segunda-feira, 21 de maio de 2018

Smile!

Estou fascinada com estes dois. Só agora é que vi a entrevista que deram há uns meses e a parte inicial do casamento. Viu o querido leitor o que o Príncipe Harry disse quando a Megan chegou? "You look amazing! I'm so lucky!" Ooooooooohhhhhhh Não é maravilhoso? Eles sempre tão cúmplices, sempre de mãos dadas e tão apaixonados, que é tão bonito de ver! Estou mesmo feliz por eles!
Só para ver as diferenças, acabei por ver a entrevista do William & Kate a propósito do seu noivado e não tem nada a ver: distantes e quase sem emoções - especialmente ela.


sábado, 19 de maio de 2018

Real boda

É nestes momentos que aquela réstia de romance, de romantismo, ao fim ao cabo, de sentimentos que devem existir algures perdidos no meu corpo dão sinal de vida.
Estive no fabuloso Wulf & Kasteli a tomar um brunch divinal enquanto via no telemóvel a transmissão em directo do casamento do Príncipe Harry com a Megal Markl. E foi tão bonito ver a cara de felicidade estampada nos dois. Não dou muita fé na Humanidade, no Amor então pior ainda, mas ver aqueles dois ali fez-me acreditar num mundo melhor, nas improbabilidades, nos reveses da vida. Não consegui ouvir bem o sermão do padre, mas do pouco que consegui ouvir retive que se o fogo foi a maior conquista da humanidade, amor é fogo e será também uma grande conquista. Bom, se calhar, não foi bem assim, mas serviu-me para reflexões várias. Num mundo tão rápido, tão mecânico e tão autómato, é tão bom ver que ainda há emoções fabulosas que ultrapassam fronteiras, barreiras, tradições e protocolos. Ele ruivo e lindo, ela com um sorriso autêntico e sentido do princípio ao fim tornando-a ainda mais bonita. Combinam tão bem! Gostei do corte do vestido, menos do véu e do cabelo e da farda dele, mas peanuts no meio daqueles corações cheios! Se o conto-de-fadas terminasse aqui, não teria dúvidas em acrescentar um genuíno "e viveram felizes para sempre"! Sim, eu acredito em finais felizes! (Já este casamento parece-me mais para cumprir o protocolo).

Um homem que saiba dançar saberá fazer tudo o resto!

Dançava eu alegremente com um nativo dinamarquês (cuja origem não me recordo se era Camarões, Guiné ou outro sítio qualquer) de camisa, gravata e muita ginga, quando de repente ouço os primeiros acordes da melhor kizomba de todos os tempos: Kayo Corpo. O que eu gosto desta música! Talvez a última vez que a tenha dançado tenha sido com o homem mais lindo do mundo na minha festa dos 24 anos... e agora assim sem qualquer previsão em Copenhaga com um indivíduo que dançava mesmo bem.
Eu tinha chegado pouco antes ao bailarico, mas logo ali pensei que com aquele Kayo Corpo a minha noite já estava ganha! No entanto, foi apenas o pontapé-de-saída para uma bela noite dançante!

Adendas (20.5.2018)
- O tipo era do Zimbabué, mas eu dancei com ele e com outros quantos, um melhor que o outro. Houve um sul-africano que não sei como fez que atirou as minhas pernas para o ar...
- A música é que motivou esse post a essas horas.
- Falei entretanto com o homem mais lindo do mundo e ele: "Mas tu precisas aulas de kizomba?" (resposta: "Sim, não me ensinaste bem e por isso ando a passar vergonhas!").

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Sportingzinho-lindo-que-nunca-me-falha

... mas agora chocou-me. E muito.

A minha relação com o Sporting é possivelmente uma das ligações mais estáveis da minha vida, só superada por alguns laços familiares muito estreitos. Não consigo imaginar nada que me fizesse deixar de ser sportinguista. Nada. E vitórias e derrotas fazem parte do jogo, mas não condicionam a minha filiação.

Serve este pequeno intróito para enquadrar a surpresa, a incredulidade e o posterior choque quando me fui apercebendo do que tinha passado / está a passar-se no meu clube.

Reunir uma manada para actos de selvajaria? Bater em jogadores? Hooliganismo?
Alguém que vê a instituição a ser vandalizada, os seus jogadores a serem violentados diz que é chato?
Há muita coisa podre no futebol que com certeza irá muito além do meu conhecimento mas isto é bater no fundo. Dizer que é lamentável é pouco. É criminoso. É ralé. Espero que sejam responsabilizados pelo que fizeram e arquem com as consequências.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Working with a view

Nem só de aulas vive uma pessoa! Também há muito trabalho diante do computador. Mas com brunch foi possivelmente uma estreia.

Ali do lado esquerdo é um dos mil canais que povoam Copenhaga, por isso também havia ali barcos a passar.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Reading with a view

E o calor que faz por estas bandas, querido leitor?
Eu ando em mangas de camisa, mas há muita gente de biquíni ou sem camisa de todo, sem contar com os que nadam no canal.

terça-feira, 15 de maio de 2018

392º momento cultural: Lady Bird

Por sugestão de um blogue amigo, fui ver o Lady Bird. Vi o trailer e fiquei com uma ideia. Vi o filme e achei que não tinha percebido nada do trailer. No trailer, achei que o filme partia das diferenças de opiniões entre uma mãe e uma filha, sendo que esta consegue vingar a sua e ir estudar para fora. No trailer, foi mais ou menos isso mas como ponto de chegada e não como ponto de partida.
O filme mais do que inocente é quase mágico, mágico porque recupera uma inocência em que tudo ainda é possível, onde todos os sonhos podem ter pernas para andar, onde não há impossíveis. A Lady Bird é isso, é uma rapariga que está constantemente a re-inventar-se para atingir os seus objectivos, uns mais legítimos do que outros, mas quem nunca foi adolescente com objectivos de vida parvos que atire a primeira pedra! De mangas arregaçadas, ela tanto soma sucessos como desilusões, é confrontada com a vida que tem que muito difere daquela que ela gostaria de ter, tem de lidar com uma situação familiar um pouco instável, mas mesmo assim consegue contornar os seus obstáculos.
É um filme simples, mas muito bonito!

Medicina em directo

Foi preciso vir para a Dinamarca para ver em directo e a cores a minha mãe a dar uma injecção à minha irmã!

Copenhaga, às 21:41

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Casca de banana

Para além do atraso de meia hora do meu voo, cheguei ao meu lugar e estava uma casca de banana no chão do meu lugar, no chão!!! Eu fiquei tão incrédula quanto fui diligente e chamei a hospedeira para limpar aquilo. Acho que ela não ficou muito satisfeita com a tarefa, mas era ela ou eu... Quem é que atira uma casca de banana para o chão de um avião?! Realmente...

(Sim, não é só a TAP que tem problemas, outras companhias, nomeadamente, a Austrian, também).


Copenhaga, às 23:47

391º momento cultural: Closer

A vantagem de receber uma mensagem acerca do atraso de um voo no momento em que se chega ao aeroporto é ter tempo livre para se escrever uma série de posts atrasados! De qualquer modo, a questão dos posts cronológicos vai ser descurada, pois ainda não vai ser desta que vou falar de Pompeia e não sei que mais era. Agora sai já a peça de teatro que fui ver no fim-de-semana, antes que me esqueça.
Há umas largas semanas que vi anunciada peça Closer no teatro inglês de Viena e fiquei toda contente, uma vez que vi o filme e gostei imenso. Estranhamente já passei o Mergulhos a pente fino e não encontro qualquer referência ao filme. Tenho a certeza que o vi sensivelmente na mesma altura de um outro filme com o Jude Law, Alfie. Não há sombra de nem de um nem de outro filme aqui no blogue, o que é uma pena, pois para me lembrar do elenco e de algumas falas é porque gostei muito do filme.
Por coincidência, um dos meus colegas trabalha no tal dito teatro e avisou-me logo depois da estreia que a peça estava muito esquisita, que o público tinha estranhado e sei lá mais o quê. Eu perdi a vontade de ir e ele ficou de me dizer qualquer coisa se a coisa melhorasse. Não sei se melhorou, mas ele desencantou um bilhete para mim. Como a cavalo dado não se olha o dente, lá fui.
A história é basicamente dois casais, ou melhor, dois homens e duas mulheres, em que baralha e volta a dar. Estão todos apaixonados uns pelos os outros à vez. Isso assim só parece o Beverly Hills dos anos 90, mas é mais do que isso! No entanto, eu tive alguma dificuldade de seguir a passagem do tempo. A cada cena já se tinham passado meses ou anos e eu no início não estava a seguir. Simpatizei mais com umas personagens do que com outras, mas realmente já pouco me lembro do filme para saber se foi muito fiel ou não. Lembro-me da cena no clube de strip onde a actriz tem a peruca cor-de-rosa... Mas realmente o fim foi muito esquisito... well, toda a segunda parte e o fim da primeira também. Eu segui tudo de fio a pavio, mas a senhora do lado adormeceu. Houve uma fila inteira que foi embora ao intervalo. Tenho pena, pois continuo a ter o filme em grande conta.

domingo, 13 de maio de 2018

12 points for Austria

É ver as votações da eurovisão ao vivo num pub com a emoção de quem vê uma eliminatória a ser decidida nos penalties.
A Áustria ficou com a vitória moral: ganhou na votação dos países, mas foi ultrapassada por Israel na curva do televoto. 

sábado, 12 de maio de 2018

Leitura obrigatória

Jornalista - Como se chama a aula?
Calíope - Competência de leitura e produção de texto, numa tradução um pouco adhoc.
Jornalista - Então eu vou dizer ao Zé Eduardo que se estuda o Vendedor [de Passados] na Áustria.
Calíope - Quem é o Zé Eduardo?
Jornalista - O Agualusa! Eu trato-o assim por Zé Eduardo...
Calíope - Glup! Não é preciso... ele deve saber que é lido em todo o mundo...

Pseudo-atlas

Não é aquela altura do ano em que me sinto Atlas, mas que acuso alguma falta de tempo, isso sim... Caso contrário, não ligaria uma máquina de roupa já passado da meia-noite. Na verdade, isso é só a ponta do icebergue. A agenda de fim-de-semana está mais concorrida do que nunca: aulas para dar, aulas para assistir, aulas para preparar, entrevista para dar, compras, teatro, festa de anos, ser anfitriã de um colega, fazer uma mala... e com sorte também consigo comer e dormir. Agora é que me dava jeito um secretário/mordomo (mas daqueles que sabem dançar para o explorar nos tempos livres também)! 

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Antes e depois

Durante o festival de kizomba, enquanto esperava uma oportunidade para dançar e os táxis iam levando as lambisgóias ao meu lado, eu lembrei-me várias vezes que não tinha razão nenhuma para estar triste. Mesmo com essas paragens, eu estava a dançar mais do que nunca e se comparasse com a minha prestação em Zagreb há um ano, agora sou praticamente uma dancing queen (sim, ainda há muita margem para empress, quem sabe até papisa), mas o importante é que já sei dançar qualquer coisa, o que é motivo de alegria! Dançar é como nadar é aquilo e mais nada e não há espaço para multi-tasking!

Hoje começaram a sair as fotos do festival e eu bati os olhos nesta e desatei-me a rir


porque me lembrei imediatamente desta



É tão cómico Maria Calíope ter sido apanhada em ambas as fotos sensivelmente na mesma posição com estes indivíduos em concreto, quando dançou sem exagero com dezenas de gajos! E para mim é mesmo um antes e depois. Se no "antes" (em Zagreb em 2017) eu estou praticamente pendurada ao pescoço deste indivíduo, no "depois" (em Viena em 2018) estou na diagonal (sim, estou mesmo inclinada e não é a cair) num passo que acho mesmo muito bonito. E nem acredito que aquele braço delineado é meu... afinal a ginástica está a fazer qualquer coisa!



Napolitando

Parece que tenho mil posts atrasados. Queria falar de Nápoles, queria falar do festival de kizomba, pelo meio houve cinema e outros desenvolvimentos e parece que o tempo me escorre pelos dedos. Vamos a Nápoles, que eu gosto de coisas cronológicas!
Cheguei um dia mais cedo que as minhas amigas, mas Maria Calíope está mais do que habituada a viajar sozinha, por isso a última coisa que iria fazer era ficar no quarto do hotel a ver o Madagáscar dobrado em italiano (aconteceu mesmo!), caso não tivesse enturmado com pessoal local! Oops! I did it again... E o querido leitor, já a revirar os olhos, sabe perfeitamente da queda que Maria Calíope tem por italianos... É mais forte do que eu! Eu não queria, eu não queria! :D
Bom, com o passar do tempo sair com estranhos passou a causar-me pouca estranheza e tenho duas abordagens para a situação: 1) um estranho deixa de ser estranho quando o conhecemos, 2) pessoas conhecidas podem-nos causar danos bem maiores que estranhos. Tudo isto polvilhado com fé na humanidade e ainda mais fé nos meus instintos: se eu achei que era boa onda é porque era mesmo. À medida que o tempo passa e vamos conhecendo mais pessoas mais desenvolvemos e apuramos estes sentidos.
No fim de contas, passei uma noite muito mais divertida do que se tivesse ficado a ver o Madagáscar dobrado em italiano até ao fim! Foi um belo saturday night fever: fui sair com um grupo de italianos que fui conhecendo, mesmo ao estilo "traz um amigo também". Então eu saí com um tipo que foi buscar uma amiga e os três fomos para um bar giro-giro numa espécie de Bairro Alto napolitano ter com umas amigas dela e depois ainda chegaram mais uns amigos dele. Os gajos eram todos guias  turísticos e (talvez por isso) falavam inglês, o que me facilitou bastante para decidir com quem falar. Saquei uma série de dicas, outras tantas recomendações e ainda uns números de telefone! E o vinho da casa?! Era de beber e chorar por mais!
Perceberá agora o caríssimo leitor porque Maria Calíope adora ir a Itália? Não é só marketing, há conteúdo também! (E a estética, senhores? A estética!)