "crise" e/ou "este país".
15 minutos num forno a 180ºC
Resultado: Maria Calíope em polvorosa.

13/02/2012

Calíope, a estratega

Se comprar uma casa mais cara do que inicialmente estava previsto,
- sinto-me obrigada a usufruir do espaço
- fico completamente depenada
- deixa de haver grande margem de manobra para conferências do outro lado do mundo, casamentos aqui e ali e ilhas paradisíacas 
por tudo isso:
- ganho tempo e espaço para trabalhar e acabar a minha tese.

Parece que começo a ver a luz no fundo da bifurcação académico-imobiliária.

Numa secção consular

Calíope: Estão aqui os formulários A e B, a cópia do meu registo de residência, do meu bilhete de identidade, do meu passaporte, do bilhete de identidade da minha mãe, da certidão de nascimento da minha avó e respectiva tradução...
Senhor da secção consular: Hmm... Você mora aqui? Há quanto tempo? Qual é a sua nacionalidade? E onde é que nasceu? E a sua mãe? E a sua avó?
Calíope responde devidamente e face à perplexidade do senhor ainda alega que tendo em conta o regulamento do documento em questão, como a sua avó seria elegível para obter o dito documento, ela também seria, tentando agilizar o seu raciocínio.
Senhor da secção consular: Você é um caso difícil!
Calíope sorri e pensa que antes um caso difícil que uma pessoa fácil: Quanto tempo demora a obter uma resposta?
Senhor da secção consular: Um mês, mas não fique à espera de em Março ter uma resposta. No seu caso deve ser uns três meses.

12/02/2012

7º momento cultural: The Artist


Não será o meu preferido de todos os tempos, mas marca com certeza pela diferença. Um enredo pobrezinho mas compensado com duas personagens de sonho (e estou a omitir o desempenho de cão) e a fotografia do filme todo :)

Talvez esta tenha sido a minha cena, a da Peggy com o cabide! Adorei!

11/02/2012

Celebrações laborais

No meu escritório há uma série de eventos que se costumam celebrar:

- Aniversários
- Dia do nome
- Sexta-feira
e mais pontualmente:
- Inauguração de casa
- Despedida (da empresa ou do país)
- Doutoramento

Tendo em conta que somos bastantes e que há sextas-feiras todas as semanas, há sempre pelo menos um brinde por semana. Pois à boa maneira centro-europeis, para festejar tem de haver bebida! Ontem lá estávamos nós no final de expediente, umas 15:30/16:00, a brindar com vinho branco a chegada do fim-de-semana, entre conversas soltas e piadas de ocasião. O certo é que eu às 16:30 tive de sair e pensei que deveria ter almoçado qualquer coisa mais composta para absorver melhor o(s vários cálices de) vinho... claro que já não estava em condições para escrever mais nada.

O trabalho pode até ser às vezes uma seca, mas não trocava os meus colegas e este ambiente saudável e descontraído por nada.

10/02/2012

7

O Mergulhos faz hoje 7 anos, completando esta idade com mais de 1300 posts, cerca de 50 visitas diárias, um total de mais de 26.000 visitas e uma devota Maria Calíope.


O blogue começou por ser resultado de uma brincadeira. Ao sair de uma aula de Fonologia e Morfologia do Português lá para 1998, um cromo amigo e eu comentávamos entusiasticamente a genialidade do que tínhamos acabado de aprender (já não sei o que era), decidindo naquele momento que um dia iríamos escrever juntos um livro de Línguística. Eu, como detesto deixar coisas para a última da hora, disse-lhe que eu me encarregaria do título, ele faria o resto! :) E nesse mesmo instante saiu-me "Mergulhos fonológicos". Muitos anos mais tarde já comigo em Viena, esse meu amigo começou-me a falar de blogues e convidou-me a participar num blogue colectivo (entretanto desactivado). Passado uns tempos deve ter achado que precisávamos de um espaço próprio e criou este inacreditável e estonteante estabelecimento comercial, conferindo-lhe o nome daquele que estava para ser o nosso livro. Entretanto, pouco a pouco eu comecei a entusiasmar-me com o Mergulhos, escrevendo cada vez mais, criando rúbricas, conseguindo novas visitas e os outros dois parceiros de início de viagem pareciam cada vez mais distantes. Julgo que tendo em conta a apropriação, ocupação e permanência, reclamei o espaço dos Mergulhos como meu. E até ver ninguém se queixou.

Maria Calíope agradece a todos os que passam por aqui com mais ou menos regularidade e confessa que já nem imagina a sua vida sem um mergulho diário! :)

09/02/2012

Cobra

No início da semana sonhei que estava no meu antigo quarto em Lisboa à janela e de repente vi uma cobra gigante, assim à la Loch Ness. Eu fiquei a observá-la pela janela com atenção e completamente fascinada: era monstruosa, olhos pretos e escamas essencialmente verdes e algumas amarelas. De repente ela roda sobre si e com o bater da cauda racha parte do prédio. Eu não me lembro de ver paredes a cairem, mas lembro-me nas fendas das divisões a seguir à minha. A cobra lá foi à sua vida e eu continuei colada à janela, pensando que mesmo que fosse declarado zona de catástrofe iria demorar muito a reparar os danos e dinheiro então nem vê-lo.
Obrigada por amigos a conferir interpretações de sonhos encontrei várias possibilidades: desde traição de amigos a vários desafios a enfrentar.
Só agora percebi que afinal a coisa é muito mais prosaica: quero uma pulseira destas!

08/02/2012

Inventário de vocábulo XII

Já há imenso tempo que não havia aqui um elogio declarado às palavras, por isso cá vem ele numa versão jocosa. Do convívio com os colegas lusófonos em Berlim, aprendi uma expressão deliciosa que ainda agora me faz soltar umas belas gargalhadas:

boi ralado

Boi ralado não é mais do que carne picada na variante de português do Pará!